Ponto Da Situação


Quando os “fenómenos” mais recentes da vida político-partidária, resultado de fragmentações diversas e falsas independências se começam, eles mesmos, a ameaçar fragmentar e em busca de individualismos caudilhistas, a coisa faliu. Mesmo.

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Expresso, 15 de Agosto de 2014

Faltas de professores do quadro inviabilizaram provas em várias escolas

 

Iavé foi ao Templo à sucapa.

E, em vez de orar a si próprio, entreteve-se a trocar uns fios asnos no oráculo da Matemática.

“É para aprenderem a ler!”.

No dia seguinte os iaveístas adoraram Iavé por ser grande, talvez maior.

Quanto ao Costa, não passa de um peão.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, admitiu hoje que “abdicou” de ser candidato a primeiro-ministro e propôs eleições primárias alargadas a militantes e simpatizantes para que o partido encontre uma “solução política” para concorrer às próximas legislativas.

 

Vitória “estrondosa” é um gajo que falta 40% ser eleito com 30% de 20% de 10%.

Um “professor”!

 

 

Euro2014

 

A vida é assim… as “estrelas” só aparecem quando acham que há palco compatível. Ou então vão em busca de outras (p)aragens.

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Expresso, 17 de Maio de 2014

Por exemplo, alguém via a Joana Amaral dias a apoiar alguma figura feminina do Bloco? Haveria “espaço” para tal?

E ainda alguém se lembra do arraial que ela armou quando disse ter sido assediada por aquele secretário de Estado do PS para mudar de cores? quem foi que a assediou agora, que foi de tão boa vontade?

Joana Amaral Dias levanta convenção do PS ao pedir que se trave “rapaz” Passos Coelho Presença de Joana Amaral Dias foi uma surpresa apenas anunciada no próprio dia da Convenção socialista “Novo Rumo”.

Foi-me feito um pedido para fazer post com este tema e abordar, por exemplo, as seguintes questões:

- Os cálculos estão a considerar este ano lectivo?
– O montante que consta da proposta deles já inclui descontos, ou alguma indicação de como serão feitos os descontos?
– Nas secretarias há alguma informação sobre se teremos direito a duodécimos referentes a este último ano lectivo?

A este pedido acrescem outras informações que me vão chegando acerca da falta de pressa dos serviços centrais do MEC para despachar este tipo de situações, pelo que passo a incluir parte do testemunho de uma colega que me pediu opinião sobre o que seria melhor fazer:

Para contextualizar o meu percurso desde a questão que lhe coloquei: no início do ano estive de baixa, cerca de mês e meio; de seguida regressei por duas semanas ao trabalho (no entanto não leccionei pois estava lá o colega a substituir-me); desde então tenho estado de LSV por 90 dias, que termina na próxima segunda-feira.

Entretanto, submeti o pedido online para rescisão por mútuo acordo e enviei uma carta a pedir que me fosse concedida a rescisão com efeito a partir do fim da LSV, pois desta forma os alunos não eram prejudicados.

Claro está que não obtive resposta e quando telefonei, ontem, para a DGESTE disseram-me que não iam responder tão cedo e só ia vigorar a partir do próximo ano letivo. Isto porque tenho componente letiva atribuída, apesar de não ter dado aulas aos alunos (…).

Reforms

What reforms and major changes is the Government proposing?

(…)

  • As far as possible, municipal and independent schools are to have a common regulatory system. The point of departure is for the same rules to apply regardless of the responsible body. At present, the same rules apply in principle only when this is specifically stated. In order that independent schools can continue to have special educational profiles, certain limited exceptions will be possible.
  • As far as possible, all types of school are to be governed by common regulations where this is appropriate. The creation of a more uniform structure will make it easier for those interpreting and applying the Act.

Education in Sweden

The quality of Swedish education has been keenly debated over the past decade. As a result, Sweden has implemented school reforms in recent years to improve results and raise the status of the teaching profession.

The academies model: fragmentation, favouritism and failure

Our peculiar education system that allows for academies and free schools should be phased out. All publicly-funded schools need to be placed in a common framework as soon as possible.

Lembra-se do movimento para as europeias que Carvbalho da SIlva ia dinamizar, mas o próprio negou?

Afinal sempre é verdade.

A confirmação já tem uns dias, mas a actualidade envolvente não permitiu destacar com mais calma o desmentido do desmentido.

Exp21Dez13b

(na altura houve gente muito apressada a divulgar o tal desmentido que agora não se entende, tendo eu respondido que dificilmente a notícia seria falsa)

Em nome da unidade e convergência da Esquerda, já há meia dúzia de partidos ou movimentos à esquerda do PS, se juntarmos ao PCP e Bloco, o Livre, o 3D, o MAS e o tradicional MRPP, fora outras siglas com menos penetração mediática.

