Vai-te Catar


… mas neste caso aceito.

Passos pede aos portugueses que condenem demagogia

A parte da “agenda populista e demagógica” é uma refrescante admissão de culpa em relação ao que o Pedro e o Paulo têm feito recentemente…

Quem dizia que ele não é capaz de admitir os seus próprios defeitos?

Já está suficientemente slim para não ir ao ginásio?

Paulo Rangel. “O período dos verdadeiros sacrifícios acabou”

Agora vamos apenas bincáre!

Meu caro homínimo… o seu lugar está garantido, assim como a derrota da sua lista. Seria tempo para deixar de fazer este tipo de figuras… eu sei que o mundo da política é volátil… mas isto fica impresso e um dia atormenta-nos a consciência (se ela sobreviver, é claro…).

Durão Barroso não admite “ir de cavalo para burro”

Depois de 10 anos à frente da Comissão Europeia, e prestes a concluir esta etapa do seu percurso, muito se tem especulado sobre o futuro de Durão Barroso. O seu nome tem sido apontado para a corrida a Belém, todavia, essa hipótese estará completamente posta de parte, adianta o semanário Sol. Para onde irá, então? Ainda não resultou claro, mas fonte próxima garante que Barroso não admite “ir de cavalo para burro”.

Durão lembra “cultura de excelência” promovida nas escolas antes do 25 de Abril

(…)

Durão Barroso, que falava na cerimónia de entrega do donativo do prémio europeu Carlos V à CAIS e à Escola Secundária de Camões, em Lisboa, recuou ao tempo em que ele próprio estudava no então chamado Liceu Camões, onde beneficiou de “uma educação de exigência” numa “boa escola”.

“Estamos a falar de antes do 25 de Abril, de uma sociedade portuguesa que não conhecia ainda a liberdade, estamos a falar de uma escola pública (…) num período em que ainda não havia democracia e, no entanto, estou a dizer que foi uma boa escola”, frisou. Pois, continuou, embora algumas liberdades estivessem “cortadas” e se vivesse num regime ditatorial, “havia na escola uma cultura de mérito, de dedicação, de trabalho”.

“Penso que foi uma pena na evolução posterior não ter sido sempre possível conciliar a indispensável democratização do ensino com o mesmo nível de exigência”, acrescentou, considerando que apesar do nível de educação mais elevado que existe hoje e das “possibilidades imensas” que são oferecidas aos jovens perdeu-se alguma coisa em termos de “exigência, do rigor, da disciplina, do trabalho”.

O meu comentário é o seguinte:

Embora a liberdade blogosférica permita estas interacções indesejadas, eu preferia que o minúsculo vitorcunha se limitasse a emitir juízos animais sobre quem lhe é próximo e conseguisse distinguir uma brincadeira. Mas, como sabemos, o humor (mesmo que simplório) não está acessível a qualquer asno de duas patas.

Ricardo Araújo Pereira: “Prefiro ter filhas lésbicas a serem do Sporting”

A boca até tem graça. Está mais ou menos ao nível da macheza do Nuno Melo no congresso do CDS. Faz-nos sorrir e depois ter pena do emissor. Do RAP porque achou ter sido engraçado e do Nuno porque pretendeu falar a sério.

O problema de se subir muito depressa e se encher os bolsos com a venda do humor à PT é que depois só sobram graçolas alarves para consumo generalizado dos 60 milhões de benfiquistas.

Deste género eu arranjo às dezenas… vamos lá… eu prefiro que a minha gata seja do Cascalheira do que ter humoristas precocemente senis em prime-time (e é bom que se note que não falo no Herman durante a primeira década deste milénio).

Para quem andou a criticar as críticas intelectuais “à bola” e quem andou a escrever que um dia deu boleia a Deus, isto é um grande trambolhão e uma baboseira difícil de justificar, mesmo com a desculpa do “humor”.

Mais outra, mais outra… eu prefiro que o meu pintarroxo seja do Offenbach do que ter um árbitro cego num jogo de homenagem.

Que tal? Que tal?

Estou bom para um contrato milionário com a Vivo?

Mais outra piada, munta gira, de alto nível linguístico, a pensar no eventual fundo de maneio do RAP:

Estudo procura homens com disfunção erétil

Laboratório faz estudo sobre disfunção erétil em Lisboa e pede voluntários.

Só acrescento isto porque estava a pensar se o Steven Seagal não poderia dar um pontapé nos tintins do RAP só para testar a sua resistência ao impacto.

Afinal, estamos numa de piadolas brejeiras, num é?

É tudo humori!!!

Um dos especialistas em Educação do Blasfémias explica o fracasso sueco nos PISA 2012 com a imigração.

Claro que o gráfico tem daquelas escalas manhosas em que parece ser o que não é e falta o peso relativo dos imigrantes no total da população.

Claro que o “especialista”, qual paquiderme analítico, nem sequer se lembra que a composição da população portuguesa – de acordo com a sua lógica estreitinha – explicaria facilmente os maus resultados de Portugal durante as décadas de retorno de muita gente de África ou, mais terde, de imigração.

O problema é que temos esta malta a botar opinião e até há quem ache que aquilo é uma análise qualquer quando se trata de outra coisa, bem mais complicada.

Ou Zé das Medalhas?

Pires de Lima diz que Portugal está a viver um “milagre económico”

“País não pode passar por uma crise política”, avisa Passos Coelho

Porque é o exemplo típico do sonso ao serviço da causa que está na onda. Quando fala, parece um autómato, incapaz de fugir ao guião e de uma indigência argumentativa verdadeiramente notável.

