Ó Faxavor!


… quando sabe que nenhum dos presentes lhe vai dar a devida resposta?

O do BCE, que fala um inglês quase irrepreensível é quase como o Novo Banco. Uma criatura nova com as insuspeitas qualidades do velho, o falido, o desacreditado.

Quando dirigia o Banco de Portugal deixou o BCP-Millenium derrapar para uma situação pré-(?)catastrófica. Agora, como qualquer coisa na Europa, aparece com o ar do mais rigoroso regulador.

Ainda acaba em qualquer coisa do FMI ou do Banco Mundial. essa é que é essa. Estamos a ficar bons na exportação de medíocres de sucesso.

Embora seja um argumento muito comum, nas eleições escolhem-se deputados e não membros do Governo, muito menos ministros.

Com tantos putos tóxicos ao seu redor com formações rebrilhantes em imensas coisas (quantas delas no estrangeiro desenvolvido), era tempo de o senhor PM começar a dizer umas coisitas mais fundamentadas e menos vacuidades sem sentido.

O chefe do Governo não só defende a atuação do seu ministro da Educação, Nuno Crato, como esclarece que “os países mais desenvolvidos não são aqueles que resolvem os seus problemas (…) a substituir membros do governo e da administração”. Passos Coelho falava em Esposende, na inauguração de um centro escolar, quando sublinhou que o voto é o único lugar onde se julgam os membros do Governo.

Com aquelas notícias das cotações em Bolsa, logo antes das 9 da manhã.

Fico cá com uma impedância do ponto de excitação para ir comprar acções da PT que não se pode.

 

… insistindo que o problema está na existência concursos centralizados e com regras transparentes, em vez de os atomizar em “ofertas de escola” e com dezenas de “subcritérios”, ajustáveis a cada realidade.

Reconheço a José Manuel Fernandes, a teimosia, desculpem, a persistência na ideia de que todo o mal da Educação se resume, por esta ordem, aos seguintes factores: Mário Nogueira, Fenprof, corporativismo dos professores e concursos “centralizados”.

Desta vez atira sobre os concursos “centralizados” e sobre o “processo concursal” [sic], como se o que se está a passar não resultasse exactamente do inverso: da tentativa de desmantelar uma forma de concurso que funcionava de modo claro, substituindo-o por micro-concursos locais com a aparência de um procedimento centralizado. A primeira tentativa passou-se com a “oferta de escola” que, de tão mau, até este desgoverno achou por bem substituí-lo por esta Bolsa de Contratação de Escola que, como o próprio nome diz, é um procedimento que se baseia em concursos locais, com listas de ordenação por escola/agrupamento.

Eu até acredito que o JMFernandes seja capaz de resolver todos os problemas da Educação, a começar pelos concursos de professores.

Mas, em primeiro lugar é indispensável que perceba do que está a falar e, como se pode ler em diversos parágrafos, ele escreve sobre o que pensa ser a realidade, numa espécie de pensamento mágico, em que há anjos (imaculados) e demónios (quase todos apropriadamente avermelhados), virtudes (liberais) e pecados (corporativos).

Só que… o que se passa decorre exactamente da tentativa de aplicação das virtudes que JMF defende, por parte dos pretensos anjos que ele continua a defender (Crato) e não do contrário. As falhas resultam dos mecanismos criados para desmantelar as velhas listas ordenadas por graduação profissional.

Não perceber isto é estar a perorar completamente ao lado de tudo.

Eu não defendo que o MEC se demita ou seja demitido, muito pelo contrário. Espero que ele leve o calvário até ao fim e que o seu legado fique claramente estabelecido. Como o da outra.

 

É o que diz a tia Raquel da mão coisa.

raquel

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