Docentes


Sugestão da A. C.

Secret Teacher: I can’t take the stress, but I don’t want to be a dropout statistic

I don’t want to become another teacher who drops out within the first five years, but I won’t be able to stand this pressure for long
Can teachers ever have a work-life balance?

… do que se trabalha nelas por estes dias, apesar de não existirem aulas?

Nove em cada dez professores do 3.º ciclo sente que profissão é desvalorizada pela sociedade

(…)

Os professores também são, em média, mais velhos (44,7 anos) do que nos outros países (42,9) e passam mais anos a ensinar – 19,4 anos para uma média de 16,2. Em Portugal, 82,1% dos docentes completaram estudos ou formação na área da educação, quando a média é 89,8%.

Sobre a gestão das aulas, 75,8% do tempo é gasto de facto a ensinar (a média é 78,7%), o que significa que os restantes 24% são gastos em tarefas administrativas (8%) e a manter a ordem na sala de aula (15,7% contra uma média de 12,7%).

Estes professores portugueses têm uma componente lectiva que ronda as 21 horas por semana, acima da média que é 19 horas, e também passam mais tempo a preparar e planear aulas (nove horas por semana, duas acima da média), e dez horas semanais a marcar e corrigir trabalhos, o dobro da média. Portugal é ainda um dos cinco países em que os docentes que dizem ter mais horas de trabalho são também aqueles que tendem a ter níveis mais baixos de satisfação. Segundo o relatório, a média de alunos em Portugal por escola ronda os mil e é quase o dobro da média.

OECD International teacher and school leader survey to be published Wednesday 25 June

Pelo pouco que sei, fico sempre sem perceber como é que certos conceitos são aplicáveis a Portugal e como é que ainda se conseguem calcular médias acerca de práticas pouco aplicáveis ou aplicadas entre nós.

Mas há algumas muito, muito interessantes pois contradizem frontalmente o que se tenta transmitir para a opinião pública por alguma propaganda divulgada na forma de opinião publicada.

… de escasso agrado para os actores institucionais na área da Educação, embora pudessem ser bastante úteis para vida concreta das escolas.

Eu explico-me rapidamente… em tempos de desgovernação alegadamente liberal que pretende uniformizar carreiras na função pública, numa avassaladora tentação indiferenciadora capaz de fazer gemer de inveja qualquer bom ditador do proletariado, eu defendo uma tendência inversa em matéria de horários e remunerações de professores.

Concretizando…

Mantendo a estrutura-padrão do horário lectivo e não lectivo para todos os professores que assim a desejassem manter, deveria ser aberta a possibilidade de, por iniciativa dos próprios ou mesmo proposta da gestão das escolas, ser flexibilizado esse horário, para mais ou menos horas com a devida compensação remuneratória.

Porque há que ser muito franco… há quem por dedicação ou falta de outra ocupação, efectivamente pode estar na escola (e está em condições para isso) mais tempo do que o regulamentado, seja em aulas ou outras tarefas e há quem, por muitas, desvairadas e/ou justificadas razões, só faria bem a si mesmo e a quem o rodeia se estivesse menos tempo em aulas ou na escola.

Isto não seria um método para fazer engenharia de horários, pois não poderia implicar que o aumento das horas de uns levasse à dispensa de outros, vamos lá a entender-nos.

Nem seria para toda a gente começar a fazer rendilhados.

Seria para adequar o horário às capacidades de cada um, em articulação com o interesse da escola no sentido de um trabalho mais eficaz com os alunos.

Se alguém, para além do horário lectivo, pode dispensar mais 10 ou 12 horas (em vez de 3 ou 4) não lectivas semanais à escola para tarefas relevantes com tutorias ou mediação escola-família, animação de actividades extra-lectivas, porque não deve isso ser compensado em vez de se esperar pela boa vontade ou voluntariado?

Se alguém, em contrapartida, não se sente em condições para assegurar um horário completo, mas pode leccionar 70 ou 75% do seu horário, porque não fazê-lo com o correspondente ajustamento salarial que esteja disposto a sofrer?

Mantendo sempre o padrão-base e o cálculo da hora e trabalho para estas variações, assim como o tipo de vínculo laboral.

E, como parece evidente, permitindo uma ligeira (e justificada) margem de autonomia financeira às escolas que agora não existe.

Será esta uma ideia demasiado liberal para vós?

Ou estão a ver obstáculos inultrapassáveis que eu não estou aagora a vislumbrar.

Despacho n.º 6969/2014. D.R. n.º 102, Série II de 2014-05-28

Ministério da Educação e Ciência – Gabinete do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar
Define as regras necessárias para os docentes requererem mobilidade por motivo de doença.

27 Maio 2014 Quota de vagas, art.º 3.º e 8.º do DL n.º 29/2001, de 03 de fevereiro,

para o CEE.pdf

Decreto-Lei n. º 132/2012, na redação conferida pelo DL n.º 83-A/2014,

de 23 de maio.pdf

Decreto-Lei n.º 60/2014, de 22 de abril.pdf
Portaria n.º 113-A/2014, de 26 de maio, (vagas dos QZP).pdf
Aviso de Abertura n.º 6472-A/2014, de 27 de maio.pdf

.

28 Maio 2014 Códigos de AE/ENA – para efeitos de validação.pdf
Manual de Instruções – Candidatura Eletrónica CEE e CI/RR -2014.pdf
Circular B14014946H.pdf
Declaração de Oposição – 2014.pdf
Estabelecimentos Particulares com CA para efeitos da 2ª prioridade

do concurso de CI/RR – 2014.pdf

Instituições públicas para efeitos da 2ª prioridade

do concurso de CI/RR – 2014.pdf

Fica aqui:Aviso6472Ade2014.

