Lutas


Faltas de professores do quadro inviabilizaram provas em várias escolas

É possível protestar contra o facto de alguns professores não poderem fazer a prova por não estarem nas listas e ao mesmo tempo vaiar os que a fizeram?

Pelo menos até agora. Vai para onde lhe mandam…  afinal, os truques parecem funcionar porque se nota que a resistência se esbate ao fim de poucas jogadas.

CratoDign

Tenho recebido o material que anda em circulação para o combate à 2ª chamada da PACC. Penso ser de bom senso óbvio não publicar o que se anda a preparar, porque isso só serve para informar o “outro lado”.

As conspirações ou se fazem habilmente em público, de uma forma que ninguém perceba, ou então fazem-se em privado.

Mas gostaria de chamar a atenção para uma frase que lá vem e que é complicada em meu entender, porque coloca a fasquia demasiado alta quando se sabe que dia 22 o MEC joga pelo seguro, em escolas que já antes alinharam, mesmo com perturbações, e quando o número de “avaliados” é relativamente reduzido, sendo necessários poucos meios para a prova ser colocada em prática:

É esse Ministro e a sua política global que sairá vencedora ou derrotada dia 22 de Julho… depende muito de nós: VAMOS À LUTA!!! 

Dia 22 pode ganhar ou perder-se alguma coisa, mas ninguém vencerá ou será derrotado de forma decisiva, porque a guerra está numa fase em que o “lado de cá” não me parece com capacidade para, depois de uma série de derrotas, conseguir uma vitória com essa escala.

Se pode ser um momento de “viragem”? Talvez, talvez, talvez…

Em especial, se não andarem a conspirar em público…

E tornou-se muito fácil perceber quais os meninos preferidos (leia-se director@s) do MEC para aplicar as provas.

Pub20Jul14

Público, 20 de Julho de 2014

COMUNICADO: http://anvpc.org/nova-calendarizacao-da-pacc-prova-o-desconhecimento-do-mec-relativamente-ao-funcionamento-do-sistema-educativo-portugues/

PARTICIPAÇÃO EM ENTREVISTA NA RTP Informação (direto/estúdio – 19:20h): http://www.rtp.pt/play/p1103/e160783/jornal-das-19

PARTICIPAÇÃO NO ARRANQUE DO PROGRAMA “ANTENA ABERTA”, DA ANTENA 1 – Assunto: PROVA PACC

http://www.rtp..pt/play/p469/e160854/antena-aberta

… uma municipalização da Educação feita com base na lógica do simples corte de encargos.

Não esperem muito dos “lutadores” profissionais: uns ficarão por passeatas (Fenprof, dia 10, no Marquês), uns abaixo assinados e, com jeitinho, uma acções de proximidade quando já for tarde para decidir alguma coisa (não deixa de ser engraçado que hoje só tenham ainda no site os documentos que aqui divulguei e mais nenhum); os outros (FNE) já afirmaram que não se importam de participar de forma activa na coisa.

Portanto… a minha sugestão é que se mobilizem onde se sabe (ou adivinha) que a ideia esteja em movimento (Águeda, Famalicão, Matosinhos, Maia, Óbidos, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Cascais, Abrantes e mais alguns que ainda mão se conhecem) e façam, ao nível das Direcções e Conselhos Gerais, o seguinte:

  • Inquiram directamente a autarquia acerca do que se está a passar, solicitando o conhecimento dos documentos que estão a ser negociados e que têm implicações directas na vida das suas escolas e agrupamentos.
  • Enquanto a resposta não chega – ou logo que chegue – convocar os Conselhos Gerais dos Agrupamentos e Escolas Não Agrupadas para inquirir os representantes da autarquia sobre esse mesmo tema e pedir acesso aos documentos ou, caso já tenham sido divulgados, passar à sua análise, pois o CG é o órgão responsável pela aprovação das linhas estratégicas fundamentais do Agrupamento/Escola.
  • No caso das hipóteses anteriores não resultarem, solicitarem junto dos Conselhos Municipais de Educação, através dos representantes dos docentes e encarregados de educação que seja marcada uma reunião para apreciação do assunto e dos referidos documentos, pois essa é uma das atribuições desse órgão.

Qualquer destas etapas necessita de alguma colaboração “hierárquica”, mas a verdade é que a pressão pode ser feita a partir das bases e ou é feita agora ou será tarde.

 

ENVIO DE PEDIDO DE ESCLARECIMENTO AO MEC

Prazo para desenvolvimento das ações judiciais para a vinculação dos Professores Contratados (1ª fase)

“OS PROFESSORES CONTRATADOS FARÃO HISTÓRIA E MUDARÃO O PARADIGMA DA PRECARIEDADE LABORAL PROMOVIDA PELO ESTADO PORTUGUÊS”

ANVPC arranca amanhã para Bruxelas para ser recebida no Parlamento Europeu

… pois quando foi com a Educação Não-Superior não foi possível uma cobertura deste tipo durante muito tempo dos desmandos feitos e que agora passaram – de novo – para segunda linha perante.

Este país não é para cientistas?

Reunião com a SEEAE / MEC

Ou vai existir truque até lá?

