Sem Pachorra


Assunção Esteves faz as pazes com Vasco Lourenço

(…)
Chegou 15 minutos depois da hora inicialmente prevista e foi recebida à porta por um afável Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril. “A ideia era vir almoçar mas não deu”, confessou antes de entrar no elevador com o coronel, que a levou para uma breve visita guiada pelo edifício da Associação, na rua da Misericórdia, em Lisboa.

Nas escolas, nas salas de aula, ensinando os conteúdos, disciplinando, motivando, conseguindo sucesso, dinamizando aprendizagens. Há quem saberia disciplinar uma sala e despertar aprendizagens rigorosas e há quem conseguiria motivar os alunos para desenvolverem aprendizagens relevantes.

El@s.

Os que não colocam os pés numa escola sem ser em modelo VIP.

Que nem se aproximam de uma sala de aula, sem ser por ouvir dizer.

(também os há ainda pelas escolas, mas em muitas já rareiam, ou encostaram-se a coordenações e outras coisas boas disponíveis… mas sempre prontos para dar lições acerca do que fazem muito pouco)

Se quisessem muito, há sempre voluntariado disponível. Não se esquivem com faltas de autorização.

Não é que seja um inferno, é apenas um tema sobre o qual falam de cátedra e dão lições a quem, pelos vistos, não souberam ensinar.

Porque é que os professores não mudam as práticas dentro da sala de aula?
Os professores foram ensinados de determinada maneira e tendem a replicar o modelo que conhecem. Por outro lado, esta forma de estar na escola tornou-se tão natural que alguns professores até pensam que é a única. Mas não. Temos de ter consciência do que se passa na generalidade das escolas para perceber porque fracassámos e querer mudar. Porque há soluções.

A entrevista foi publicada em 2012 mas, sabe-se lá porquê, foi recuperada nos últimos dias e colocada online mais de um ano e meio depois.

Já sei… as intenções são sempre as melhores, mas nunca se conseguem evitar os momentos em que se resvala para a culpabilização do costume.

… mas vamos ter de esperar pela recompensa que a espera no final do mandato.

Ministra das Finanças diz que emigração pode trazer benefícios ao país

… que mandou pensar que estamos em campanha eleitoral.

Ainda há muita gordura a cortar?

Temos de continuar a aumentar a eficiência da máquina do Estado. Já cortámos em despesas intermédias, mas quanto mais tornarmos eficiente a administração, mais podemos reduzir o seu custo. Não podemos é criar a ficção de que é possível terminar o processo de consolidação orçamental sem tocar nas grandes áreas de despesa do Estado, que são salários e prestações sociais.

Compensa mais chumbar ou investir nos alunos?

Presidente do Conselho Nacional de Educação, David Justino, defendeu que é preciso «fazer as contas».

Investir, apostando em que os professores farão sempre tudo e mais alguma coisa, mesmo quando os desrespeitam anos a fio, denigrem profissionalmente e proletarizam materialmente?

Ou investir através de meios humanos especializados em aspectos que escapam a um professor regular e não formado em pedo-psiquiatria, psicologia ou em diversas terapias?

Porque há um erro dramático que anda a ser cometido por estes dias e que é, na base da aparente apatia que se vive, achar que os professores aceitaram todas as tropelias que se foram acumulando e que, perante a ineficácia das “lutas”, foram domesticados e se conformaram a fazer de forma acrítica o que deles quer uma classe política de ineptos (sim, estou a generalizar, tal como generalizam com a “cultura da retenção”).

Parece que não se percebeu ainda que a larga maioria – e não uma minoria – está esgotada, farta, desmotivada ou zangada. Ou uma combinação destes elementos.

Enquanto não perceberem isso, não perceberem que não é espezinhando mais e mais que conseguem melhores desempenhos, enquanto não perceberem que sem darem o exemplo de competência e integridade, não se chega a lado nenhum… o mais importante fica por compreender e por alcançar.

Enquanto o MEC não perceber que se encerrou num labirinto mental e enquanto quem anda ao redor do tema não perceber que a fractura entre a tutela e a generalidade dos professores é maior do que alguma vez foi e que sem actos concretos de tipo positivo, a colaboração é pouco maior do que nula, não se percebe o essencial do que se passa em muitas escolas.

Não devem apostar tudo no profissionalismo dos professores, quando diariamente os ofendem, nem que o medo é a única forma de condicionamento dos comportamentos.

 

Em especial quando os argumentos não passam pela preocupação com as aprendizagens dos alunos, mas com o custo das retenções.

A preocupação não é pedagógica, nem sequer ideológica, é meramente tecnocrática e orçamental.

JN2Abr14

Jornal de Notícias, 2 de Abril de 2014

Vamos lá por partes… 250 milhões de euros é muito dinheiro, mas passar indiscriminadamente toda a gente para os poupar cria despesas bem maiores, a jusante. Só quem é intensamente míope e só pensa no curto prazo não entende isso.

