Crises


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What Boys Want

Hook-up culture doesn’t just hurt girls. An examination of who is actually falling behind amid parental panic.

Merkels Krisenpolitik: Kanzlerin Gespaltene Zunge

Tradução chegada por mão amiga:

A política de crise de Merkel: língua-bífida da Chanceler
(Christoph Schwennicke)

A política de crise na Europa de Angela Merkel divide-se em duas partes incompatíveis: promessas aos aforradores e programas de estímulo económico aqui e imposto obrigatório duro a clientes bancários e obrigação de poupança para os outros. A ira dos países estrangeiros dirigida à Chanceler é compreensível.

Angela Merkel parece ter ficado incomodada com os paparazzi que a espiaram nas férias de Páscoa em Ischia e espalharam fotos da sua família patchwork. Até pode estar satisfeita por terem só sido os paparazzi e não uma multidão italiana furiosa.

A Chanceler é atualmente a figura odiada pelos países europeus. Ela é encarada como a mulher com o chicote, como Dominatrix alemã, que oprime os países em dificuldades e obriga a nível social e económico a poupar ao até ao limite do tolerável e, por vezes, para além disso. Em relação às medidas graves que estão a ser exigidas à Grécia e Chipre – sem desculpar a gestão financeira sem escrúpulos! – a “Agenda 2010″ levada a cabo pelo seu antecessor Gerhard Schröder é quase um programa de wellness. Dito de outra maneira: também aqui o povo sairia às ruas e poderia queimar pneus empilhados, se Merkel fosse forçada a tomar as medidas que exige aos outros.

Assim, é inútil tomar uma posição na disputa sobre a justeza deste ditado de poupança. Talvez pessoas como o Prêmio Nobel Paul Krugman tenham razão quando fervem e usam palavras marcantes contra a política de empobrecimento europeia da Chanceler. Talvez os consultores que lhe recomendam exatamente esta via tenham também razão.

A Chanceler fala com língua-bífida

Não é preciso ter-se o Prémio Nobel da economia e também não é preciso ser consultor da Chanceler. Um olhar sobre a política de Merkel é suficiente para ver: Aqui há coisas que não batem certo. A Chanceler fala com língua-bífida, mede com duas medidas. A sua política parece seguir o slogan dos estudantes dos anos 70 que alteraram o nome de uma organização de ajuda internacional: “Brot für die Welt (pão para o mundo) – mas a salsicha fica aqui!” (alteração sublinhada)

Exemplo 1: o tratamento dos aforradores. Quando, há alguns anos, a crise começou também a atingir a Alemanha, numa noite no início de outubro de 2008, a Chanceler e o seu antigo Ministro das Finanças disse diante das câmaras que as economias dos alemães estavam seguras. Esta garantia nunca teve seguranças, como entretanto admitiu o ex-Ministro da Chancelaria Thomas de Maizière. Mas o sinal foi – e pode ser mantido: não tocamos nas vossas poupanças, venha o que vier.

Completamente diferente o caso actual de Chipre. Merkel e o seu actual Ministro das Finanças fizeram parte dos que inicialmente quiseram o dinheiro dos pequenos aforradores e finalmente acompanharam a solução dos 100.000 €. Merkel e Schäuble negam ter sido a força motriz no sentido de apanhar dinheiro aos pequenos aforradores. Mas, 1.º não há nenhuma discordância registada, 2.º é absolutamente inconcebível que algo foi ventilado e quase decidido, sem ter o Governo Federal alemão por trás.

Exemplo 2: A relação com programas de estímulos económicos. No tempo em que a crise financeira, após colapso-Lehman, ameaçou a Alemanha, a Chanceler recorreu em força às finanças públicas. 1,5 mil milhões de euros foi o valor dos prémios de abate VFV para prevenir que a indústria-chave alemã fosse arrastada pela crise. Mais de meio milhão de carros usados foram assim desmantelados; foram substituídos por 600.000 carros novos com 2.500 euros de ajuda do Estado por cada um. Com este excesso de carros novos de outrora luta a indústria automóvel ainda hoje porque o mercado ficou saturado. Porém, esta medida provou ter sido bem-sucedida.