Rosalino esclarece que não prometeu redução de horário no Estado

Para mim o único interesse que me desperta é o trajecto pós-troika.

… mas era obrigando-te a dar umas semanas de aulas (vá lá… uma semana) a uma turma CEF ou PCA de dimensão média, com esse ar e vozinha de engomadinho de fresco.

O que não ensinaram ao Rosalino, ou ele não percebeu ou não o deixam dizer que percebeu é que a lógica de medidas transversais, aparentemente igualitária, é a antítese da equidade.

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Diário Económico, 24 de Junho de 2013.

… um gajo ter de ouvir este tipo que nada fez na vida desde os cueiros do que capitalizar na rede de influências políticas do seu berço, exercer cargos políticos e fracassar como líder partidário, dar lições de moralidade seja a quem for.

Se tem problemas de compreensão, seria tempo de os combater e deixar de ser recadeiro.

O meu problema com ele, neste particular, não é uma divergência de opinião, mas os termos em que ele coloca a questão, afirmando não a compreender, algo que já ficou visível pelo modo como, recentemente, distorceu os dados sobre a relação entre professores e alunos em Portugal.

Marques Mendes não compreende a greve dos professores, acha que é um abuso e uma falta de respeito.

Estamos cheios de gente absolutamente sobredotada em fórmulas mágicas para a Educação. Basta irem umas semanas ou meses para qualquer lado e trazem logo ideias mais do que infalíveis… mesmo se algumas são incompatíveis entre si e outras são completamente desfasadas da nossa realidade.

Basta ver como no mesmo texto se defende menos alunos por turma num caso e mais no outro. Num sítio a descentralização, no outro a concentração.

Desde o século XVIII que temos uma sucessão de estrangeirados iluminados a cada viagem que fazem lá fora.

Apre… fica só o exemplo mais patético de todos, só faltando um a dizer que os maiores avanços na alfabetização são actualmente em países pobres em que as aulas funcionam, quantas vezes, em condições muito precárias.

Oito ideias para transformar as nossas escolas (quase um manifesto)

(…)
4.       Alunos por turma. Os professores japoneses são os primeiros defensores de um número elevado de alunos por turma. Quais as vantagens? Primeiro, mais competição, maior esforço dos alunos para se destacarem. Segundo, maior diversidade de ideias e discussões mais interessantes. O sistema japonês assenta num ideal de discussão e esta pode ser mais rica com uma turma maior. Terceiro, um número de alunos por turma elevado permite libertar horas para preparar as aulas e ter tutorias individuais com alunos. As turmas no Japão têm entre 35 e 45 alunos.

Os factos?

Bem… isso não interessa anda, desde que o escriba tenha tido umas conversas com alguém, lá pelos japões. Faz lembrar aquele Lourenço quando fala com um alemão sobre os seus gráficos.

Porque os factos, enfim, os factos são completamente ao contrário do que é afirmado, mas isso são pormenores.

Basta ver a evolução do ratio alunos/professor no ensino primário e secundário.

Já agora a evolução dos gastos por aluno.
.

Isto é o equivalente a prometer que amanhece de manhã.

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar adiantou hoje que a mobilidade especial para os professores só se vai aplicar depois do final do primeiro período lectivo, ou seja, em 2014.

A garantia foi deixada pelo governante no final da primeira ronda negocial com os sindicatos dos professores relativa às novas regras aplicáveis á função pública, que hoje decorreu no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.

João Casanova de Almeida explicou aos jornalistas que a passagem dos docentes a este novo regime, que o Governo renomeou de regime de requalificação profissional, só vai acontecer depois de concluídas todas as fases de colocação de professores, que decorrem até Dezembro.

O que eu gostava era de saber o que Casanova de Almeida prometeu a quem concorre directamente com a rede pública, ajudando a produzir horários-zero em algumas zonas do país.

Confesso que, mesmo em Portugal, é raro encontrar um idiota tão idiota ao lado de outro idiota tão idota (com a única vantagem de estar calado).

O que vende(u) ele ao Relvas?

Mais uma armado ao pingarelho… só porque há idiotas mais idiotas do que ele que pagam para ouvir discursos inspiracionais mal copiados dos originais americanos isso não significa que tenhamos todos de o aturar!

O raio do relvas foi-se mas deixou outro miguel… tão bom a fazê-lo quanto ele.

I22Abr13

… por isso não abuses da nossa paciência com conversas da treta.

“Sei que só a história me julgará convenientemente e com distância”, afirmou o ministro demissionário.

ORelvas

… apesar da elevada produtividade em vacuidades e diagnósticos da treta.

António Borges: “O ideal era que os salários descessem”

Mas quem precisa de licenciados em História, essa corja de inúteis, que conduziu o país à ruína durante décadas de governação?

E qual é a utilidade de professores se não fazem falta? E das escolas que formam “pessoas que não servem para nada”!

O que precisamos é de economistas e engenheiros, sobredotados por natureza!

Não faltará quem diga que isto é um discurso corajoso.

Só porque é bruto.

Então é assim: eu acho que os economistas que tempos são uns inúteis e incompetentes, pois foram eles que nos conduziram ao ponto em que estamos, em aliança com políticos medíocres e opinadores “especializados” da treta.

Para mim, para evitar voltar a tribunal, diria que é uma opinião que se move na área do detrito intelectual com direito a multiplicação comunicacional.

E que me venham dizer que isto é um ataque ad hominem. É, sim senhor… e já agora é um ataque corajoso, pois não é feito “em chuveirinho” ou de forma anónima…

Ahhhh… e mandei mail ao dito cujo, a avisá-lo.

 

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