Por outro lado, não se entende que quem aparece com este argumento, defenda ao mesmo tempo a existência de exames que também custam dinheiro e geram margens adicionais de insucesso.

Era bom que, de uma vez por todas, esta malta organizasse o seu discurso, por forma a não parecerem cataventos. Querem rigor na avaliação e nas aprendizagens, mas sem insucesso. O ovo de Colombo. E, claro, a culpa do insucesso volta sempre a ser atribuída, mesmo que disfarçadamente, aos professores.

Eu defendo a existência de exames, apesar do seu custo e considero que os encargos com as retenções é um dos encargos do sistema, se queremos que ele – na nossa situação actual – não se torne uma balda completa.

O argumento da “cultura da retenção” é uma enorme mistificação, uma falácia, uma balela, um argumento de engomadinhos que eu queria ver numa sala de aula em que parte substancial dos alunos não traz cadernos ou material para escrever, que activamente se desinteressa das aprendizagens e cujas famílias se mostram incapazes de uma intervenção eficaz. Isto a acrescer à degradação da situação socio-económica das famílias que perturba, e não é pouco, a estabilidade dos alunos.

Mas, voltando à “cultura da retenção”, sempre atribuída às escolas e aos professores, gostava de sublinhar esta ideia – quem o afirma deveria vir das umas aulinhas a turmas complicadas, de modo sistemático, e não apenas enviar mediadores – muito úteis – para intervenções circunscritas que depois se apresentam como se fossem “de sucesso enorme.

Querem ajudar?

Convençam o MEC a apostar nessas medidas preventivas do insucesso e não em exames made in Cambridge. Convençam o MEC a criar equipas multidisciplinares de intervenção nas escolas de risco e não a retirar-lhes créditos horários quando num dado ano têm resultados abaixo do desejável.

Mas, como parte dos que andam a fazer circular esta informação são antigos responsáveis políticos ou chefias da estrutura administrativa do MEC que nada conseguiram fazer de eficaz nos seus mandatos nesta matéria, claro que nunca fazem esse caminho ou desenvolvem uma lógica alternativa a culpar, de forma aberta ou encoberta, “as escolas” e os professores.

Ide catar-vos!

Todos sabemos como o insucesso pode ser reduzido de forma sustentada, sem perder muita qualidade. Mas implica investimento.

E, como sabemos, nos tempos que correm isso é “despesa”.

Só falta mesmo é virem agora psicologizar o insucesso e começar a dizer que ele diminui a auto-estima das crianças e jovens e que os professores é que são uns cruéis desnaturados  e a responsabilidade nunca, por nunca ser, é dos políticos e dos seus nomeados que anos a fio desenvolveram políticas de enxertos e ziguezagues.

Governo quer evitar «estabilização» na educação

«Podemos correr o risco de estabilização, e é por isso que introduzimos reformas para podermos evitar a estagnação», afirmou João Grancho.

Líder da bancada do PSD garante que não haverá mais cortes de salários e pensões

A garantia foi deixada por Luís Montenegro no encerramento das jornadas parlamentares em Viseu.
.

O que lhe vão chamar?

Aumentos regressivos?

Re-escalonamento salarial?

Recalibragem da cremalheira?

Há casos em que a “sobredotação” é do âmbito mitológico e apenas existe na cabeça dos próprios e dos subdotados que os cercam.

Em outros casos fica-se sem se perceber que o exercício do cargo político transformas as pessoas imediatamente em idiotas para consumo público.

É escolher.

Maçães: “A Alemanha precisa de fazer muitas das reformas estruturais que Portugal fez nestes anos”

Poiares Maduro: Reestruturação da dívida seria extremamente prejudicial para País

… por aqueles que nada fizeram para que ela existisse, embora digam que a culpa é da malta ter andado toda a comprar quintas nas marinhas, carros de alta cilindrada para sortear entre a criadagem e férias de três em três meses em Marte.

“A dívida portuguesa é sustentável”, diz ministra

IMG_3724

UGT “percebe dificuldades” do Governo face a ameaças externas ao Estado Social

O bigode não deve passar de 2015.

Congresso do PSD e respectivas análises do politólogos e tarólogos nas rádios, televisões e jornais em letra virtual ou impressa.

Não é que Francisco Assis alguma vez me tenha despertado uma centelha de interesse, mas é sempre bom confirmar como se converteu num dos auto-considerados valores puros da nossa enfarruscada democracia, com pinceladas de intelectualismo bacoco. Veja-se este naco da sua potente análise encomiástica ao livro-rio de Vitor Gaspar acerca de dois anos da sua imaculada condução das finanças nacionais, em que se percebe que ele – seria de espantar – admira muito a sua acção, mesmo que “errada”.

Entre o erro da inteligência e o erro da mediocridade

Resulta bem claro da leitura da entrevista de Vítor Gaspar a Maria João Avillez que há um antes e um depois da crise do Verão passado.

