Era Escusado


A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome considera que “não se podem impor mais cortes a quem já não aguenta mais” e que “as redes sociais são os piores inimigos dos desempregados”, já que estes “passam demasiado tempo agarrados ao Facebook e vivem uma vida que é uma total ilusão”, quando se deviam empenhar na procura de emprego.

E se usarem as redes sociais para procurar emprego?

rodeado de küs indiferenciados por todos os lados.

NSA monitored calls of 35 world leaders after US official handed over contacts

 

Com uvas.

 

E não, não haverá fotos.

Mas mais grave do que isto é constar que em alguns sítios o caderno 2 não foi distribuído de início e os vigilantes ficaram mesmo convencidos que seria para parar após a parte 1…

De qualquer modo parece-me que o aluno também poderia perceber que só ele tinha parado…

Bom dia,

Sou EE de um aluno no 4º ano. Por acaso também sou professora contratada mas sem colocação este ano.

Sou do 2º ciclo, Matemática, pelo que nos últimos anos não tenho falhado uma vigilância de exames tanto no 1º, como no 2º e 3º ciclos.

Ontem o meu filho foi à EB 2,3 ********************* para fazer o seu exame.

Lá dentro, parou quando leu grupo 2 no caderno 1. Pensou que só podia fazer o grupo 2 depois do intervalo. Confundiu com o caderno 2.

Ninguém teve o bom senso, se detectaram que ele estava parado, de dizer em voz alta, ao grupo que estava na sala, que o grupo 2 também era para fazer.

Não sei se não detectaram, mas se detectaram … ficaram calados. Talvez com medo que o Sr. Ministro Nuno Crato os passasse à mobilidade especial por terem avisado um molhe de catraios de 9 e 10 anos que tinham que fazer o caderno todo.

Não sei se não detectaram e não me custa imaginá-los encostados a uma parede a apanhar a seca da vigilância. Eram do 3º ciclo, pelo que soube.
Qualquer das situações não me entra na cabeça.

Estou farta de falar com colegas que fizeram vigilância e toda a gente fica incrédula pelo que se passou.

Da direção da Escola argumentam que ele foi treinado e que as ordens eram para ” não falar com os alunos” coisa que aparentemente estes vigilantes tomaram à letra, demonstrando uma total falta de bom senso.

Foi uma péssima ideia deslocar os miúdos das escolas, e não é de todo desejável pôr esta gente do 3º ciclo e secundário a vigiar estes mais pequenos porque lhes falta tacto, sensibilidade e.. bom senso.

No calor da conversa telefónica que tive com o membro da direção responsável pelo 1º ciclo, foi-me finalmente sugerido que procurasse então outro agrupamento- este é o que serve a minha zona de residência- para a continuação dos estudos do meu filho- o que nos mostra o perfil adequado da pessoa para a função, diria eu. Que o concelho tem muitos agrupamentos onde o meu filho pode prosseguir os estudos.

Com muita pena minha, o meu filho prosseguirá os estudos num colégio particular- mesmo privado- e não numa escola pública pois a degradação a que assisto é tal que nem eu, fervorosa defensora do ensino público até ao momento, tenho motivos para o manter numa escola pública. Acabei de o matricular e esta situação apenas me deu o empurrão final para algo que eu já tinha em mente.

No dia em que, como eu disse à membro da direção da Escola que falou comigo, a escola em causa for TEIP, ela que se lembre da postura que teve e na argumentação que usou ( se calhar aprimorada por eu ser professora) perante a minha incredulidade com o ocorrido- a solução dela passa então por convidar uma EE a mudar de agrupamento.

Portanto, parece-me razoável que nas instruções para ” não falar com os alunos” se ressalve a nível superior que há situações dependentes do bom senso e da inteligência individual, que podem ser prevenidas.

Alertar o grupo de alunos para o que podem estar a fazer mal ou não estarem a fazer, parece-me uma dessas situações.

Se eu deixasse passar uma situação destas, de ver um aluno parado porque estava baralhado num exame, eu dormiria descansada. Mas pronto, foi para o que deu.

Atenciosamente,

Maria

Não sei se será a nova forma de esclarecer...

Esclarece2

(…)

Esclarece1

Ainda com grande sucesso entre certos círculos de alguma pedagogice teórica, com chancela BSS.

