Resistência?


Ministro da Educação defende “direito dos alunos a resistir”

Praxes violentas e atentatórias da dignidade “não são representativas do ensino português”, disse o ministro no final de reunião com as associações de estudantes.

Posição assinada por algumas dezenas de professores.

Moção de apelo à adesão à greve a todo o serviço relacionado com a PACC

4ª feira – 18 de dezembro

1)      Sobre a prova de avaliação (PACC) não há muito a dizer.

2)      Muitos se pronunciaram, dizendo, e explicando porque o dizem:

a)      porque está cheia de ilegalidades na origem e aplicação,

b)      porque é injusta,

c)      porque desrespeita a dignidade docente e

d)      porque põe em causa o profissionalismo de pessoas devidamente habilitadas e com larga experiência (mesmo os que têm menos de 5 anos de serviço).

3)      Claramente esse é um balanço que não suscita dúvidas a nenhum professor português e que nem merece mais gasto de palavras.

4)      A pergunta que, no momento presente, se impõe é:

a)      O que vão fazer os professores/educadores do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais perante a injustiça imoral, que está a ser praticada contra colegas profissionais como nós?

5)      Há dois caminhos:

a)      Um, colaborar em nome da suposta obediência e de uma falsa ideia de lealdade com o Governo e os seus interesses, contrários aos interesses da Educação e, no caso concreto, aos dos professores.

b)      O outro, fazer a escolha custosa, mas baseada em ideias de justiça e solidariedade, de recusar colaborar com o caminho escolhido para despedir de forma indigna centenas ou milhares de colegas.

6)      A escolha é simples, portanto:

a)      Colaborar com os mecanismos processuais que levarão ao despedimento definitivo de pessoas que trabalham connosco ou

b)      Lutar pela defesa de ideias de solidariedade e de proteção da dignidade e direitos de outras pessoas, professores como nós.

7)      Mesmo os que nunca fizeram greve ou têm dúvidas, devem olhar a escolha por este lado simples de entender e que ultrapassa o custo financeiro de umas horas de greve:

a)      Quem quiser colaborar com o desemprego de colegas ignora a greve e comparece para a vigilância.

b)      Quem quiser afirmar a sua dignidade como professor/educador e quiser, além disso, prevenir que, no futuro, lhe apliquem o mesmo tratamento indigno, faz greve e não colabora com o que se vai fazer na quarta-feira.

8)      Nós, os professores/educadores abaixo-assinados, fazemos a que achamos ser a escolha de consciência e justiça e, na quarta-feira, aderimos à convocação de greve para a hora da prova, recusando, por dever moral e solidário, colaborar com esse ato.

9)      Apelamos a todos que se juntem a nós e façam deste dia um momento elevado de defesa da dignidade da nossa profissão.

Olá car@s amigos,

Na próxima quarta-feira, dia 18, vai realizar-se a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências (PACC).

Para sorte nossa, a nossa (e já vou em dois nossa seguidos) Escola (EB de Canidelo) foi escolhida como um dos “corredores da prova” para os nossos colegas. As outras são Teixeira Lopes, Canelas, Almeida Garrett, Oliveira do Douro, Sec. Valadares e a ESIC.

O exame realiza-se de manhã e é muito provável que todos (JI, EBI e EB23) sejam convocados para vigiar, logo, cada um de nós terá uma boa oportunidade de fazer a sua parte.

Creio, pelo que tenho sentido, que é absolutamente consensual (arrisco o unânime, mesmo sabendo que exagero) a recusa em vigiar a prova. Penso que teremos todos uma excelente oportunidade de fazer história porque vamos, estou certo, conseguir afirmar que a nossa profissão não se sujeita a este tipo de “brincadeiras” (poderia escrever algo pior, mas não quero ser mal educado).

