Leitura


Oeste

Há equipamentos essenciais para combater as desigualdades no acesso à Cultura. As Bibliotecas Municipais estão na primeira linha dessa luta… que não pode passar apenas por cálculos de mangas de alpaca.

O meu nome é Jorge Gustavo de Albuquerque Furtado Lopes e, na qualidade de ex-diretor da Biblioteca Municipal da Nazaré procedo ao envio desta mensagem juntamente com um documento em anexo explicativo da grave atentado ao futuro da Biblioteca Municipal da Nazaré, pela elevada consideração que tenho por si na preocupação que sempre manifestou em prol do livro e da leitura, e pelo indiscutível apreço que sempre demonstrou pelas bibliotecas,

Esta denúncia tem a ver com a aniquilação completa de uma equipa de quatro funcionários altamente qualificados que asseguravam, desde a abertura da biblioteca em 22/11/2008, o seu funcionamento e a possível transformação deste espaço numa espécie de “Pavilhão Multiusos Cultural” num evidente atropelo à utilização de dinheiros públicos e fundos comunitários e numa lógica de destruição de um espaço cultural moderno e de serviço público.

A razão evocada para a extinção (económica) esbarra no valor total de ordenados da equipa de 4 pessoas (3700 €) brutos/mês que asseguravam um serviço público à comunidade local, regional e nacional e a todos os turistas que anualmente visitam esta bela vila portuguesa. E este assunto já está a ser devidamente tratado ao nível da DGLAB (Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas) desde o passado dia 12/02 mas não queria, por um imperativo de cidadania e de respeito por todos aqueles que, no nosso país, desenvolvem a sua atividade profissional na área cultural, deixar de lhe dar conhecimento pessoal desta situação gravíssima.

Está activa uma petição on-line relacionada com esta causa que já conta com mais de 800 assinaturas de um leque variado de
agentes culturais nacionais e com o apoio dos ex-Secretários de Estado da Cultura Francisco José Viegas (PSD). Mário Vieira de Carvalho ,  Rui  Vieira  Nery e e Elísio Sumavielle (PS) e do ex-Ministro da Cultura socialista Manuel Maria Carrilho.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72756

Este assunto foi abordado nestes dois blogues :

http://ler.blogs.sapo.pt/as-bibliotecas-abatem-se-devagar-ou-941379

http://dererummundi.blogspot.pt/2014/03/as-bibliotecas-tambem-se-abatem.html

De um bibliotecário e sua equipa tristes mas determinados

Jorge Gustavo Lopes

Biblioteca Municipal da Nazaré

http://nazare.dns1net.com/bmn/

Anexo: As Bibliotecas também se abatem – DGLB

Apprendre à écrire ne sera plus obligatoire dans les écoles de 45 Etats américains

… o melhor é ler um bocado.

Foto1448Foto1447

Recordemos aqui o estímulo e reconhecimento dado a alunos e professores pelo MEC (ficando nós sem perceber o que diria dos que ficaram pior colocados, mas que há quem pretenda copiar,  ao ponto de ser convocado para…)

Isto quer dizer, acrescenta-se na nota, “que em Ciências estes alunos têm quando muito conhecimentos e compreensão elementares sobre situações práticas, mas não têm domínio suficiente desses conhecimentos; em Matemática, podem conseguir aplicar conhecimentos básicos em situações de resolução imediata, mas não têm domínio desses conhecimentos suficiente para resolver problemas; e em leitura, podem ser capazes de fazer inferência directa, mas não têm fluência suficiente de fazer inferências e interpretações baseando-se no texto”.

Quando a realidade até é favorável, martela-se uma visão (conveniente) de tragédia.

Realmente deve ser chato quererem que copiemos modelos de países (a Alemanha com aquilo dual e a Suécia com o cheque-ensino) cujos alunos apresentam os mesmos resultados do que os nossos em na leitura, quando dispõem de muito melhores condições socio-económicas.

Cf. PIRLS 2011.

PIRLS2011

Aqui o relatório. Parecendo que não, até nem estamos assim tão mal quanto se anuncia.

PIRLS1

E isto é tanto mais notável quanto Portugal está entre os países onde os alunos dispõem de menos recursos do que a média em casa.

