Os Ricos Que Paguem A Crise


DES CLARIFICATIONS SUR LA TAXE À 75 %

Soupçonné de vouloir mettre de l’eau dans son vin, le chef de l’Etat a confirmé le principe et précisé les contours de cette taxe frappant les revenus supérieurs à 1 million d’euros. Cette contribution exceptionnelle à 75 % restera en vigueur pendant deux ans au moins, le temps nécessaire au redressement des comptes publics. Elle touchera tous les revenus d’activité “sans exception”, y compris ceux des footballeurs et des artistes, et “2 000 à 3 000 personnes” y seront assujetties, a dit le chef de l’Etat. Ce dernier a donné des leçons de patriotisme à Bernard Arnault, qui a démenti avoir demandé la nationalité belge pour des raisons fiscales.

Por cá, borravam-se todos com uma ideia destas. Pensavam logo que ficavam sem emprego depois de saírem do Governo.

Beneficiários de RSI obrigados a desempenhar “tarefas úteis” à sociedade

Porque, até ao momento, desconheço o contributo útil que deram ao país. E há quem ganhe por várias dezenas de beneficiários do RSI.

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho tem sido uma boa surpresa para António Borges, que se diz “surpreendido com a qualidade com que tem sabido governar”, pelo que “ultrapassou as minhas expectativas e mostra que muitas das críticas que lhe fiz estavam desajustadas”.

Este é dos que tem mobilidade em 1ª classe, com tudo pago.

Passos: “Não há direitos que não cedam” numa emergência

Mas pelo menos percebe-se que não andam por aqui quaisquer convicções firmes num Estado de Direito.

How the Richest 400 People in America Got So Rich

… sem subsídio de férias.

As contas hão-de ajustar-se em algum momento. Basta esperar…

… não posso aceitar a lógica implícita no tira o que o outro deu a mais, se não for para aplicar a todos.

Escreve hoje o JMF no Público:

Desculpem-me os funcionários públicos, mas quem não achou estranho, ou até aplaudiu, um aumento de 2,9 por cento em plena crise e num ano de eleições, algum dia teria de também pagar a factura. Ela chegou agora, com juros.

Eu não estranhei, nem aplaudi, porque sabia que aquilo era uma tentativa de compra, como outras foram feitas por aqueles tempos. José Sócrates ganhou, mas perdeu a maioria. A compra, com dinheiro do Estado, não funcionou.

Mas… pela parte que me toca já tinha levado um congelamento de mais de dois anos em cima.

E os 2,9% não repunham, nem de perto, o que já perdera.

Mas agora levam-me, de forma directa, cerca de 17% do meu rendimento anual durante dois anos, o que (em cálculos grosseiros) equivale exactamente ao mesmo valor do aumento anual de então.

Mais a redução salarial que já vem de trás. Dos mesmos que deram os 2.9%, mas depois tiraram e3m média 5% e ninguém parece lembrar-se!

Mas o ponto nem é esse.

O ponto é que, se entramos nessa de agora-têm-de-devolver-o-que-receberam-e-não-deviam, não são só os funcionários públicos a terem de devolver dinheiros que escasseiam nos cofres do Estado…

O que dizer dos milhões do BPN que ninguém devolverá, muito menos a BICada que vai ficar com os despojos?

O que dizer das ruinosas negociações em tornos das PPP (não só das estradas, mas também na área da Saúde), de que ninguém agora é responsável e não há accountability que lhes chegue e, em matéria de políticos, já temos o presidente do STJ a dizer que não pode ser?

O que dizer da banca, que quer ser recapitalizada por negócios em que entrou sem nenhuma arma apontada à cabeça? Não acharam estranhos (e quiçá aplaudiram) certos negócios em que se meteram? Alguém os obrigou a comprar dívida grega ou italiana, sendo agora os clientes a terem de pagar comissões e spreads obesos para compensar as péssimas análises de risco que fizeram?

Se NÃO HÁ DINHEIRO como escreve JMF no final do seu artigo de opinião, como é que só não há dinheiro para a arraia-miúda, mas há para outros?

E não falo dos trabalhadores do sector privado, mas dos patrões e afins desse mesmo sector, que continuam a beneficiar das prebendas do Estado e têm uma capacidade de enfrentar os transitórios ocupantes do poder executivo, porque sabem que os têm (e virão a ter) nas suas mãos.

E se ele fosso gozar com…

Diz a PricewaterhouseCoopers que as alterações ao IRS constantes da proposta de Orçamento do Estado para 2012 beneficiam os rendimentos mais elevados. Onde está a novidade?

Das quase 100 situações analisadas pela consultora, num estudo feito para a Lusa, a tendência que se verifica é inequívoca: são os rendimentos mais elevados que no próximo ano mais beneficiarão, face à situação fiscal de 2011.