Trata-se da páginas 23 a 25 da obra Nova Teoria Curricular de João Paraskeva (Edições Pedago, 2011), um autor que eleva o emaranhado discursivo a todo um novo nível de desnecessária complexidade, fazendo certamente empalidecer de inveja aqueles que cita (desculpem lá, mas foi foto que não me apeteceu digitalizar a preceito):

IMG_0536
IMG_0537IMG_0538

Não senti grande vontade de ler quando dei com aquela parangona enorme do I. Depois de ler fiquei com vontade de não ter lido. Barreto faz o que critica aos outros. Enuncia anátemas sem justificar o porquê. E, no fundo, considera o relatório justo porque vem ao encontro da sua narrativa pessoal sobre o país.

Mas seria interessante discutirmos a questão dos privilégios. Eu tenho umas ideias acerca do que é privilégio – que eu definiria como um direito adquirido sem outra justificação do que a vontade do outorgante em resultado de uma relação de fidelidade ou afinidade – e do que é compensação (discriminação positiva) por situação de desvantagem ou desprotecção, o que, curiosamente, já o ouvi defender como algo indispensável a ter em conta quando se trata das reformas na Educação.

Mas quqndo falamos e escrevemos muito, por vezes perdemos o rumo à memória.

Como viu o relatório do FMI?

Devo dizer que é, em numerosos parágrafos, absolutamente justo, porque revela ou sublinha o que muitas pessoas sabem mas não querem dizer em público. Aliás, há muitas coisas que é o próprio governo que diz, mas faz com que seja o Fundo Monetário Internacional a dizer para não ter de ser o governo a fazê-lo. O que é ridículo, é de um altíssimo grau de cobardia.

Quais são as coisas que todos sabem e não querem assumir?

Sabe-se há muitos anos que tem de haver uma alteração nos funcionários públicos, uma alteração no Estado de protecção social, que há grupos sociais e grupos profissionais que são muitíssimo privilegiados em relação a outros e que vivemos assim durante 20 ou 30 anos, alegremente. Tudo isto é verdade e – eu li-o –, o relatório põe o dedo nessas feridas. Com certeza não são imbecis, não são estúpidos. Toda a gente diz: “Ah, tratam Portugal como se fosse a Indonésia, as Filipinas ou a Costa Rica porque para eles os países são todos iguais.” Não é verdade! Muito do que vem no relatório do FMI está perfeitamente identificado.

Como, por exemplo?

Tem-se medo de dizer que, no conjunto europeu, os professores são mais bem tratados que os professores dos outros países, ou que os funcionários públicos têm um regime global muito privilegiado em relação aos trabalhadores do privado, que há inúmeras excepções para os emigrantes, para os habitantes dos Açores, para os residentes na Madeira, para as pessoas do Interior, para os filhos dos emigrantes, para os filhos destes, daqueles e daqueloutros. Há inúmeras situações de privilégios e privilégios. Sabe-se isto tudo há muitos anos e os governos fogem sempre a discutir isso. Porque isso não dá votos, não serve para a demagogia. E então põe-se o FMI ao serviço.

No DN de hoje, Filinto Lima, vice-presidente da ANDAEP, anuncia o indeferimento pela DGAE do pedido de escusa de avaliador externo, nesta fase do processo, por questões formais, ou seja, por ainda não estar formalizada a constituição da bolsa de avaliadores.

Sim, tem razão e agradece-se este esclarecimento.

Resta a ANDAEP recomendar aos seus membros para aconselharem os professores das suas escolas acerca do melhor calendário para entregarem o pedido de escusa e, em tal momento, serem igualmente formais no tratamento de tudo.

 

O próximo a ser citado será…

… Bocage!

de cada vez que sou forçado a voltar à apregoada civilização:  manicómio.

Ainda não se lembraram dos agrupamentos gogol.

Está bem, eu espero.

Preferia go-go! :mrgreen:

O inimigo do teu inimigo teu inimigo é. Se for teu “colega” – piora.

Reparem lá nisto que está no site do SIndep:

Será engano ou…? Tudo bem, a coisa já estava escrita… Não interessa se…

os portugueses estão agora a sofrer as consequências de “uma vida fácil” que tiveram quando o país entrou na zona euro. O presidente da República, em entrevista ao diário holandês “Financieele Dagblad”, afirmou ainda que os portugueses foram “demasiado negligentes” no passado.

A culpa é sempre das putas, nunca dos chulos.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 832 outros seguidores