Vazios


… limitava-se a ouvir, a acenar, béu-béu, a dar esperanças como o amigo Pedro também deu, mas ao nível da coragem para enfrentar quem mandava, zero.

Seguro preocupado e triste com conflito entre professores e Ministério

Já sei que há iluminados que sempre souberam tudo, mas eu demoro sempre um pouco mais a atingir as coisas.

Não tenho agora grandes dúvidas que a suspensão da ADD, no Parlamento, a 25 de Março de 2011, foi combinada entre o PSD e a Presidência, que depois a vetaria.

Por isso, seja com Seguro ou com Costa, mesmo com os ex-bloquistas dependurados, nada me convence em matéria de conversa.

 

… e destinados apenas a alimentar a existência de grupos de trabalho?

Quando ao subdirector-geral que assina estas coisas, desconheço-o pessoalmente, mas percebo que entre 2005 e 2011 foi um dos colaboradores pelo que, como se vê, em vez de implodir, a teia polvorenta das estruturas e chefias do MEC, apenas revela continuidade com o passado…

É impossível fazer algo de novo com quem alinhou com as velhas práticas e quem há décadas vive na sombra confortável dos corredores…

O eduquês é imortal.

… os muñozes&queirozes ficam sempre a ganhar.

Colégios pequenos poderão reduzir salários até 15% para fazer face a dificuldades

Trabalhadores não docentes do ensino particular vão ter aumento de 2% no salário. Docentes mantêm horas de trabalho e remunerações, mas horários podem mudar de um trimestre para o outro.

E 15% de desconto nas larguezas dos donos e dos directores executivos?

Menos viagenzinhas, por exemplo…

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, defendeu esta quinta-feira a necessidade de apostar no processo de seleção e avaliação dos professores, pretendendo retomar «muito em breve» a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC).

«Em Portugal tomámos e estamos a tomar algumas medidas nesse sentido, no que se refere à entrada nos cursos de formação professores, ao que é ensinado nesses cursos e à Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades instituída – e que nós temos de retomar em breve», disse à agência Lusa em Londres.

O ministro falava à margem de uma cimeira de alto nível dedicada ao tema das Reformas na Educação, intitulada «Celebração, Ambição, Inspiração», organizada pelo ministério da Educação britânico e pela Education Foundation, num painel com ministros e dirigentes de Espanha, Holanda, Polónia e China.

«Um tema comum a todos os países que aqui falaram é o reconhecimento de que a qualidade da docência e qualidade da formação inicial dos professores são fatores decisivos para melhoria do sistema de ensino», afirmou no final à agência Lusa.

… que não consegue ir além dos seus rancores pessoais, ignorando que ocupa uma função que está muito para além da sua curteza de vistas.

Seria interessante fazer a contabilidade das saudações e parabéns absolutamente irrelevantes que o actual PR enviou.

I5Jul14

I, 5 de Julho de 2014

Eu até poderia concordar, se o bigodes da ugêtê tivesse um sucesso que fosse para apresentar.

Este gajo – sim, é de um gajo que se trata – entrou para o cargo como se os tivesse no sítio, mas… perderam-se por falta de uso.

De que oposição está a falar?

No PS é o que sabe… no Bloco, idem. Só se for com a CDU e o Marinho [e] Pinto.

Cavaco quer entendimento entre Governo e oposição até ao Orçamento

 

Não há nada do MEC que a FNE não apoie, desde que assegure uns lugarzinhos e até já estou a adivinhar alguns…

Ensino: FNE quer participar na definição de políticas dos municípios

O secretário nacional António Galamba afirmou esta terça-feira ao PÚBLICO que a actual liderança não vai avançar para a convocação de um congresso extraordinário.

“Quem quer que se realize um congresso extraordinário vai ter de cumprir as regras que estão nos Estatutos”, disse o dirigente próximo de António José Seguro.

No Câmara Corporativa vai um reboliço dos diabos, a aliança socrático-soarista está que nem se pode.

Não se percebem bem açgumas leituras produzidas na noite de ontem… em especial o regozijo da Aliança Portugal por ter perdido por poucos e do PS por ter ganho, mas sem conseguir capitalizar metade da perda de votos dos partidos do actual desgoverno.

Enquanto em 2009, estes três partidos concentravam cerca de 76,5% dos votos, agora nem aos 60% chegaram.

Se esse fenómeno – de perda de influência eleitoral dos partidos do centrão governamental, enquanto sobem os votos das propostas mais populistas e “extremistas” de direita e esquerda – não foi exclusivo de Portugal?

