Matemática


Via Jornal de Notícias:

Long-Term Enhancement of Brain Function and Cognition Using Cognitive Training and Brain Stimulation

Les élèves français malades des maths

L’arithmophobie, vous connais­sez ? La pho­bie des maths est une vraie mala­die, étudiée de près par les cher­cheurs. Focus.

 

Prova 42

- Caderno 1

- Caderno 2

- Critérios

- Critérios adaptados

Prova não muito fácil, dividindo opiniões entre os vigilantes obres o grau de dificuldade das partes.

Os alunos acharam, globalmente, acessível, mas erraram imenso. Pelo menos os que eu (ou)vi.

Concordo com o desaparecimento das máquinas de calcular das salas dos primeiros anos de escolaridade. O que está em causa não é se é vincada a memorização mas sim a apreensão dos mecanismos aritméticos mais básicos antes de se recorrer a outros meios. Uma pessoa deve aprender a conduzir um avião, antes de o colocar em piloto automático. A máquina de calcular deve entrar de forma prudente e faseada no quotidiano do ensino da Matemática e nunca antes de estarem compreendidos os algoritmos em causa. Saber onde está a tecla da operação ou da função não deve anteceder o domínio teórico e prático dessa operação ou função.

Discordo razoavelmente da forma como os exames para o 4º ano estão a ser conduzidos, em termos de calendário e de concentração nas escolas-sede, em especial quando são as Secundárias. Já antes fui contra a gradual antecipação das provas de aferição para a primeira quinzena de Maio e acho um disparate não concentrar a época de exames do Ensino Básico em Junho. A perturbação introduzida nos funcionamento das escolas e dos agrupamentos está errada a nível macro, como está a obrigação da miudagem se deslocar aos magotes para fazer os ditos exames. É que uma coisa era irem 3 ou 4 à sede do concelho há 50 anos, outra coisa irem às centenas… sem transportes públicos que aguentem, com as autarquias a esquivarem-se e os pais ainda a terem alguns empregos. Como defensor da existência de exames (e encarregado de educação de uma aluna que vai testar a primeira fornada) desgosto ver a forma como estão a ser implementados, com base num planeamento de gabinete.

Há demasiada discussão entre facções, pouco esclarecimento. O próprio ministro deveria coibir-se de intervir em algo em que foi parte interessada no debate.

E parece-me demasiada gente a opinar com pouca substância e muita emoção. Em termos de timing, acho esta mudança desastrada. Em termos de conteúdo, espero para ver os resultados que só agora se estavam a ver em relação à última alteração.

Tudo à velocidade da luz… E a SPM vence a APM por KO.
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… e pelos vistos não se resolve com as soluções de lá…

Star maths pupils in England two years behind Asian peers by age 16

England’s brightest pupils failing to keep pace with world’s best, Institute of Education study shows.

Estou cansado de dizer que as estórinhas da liberdade de escolha andam contadas pela metade. Há quem ache que pedir que a informação seja disponibilizada de forma transparente é ser contra essa liberdade.

Nada de mais errado.

Apenas desgosto de quem engana para conseguir. No caso da Suécia tem-se ocultado a queda a pique do desempenho dos alunos…

Neste caso são os resultados no 8º ano em Matemática… em que só de 2007 para cá a queda foi suavizada, pois o impacto das reformas dos anos 90 (que alguns gostariam de ver cá replicadas com a introdução do cheque-ensino) foi brutal.

TIMMS2

Mais um estudo interessante… desta vez é o desempenho em Matemática dos alunos do 4º ano que está acima da média e com uma grande subida desde 1995 (calma, não é desde 2007, não se animem os socretinos).

Mais interessante, os alunos portugueses apresentam a maior subida da amostra e estão à frente de países-luminárias do actual MEC como a Alemanha e a Suécia que apresentam ganhos residuais.

Para quem diz mal do nosso sistema de ensino e dos professores, esta deve ser outra comparação difícil de engolir. Anote-se que faltam os dados para 2007, pelo que (como acima escrevi) não atribuam a melhoria a quem não devem. Neste caso, felicitem-se alunos (pelo que fizeram) e professores (por todas as parvoíces que têm aguentado:

TIMMS1

Não me espanta nada que o MEC tenha desvalorizado estes resultados numa atitude absolutamente vergonhosa que desrespeita, repito, o trabalho de alunos e professores:

Em comunicado, o MEC destaca, contudo, que nos três estudos “mais de metade dos alunos portugueses não conseguem ultrapassar o nível intermédio, o segundo mais baixo em quatro níveis”.

Isto quer dizer, acrescenta-se na nota, “que em Ciências estes alunos têm quando muito conhecimentos e compreensão elementares sobre situações práticas, mas não têm domínio suficiente desses conhecimentos; em Matemática, podem conseguir aplicar conhecimentos básicos em situações de resolução imediata, mas não têm domínio desses conhecimentos suficiente para resolver problemas; e em leitura, podem ser capazes de fazer inferência directa, mas não têm fluência suficiente de fazer inferências e interpretações baseando-se no texto”.

No site Ensino Básico, tradução dos cursos do projecto Khan. Neste caso de Matemática, em especial para o 1º ciclo.

… a implementação dos novos programas de Matemática e Português.