No fundo temos a desagregação do Bloco em bloquinhos.

O lego político tem estas potencialidades.

Vão-se conhecendo casos de não realização da prova.

  • No Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima houve 100% de adesão à greve.
  • Em Setúbal no Agrupamento Barbosa do Bocage também não se está a fazer a prova.
  • No Porto, Gaia, Coimbra e Lisboa várias escolas onde apenas algumas salas estão a funcionar ou mesmo apenas uma.

Quem souber de mais casos, vá deixando o relato…

A vergonha maior é ver a polícia dentro das escolas e o MEC a insitir numa conversa da treta.

A vergonha menor é ver o João Dias da Silva com cara para prestar declarações por estes dias, sem ser mergulhado num barril com alcatrão e penas.

Via Arlindo:

PACC

É o que se obtém conjugando dados de sindicatos e Governo.

Reportagens na RTP, SIC e TVI.

Prometo não ocupar muito espaço a repetir argumentos, mas gostava de deixar aqui três pontos que acho essencial ter em atenção em relação ao estado de total mistificação em que se tornou, de forma agravada, a nossa Educação, em especial a não-superior:

Prova de ingresso na profissão – conhecido o diploma que a regulamenta fica-se com a sensação de aquilo é uma brincadeira de mau gosto pois nunca uma prova escrita generalista pode avaliar verdadeiramente a qualidade de um professor, a qual só se pode verdadeiramente aferir em contexto de sala de aula, perante alunos. E assim deveria ser feito: existindo vaga, os professores concorriam e prestavam provas práticas num verdadeiro ano probatório e não em prova livresca. Esta prova destina-se a ficcionar uma pretensão de rigor que é impossível existir quando há professores de diversas disciplinas que fazem prova específica e outros não, nem sequer a tendo prevista. Mas especialmente ridículo é que no artigo 8º do decreto regulamentar 7/2003 de 23 de Outubro se determine no ponto 2 que “A classificação da prova e das respetivas componentes expressa-se na menção de Aprovado ou Não aprovado”, enquanto no ponto 3 “A classificação da prova e das respetivas componentes pode ainda assumir uma expressão quantitativa, que é a da sua componente comum, quando apenas haja lugar à realização desta, e a média das componentes comum e específica, em cada caso, quando haja lugar à realização das duas”. Isto é anedótico porque um decreto regulamentar não se destina a apresentar um leque de possibilidades mas a regulamentar o que vai efectivamente acontecer, não deixando espaço fértil para despachos e notas de esclarecimento avulsas que, posteriormente, serão produzidas para regulamentar o decreto regulamentar. Percebe-se que o legislador tinha pressa e poucas certezas ou então que aquele ponto 2 existe para satisfazer uma pretensa conquista negocial de um federação sindical específica.

O ensino vocacional – ficámos a saber que sempre foi feita uma avaliação da experiência-piloto em 13 escolas e que parte dos inquéritos até têm quase um ano. Ficámos também a saber que de acordo com a opinião da maioria dos que implementaram os primeiros cursos vocacionais, em escolas que se voluntariaram para o efeito, consideraram que os cursos não estão adequados ao perfil dos alunos envolvidos. Mas só soubemos disso depois do MEC ter mandado alargar a experiência a centenas de outros casos e ter levantado imensos problemas à continuação de ofertas alternativas (muitos cursos foram “descontinuados” para dar lugar aos novos, mesmo quando nem plano de estudos ou programa tinham) a esta que tem evidentes inadequações à nossa realidade e à própria obrigatoriedade de 12 anos de escolaridade. O que significa que uma avaliação pouco favorável ficou escondida de forma a não perturbar uma abusiva estratégia de pressão para a sua generalização. Ao que consta a avaliação teve aspectos positivos a fazer lembrar as do estudo sobre o impacto das Novas Oportunidades que este MEC e este Governo tanto criticaram. Confrontado com este encobrimento, um dos responsáveis pela coisa optou por acusar professores e jornalistas de uma tenebrosa conspiração.