PIRLS4

Se calhar, se calhar, os professores e as escolas não serão assim tão maus/más… a menos que seja o Divino Espírito Santo que consegue um desempenho bem acima da média com meios domésticos inferiores à média.

Comprei a mais recente reedição do Sandokan de Emilio Salgari. Não tenho a certeza se ainda tenho alguma edição anterior (para além de uma colecção de cromos com imagens da série televisiva), pois sei que o li pela primeira vez em exemplar requisitado na biblioteca Gulbenkian da freguesia.

A par do prazer do reencontro com a fruição da aventura pura surge a ideia de a partilhar com os alunos de agora, com idades próximas da que eu tinha quando contactei pela primeira vez com Salgari. Mas surgem, logo a seguir, as dúvidas: será que aquele imaginário romanesco ainda tem cabimento no final (suburbano) da infância/início da adolescência de agora? Será que o próprio vocabulário não levará a sucessivos tropeções na leitura? Será que os 12 anos de agora têm muito a ver com os 12 anos de meados dos anos 70?

Hesitações à parte, nada como testar, arriscar  e… talvez… ficar agradavelmente surpreendido. Ou não.

Edições de 2000 e 2010.

Campeonato de Pisa: Literatura 1-0 Internet

Os alunos com ‘literatura clássica’ em casa tiveram em média mais 19 pontos nos testes PISA do que os que disseram ter Internet em casa, que já chegam aos 90%.

A questão da quantidade é positiva nos dois parâmetros. Ter mais livros ou mais computadores em casa influencia o desempenho dos alunos (podendo ter relação com o próprio estatuto socioeconómico familiar), mas reparem como a existência de mais livros leva a um ganho superior a 100-110 pontos na performance dos alunos (embora menos de 25% digam ter mais de 100 livros em casa), enquanto mais computadores leva a ganhos entre os 74 e os 94 pontos.

Uma coisa curiosa nesta amostra: mais de 75% dos alunos declaram ter 3 ou 4 computadores em casa, mas cerca de 70% não chega a ter os tais 100 livros (o que pela minha experiência é coisa para 4 ou 5 prateleiras mal preenchidas).

Isso é que é uma maravilha. Do tipo de perceber as regras com que se cosipa a sua profissão… Não digo que seja um maravilhamento nos tempos que correm, mas é como se um cego passasse a ver pelo menos de um olho…

O cérebro de um adulto muda tanto como o de uma criança, quando aprende a ler

Cientistas e voluntários portugueses participaram num estudo internacional inédito sobre os efeitos da leitura no córtex cerebral, comparando analfabetos, leitores e ex-iletrados.

Uso com alguma regularidade uma espécie de corpo textual pessoal em Língua Portuguesa. Os textos vão variando, vão-se incorporando novos, há outros que são trabalhados em equipa como decisão comum do grupo disciplinar, mas há alguns a que regresso sempre, tratando-os de forma diferenciada conforme sejam turmas regulares ou de PCA.

De qualquer modo, habituei-me a que, mesmo sendo turmas PCA, com diversas dificuldades de aprendizagem sinalizadas, entendam esses textos, salvo um ou outro detalhe.

O que permite comparações ao longo do tempo.

Nos últimos anos vou reparando a gradual perda de vocabulário dos alunos ou o seu distanciamento em relação a alguns textos tidos por mim (e não só) como padrão para o trabalho com os alunos.

Este ano, em especial com uma turma PCA, estou a deparar com a situação mais grave de incompreensão de um grupo de alunos em relação aos textos escritos, seja no manual da disciplina, seja nos materiais auxiliares que utilizo.

A experiência mais recente é com o texto O Macaco de Rabo Cortado de António Torrado e é brutalmente desanimadora. Vou na segunda aula e – se me abstrair que metade da turma se esqueceu de o trazer depois da primeira – e não consegui passar de metade do texto porque quase nenhum aluno entende o que está escrito, sejam as palavras, seja o seu encadeamento em frases, seja a progressão da história.