Há novas metas curriculares para Português, Matemática, TIC, EV e ET

 

Positiva no 6.º ano

Os alunos do 6.º ano não se deixaram derrotar por um texto metafórico de José Saramago no exame de Língua Portuguesa, nem pela ausência da máquina de calcular em dois terços da prova de Matemática. No dia em que a prova de Língua Portuguesa foi realizada por 111.532 alunos, a Associação de Professores de Português tinha alertado que o excerto do texto A Maior Flor do Mundo de José Saramago proposto aos alunos, que incluía uma sequência em verso, implicava “um grau de abstracção que alguns alunos neste nível etário ainda não desenvolveram”.  A média foi inferior em 16 pontos à registada nas provas de aferição de Língua Portuguesa do 6.º ano realizadas no ano passado e que foi de 64,6. A percentagem de negativas também aumentou de 15,7% para 24%.
Este ano foi a primeira vez que os alunos do ensino básico realizaram parte de uma prova de Matemática sem recurso à máquina de calcular. Aconteceu no 6.º ano. A prova estava dividida em dois cadernos e devia ser realizada em 90 minutos. Para a parte sem recurso à calculadora, que valia 69 pontos, ficaram reservados 60 minutos. A média foi de 54.
À semelhança do que sucedeu com Língua Portuguesa, embora com uma diferença muito menor, a média no exame de Matemática também desceu por comparação à registada na prova de aferição de 2011, que foi de 58. Uma diferença de quatro pontos. A percentagem de desempenhos negativos (entre 0 e 49) aumentou de 35,2% para 44%. E a de melhores resultado desceu de 33,4% para 29%.

Autores do programa de Matemática temem que alunos sejam prejudicados por causa das metas

Os autores do programa de Matemática para o ensino básico, actualmente em vigor, estão contra as metas curriculares e temem que estas tenham “consequências negativas para a aprendizagem dos alunos”. Para Filipe Oliveira, um dos autores das metas, estas servem para “estruturar um programa vago e pouco rigoroso”.

Sempre conheci gente que se gabava da objectividade e rigor da Matemática como exemplo para as restantes ciências em que há muito debate e subjectividade nos temas.

No entanto, por cá, existe uma interessante guerra de tribos. A tribo APM e a tribo SPM…

Poderia ser incompreensível, mas…

Lágrimas à saída do exame de Matemática do 12.º e alívio no 9.º ano

Consta que há por aí um sms a dizer que vai sair Geometria… ;-)

E repito o que tenho escrito nos últimos dias… o MEC está a ser colonizado pela obsessão com a Matemática.Seja nas prioridades curriculares, seja nos estudiosos chamados a estudar a Educação.

O resultado? Se antes tínhamos o sociologês-capucho do isczé a dominar na defesa dos coitadinhos, agora teremos o olhar, de cima para baixo, dos académicos empoleirados em cátedras que nunca deram uma semana de aulas a petizes ou sabem, no terreno, como eles lidam com as coisas.

O problema pode ser, em parte, o programa, mas isso não é o essencial. Muito menos andar a mudar o programa todos os anos. Ou será que a aritmética básica precisa assim de tanta teorização?

Ministro da Educação diz que programa de Matemática precisa de ser estruturado

O ministro da Educação e Ciência disse, esta terça-feira, em Luanda, à Lusa que a resposta para enfrentar os resultados alcançados nas Prova de Aferição de Matemática assenta na estruturação dos programas.

Há em tudo isto algo de profundamente errado. Quando se implementa um novo programa, quando existem horas e horas de formação, de trabalho conjunto entre docentes de vários ciclos de escolaridade (em especial dos 1º e 2º), não é normal que os resultados sejam estes.

Digam o que disserem.

Embora com um peso pequeno na classificação final o domínio da Organização e Tratamento de Dados tem uma distribuição de resultados obviamente anómala.

Por outro lado, em tudo isto se demonstra, com uma amostra bem ampla (mais de 100.000 provas) que as teorias estatísticas da treta não servem sempre para enquadrar a realidade.

Porque, se assim fosse, alguém teria de explicar porque não se encontra por aqui quase nenhum cheirinho de curva de Gauss, a  conhecidíssima Curva em/de Sino que tanto serviu para explicar as quotas no caso da ADD.

Já se esperava uma espécie de hecatombe, em especial em Matemática. Tudo isto torna quase impossível qualquer tentativa coerente de comparação diacrónica dos dados, devido à variação das metodologias e critérios.

Se isto é um argumento contra a existência de exames?

Não.

Deveria ser, isso sim, um argumento a favor do conhecimento das equipas responsáveis, ao longo dos anos, pela produção das provas, para percebermos a fé perfilhada.

Relatório preliminar aqui.

Antes a SPM criticava e a APM acenava.

Virou.

O que acho estranho é ver a ANP metida nisto, quando antes nada dizia de relevante…

“Isto é muito simples: esta prova não serve para avaliar aquilo que foi ensinado nos últimos três anos aos alunos que hoje estão no 9.º ano. O exame nacional – que já deverá estar elaborado – vem na mesma linha? O que é que é suposto professores e alunos fazerem agora, a um mês do exame?”, questiona Raquel Azevedo, da direcção da Associação Nacional de Professores (ANP).

Tanto a direcção desta associação como a da Associação de Professores de Matemática (APM) concordam que, na elaboração do teste, o Gave “ignorou” ou “esqueceu” que o novo programa de Matemática para o ensino básico não foi ainda generalizado ao 9.º ano. “A maior parte dos alunos que agora têm exame fez o 3.º ciclo com base no chamado ‘antigo programa’. A nível do 9.º, o novo só está a ser implementado em escolas-piloto e noutras que se candidataram à sua adopção antecipada”, frisa Elsa Barbosa, da APM.

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