Ó Faxavor!


Governo reforça argumentos para despedir no Estado

Nova proposta do Governo diz que segurança no emprego no Estado “não é um direito absoluto”.

Então há outros direitos que não são, por certo, “absolutos, certo?

Importar-se-ia o secretário Rosalino de teorizar sobre o tema?

Agora que lhe(s) parece que a Constituição já deve ser um referencial?

O Governo diz que o regime que irá substituir a mobilidade especial não pretende “nunca pôr em causa” o “direito fundamental à segurança no emprego”. Porém, também deixa claro que a segurança no emprego no Estado “não é um direito absoluto” e deve ter em conta “interesse público”, previsto na Constituição, e o “dever de boa administração”.

Ou será possível que por “boa administração” se entenda a devida alocação dos meios e recursos e não a dispensa dos funcionários do Estado para se fazerem contratos com escritórios de amigos e conhecidos?

 

Cavaco: Sétima avaliação “foi inspiração da Nossa Sra. de Fátima”

Um comentador muito imaginativo decidiu inquirir-me, como se de novidade se tratasse, acerca do meu ritmo de trabalho e divisão das minhas dedicações, insinuando que me dedico à escola em part-time.

É coisa de criatura rasca, mas eu gosto de descer ao nível desta gentalha. Sendo que não é inconcebível que alguma dela até se cruze comigo de cabeça em baixo.

Não é insinuação nova mas gosto sempre de responder salientando que aos medíocres faz muita impressão quem seja apenas suficiente no que faz ou moderadamente competente.

Isto é bem simples, assim de cabeça dei até ao momento mais de 300 aulas de Português a 2 turmas do 5º ano e cerca de 250 de História ao conjunto de 3 turmas de 7º, ao que deve acrescer perto de 30 de apoio ao estudo e umas 70 (pelo menos) a um pequeno grupo de alunos com NEE. As planificações estão a ser cumpridas, os meus elementos de avaliação são partilhados com os colegas e o meu trabalho ainda permite momentos lúdicos com os alunos. Não sei se sou competente, mas sei que não apresentei nenhum atestado nos últimos anos e a maioria esmagadora das faltas que dei foi para participar em sessões públicas de debates ou conferências para que fui convidado. A semana passada em Almeirim e sábado em Gondomar.

Em tempos até apresentava aqui os resultados dos meus alunos em provas nacionais, mas chamaram-me vaidoso, quando era apenas orgulho.

Mas vamos lá.

Por dia, para o blogue, reservo um par de horas, que pode esticar – ou não – conforme os meus compromissos nas redes sociais, nomeadamente no latifúndio que administro em conjunto com a minha petiza (com quem decidi passar a tarde de amanhã, após o seu primeiro exame, faltando para isso a uma aula de 90 minutos, para o que avisei os miúdos já a semana passada, ok?).

Quando necessário, ainda arranco uma hora ao sono para escrever para outros compromissos (entreguei há 2 meses uma biografia com mais de 250 páginas para publicação e tenho outro livro para entregar daqui a 3 meses, mais ou menos, com umas 120), embora nem sempre com a melhor das vontades.

Até ao momento não precisei de drogas leves ou pesadas para aguentar um ritmo de trabalho (excepto uns pézinhos de coentrada como hoje) que é menor do que já foi mas que acredito ser superior ao de alguns provocadores que de tão medíocres não concebem que alguém (sem ser em troca de estipêndio) goste do que faz e o faça sem aparente esforço.

E sobram uns segundos ainda para mandar para o raicoparta quem acha que deve controlar a minha vida.

Farm

Apostas sobre as acções de companhias venusianas e instituições financeiras de Júpiter?

Refer realizou swaps de derivados exóticos

E lá volta a teoria dos lapsos

A Refer, que teve a responsabilidade financeira da secretária de Estado do Tesouro, realizou swaps de derivados exóticos com efeitos opostos aos que em geral se esperam por subidas das taxas de juro, a informação é hoje avançada pelo Jornal de Negócios. Maria Luís Albuquerque reconhece que existem “lapsos” na falta de dados e defende que as operações da Rede Ferroviária Nacional não foram consideradas “problemáticas” nos critérios utilizados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

Acho fantástico como como é possível não ter uma coisa tão básica ao fim de tantos anos de conversa fiada sobre os efectivos da Função Pública…

Aliás, como é possível saber que há funcionários a mais e fazer médias de salários se não têm a tal “ferramenta”?

Já sei… ainda não escolheram quem vai receber uma verba choruda para o estudo preliminar, para o projecto e depois para a elaboração e implementação, tudo assim muito dividido em fases e tranches, porque há funcionários a mais, mas ninguém sabe (alegadam,ente) fazer tal coisa…

O Governo pretende criar “uma base de dados que tenha o cadastro de todos os trabalhadores das administrações públicas” para, através dela, conhecer o perfil salarial dos funcionários e poder tomar decisões no âmbito do aprofundamento da reforma do Estado e da modernização deste sector.