Não, não foi, o que agrava ainda mais as coisas, pois é algo global que demonstra até que ponto a desconfiança se instalou em relação aos senhores do rotativismo governativo.

Se é preocupante?

Depende.

Enquanto as propostas “centrais” se ficarem por Duponds e Duponts, é porque continua a aprofundar-se uma enorme incompreensão entre as cliques e clientelas partidárias e o resto da população.

Enquanto as diferenças forem entre tons da mesma cor base (o cinzento apastelado, com mais goma ou menos goma no cabelo), é porque o solipsismo político atingiu níveis próximos da ruptura.

Mas alguém se sente motivado para votar num assis ou num rangel, que daqui a semanas só se distinguirão porque um decidiu ter ar de saudável raquítico e o outro ainda não?

Menos de 60% de um terço dos votantes inscritos (estou-me cada vez mais nas tintas para o argumento dos “eleitores-fantasma” que, a existirem, só existem porque o poder político assim o permite por incúria ou incompetência) significa que os “grandes partidos” do “arco da governabilidade” convenceram menos de 20% dos eleitores inscritos.

É demasiado escasso para que seja quem for possa reclamar qualquer vitória.

Com jeitinho… começamos a ter um colégio eleitoral mais curto do que a velha democracia esclavagista e misógina de Atenas, sendo que no caso presente não se vota por opção e não por proibição.

 

… e muita conversa fiada, a começar pelo “diálogo com os professores” (que belo historial vocelências têm nesse particular) e pela “adaptabilidade” das escolas públicas (traduza-se por municipalização e parcerias com entidades privadas).

O Contrato de Confiança do PS é, na área da Educação, um perigoso (mas expectável) vazio. De ideias, de propostas concretas, de tudo.

Amanhã, em apenas 1800 caracteres, para o Diário Rconómico, sintetizo a síntese e quase me sobra espaço.

PSContraConf

(…)

PSContraConf2

Documento completo com as 80 medias fofinhas: PSContratodeConfianca.

Depois do veto, Cavaco Silva aceita aumento dos descontos para a ADSE

O Governo garantiu nesta quarta-feira, aos sindicatos da UGT, que os pontos acumulados pelos funcionários públicos, decorrentes da avaliação de desempenho dos últimos anos, serão tidos em conta quando as progressões na carreira forem descongeladas. Jorge Nobre dos Santos, coordenador da Federação de Sindicatos para a Administração Pública (Fesap), destacou esta como a principal nota a retirar de uma reunião, que durou mais de duas horas, com o secretário de Estado José Leite Martins.

Eu quero lá saber dos “pontos”… se fossem os anos que nos roubaram à vida profissional…

… escrever sobre seja o que for do que se vai passando. Porque se sente a inutilidade.

Prova de professores pode ser simplificada

O Ministério da Educação e Ciência(MEC) pode simplificar a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC) para a docência, de forma a que esta ainda se reflita nos concursos de contratação e de ingresso nos quadros que serão lançados até final deste mês.

Já não há palavras…

Amanhã o Pedro irá mexer os lábios, enquanto o som vem d’além.

O primeiro-ministro vai anunciar, no domingo ao final do dia, aquele que será o futuro de Portugal no pós-troika. Ao que o Expresso apurou, a decisão será a de uma saída limpa. E será uma decisão e não uma opção pois, segundo explicou aquela publicação um ministro, “não houve essa opção”.

Ouvir os discursos do 1º de Maio é um exercício de masoquismo intelectual.

Num zapping apanhei o Carlos Silva a falar na ditadura sem rosto que existia há mais de 40 anos.

Ditadura sem rosto?

Mas que treta de lugares-comuns!

Sem rosto… se há coisa que as ditaduras costumam ter é um rosto bem definido.

A nossa também o tinha. Até mais de um.

Pendurados na paredes das salas de aula.

Mas que recuo?

Aguarda-se ida do Couto dos Santos a uma televisão para explicar, após intervenção do líder da FNE, desculpem, UGT.

UGT diz que recuo nos cortes facilita concertação social

Carlos Silva vê com agrado o facto de o Governo dizer não à troika.

O actual PR decidiu estar na China na data em que – oficial e teoricamente – a troika se vai embora ou, nos termos em que o ministro portas gosta de colocar as coisas, Portugal recupera a soberania.

A única coisa menos má é que parece improvável que faça jogging na muralha.

Há realmente gente com muito pouco com que preencher a vida. Há por ali vazios e insatisfações diversas que urgiria colmatar. E, para dar sentido a esse quotidiano plano e entediante, busca algo com que chatear o próximo. Digo-o tanto como professor como enquanto encarregado de educação.

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