Boa parte de 45 minutos foram gastos a tentar que fosse completamente entendida seguinte passagem inicial:

Era uma vez um macaco mariola, que andava de bata e sacola, como se fosse para a escola. Mas não ia. Era tudo a fingir.
Os rapazes, quando o viam passar, troçavam dele e gritavam:
– Macaco escondido com o rabo de fora… Macaco escondido com o rabo de fora…
Pois era. Realmente o rabo sobrava de bata e, muito comprido e retorcido, corria atrás do macaco para onde quer que e fosse.
Então o macaco entrou numa barbearia e pediu ao barbeiro que lhe cortasse o rabo. O barbeiro afio a navalha e zut! – rabo para um lado, macaco para o outro.
A operação deve ter doído, mas o macaco, que tinha tanto de vaidoso como de corajoso, não se importou. E de sacola e bata, muito empertigado, veio para a rua mostrar-se nos seus novos preparados.

Estavam uns homens à conversa, numa esquina. Quando o viram passar, um deles comentou:
– Macaco sem rabo é como um burro sem orelhas. Fica mais feio e fica mais minguado. Coitado!
O macaco ouviu-o, sentiu-se e correu ao barbeiro para lhe desenvolvesse o rabo. Talvez ainda pudesse ser cosido ou colado…
– Olha o macaco toleirão à procura do rabo. Que queria que eu lhe fizesse? Deitei-o fora e a camioneta do lixo levou-o – disse-lhe o barbeiro.
Aí o macaco zangou-se. E quando uma pessoa ou um macaco se zanga e perde a cabeça, faz disparates. Sem mais nem menos, agarrou numa das navalhas do barbeiro e disse:
– Nesse caso, levo-lhe a navalha com que me cortou o rabo.
E abalou.

Quando apresentei as questões: Qual o problema que o macaco tinha no início da história? e Como o resolveu? fiquei com a perfeita consciência de que a leitura em voz alta fora um exercício quase completamente desperdiçado. Quem lera, não percebera. Quem não lera, mal ligara, perdendo-se a cada mudança de linha.

Entre olhares pela janela, cabeças baixas e diversos pequenos tiques tive uma ou duas respostas semicertas.

A razão: uma aparente afasia primordial ou então um quase total isolamento em relação a um verbo mais elaborado do que o usado para a comunicação humana mais básica e concreta.

Tudo se transformou em coisas. Tudo são coisas e aquilo, tudo está aí ou ali quando se pergunta o que está escrito no quadro ou projectado no ecrã. Atrás, à frente, acima, por baixo, antes, depois, são significantes sem um significado específico, tudo é intermutável, tudo serve para significar tudo. Uma espécie de pós-modernismo linguístico radical onde as regras não existem e nada é o que é ou deveria ser, antes sendo o que interessa, num dado momento, a quem enuncia o som ou escreve a palavra.

Nestas condições, a comunicação reduz-se a um fio demasiado frágil, com um grau de incerteza elevadíssimo e o risco de incompreensão no máximo.

Mais do Língua Portuguesa é essencial desenvolver a linguagem quase desde as raízes mais profundas.

No suplemento Ipsílon do Público:

A Internet permite associar ideias, inclusive literárias, quase como se fosse por acaso. Não pensa que isso pode expandir a imaginação?

Essa é precisamente a forma como usamos uma biblioteca. Há mesmo uma biblioteca – que para mim é o arquétipo das bibliotecas -, que é a de Aby Warburg [historiador, 1866-1929]. Foi instalada em Hamburgo em inícios do século XX e é uma biblioteca “associativa” no sentido em que Warburg colocava os livros na ordem em que ele os associava. Ele desenvolveu, por exemplo, uma “lei do leitor”, e em particular uma “lei do bom vizinho”, segundo a qual a informação de que estamos à procura se encontra sempre no livro ao lado daquele que tirámos para consulta [ri-se]. A leitura é uma actividade associativa, sempre foi.

Procuramos uma informação, lemos um livro e ao lado desse livro há outro e é assim que construímos as nossas bibliotecas e as nossas cronologias.

O problema com a Internet é que nos dá a ilusão de possuirmos toda a informação que contém. Mas o facto de essa informação existir não significa que seja nossa. Temos de saber procurá-la, saber se é fiável ou não, saber utilizar as associações que fazemos. Podemos brincar com a Internet dias a fio, à procura de anedotas, de bocados de informação recôndita, etc. É óptimo, mas tem de haver uma actividade mental capaz de incorporar, destilar, recriar essa informação. Ora, um dos grandes problemas actuais dos bibliotecários é que os jovens que chegam às bibliotecas, e que estão habituados a utilizar a Internet para fazer uma espécie de colagem de informação, não sabem ler. Não sabem percorrer um texto para extrair aquilo que precisam, repensá-lo, dizê-lo com as suas próprias palavras, comentá-lo, associá-lo ou resumi-lo – e sobretudo, memorizá-lo -, actividades que fazem parte da leitura enquanto acto criativo. Estão habituados à ideia de que, como isso está lá e está acessível, já é deles. Não é assim.