Os empresários contactados pelo Diário Económico criticam a taxa extraordinária de 5% sobre as empresas que lucram mais de dez milhões de euros. Uns acham que vai ser “difícil encontrar empresas” para taxar, outros que é um valor “brutal”. Outros ainda acusam o Executivo de continuar a escolher a forma mais simples e mais rápida para equilibrar as contas públicas, através do aumento forçado de receita.

A taxa é sobre os lucros! Menos 5% dos lucros! Não é sobre 5% da facturação, criaturas!

Ontem no Eixo do Mal afloraram, embora um pouco pela ramagem e apesar da actual constituição muito liberal do painel, um aspecto curioso dos nossos problemas orçamentais, embora esquecendo-se de alguns dos seus elementos.

Os factores mais graves do actual desequilíbrio orçamental estão ou na Madeira ou em buracos privados (BPN) ou público-privados (as PPP).

A conversa sobre os encargos sociais do Estado, em especial com a Educação e Saúde não passa de uma cortina de nevoeiro para encobrir o facto de andarem a aumentar desmesuradamente a carga fiscal para tapar as crateras criadas por mais de 30 anos de governação do PSD-jardinesco na Madeira, a década em que Oliveira e Costa fez de dona Branca e a outra década em que os privados sugaramj o que puderam em contratos de parceria com o Estado.

Podem dizer muitos liberais de encomenda (incluindo os que rapidamente se encostaram à teta do Estado como os nogueirasleites) que o Estado é imenso, que o Estado consome muito e etc e tal. Poderiam era acrescentar que isso acontece para que a redistribuição da riqueza (olha-me aqui a costela marxista, deve ser do fumo dos charros nocturnos na Festa do Avante a serem empurrados pelo vento aqui até perto da serra) possa estar assegurada da forma que sempre esteve e que os grandes privados possam ter a protecção do Estado em milhões ao longo dos anos que os pequeninos têm em tostões durante uns meses.

PS quer taxa adicional de 3,5 por cento no IRC para empresas com lucros acima dos dois milhões de euros

É sempre um assunto discutido com muita ponderação e tempo para que os visados possam proceder ás suas engenharias financeiras.

Quanto é para tributar a arraia-miúda, comunica-se e pronto, não dá para escapar.

Estamos de volta ao tempo dos brioches da antonieta, mas ninguém perde a cabeça.

E o mais giro é ver gurus-mirins da análise financeira a usarem nas tv’s todos os tiques dos tipartis e buxistas em defesa dos criadores de empregos. Dos empregos deles,  entenda-se .

L’appel de très riches Français : “Taxez-nous !”

Agon, Bettencourt, Margerie, Perdriel, Riboud, Schweitzer… Seize “très hauts revenus” affichent leur solidarité et demandent une “contribution exceptionnelle”.

Buffett: “Parem de mimar os super-ricos”

Warren Buffett defendeu hoje uma subida dos impostos para os mais ricos, criticando a desigualdade na “partilha de sacrifícios”.

Num artigo de opinião no New York Times, o multimilionário norte-americano Warren Buffett criticou a classe política do país por considerar que a partilha de sacrifícios pedido à população tem sido profundamente injusta com as classes mais pobres.

Governo antecipa aumento do IVA na electricidade e gás

O IVA na electricidade e no gás vai passar já no último trimestre da taxa reduzida de seis por cento para a taxa normal de 23 por cento, anunciou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, numa curta declaração esta manhã.

… o maior problema é que cada vez são mais os casos. Não é raro chegar-se a Dezembro sem manuais, por esta ou aquela razão. Mas depois querem o sucesso a todo o custo.

Carenciados com manuais em risco

Tutela manda escolas informar pais de alunos pobres que terão de pagar e esperar reembolso.

Em ano de adopção de manuais novos, a situação torna-se ainda mais complicada, a menos que sejamos imaginativos ou claramente desavergonhados nas estratégias para ultrapassar isto.

Nogueira Leite e Norberto Rosa nomeados vice-presidentes da CGD

Os 25 mais ricos de Portugal aumentaram fortunas para 17,4 mil milhões

Sobretaxa de IRS leva baixos rendimentos a “emprestar” dinheiro ao Estado em 2011

A nova sobretaxa de IRS de 3,5 por cento vai obrigar os assalariados e pensionistas de mais baixos rendimentos a “emprestar” ao Estado, este ano, um imposto superior ao que deveriam pagar, só sendo reembolsados da diferença em 2012. Ao contrário, os rendimentos mais elevados continuarão a pagar a sobretaxa em 2012, quando entregarem a declaração de rendimentos de 2011.

Welcome to the Poorhouse

The tragic, heartrending, poignant plight of the moderately rich.

Pay gap widening to Victorian levels

High pay commission forecasts top earners’ slice of national income will rise from current 5% to 14% by 2030.

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 889 outros seguidores