Não Resisti


 

do Pepe Seguro e do Toni Costa?

 

 

 

dos pagamentos ao fisco servem para o sorteio?

 

Até porque me parece ser claramente o melhor álbum do período pós-Jacob.

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Se eu estou sempre maldisposto?

Não, também durmo quentinho, a modos que para a peltierice.

 

 

e não, porque a tal prova, vinda de quem vem…

 

E nunca tive Excelente por decretos decretados por idiotas menores do que eu.

 

 

 

  • Quem contesta a realização de uma prova não se queixa de estarem previstos poucos locais para a realizar.
  • Quem contesta a classificação de uma prova não regateia o pagamento dessa mesma classificação.

Estou a ver mal as coisas?

Fui para História, é possível que isso me livre da suspeição de ser maluquinho por números e coisas assim. Mas impressiona-me sempre a abordagem holística (eufemismo para outra coisa) que muita gente defende para conhecer os fenómenos sociais e mesmo os educativos.

Ou aquela postura anti-avaliação, muito maiode68, do paradoxal proibido proibir como se fosse proibido avaliar de forma quantitativa, como se isso fosse um atestado de menoridade intelectual e conceptual a quem o defende e pratica, pelo meio de outras coisas. Como se fossemos praticar a horrível selecção e a abominável exclusão. Como se não pudesse ser apenas uma forma de conhecer.

Conhecer a realidade – a menos que sejamos empedernidos idealistas – implica de alguma forma medir qualquer coisa, nem que seja de forma imperfeita o tempo e o espaço em que nos movemos. Qualquer movimento nosso implica um cálculo, mesmo a quem nem se apercebe de tal.

Não que tudo se deva reduzir a números – isso é a parvoíce de muito economista de algibeira e investigador social armado em “cientista” – mas pelo menos algumas coisas ganham em ter uma configuração quantitativa, mesmo que isso implique – ó meus zeuses e júpiteres – o estabelecimento de seriações e comparações, bases e topos. e nada mais caricato do que ver quem critica o igualitarismo numas coisas a criticar as tabelas ordenadas em outras.

O mesmo para quem acha que a existência de exames implica um “paradigma” específico na sua prática pedagógica. Desculpem-me lá, se só por existir um exame no final do ano ou do ciclo de escolaridade mudam toda a vossa forma de ensinar ou se sentem inadaptados é porque andam com baias estreitas a limitar-vos a metodologia.

Sim, eu sei… há quem seja um one trick pony e tenha ficado com aquilo em que passou a acreditar há 10. 20. 30 ou 40 anos como fé única, a menos que seja como muitos dos nossos políticos que foram a lavar lá fora e entraram na Portela penteadinhos e liberais quando tinham saído desgrenhados e neo-marxistas (embora apenas tenham substituído um trick por outro).

Os exames, a avaliação quantitativa, os rankings fazem parte da vida de alunos e professores e assim deve ser. Mas não esgotam essa mesma vida, são apenas uma das suas partes. A sua existência não é um mal em si. Centrarem-se – defensores e opositores – apenas nisso ou quase em exclusivo nisso é que é um erro.

Sei que não sou doutor dos que prepararam alunos para a Universidade, pois lido com isto a uma escala menos dramática (sou um professor básico, logo, de segunda, para muitos dos que não gostam de hierarquias e seriações, excepção àquelas em que se sentem no topo), mas quando ouço ou leio alguém a dizer que a existência de exames implica um tipo de ensino obcecado com exames dá-me vontade de lhe atirar uma panela de azeite a ferver para cima, pois apenas está a confessar que apenas sabe fazer uma coisa, ou uma coisa de cada vez e é incapaz de circunscrever a preparação para os exames à sua real dimensão na sua prática pedagógica.

Ahhhh… e isto tem tudo a ver com o início do post, porque é muito habitual que esta forma de encarar a avaliação vá a par do horror à quantificação.

Bem… nem sempre… há quem até goste de medir os outros e o que os outros fazem. Só não o querem é para si.

Mas isso agora não interessa nada.

 

Mais um dia.

 

Que não se confundam, nem por um nanossegundo-luz, as minhas fortes e duras críticas a este MEC e a este Governo com uma vaga saudade pelo Governo anterior e respectivas méééés do engenheiro.

O que está em causa é uma concepção completamente diferente do que – vamos lá ser sinceros – são apenas tonalidades diferentes do mesmo quadrante do espectro cromático.

Porque há por aí muito boa gente, do lado da canhota, que utilize o cratinismo para recuperar o socratinismo.

… saíram de lá, esbaforidos e falando sem parar, três especialistas em Educação. Um doutorado lá por fora, outro pós-graduado cá por dentro. O terceiro é especializado por causa do instituto do cunhado. Da família Cunha.

Bach – Doors.

 

O pessoal continua a descontar para a aposentação, mas deixa de existir aposentação. Trabalhar até cair para o lado.

Em troca:

Os políticos de carreira passam aposentar-se de forma vitalícia aos 25 anos após 40 dias de carreira. A única excepção será para os que aceitarem emigrar para o Parlamento Europeu e fixarem residência lá por fora.

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O saldo seria muito positivo para o país e julgo que a maioria de nós viveria mais feliz.

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É oficial a nomeação para um júri de recurso de avaliação do desempenho, relativo ainda ao ciclo de 2009-11.

Não estou a falar do fenómeno das pessoas lindonas e gostosas por tudo e nada. No outro dia acho que uma senhora com 112 anos, uma desdentadura digna de Guiness (livro ou cerveja) e um bigode à cossaco recebia elogios qual Ava sem Adão.

Mas não é isso que aqui me ocupa.

Ocupa-me o facto de, sem ter mexido um dedo, me ter visto metido numa série de grupos de professores em luta por isto e aquilo. E vocês sabem o quanto não me pelo por uma luta. Mas tudo bem, desde que seja virtual aceito-me minimamente gregário. O que me espantou foi a profusão de declarações de vitória e de vamo-nos a eles e de não desistimos nunca, que me fez quase pensar estar num balneário de equipa de futebol, felizmente sem a parte dos odores e tudo o mais. A menos que seja feminina. A equipa.

Mas é verdade. Acho que é o local ideal para um tipo do Sporting estar, mesmo em tempo de pré-época. O problema é que anda por lá sempre uma espécie de Luís Filipe Vieira a incitar a tudo e mais alguma coisa. E eu não aprecio muito ser incitado.

Isso e notar que quem há uns anos gozava com a superficialidade dos blogues agora promove estas coisas, em forma de bem preparado sucedâneo espontâneo.

A vida dá destas voltas. A luta também.

Agora até já prometem plataformas. Só espero que se lembrem de colocar água na piscina antes de atirarem os laikes, que são coisas frágeis e resistem mal ao impacto com a realidade.

Para ir digerindo com um sorriso o jogo do Sporting…

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