Mas parece que até já entrou uma providência cautelar, portanto… preparem-se para a animação do costume.

Portaria n.º 113-A/2014. D.R. n.º 100, Suplemento, Série I de 2014-05-26

Ministérios das Finanças e da Educação e Ciência

Fixa o número de vagas do concurso externo extraordinário de acesso à carreira docente.

 

 

 

Explicar as razões é algo desnecessário, de tão óbvio. Alguém (Sócrates-Maria de Lurdes Rodrigues) cavou um buraco para onde começou a empurrar toda uma classe profissional, trabalho que veio a ser continuado pelos seus sucessor (Passos Coelho-Crato) com denodado afinco, não se vislumbrando qualquer luz lá no fundo, pois os buracos não têm saída do outro lado da Terra sem nos queimarmos todos na travessia.

E nem vale a pena alterar níveis de dificuldade em exames para fabricar “sucesso” e dizer que foi por causa das “reformas”.

Há quem se vá aguentando, nem que seja pela teimosia de os ir vendo cair e sair a todos e, depois, cá fora, começarem a falar de tudo o que deveria ser feito e não chegaram a fazer.

O último a aguentar, que coloque a tampa antes de ficar todo queimadinho.

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Público, 23 de Maio de 2014

Nota final: só para avisar que aqueles que dizem que sempre avisaram que ia ser assim nunca explicaram o que pretendiam que fosse feito, pois que me pareça os que estavam teriam acabado por fazer o mesmo – ou muito parecido – aos que estão, pois foram eles que abriram a porta e investiram à desfilada. Porque há gente sem memória e outra sem vergonha. Assim, pelo menos, já sabemos que não vale a pena confiar mesmo no “arco da governação”

 

Decreto-Lei n.º 83-A/2014. D.R. n.º 99, Suplemento, Série I de 2014-05-23

Ministério da Educação e Ciência

Procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, que estabelece o regime de seleção, recrutamento e mobilidade do pessoal docente para os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação e Ciência.

Regime jurídico da habilitação profissional para a docência na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário

… e contra as vinculações extraordinárias manhosas.

Should Teachers Get Tenure?

Teacher tenure is the increasingly controversial form of job protection that public school teachers in all states receive after 1-7 years on the job. As of 2008, 2.3 million teachers have tenure.

Sugestão de leitura do Luís Braga.

Can Teaching’s ‘Revolving Door’ Be Stopped?

Decreto-Lei n.º 60/2014. D.R. n.º 78, Série I de 2014-04-22, do Ministério da Educação e Ciência

Estabelece um regime excecional para a seleção e o recrutamento do pessoal docente dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação e Ciência.

Não anónimo. Infeliz q.b. com o que nos rodeia.

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The Credibility Gap

A partir deste post de Diane Ravitch.

E se as teorias que se apresentam como óbvias – afastar os professores “velhos”, para trazer “sangue novo” e um melhor desempenho – estiverem profundamente erradas?

Entre algumas coisas que foram ditas ontem na conversa toda depois das 17 horas, houve uma ou outra que se mostraram – no desânimo do desespero actual – especialmente carentes de perspectiva em relação à evolução da situação dos professores na última década.

Se valter hugo mãe teve o cuidado de sublinhar que a erosão da situação do professorado tem vindo a ser um processo continuado, houve quem, da audiência (não retive o nome, apenas que era um colega mais ou menos da minha idade), em termos mais inflamados, quase ensaiasse uma recuperação de Maria de Lurdes Rodrigues por comparação com Nuno Crato.

Eu percebo a reacção de quem, doendo-lhe fortemente um dente, culpa a dor e quer remédio rápido que a anule, perdendo a perspectiva da origem da dor.

É uma reacção natural, mas fica pela resolução do imediato, não resolve a doença e abdica de determinar a sua origem. É um erro. Grave.

A origem do mal está – para não ir mais longe – em 2005 e num estudo encomendado por Maria de Lurdes Rodrigues a João Freire, seu mentor político e académico, e que lhe foi entregue em Dezembro de 2005 (é essa a data do documento) e que teve uma circulação muito restrita, até eu o ter recebido através de uma fonte ligada ao movimento sindical e ter feito neste blogue sete posts (A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7) a propósito desse guião destinado a domesticar a classe docente, estrangular a sua progressão na carreira e aplainar a sua remuneração.

Que parece ser bom recuperar.

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Parece que muita gente não leu ou já se esqueceu dessas mais de 100 páginas em que João Freire faz um desenho técnico-político da melhor forma de quebrar a força de uma classe profissional, através de uma negociação hábil destinada a criar quotas de progressão, categorias diferenciadas entre professores e tudo o mais que em seguida se viu.

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Até mesmo uma plafonamento da progressão salarial lá está, aquela que agora se está a tentar impor como definitiva, depois de apresentada como provisória.

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Ao colega muito inflamado que falou, respondi que não sei bem se a culpa maior pelos males que nos entrem pela porta é de quem a escancarou se de quem a abriu em primeiro lugar.

No meu caso, não ilibo ninguém, não tenho falta de memória e não estou disponível para recuperar algozes do passado, só porque agora há novos.

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Se for necessário, eu ainda me recordo de quem esteve na Almedina do Saldanha, no lançamento do livro de MLR, a prestar-lhe vassalagem.

Alguns, por não gostarem de Passos Coelho e Crato até agora dizerem umas coisas assim vagas a favor dos professores, até podem enganar os mais incautos. Mesmo na área do PSD já então ela muito admirada, pelos que estão e pelos que gostariam de estar.

Secret Teacher: where will our battle against time end?

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