Negócios Da China


EDP

Valores para uma escola da região norte (informação chegada por mail, sem facturas)

- renda anual = €780.000,00 (valor arredondado);

- renda de manutenção semestral = €164.170,00 (valor arredondado);

- renda de investimento semestral = €212.113,00 (valor arredondado).

Isto dá algo como 1,5 milhões de euros por ano, apenas para uma escola.

… apenas quanto à manutenção das 106 escolas constantes na publicação referida no post anterior. Como sabemos a intervenção nas diversas fases destinava-se a muito mais escolas, mas fiquemo-nos por aquelas 106 e usemos os valores médios de área apresentados pela própria Parque Escolar:

PE Area Custos

  • Multiplicando os 15.400 m2 por 106 escolas temos uma área de intervenção total de 1.632.400 m2.
  • Multiplicando 1.632,400 m2 por 1,65€ temos por mês (sem IVA) um encargo/receita (conforme as perspectivas) de 2.693.460€.
  • Multiplicando 2.693.460€ por 12 meses temos um encargo/receita anual de 32.321.520€.
  • Se acrescentarmos o IVA chegamos ao valor de 39.755.470 euros anuais apenas para a manutenção destas 106 escolas.

Falta irmos às rendas e já estou a ficar…

Acredito que os valores sejam diferentes. Mas dificilmente serão a uma escala muito diferente…

O que me faz pensar duas coisas:

  • Phosga-se, que fazer a manutenção da festa sai caro cum’ó caraças, se o caraças for de platina e diamantes.
  • Em que parte da estória o actual governo decidiu tomar conta disto e, sei lá, fazer uns cortes sem ser na parte efectiva da manutenção que, dizem-me, é fixa mesmo se ninguém passar pelas escolas?

… que tomam como base o valor debitado por m2 (que acumula a área de construção nova coma área reabilitada) a uma Escola Secundária pela manutenção mensal das instalações. Não sei se isto é grande novidade para o mundo, mas é para mim.

PE Manut

Decidi tentar fazer as contas ao que isto significará em termos de despesa para as escolas e receita para a PE, a partir dos dados da publicação Parque Escolar 2007-2011 – Intervenção em 106 Escolas.

Fiquei-me pelas primeiras 5 que lá aparecem. Os meus cálculos, com base no valor de 1,65€/m2, são os seguintes:

PE Manut5

Preciso, urgentemente, que me digam que estou errado e que a manutenção da festa, para apenas 5 escolas, não é de quase 2 milhões de euros anuais, ainda antes da adição do IVA.

Porque para as 106 escolas… isto significará… gulp… só para manutenção… ao que parece sem direito a prazo de garantia…

Sendo que o circuito financeiro é, no mínimo, habilidoso… pois sai do Estado para uma empresa criada pelo Estado para agilizar processos… só que… isto fica um bocadinho confuso para um tipo sem formação em Direito Financeiro ou Económico.

A manutenção das escolas intervencionada pela Parque Escolar. De acordo com a cópia da factura de que uso um excerto em outro post, o custo mensal da manutenção foi de 1,65€ por metro quadrado em 2012.

Uma escola com 10.000 m2 de intervenção pagará uma renda mensal de 16.500€ mais IVA, o que significa perto de 17.000€.

Por ano (12 meses) a manutenção de uma escola destas é de 198.000€ mais IVA, ou seja, mais de 243.000€.

Multipliquem isto por uma centena de escolas, duas centenas de escolas e terão a dimensão do pagamento APENAS da manutenção que, ao que consta, é quase virtual, pois muita coisa que não funciona acaba por não ser usada ou remediada internamente.

Agora… convém recordar que muitas escolas têm bem mais de 10.000 m2 de intervenção.

E ainda não chegámos ao pagamento das rendas…

(…)

Aqui vão os documentos do que a escola paga mensalmente à Parque Escolar.

