FMI


Bem me parecia que o objectivo era mesmo a demonização dos que trabalham para o Estado perante os olhos dos “privados”.

Só que as pessoas – pelo menos em parte – percebem que também ficam a perder e muito com a degradação dos serviços públicos.

FMI teme que a reforma do Estado seja um fracasso

“Reformas fundamentais” como a “redução da folha salarial do sector público” podem redundar em fracasso se não foram acompanhadas de “diálogo social” e “suporte popular”, diz o FMI.

 

FMI diz a Portas que milagre das exportações pode ser miragem

Portas desvaloriza FMI: “Acredito mais na realidade económica”

Mas quando se trata de atacar a função pública e os docentes, os dados do FMI (mesmo comprovadamente erróneos) já servem.

Quase 100 páginas praticamente inúteis, pois diz que tudo está a correr bem e o futuro é brilhante: FMI_7ª_Avaliação.

Não entendo esta do “our reforms” na página 71. Ours?

FMI7Ava

… embora eu duvide que o tipo que aldrabava a própria Fundação que dirigia para receber mais uns trocos faça alguma coisa de borla.

FMI: Relatório da reforma do Estado “foi uma oferta” do Fundo

E escusavam de se esticar no manto de tretas. O que lá está não são inputs técnicos, são proclamações ideológicas para que se foram buscar uns dados a gosto:

Fonte oficial do Fundo Monetário Internacional veio clarificar que o relatório “técnico” da instituição sobre como cortar mais de 4000 milhões de euros na despesa oferece apenas “inputs técnicos” e “não teve custos para o Governo”.

  • Foi encomendado pelo Governo, a par de outro pedido feito à OCDE sem que a OCDE soubesse disso.
  • Houve uma primeira versão que foi preciso retocar, através de contactos com os governantes cá do burgo.
  • A versão final parece um mau trabalho de fim de licenciatura bolonhesa em diversas partes, nomeadamente na da Educação.
  • Um dos autores acaba de ser demitido da Fundação que dirigia por más práticas em matéria de estudos ocultos.

Um relatório que enervou os professores

As medidas propostas no relatório do FMI para o setor educativo não são bem acolhidas. “Ignorância, insensibilidade e má vontade que culminam na ofensa aos professores”. O EDUCARE.PT recolheu mais opiniões.

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