Isso não é mais a culpa da escola do que da Internet?

A escola não tem culpa, é a nossa sociedade que é culpada. A escola, a universidade, deveriam ser o lugar onde a imaginação tem campo livre, onde se aprende a pensar, a reflectir, sem qualquer meta. Mas isso é algo que estamos a eliminar em todo o mundo. Estamos a transformar os centros de ensino em centros de treino. Estamos a criar escravos. Somos a primeira sociedade que entrega os seus filhos à escravidão, sem qualquer sentimento de culpa. Nesses centros de aprendizagem, estamos a criar seres humanos que não confiam nas suas próprias capacidades e que começam a acreditar que o seu único objectivo na vida é arranjar trabalho para conseguir sobreviver até chegar à reforma – que também já lhes estão a tirar. O que estamos a fazer é horrível. Não tem nada a ver com os valores da Internet, com a competência do professor, faz tudo parte de um conjunto. Somos culpados enquanto sociedade.

Árido. As primeiras cinquenta páginas são uma espécie de ensaio planante – sem o incómodo de referências bibliográficas e com recurso a algumas estatísticas do GEPE e GIASE – sobre a evolução da Educação nas últimas décadas e ainda parece conter uma vaga centelha pessoal.

A partir daí é uma cavalgada imensa de um texto seco, factual na perspectiva da propaganda de uma obra apresentada sem qualquer referência a falhas, dúvidas ou contraditório.

É uma espécie de sucessão de check-lists em que se nomeiam reuniões, presenças, apoios, diplomas legais, ideias gerais.

É como que uma espécie de colectânea dos conteúdos divulgados no site institucional do ME.

Apesar de tudo, esperava mais. Esperava mais do que coragem na forma de teimosia e cegueira a tudo aquilo que se desvie da linha oficial da verdade única. Esperava uma coragem que passasse por um vislumbre de confronto de ideias.

Mas Maria de Lurdes Rodrigues revela-se incapaz disso. O livro é um repositório do tipo sociológico mais pobre, embora factualmente útil para saber que presidentes de câmara foram amigos, que burocratas do aparelho ministerial mais colaboraram, que reuniões aconteceram com quem.

Bibliografia endogâmica, ausência de dados estatísticos que demonstrem os ganhos efectivos em matéria de aprendizagens dos alunos e de performance do sistema para além do economicismo, falta de um índice rfemissivo para que os presentes no evento se pudessem identificar e contabilizar.

É um livro útil na perspectiva do que foi feito e de quem ajudou a fazer.

O resto é remetido para a penumbra da inexistência.

É um livro sem alma.

Isso já eu esperava.

Na morte de Saramago:

Se saber é compreender, compreender é um passo em frente para amar.

A Literatura não iguala nem imita nem copia a vida. A Literatura  (a ARTE) é a vida, é tudo o que somos e que não somos e tudo o que, não sendo, gostaríamos de ser, é tudo o que sonhamos, é tudo o que não entendemos, é tudo o que intuímos, é tudo o que odiamos e amamos, o que choramos e o que rimos, o que renegamos ou o que construímos em nós e fora de nós…

Comecei por não gostar nada de Saramago. Como Homem, afigurava-se-me seco, estéril até, duro, implacável… O primeiro livro foi o Memorial. Estranhei, preparada para ignorar ou odiar, tanto até que pedi o livro emprestado, eu que sempre fui uma compradora de livros… Estou a falar de um tempo muito antes do Nobel, de um tempo em que ele era apenas o Saramago, aquele que não usava a pontuação…

Gostei muito da obra e não me lembro que me ter sentido interrompida no meu prazer de leitora pelos constantes “atropelos” às leis da gramática, da ortografia e da sintaxe. E na Feira do Livro seguinte comprei-o e aproveitei a presença do próprio Saramago na feira para lhe pedir que mo assinasse. Estamos a falar de um tempo anterior às imensas filas que depois do Nobel se formavam para que num dos seus livros ele escrevesse “À/Ao… do José Saramago”, numa escrita já mais mecânica e apressada por via das circunstâncias.