Se quiserem saber mais sobre a PACC podem visitar este link: http://www.spn.pt/?aba=27&cat=207&mid=115

Deixo algumas informações práticas sobre a GREVE:

a.       Os colegas contratados pedem /exigem que cada um de nós faça a sua parte. Não os vamos prejudicar com a ausência. Seria a nossa presença a sua condenação. Falem com eles e vão sentir isso também.

b.      Não há serviços mínimos, logo, TODOS podemos aderir à Greve.

c.       A GREVE é apenas ao serviço da PACC, logo, tudo o resto continua a existir e é para ser feito.

d.      Aliás, com outro serviço nesse dia (reuniões), desconta apenas o tempo do exame (2t); Podemos, até ter reuniões de grupo nesse dia para planificar o 2º trimestre;

(…)

Tribunais aceitam providências cautelares para travar exames a professores

Quer-me parecer é que basta uma ou duas não terem provimento e o MEC ainda concentra as provas todas em Baldaricos de Cima.

Quanto aos procedimentos estarem suspensos, fala-se de que procedimentos?

A prova está feita há que tempos…

Há várias linhas de resistência mesmo se muita gente, com o argumento que outros não aguentarão, justificará a siua não adesão ou a desistência ao primeiro contratempo.

  • Quem precisa de fazer a prova, se dela discorda, deveria não a fazer. O risco é, obviamente, o de ver o acesso à profissão ser-lhe vedado. Mas… se a abstenção fosse muito elevada… não acredito que o MEC excluísse toda a gente. Claro que sabemos que existe sempre uma proporção variável de chico-espertos-mete-nojo prontos a aproveitar-se destas coisas. Mas é um risco a correr.
  • Claro que os candidatos podem alegar a sua fragilidade e pedir aos professores encarregues de vigiar as provas que não compareçam. Como se viu com as avaliações, há sempre quem tema uma intimação directa, mesmo que esteja em situação de alegar forte distúrbio emocional, se não achar suficiente alegar objecção de consciência.
  • E há ainda o caso de quem tem por função classificar as respostas, que tem ao seu dispor muita matéria para justificar a não adesão à proposta do IAVE. Sendo um organismo agora “autónomo”, não se entende que os professores do quadro lhe devam qualquer tipo de obediência. Se o MEC avançar com convocatórias personalizadas – se não o fez já é porque está a avaliar o terreno – há outras formas de resistir.

Claro que os sindicatos (todos, não falo deste ou daquele… pois parece que todos se opuseram a esta prova, pelo menos da boca para fora) poderiam ter uma posição mais pró-activa nisto, mas duvido seriamente que se empenhem de foram clara e evidente no apoio a estas linhas de resistência, pois isso implicaria uma flexibilidade de métodos que não faz parte dos guiões aprovados.

Interessante, mas o passado recente ensina-nos que muita gente desiste ao primeiro obstáculo. Veja-se o caso dos pedidos de escusa dos avaliadores externos… ao primeiro indeferimento mal amanhado e juridicamente nulo, toda a gente achou que tenha cumprido o seu dever de resistência.

Posição pública da Escola Secundária Francisco de Holanda

Cerca de 60 pais e mães (80% do total) dos alunos da EB1 do Freixo decidiram não levar os seus filhos à escola enquanto existirem apenas 3 turmas na escola. 
A recente alteração da rede escolar, obrigou a que todas as 3 turmas da escola ficassem com 2 níveis de ensino e 2 delas com o numero máximo de alunos permitido por lei. Desta forma esta escola fica em clara desvantagem em relação às restantes escolas do concelho, já que aqui a maioria das turmas têm cerca de 20 alunos.
Após contactos com várias instituições verificou-se alguma ambiguidade na atribuição das responsabilidades (entre o MEC e a CML) o que levou os pais a pensar em situações de luta e contestação.
Para além desta decisão ficou já agendada nova reunião para organizar outro tipo de protestos, bem como a publicitação da indignação de todos perante a situação.
Por mim, este é o deitar a baixo do primeiro dominó que fará mais ano menos ano encerrar a EB1 do Freixo.
Todos os pais esperam que as várias forças partidárias se expressem publicamente contra esta decisão, e apelam a todos os Lousanenses para que apoiem esta causa.

Miguel Ângelo Gaspar

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 947 outros seguidores