Ter uma ferramenta dessas “seria fundamental para o desenho de políticas e de medidas no âmbito da modernização da administração”, disse hoje Hélder Rosalino, o secretário de Estado da Administração Pública, dando como exemplo o desenho de políticas remuneratórias.

 

Acabadinhas de fazer para servirem de entretém enquanto se espera pelo filme de acção da suaré.

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Isto hoje vai ser um orgasmo colectivo nos comentadores políticos, eles próprios políticos, em tudo o que é televisão. opm sorte, até andará lá por alguém com alguma lucidez (espera que alguém tenha convidado o J. Adelino Maltez, o único capaz de aliar análise a sério e humor sibilino…).

… e esperam-se dele pontes para o Centrão…

Porque cá um não se admite nada ou faz-se como se fosse no confessionário… confessa, leva lá umas ave-marias e ficas lavadinho e como novo para fazer porcaria outra vez…

Luís Amado

“Não avaliámos bem o impacto das mudanças em curso”

O ex-ministro socialista, que, como recordou hoje, passou 13 dos últimos 25 anos em funções governativas, fez uma espécie de “mea culpa” e alertou que as “ondas de choque” desta crise se irão prolongar “ainda por muitos anos”

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, referiu hoje que o transporte individual no centro das cidades desceu 25%, voltando a atribuir a redução de validação de títulos no transporte público à fraude. “Para onde é que foram as pessoas?”, disse, recusando que o desemprego seja um factor a contribuir para a redução de passageiros.

Adoro, adoro, adoro, estes políticos com problemas de enquadramento com a realidade.

E que disparam logo com base em parâmetros que lhes são reconhecíveis.

Governo abre apenas 600 vagas para vínculo extraordinário de professores

Mas no que é que isto difere de…?

Será que João Dias da Silva já encomendou o alcatrão e as penas para se redimir da figura feita no início de Setembro?

Depois do IEFP abrir 900 vagas para “formadores” recrutados na base de dados do MEC isto é completamente surreal. Ou não.

Resta saber os meandros concretos de tudo isto. Entre ministro, secretário de Estado, o mago gaspar e o parceiro preferencial do MEC quem é que encornou quem.

Tenho uma (não muito) vaga ideia de fonte segura mas… privada.

devil

PPePPC

Imagem sacada do Estado Sentido.

 

Através do Paulo cheguei a uma passagem ousada do discurso de ontem de Passos Coelho.

Con(s)ta a lenda que terá afirmado «eu, pessoalmente, penso».

Que bom… e vão aprender a falar alemão ou apenas a tocar caixa, já que o piano fica mais para os franceses…?

«Com as naturais adaptações à nossa realidade e com a preocupação constante de permeabilidade entre ofertas, de forma a permitir aos jovens no ensino profissional a passagem ao ensino científico-humanístico e vice-versa, a troca de experiências com as escolas e empresas alemães será certamente enriquecedora para o sistema educativo português», lê-se numa nota do gabinete de Crato enviada às redacções.

Incentivar a troca de informação sobre metodologias de trabalho e práticas, promover acções para o intercâmbio de alunos do ensino profissional, profissionais educativos e representantes empresariais e «criar um grupo de trabalho bilateral, composto por representantes dos dois países, com o intuito de coordenar, acompanhar e avaliar a implementação do Memorando de Entendimento» são alguns dos objectivos do acordo assinado esta segunda-feira em Berlim por Nuno Crato e pela ministra da Educação e Investigação da Alemanha, Professora Annette Schavan.

Quanto à nota de imprensa, o aroma eduquês é evidente (os intercâmbios de experiências e os grupos de trabalho bilaterais, os intuitos de coordenar, acompanhar e a avaliar o que nunca é avaliado, são quase marcas d’água), pois se usam demasiadas palavras para explicar o que se resolveria em duas linhas.

Só faltou mesmo qualquer coisa transversal, que nem toda a malta já lá vai mesmo na horizontal.

Vítor Gaspar está a dizer que só é ministro porque quer retribuir o grande investimento que o país fez na Educação dele.

Eu percebo que na lógica das poupanças era necessário criar uma nova Direcção-Geral e que a mesma se pudesse impor com arreganho, pertinácia e equipamento novo para funcionar como uma Secretaria de Estado em vez da própria (acentuada) que só não é inexistente porque é quem assina esta portaria com o seu quê de anedótico, um ano e meio depois da tomada de posse do Governo, dez meses depois da aprovação da estrutura orgânica da DGE e perto de dois meses depois da definição da estrutura nuclear da mesma. No contexto em que estamos… meu caro Fernando Reis, esperava-se outra coisa… muito melhor e não falo das cores do logo ou do facto do endereço da DGE ainda ser o da DGIDC.

As primeiras cinco tentativas saíram-me impublicáveis.