A fatura ********** reporta-se à renda mensal: 284.470,19€ (valor de 2012).

A fatura ********** reporta-se ao pagamento de 6 meses de “manutenção” (a escola foi entregue como pronta em 2011 e, ao que parece não tem garantia de 5 anos…); como pode verificar, o valor mensal com manutenção cobrado pela Parque Escolar é de 36.695,39€ (valor nos primeiros 6 meses de 2012).

epe11EPE

Centro de inovação na China arranca na próxima semana

O Ministro da Educação e da Ciência Nuno Crato inicia amanhã uma visita oficial à China, durante a qual formaliza o acordo de cooperação para a “transferência de tecnologia” na Universidade de Zhejiang.

Ministro da Educação visita a China para estabelecer parcerias

Afinal o dual vai ser chinês…

Já só falta o jóguingue

O link original está aqui, mas o Calimero já passou para o YouTube:

Queria apenas dizer que, embora só tenham sido aflorados alguns aspectos de um grupo empresarial, se esperam reacções adequadas (e não rementendo de forma dilatória para estudos e investigações destinadas á gaveta) porn parte d@:

  • MEC, que está em funções há ano e meio e tem obrigação de saber do que se passa, incluindo a equipa política que não nasceu ontem. O ministro e os actuais secretários de Estado estão familiarizados com este tema, não adianta dizer que tudo isto os apanhou de surpresa. E quanto à inspeção anunciada, que não seja apenas para encobrir o rasto.
  • AEEP, que foi directamente envolvida em tudo pelo principal responsável do grupo em causa. Não chega aquela reacção, assustada, do seu director. Se o GPS é o maior grupo na área de representação da AEEP, querem fazer-nos acreditar que não sabiam de qualquer coisa? Porque há directores de outros colégios, que agem dentro de regras perfeitamente aceitáveis, que sabem e sabiam de tudo isto.

Repare-se que nem sequer estou (de novo) a falar dos representantes de certos grupos de interesses juntos de gabinetes ministeriais e grupos parlamentares. Que têm enviados na caixa de comentários deste blogue para espalhar confusão e spin de péssima qualidade.

Num outro plano, aguarda-se algum trabalho de follow-up por parte de alguma comunicação social e não apenas no sentido de ajudar a enterrar uns, para beneficiar outros.

Claro que há disputas e acrimónias intestinas no sector privado da Educação. Mas as investuigações a fazer não se devem conter na base das conveniências.

… é aquela que não precisa de distribuir ou vender livros porque já sugou os subsídios correspondentes ao evento comemorativo.

Depois explicarei melhor… mas há malfeitorias que aos pares são mais giras.

… é que as turmas do Ensino Básico são perto de 70% daquelas que têm contrato de associação.

O Correio da Manhã apurou um número próximo das 1300. Multiplicar isso pelo diferencial de 15.000 euros dá muito dinheiro, em especial se pensarmos que os cálculos do MEC entram em conta com 13 meses de salário e este ano só recebemos 12.

Atendendo a que muitas empresas de Educação limitaram os rendimentos de muitos dos seus professores, alegando as dificuldades da crise e tal, o lucro durante este ano deve ter sido interessante em alguns nichos do mercado educativo.

Reparem que eu escrevi alguns, pois há gente séria em todo o lado.

Contadores de eletricidade têm hora errada

Deco afirma que quase metade dos contadores bi-horários de electricidade instalados em Portugal continental apresenta a hora errada, o que se reflecte nas facturas.

Bom.

Excepcionalmente bom:

E já agora… como complemento, a pedido de várias famílias…

E aqui? Ninguém fala em interesse nacional? São só privilégios adquiridos?

É que eu também tinha um contrato com o Estado e ele está farto de ser quebrado.

As indemnizações são apenas para os futuros empregadores?

