A notícia vem numa Nota de Direcção publicada na mesma página do texto de Mário Crespo, o qual critica como “deplorável” o procedimento do jornal em relação a uma resposta de Luís Marinho, director-geral da RTP, a um texto de Miguel Sousa Tavares onde era visado.
Crespo acusa Sousa Tavares de ter “vilipendiado” Marinho “por indemonstráveis acusações referentes a um episódio que, a ter acontecido, perdeu significado e contexto em oito anos de bizarro silêncio”. E, na sua opinião, o Expresso “não cumpriu o ‘Dever de Resposta’ a que Luís Marinho tinha direito”, que, “entre gente de bem, nunca poderá ser confundido com uma imposição jurídica. É uma obrigação editorial. Sem ela, um jornal de referência transforma-se num blogue de maledicências e arruaça”.
O Expresso considera que o jornalista da SIC Notícias comete “erros e falsidades” na acusação ao jornal, e publica uma extensa nota, com 18 pontos, assinada por todos os seus seis directores e que diz ter tido o apoio unânime do Conselho de Redacção do jornal. Nessa nota lê-se que, após a equipa directiva do jornal ter alertado o autor para esta situação, ele “decidiu manter o texto”. Por isso, a direcção do jornal “decidiu publicar a crónica, mas dar por finda a colaboração que mantinha” com o autor.
Será que mais algum colunista correrá o risco de ser desagradável?
Excepto o Miguel Sousa Tavares, claro, que pode dizer o que bem entender, atropelar factos e números (em especial sobre professores, essa raça imundazeca) que está sempre tudo bem.
E, já agora, quanto tempo demorará Mário Crespo a ter guia de marcha da SICN?
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