Passos Coelho cita “Os Lusíadas” para defender que “há ventos favoráveis a soprar”

  • 7 de Fevereiro de 2011:

PS pede ao líder parlamentar do PSD para ter ‘tino e compostura’

(…)
«Recomendo ao dr. Miguel Macedo um pouco mais de tino e de compostura, porque isto de ter nervos de aço, serenidade e convicções não pode ser apenas uma característica de José Sócrates. Quem está na oposição também tem de ter compostura e serenidade», afirmou o eurodeputado socialista, que assume também as funções de director de campanha da candidatura de José Sócrates a secretário-geral do PS.

Em resposta às acusações feitas pelo líder parlamentar do PSD ao secretário-geral do PS, Capoulas Santos considerou que «o insulto nunca é um bom argumento político, ainda que se compreenda o nervosismo e a desorientação do PSD».

  • 20 de Setembro de 2012:
O eurodeputado socialista Capoulas Santos recomenda «tino» e «juízo» ao PSD e CDS para que a coligação possa cumprir o mandato que recebeu dos portugueses para governar até 2015.
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Quanto ao essencial, nota-se uma evidente preocupação do PS em manter o Governo em funções…

Há quem tenha preocupações relevantes sobre o arranque do ano escolar… MacPro ou Toshiba Qosmio?

Identificámos quatro cenários para o ajudar a decidir na hora de renovar o equipamento informático no regresso às aulas. Os modelos e preços variam consoante as necessidades que se pretendem satisfazer.

E depois há todo aquele mundo com que se tem de viver no dia a dia…

Transportes: Fim dos descontos nos passes dos estudantes leva empresas a reduzir serviços

MPT-M apela a professores para não marcarem faltas de material escolar

Livros escolares? Já há quem alugue

Deviam era alugar tablets e smartphones e tal… manuais e cadernos? Que gente póóóbriiii!

 

 

… e uma confusão pejada de ilegalidades… os prazos andam todos atropelados, revistos, repristinados… as regras que eram para ser muito rígidas, já não se percebe se são ou não. Para dar seis horas aos professores que estavam inicialmente em DACL é preciso ir mexer nos que estavam feitos com ocupação a 100% dos tempos lectivos, as normas para a componente lectiva e não lectiva estão a depender de cada leitura regional ou local da legislação ou das declarações do ministro.

E depois alguns títulos de jornais são uma lástima… como se evita a vaga de um professor desempregado? O que quer isso dizer?

Crato muda regras para evitar vaga de professores desempregados

Ministério chamou directores para clarificar regras mas escolas falam “confusão total”.

Ordem para ocupar todos os professores com horário zero, abertura para garantir indemnizações aos contratados que fiquem por colocar e uma vinculação extraordinária de docentes. Sexta-feira foi o dia de todos os volte-face do Ministério da Educação e Ciência nas regras para preparação do próximo ano lectivo. As direcções regionais chamaram os directores das escolas para lhes comunicar a ordem para ocupar todos os professores de quadro que fiquem com horários zero. Reunião que não esclareceu os directores que falam de um cenário de “total confusão” a pouco mais de quatro semanas do arranque do ano lectivo.

Agora uma dúvida muito legítima… de onde saiu o número de 8000 professores com horário-zero? Os números já estão consolidados?

Porque, repito, a 13 de Julho o número de professores não me parece que fosse esse, estando muito mais na ordem do dobro desse valor. Talvez seja o número actual, depois do prazo prévio e extraordinário para limpar a asneira inicial.

Depois de receber as comunicações das escolas do número de professores com horários zero, o Ministério da Educação deparou-se com cerca de oito mil docentes do quadro que ficariam sem serviço docente a receber o mesmo salário. Um fenómeno que teria um efeito perverso e não levaria a qualquer poupança. Aumentar o número de alunos por turma, diminuir a carga horária e avançar com mais 150 mega-agrupamentos foram as três medidas que geraram este crescimento exponencial dos horários zero, um dos principais fontes de despesismo do MEC.

Pelos vistos, o problema passa só por ficarem a receber salário.

Mas.. assim sendo… confessa-se que a preocupação é meramente economicista…

Não me digam nada, deixem-me, nada de nada.

São estas evidências – no entender de muitos dentro do PS – que uma nova geração de socialistas começa a contestar, embalada pelas lições da crise internacional. “Há uma sintonia geracional”, diz o deputado Pedro Nuno Santos. Com ele estão, neste combate, os ex-líderes da Juventude Socialista (JS) Sérgio Sousa Pinto e Duarte Cordeiro e o actual, Pedro Alves. Mas também deputados como João Galamba ou Isabel Moreira. São, para já, um grupo informal, mas têm, a médio prazo, a ambição de poder. Estiveram com Sócrates sem hesitações e rapidamente deixaram de se rever em António José Seguro. Fazem parte da mesma geração, entre os trinta e os quarenta anos.

As parcas me livrem desta malta chegar ao poder com a ajuda dos, por exemplo, oliveiras social-democratas bloquistas, prontos para servirem de muleta aos ex-líderes da JS que sucederam a Sócrates e Seguro…

Tudo com a benesse do patriarca Soares e quiçá com uma candidatura presidencial de um novo silva.

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