Os (estados) vizinhos necessitados têm de poupar até “guinchar”

Ao mesmo tempo o governo iniciou um programa de estímulos com 50 mil milhões de euros, para estradas, edifícios, e tudo o mais que se possa imaginar. Ainda hoje “crescem” edifícios escolares, cujo planeamento remonta a este pacote e “alimentam os construtores alemães. Mas Merkel fechou-se completamente a esta lógica no caso dos vizinhos necessitados. Devem poupar até “guinchar”, cortar incentivos estatais e não aplicar “prémios de embelezamento” para hotéis e restaurantes – equivalente ao prémio de abate VFV alemão. Portanto, não se trata da questão se Krugman tem razão quando, quase obcessivamente, rotula Merkel de dim-witted, ou seja, que tem dificuldades de compreensão. Também pode dar-se o caso de que muitas críticas vindas de pessoas proeminentes provam como a política pode ser acertada. Não se devem necessariamente sentir desencorajados – quando o jornal britânico Economist, numa das melhores capas dos últimos anos, deixa afundar o petroleiro The World Economy até ao fundo do mar e num balão de texto da torre pergunta: Please can we start the engines now, Mrs Merkel?

Não. Não são os sabichões atrevidos do estrangeiro, que nos fazem realmente pensar. É a política de Merkel aqui na Alemanha que falsifica a sua política nos países em crise no sul da Europa e com isso alimenta a ideia: a ira contra a Dominatrix alemã é inteiramente justificada.

Peer Steinbrück: ‘Merkel’s One-Sided Crisis Management Is a Mistake’

Muito útil por cá:

La prochaine crise viendra du shadow banking

Alan Blinder: “After the Music Stopped: The Financial Crisis, the Response, and the Work Ahead”

Porque a Educação não paira sobre o resto:

The Impact of Fathers’ Job Loss during the 1980s Recession on their Child’s Educational Attainment and Labour Market Outcomes

“Responsáveis subestimaram significativamente o aumento do desemprego e a queda da procura”. Erros diminuíram com o tempo.

Vão abrir nove centros comerciais em 2013

Apesar da crise, o mercado dos centros comerciais continua a crescer e para este ano estão anunciadas nove inaugurações. A maior terá lugar em Braga, com uma área comercial de 70.831 metros quadrados. Évora também terá um centro comercial.

 

El ataque alemán desahucia a España

El pánico financiero y la austeridad que impone Alemania le reportan grandes beneficios y favorecen la apuesta de los grandes especuladores contra las deudas soberanas de los países del sur de Europa.

Double-dip recession confirmed in eurozone

Eurozone GDP fell by 0.1% in third quarter, plunging region into recession that economists fear could drag into next year.

The euro crisis

The lingering limbo

(…)
One reason to wait is to wrap the Spanish rescue with the decision on Greece, and the looming bailouts for Cyprus and perhaps Slovenia, into a single package; this would ensure that the increasingly restive Bundestag is called to vote only once, than four times.

Diário de Lisboa, 14 e 18 de Janeiro de 1926

Getting worse more slowly isn’t good enough

(…)

In the absence of growth, it will be very difficult for peripheral countries to bring deficits down and stabilise debt levels. And without those developments, markets will continue to panic with some regularity and the size of bail-outs will grow.

And that brings us to the third hurdle: Europe must maintain a public commitment to keeping things together. Output per capita across most of the southern euro zone has been flat or falling (mostly falling) for almost five full years. There is no immediate end in sight; forecasts for 2013 generally anticipate another year of contraction for several peripheral economies. It is surprising to me that there haven’t been more, larger, and angrier protests than we have seen to date. And uglier politics.

Universidades recusam fazer orçamentos

Reitores rejeitam corte médio de 2,7% para 2013 e pedem reunião urgente com Passos Coelho.

As reuniões valem o que valem… o que eu gostaria de saber é se a ameaça vai até ao fim… pois poderia ser um bom exemplo para… as comunidades educativas, por via do seu Conselho geral, tomar algumas atitudes consequentes… caso conheçam as suas competências, claro!

Por sugestão do António Ferrão:

The Danger Debt Poses to the Western World

Mas então a crise não era apenas causada por excessivos défices públicos, provocados por excessiva despesa com a função pública e encargos sociais?

Não era só na Irlanda (e na distante Islândia) que era preciso acudir à banca privada, esse modelo de qualidade de gestão e accountability perante os accionistas e os mercados?

Borrowing by Banks Plagues Europe Despite Aid for Spain

(…)

But the intervention will do little to address the problem that continues to plague the Continent’s increasingly vulnerable financial institutions. Namely: a longstanding addiction to the borrowed money that provides the day-to-day financing that they need to survive.

A Game of Euro Chicken – Playing Until the Germans Lose Their Nerve

For Germany, being part of the European Union has always included an element of blackmail. France has been playing this card from the beginning, but now the Spanish and the Greeks have mastered the game. They’re banking on Berlin losing its nerve.

Angela Merkel, swimming instructor

When it comes to the euro, the German chancellor prefers self-help to help—but she can be more flexible than she seems.

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