Mais tarde, entre vários outros livros também por ele autografados, havia de lhe levar A Maior Flor do Mundo, que lhe pedi que dedicasse à minha filha.

A minha vida profissional “obrigou-me” a pegar mais vezes no Memorial e percorrer com ele, em conjunto com os meus alunos,  um conjunto de caminhos de análise, de reflexão mas também de perplexidades sobre o Mundo,  e ainda de descoberta dum Literatura nova construída de subversões, desde os géneros (como, por exemplo, o Garrett das Viagens na Minha Terra também tinha feito antes dele) até aos pressupostos literários. Ao mesmo tempo, e para mim é mais um factor de admiração, não renega a nossa literatura, todo o passado literário que carregamos connosco enquanto povo.  Por exemplo,  reencontramos no Memorial o povo de Fernão Lopes e a epopeia de Camões mas também ouvimos os contos tradicionais que talvez a sua avó Josefa lhe contasse em noites de encantamento…

E assim, por compreender um bocadinho melhor a obra, passei a admirá-la e tornei um dos seus livros um dos MEUS livros de sempre, O Ensaio sobre a Cegueira.

Não posso dizer que gosto de toda a obra. Até hoje, por exemplo, ainda não consegui ler O Ano da Morte de Ricardo Reis, depois de uma ou duas tentativas em que o abandonei nas primeiras páginas. Não me sinto obrigada a vir gostar de todos os seus livros. Mas sinto muito a falta dos livros que ele ainda tinha para nos dizer.

Saramago dizia: “Escrevo para compreender. Compreender o quê? Tudo.

E eu, parafraseando-o, posso afirmar que Leio para compreender. Compreender o quê? Tudo.

E sinto-me agradecida a Saramago por também ele me ter ajudado a compreender um bocadinho mais sobre o mundo e sobre nós mesmos.

Ana Mendes da Silva

20 de Junho de 2010

Leia histórias ao seu filho para ele ser bem-sucedido

Estudo diz que ler contos infantis às crianças melhora as suas notas na escola.

Ler uma história ao seu filho traz mais vantagens do que simplesmente fazê-lo adormecer mais depressa. Pode ajudá-lo a ser bem- -sucedido na escola, de acordo com uma investigação levada a cabo pela Universidade de Oxford.

O estudo inglês indica que as crianças a quem os pais lêem histórias têm melhores resultados escolares. Enquanto aquelas a quem os pais nunca leram um livro infantil apresentam maior dificuldade em contar e escrever histórias na escola. Efeitos para os quais especialistas portugueses também chamam a atenção.

Many parents failing to read to children, survey shows

More than half of primary teachers say they have seen at least one child with no experience of being told stories at home.

Caro Investigador,

Os Encontros de Investigação em leitura, Literatura Infantil e Ilustração decorreram de 1999 até 2002 com uma periodicidade anual passando, a partir daquela data, a assumir uma periodicidade bienal privilegiando-se, em cada ano, uma área temática. Em 2010 a temática a privilegiar é a da Ilustração.

Estes Encontros têm como objectivos dar a conhecer e divulgar a investigação que se produz nestas áreas, bem como reflectir sobre as práticas docentes que se realizam nas instituições de ensino superior, e têm reunido na Universidade do Minho, em Braga, um grande número de investigadores do país e do estrangeiro, docentes que leccionam na formação de professores, bem como docentes de vários níveis de ensino.

Assim, vimos anunciar a realização do 8.º Encontro Nacional (6.º Internacional) que se realizará nos dias 9 e 10 de Julho de 2010.

Pretendemos que os Encontros Li continuem a ser um amplo espaço de divulgação, debate, confronto de ideias e ponto de partida para a investigação interdisciplinar.

Contamos com sua presença e participação.

Com os nossos melhores cumprimentos

A Comissão Organizadora

http://encontrosli.wordpress.com

8º encontro nacional | 6º internacional de investigação em leitura, literatura infantil & ilustração

9+ 10 Julho 2010

Instituto de Educação | Universidade do Minho | Campus de Gualtar | 4710-057 Braga Portugal

encontrosli@iec.uminho.pt

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