Coreografia


… sobre os protestos de autarcas quanto ao encerramento de escolas.

Sei que estarei a ser pouco justo com alguns, mas a verdade é que a maioria, no fim, ou amocha e assina ou assina desde que lhe passem o cheque e os miúdos que se lixem.

Pelo que… nem vou perder muito tempo, pois já vi isto em anos anteriores e em mais de 90% dos casos foi folclore.

… para acabar sempre da mesma forma, todos a dar palmadinhas nas costas uns dos outros.

Universidades suspendem colaboração com tutela por divergências sobre orçamento

Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas diz que aos 30 milhões que estavam em falta é preciso somar agora 55 milhões que decorrem do chumbo do Tribunal Constitucional.

Assunção Esteves faz as pazes com Vasco Lourenço

(…)
Chegou 15 minutos depois da hora inicialmente prevista e foi recebida à porta por um afável Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril. “A ideia era vir almoçar mas não deu”, confessou antes de entrar no elevador com o coronel, que a levou para uma breve visita guiada pelo edifício da Associação, na rua da Misericórdia, em Lisboa.

Estão a decorrer negociações para a regulamentação dos concursos de professores. Não tenho dado grande atenção ao assunto porque perdi, num passado mais ou menos recente, qualquer interesse num processo que é uma formalidade que pode ser torpedeada por despacho ou portaria a qualquer momento.

Sei que isso não me ganha muitos amigos, mas se existir novo processo de vinculação extraordinária sem ser integrado num concurso nacional com regras claras, apenas se acrescenta distorção a algo que o MEC pretende desregular e localizar com argumento pífios.

Aliás, o MEC nem sequer está muito interessado em negociar, mas apenas em cumprir o preceito legal de ouvir os sindicatos e seguir em frente. A FNE protesta mas daí não tira consequências, enquanto a Fenprof se mantém onde sempre esteve, neste caso com boas razões.

Já não tenho grande paciência para isto. Há uns anos iria ler as propostas e contra-propostas e tentar apontar as incongruências (como exigir aos contratados a classificação mínima de Muito Bom para efeitos de renovação de contrato, quando eles não podem ter mais do que essa classificação), as armadilhas, as omissões.

Neste momento, tudo isso é escusado porque nenhum documento é mais do que um simulacro, a desmentir à primeira curva do caminho.

E a vida é demasiado importante para se perder tempo com palhaçadas.

… porque, afinal, sempre são mais longos do que os relvados.

Decreto-Lei n.º 43/2014

Cria os cursos técnicos superiores profissionais, como formação superior de curta duração nãoconferente de grau..
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O preâmbulo é daquelas peças auto-justificativas divertidas, destinadas a explicar que o que aí vem é igual ao que já existe, só que abrindo mais a porta para o financiamento destinado à formação ir para as empresas.
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Curta
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A formação é superior, mas não confere graus, apenas minutos. Valoriza-se a investimento feito, mas muda-se o nome à coisa, pois sempre circula novo papel timbrado.
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Isto não é nenhum preconceito contra este tipo de formação, apenas a constatação de que já existia nos seus aspectos essenciais e que isto é uma manobra de diversão.

Preparem o caldeirão… que o João Ratão vai a caminho…

Pub17Mar14

Público, 17 de Março de 2014

Farto de conversa da treta… se a coisa é para 2015 e se o problema tem mais de uma década, porque andam agora apressados? Já sabemos e também já sabemos que a FNE até já assinou, não pode é dizer que as negociações coreográficas estão ser feitas depois das que são a “sério”.

A dirigente da Federação Nacional de Educação (FNE), Lucinda Dâmaso, afirmou esta quarta-feira que saiu “com mais dúvidas do que com informações” da primeira reunião com o ministério para a negociação do diploma sobre os concursos de colocação dos professores. “Estamos a falar de um assunto essencial para a vida profissional e pessoal dos docentes – não vamos abordá-lo com pressas e em cima do joelho”, afirmou ao PÚBLICO, criticando a forma como o Ministério da Educação e Ciência (MEC) está a conduzir o processo. A Federação Nacional de Professores (Fenprof) não se queixa da falta de tempo e já identificou pontos de divergência, como a continuidade da contratação de escola, que contesta.

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