A proposta de rescisão – foi também fruto desta época outonal a apresentação da proposta concreta de compensação aos docentes que queiram rescindir o seu vínculo com o MEC e irem à sua vida, emagrecendo ainda mais os quadros, se possível levando embora o que resta dos professores mais caros ao orçamento, aqueles que ainda resistem e não se deixaram seduzir ou não estavam em condições para se aposentar. As condições propostas, mesmo as que apresentam valores mais favoráveis, são inferiores às apresentadas a outros funcionários e têm contrapartidas de tal forma restritivas (o período de “nojo” em relação a uma qualquer prestação de serviços ao Estado deixaria qualquer gestor público de cabelos em pé), que só rescindirá quem já tenha algum emprego alternativo garantido no sector privado e queira agarrar já numa quantia que, não sendo generosa, ficará logo nas suas mãos e livre (salvo saque fiscal posterior) dos humores governamentais. Porque já sabemos que ou se recebe logo ou as circunstâncias mudam e as promessas de ontem de tarde desaparecem ao pôr-do-sol. Este plano de rescisões pretende amputar ainda mais a classe docente e substituir um modelo de carreira com progressões por um modelo horizontal de não carreira. O truque é simples: se saíssem assim (embora não me pareça que isso possa acontecer) uns milhares de professores dos escalões salariais mais elevados que ainda restam nas escolas, a sua substituição poderia ser feita através de um novo concurso de vinculação extraordinária em que os professores entram para o 1º escalão da carreira, mesmo que já tenham 20 anos de serviço, ao contrário do que longamente aconteceu nos concursos externos para vinculação.

O mês de Outubro vai avançado e tudo isto se vai acumulando em cima de um arranque de ano lectivo que misturou amadorismo e incompetência a uma boa dose de renovada desconfiança da tutela em relação às escolas e em especial aos professores. Já é difícil encontrar ânimo e palavras para descrever o estado d’alma da maioria daqueles que ainda fazem alguma coisa pela nossa Educação.

… até por uma questão de decência e respeito.

Crato começa amanhã a negociar rescisões

Compensações previstas para os professores são menos generosas do que para os técnicos e assistentes operacionais.

A situação do país não pode explicar tudo o que se tem passado e a sanha evidente anti-professor. Há nos putos tóxicos uma animosidade visceral a que Crato tem dado cobertura e emprestou a perdida credibilidade do seu nome.

Percebe-se o objectivo… acabar com toda a gente que possa reclamar com a previsível tabela única remuneratória que se prevê acabar com o fictício 10º escalão, o actual 9º e quiçá mesmo o 8º.

A pressão para as aposentações e agora para as rescisões, enquanto se contratam professores com 15 e 20 anos de serviço para o 1º escalão, destina-se a tornar a carreira docente mais curta e com uma baixa diferenciação salarial, com eventuais compensações pelo exercício de cargos.

É um modelo que agrada muito a quem grita contra os privilégios dos professores, incluindo a malta caracterizada pela mesquinhez, inveja e que – resumindo – elevou o culto da mediocridade a dogma.

Esta ideia de aplainamento salarial sei quem a andou a vender pelos corredores e garanto-vos que não é raro rimar com nozes, pois os queirozes e muñozes querem vir a tomar conta da coisa quando ela – como no caso das empresas públicas – já estiver exangue.

E é disso que se trata…pois a breve prazo veremos testas de ferro a querer tomar conta das escolas mais apetitosas da rede escolar pública.

Quanto à prometida legislação específica para as escolas que aderiram recentemente aos contratos de autonomia – e de que não existe qualquer discussão pública conhecida – receio muito que se traduza num espartilho financeiro destinado a replicar o modelo de Gestão Profissionalizada de Sucesso… em que alguns ganham bem e a maioria fica com as migalhas.

É um modelo que também tem a benção divina e não desagrada nem um pouquinho aos porschescarreras, if you know what I mean.

… os contratos de autonomia, de norte a sul do país, preparados para assinar esta manhã a entrar pela hora de almoço, em Setúbal, num modelo macro muito pouco funcional.

O secretário de Estado estava entusiasmado, ou aquilo que nele equivale a isso, pelo que elogiou profusas vezes os directores-líderes ali presentes, acrescentando o epíteto de pioneiros.

Existiam 45 contratos (22 até 2007), agora vão existir 149 e parece que até final de 2013 serão assinados mais uns 60-70. De qualquer modo, dos mais de 400 inicialmente interessados, restaram, por agira, uns 25%.

Muita gente foi aperaltada para ver a noiva e não faltou quem, de forma mais discreta, fizesse como nos concertos de rock com fotos a preceito. eu saque do tm de gama baixa e tirei uma para não me esquecer do sítio onde estava.

Tive de sair antes do que estava anunciado como uma espécie de agradecimento especial aos autarcas-parceiros da autonomia ali presentes.

Afinal, a petiza ia estar à minha espera ao final do turno da manhã para o nosso almoço de 2ª.

 

laborando vinces

 

 

… mantêm-se as conclusões preliminares de há uma hora. Acrescenta-se o minguar do Bloco.

EleiAut2013b

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