TGV é o princípio. Governo arrisca 1700 milhões em indemnizações

O pedido de indemnização de 300 milhões de euros pelo fim do TGV não será o último processo de grupos privados contra o Estado. À medida que as obras param, os contratos são suspensos ou anulados, os bancos exigem reembolsos e a renegociação das rendas excessivas e das PPP (parcerias público privado) marca passo, o Estado é confrontado com pedidos de indemnização e de compensações por custos assumidos e reequilíbrios financeiro.

… depois de responderem que o fariam, no máximo, em dez.

EDP atinge lucro recorde de 1.125 milhões de euros

Chineses vão receber 144 milhões em dividendos da EDP

Mexia garante que está “confortável” com a nova equipa da EDP

Já sei… falta-me uma visão global da questão.

Capa do caderno Confidencial do Sol de amanhã.

Arqueologia do Livresco:

  • 2000:

Sampaio quer ver esclarecido negócio da Galp com a ENI

  • 2004:

Portugal Confidencial- ” A pista da energia” …

Portugal Confidencial : A Pista da Energia Parte II

Portugal Confidencial a pista da energia ou as pontas que continuam soltas

  • 2011:

Privatizações: Galp e PT foram as que mais renderam aos accionistas

2012:

ENI recusa comentar venda da Galp à Sonangol

Italianos alegam «questões sensíveis».

A ENI quer lucrar três mil milhões com a Galp. E sem pagar imposto

Já há um preço:  A ENI quer vender a sua posição na Galp por 3,6 mil milhões e está só espera da melhor oportunidade para vender a um ou a mais interessados.  Ontem foi a vez da Sonangol a repetir o interesse.

“A Galp já foi um ótimo negócio para nós. Pagámos pelos nossos 33% cerca de mil milhões de euros e só em dividendos e benefícios fiscais já conseguimos isso”, garantia há duas semanas o CEO Paolo Scaroni. Na conferência com analistas, Scaroni não precisou de sublinhar outra vantagem: os italianos não terão de pagar imposto pelas mais-valias que conseguirem no negócio.

Numa operação deste tamanho, não é um pormenor: se a ENI não fosse italiana mas angolana (por exemplo), estes 2,3 mil milhões em mais-valias representariam um encaixe de 575 milhões de euros só em impostos.  E isto porque Angola, ao contrário de Itália, não tem acordo para evitar dupla tributação.

O Estado assumiu 198 milhões de euros no último trimestre do ano passado de encargos relativos à concessão do Túnel do Marão. Com esta intervenção direta, o Estado substitui-se à concessionária no suporte financeiro a esta obra, conforme explica o relatório da Direção Geral do Tesouro sobre as Parcerias Publico Privados (PPP) relativo ao último trimestre do ano passado.

Pedro Santos Guerreiro (vais ficar sem muita publicidade, vais…):

Só uma ferida aberta dói quando se lhe põe dedo. Angola é uma oportunidade e é um problema. A oportunidade é o investimento, a exportação, o comércio, o dinheiro. O problema é a opacidade dos investidores, atrás de cortinas impenetráveis baseadas em paraísos fiscais financiados por bancos portugueses. O problema são os desequilíbrios políticos, as contrapartidas, a falta de vistos e de pagamentos. O problema é a forma pacata e temente como vemos Angola comprar os centros de poder da banca e da comunicação social sem um só pronúncio de exaltação. Há demasiado medo em fazer perguntas a outros que não hesitamos em fazer a nós mesmos. De onde vem o dinheiro? Ao que vêm? Deviam ser perguntas simples, não ofensivas.

O investimento estrangeiro, chinês e angolano é bem-vindo desde que cumpra as regras de dignidadade humana e social pelas quais lutámos neste continente em declínio. Não, não é um problema de aristocracia, é um problema de democracia. Quando não há democracia, só sobra a ética.

State Grid e a Oman Oil Company vão ficar com 40% da REN

O Conselho de Ministros aprovou hoje a venda de 40% das acções da REN às empresas State Grid International Development e è Oman Oil Company.

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