(…) acabei de ler a entrevista que Vítor Gaspar concedeu a Maria João Avillez e que foi publicada sob a forma de livro.

A iniciativa em si mesma merece ser saudada. Maria João Avillez, a quem devemos alguns dos mais interessantes textos produzidos pelo jornalismo português das últimas décadas, conduz com subtileza o antigo ministro das Finanças pelos labirintos da sua vida pública e da sua inteligência. O resultado revela-se deveras interessante. Permite, desde logo, aceder à parcial compreensão de fragmentos relevantes da nossa história nacional recente, revela a complexidade de uma personalidade onde se associam a busca de uma racionalidade pura e a explanação de contradições intelectuais humanizantes e não deixa de apontar para as insuficiências da presente solução governativa.

Há uma coisa que Assis parece ainda não ter entendido, ao contrapor a tão exaltada inteligência de Gaspar à mediocridade de outros políticos… não me parece (e estou a hiperbolizar, claro) que os responsáveis por algumas das maiores atrocidades da História fossem pouco inteligentes. Faltavam-lhes era qualidades de empatia, de compreensão para com as diferenças, de respeito para com os que consideravam adversários. Muitos dos teóricos das maiores barbaridades dos últimos séculos eram pessoas com um nível intelectual bem acima da média. O problema era que para eles as pessoas não passavam de detalhes numéricos nas suas equações.

Como em Gaspar.

Quanto a Assis…  é apenas penoso lê-lo, mesmo que uma só página.

Que não me parece errada por causa da inteligência.

… naquel@s colegas com muito maiores preocupações do que eu com a qualidade do ensino que exigem que a miudagem leve as partes 1 e 2 do manual (porque nunca se sabe que matéria pode vir a ser dada), o caderno de actividades, o caderno e demais material, tudo a multiplicar por 4 ou 5 num dia.

Porque de pequenin@ é que se retorcem as vértebras e se domestica a verticalidade da coluna, na base das faltas de material que depois não é usado ou é usado por sorteio diário.

Eu sei que há trolleys, que se puxam assim tipo cachorrinho e que são excelentes para os pisos suaves dos pátios e as rampas de acesso que marcam, em profusão, a paisagem das nossas escolas.

Ministro da Economia diz que “administração pública de topo deve ser mais valorizada” nos salários

Nuno Crato: os exames electrónicos são o futuro

Eu não quero – muito sinceramente – parecer que estou contra tudo e mais alguma coisa, do tipo ludita sem travões, só que…

… lamento, mas discordo e discordo muito. Testes deste tipo só como complemento. Nunca como ferramenta principal da avaliação. Quem defende isso pode estar convencido de estar a ver o futuro, mas…  a ver outra coisa, uma nova forma de tele-escola pois a conclusão óbvia será que os meios electrónicos também poderão substituir grande parte das aulas presenciais.

O e-learning tem as suas potencialidades e as suas (evidentes) limitações. Mesmo o b-learning mais não é do que uma forma de reduzir custos, disfarçada de avanço tecnológico.

Nuno Crato parece ter-se tornado um autómato que defende um ensino despersonalizado, automático, mecânico, em que o factor humano é uma chatice.

Os indivíduos reduzidos a peças, a cliques, a códigos binários. Sempre fui crítico das teorias da conspiração que encaram a escola como uma fábrica, um mecanismo, uma engrenagem.

Mas…

Para quando a defesa do regresso ao ensino doméstico, com testes nestes moldes?

Como se vai começar pelo Inglês, que tal o homeschooling que tão atrai algumas bases do tea party, receosas que qualquer influência impura afecte o espírito das suas criancinhas?

Porque este modelo de ensino e avaliação, não há que enganar, pode ser o “futuro” em termos cronológicos mas… conceptualmente pode estar ao serviço de um dos modelos mais retrógrados e anacrónicos de educação.

Ou foi preciso recorrerem à pílula do dia seguinte?

UGT recorre à PGR para saber quem lhe violou o site

Aqui no Umbigo a malta já está habituada e preparada!

USBCondom2

 

Não chega o que te fizeram, ali queimadinho em fogo lento. para o Pires de Lima te ficar com o lugar e agora ainda te armas em estratega político?

Vai lá para a OCDE, dá-lhes o IBAN e deixa-te de conversas.

Santos Pereira defende «pacto político» entre PSD e PS

Ex-ministro também defende que Portugal vai precisar de um novo acordo de concertação social.

Há quem o endeuse, mas cada vez o verniz é menor e o traulitismo mais evidente. Estas declarações em defesa do obscurantismo científico não são para mim inesperadas pois este tipo de criaturas só pensa em si e, considerando-se um exemplo de sucesso (à custa de pacóvios que vão atrás das lantejoulas intelectuais bem arranjadas), mede tudo o resto a partir da sua própria “utilidade”. Orgânica, a vários níveis.

Só que depois eu é que sou quezilento quando digo – e não é de agora – que o rui vai nu.

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 832 outros seguidores