Porque o que a lei determina não é bem isto…

Professores no quadro a partir do sexto contrato seguido

O ministro da Educação anunciou hoje que vai rever a legislação para que, a partir de 2015, os professores contratados para horários completos durante cinco anos seguidos ingressem diretamente nos quadros a partir do momento em que celebrem o sexto contrato.

A experiência ensinou que anúncios destes nem sempre se concretizam em realidade, até porque não se percebe porque não é já no ano de 2014-15 que as coisas se fazem.

Numa coisa espero estar de acordo: a entrada para os quadros ser automática e não depender de coisas extraordinárias.

Envio de novos dados à Comissão Europeia – Intimação da CE a Portugal

Vão-se conhecendo casos de não realização da prova.

  • No Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima houve 100% de adesão à greve.
  • Em Setúbal no Agrupamento Barbosa do Bocage também não se está a fazer a prova.
  • No Porto, Gaia, Coimbra e Lisboa várias escolas onde apenas algumas salas estão a funcionar ou mesmo apenas uma.

Quem souber de mais casos, vá deixando o relato…

A vergonha maior é ver a polícia dentro das escolas e o MEC a insitir numa conversa da treta.

A vergonha menor é ver o João Dias da Silva com cara para prestar declarações por estes dias, sem ser mergulhado num barril com alcatrão e penas.

NaoAProva

MANIFESTO 18 DE DEZEMBRO – TODOS CONTRA A PROVA

É preciso derrotar esta prova fazendo a luta por inteiro. Marquemos forte presença à porta das escolas onde houver provas marcadas.

Crato sabe que a prova não prova nada e por isso brinca com ela e com os professores. Com medo da união, isentou uns para condenar outros. Tentou dividir para reinar. Se não acabarmos hoje com a prova, amanhã é ela que leva a todos.

Depois de lançar no desemprego professores formados nas instituições que tutela, Crato quer agora varrê-los da profissão. Não aceitamos esta humilhação. Estamos prontos para combater de frente o objectivo do governo da troika que é só um: despedir professores a torto e a direito, precários e efetivos.

Nuno Crato sabe que pode perder e que pode deixar de ser ministro. Para isso, é necessária toda a solidariedade e mobilização: de sindicalizados ou não, de todos os sindicatos e associações, de alunos, de mães e pais, de cidadãos e cidadãs. Todos juntos daremos corpo a esta greve. Os professores devem recusar qualquer serviço relacionado com a prova e renunciar à vigilância dos seus colegas.

Apelamos assim a toda a comunidade educativa e a todas as pessoas solidárias com os professores e com a escola pública para que compareçam em grande número no dia 18 de Dezembro nas escolas para onde a prova está marcada. Com determinação e união não vai haver prova para ninguém.

Albertina Pena, professora, Belandina Vaz, professora, Carlos Mendes, músico, Deolinda Martin, professora, Jacinto Lucas Pires, escritor, José Mário Branco, músico, Joana Manuel, atriz, João Salaviza, cineasta, Jaime Pinho, professor, José Luís Peixoto, escritor, Isabel Louçã, professora, Inês Tavares, estudante, Luísa Costa Gomes, escritora, Manuel Grilo, professor, Mário Nogueira, professor, Miguel Reis, professor, Mariana Gomes, estudante, Paulo Guinote, professor, Silvana Paulino, professora.

Olá car@s amigos,

Na próxima quarta-feira, dia 18, vai realizar-se a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências (PACC).

Para sorte nossa, a nossa (e já vou em dois nossa seguidos) Escola (EB de Canidelo) foi escolhida como um dos “corredores da prova” para os nossos colegas. As outras são Teixeira Lopes, Canelas, Almeida Garrett, Oliveira do Douro, Sec. Valadares e a ESIC.

O exame realiza-se de manhã e é muito provável que todos (JI, EBI e EB23) sejam convocados para vigiar, logo, cada um de nós terá uma boa oportunidade de fazer a sua parte.

Creio, pelo que tenho sentido, que é absolutamente consensual (arrisco o unânime, mesmo sabendo que exagero) a recusa em vigiar a prova. Penso que teremos todos uma excelente oportunidade de fazer história porque vamos, estou certo, conseguir afirmar que a nossa profissão não se sujeita a este tipo de “brincadeiras” (poderia escrever algo pior, mas não quero ser mal educado).

Se quiserem saber mais sobre a PACC podem visitar este link: http://www.spn.pt/?aba=27&cat=207&mid=115

Deixo algumas informações práticas sobre a GREVE:

a.       Os colegas contratados pedem /exigem que cada um de nós faça a sua parte. Não os vamos prejudicar com a ausência. Seria a nossa presença a sua condenação. Falem com eles e vão sentir isso também.

b.      Não há serviços mínimos, logo, TODOS podemos aderir à Greve.

c.       A GREVE é apenas ao serviço da PACC, logo, tudo o resto continua a existir e é para ser feito.

d.      Aliás, com outro serviço nesse dia (reuniões), desconta apenas o tempo do exame (2t); Podemos, até ter reuniões de grupo nesse dia para planificar o 2º trimestre;

(…)

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