Coreografia


O estado da educação no ensino básico e secundário, debate de urgência pedido pelo PS.

O secretário de estado muito satisfeito com uma série de portarias e despachos, o PS a referir as grandes melhorias nos resultados do ensino e o grande Seufert também muito contente com tudo, suponho que principalmente por estar ali (é aos 60 minutos), mas muito preocupado com uma greve aos exames, dá um certo gosto em ouvir.

.

A agora acrescento eu (que os comentários anteriores são do Calimero), que raio fizemos nós para o sóiférte ser especialista em Educação quando indicaria que o deveria ser em touradas?

Governo vai criar mecanismos para nenhum professor ir para a mobillidade especial

João Grancho acredita em diálogo com professores

Pais preocupados com greve dos professores

E depois ainda temos de aturar o sóiférte que em matéria de golpes baixos deve ter a memória curtíssima.

Hoje, durante o debate de urgência pedido pelo PS sobre o “Estado da educação no ensino básico e secundário”, o deputado do CDS-PP Michael Seufert, considerou que fazer um anúncio de greve para um dia em que se realiza uma prova nacional é “um golpe muito baixo para o sistema educativo português”.

Seguro garante 99% dos delegados ao Congresso do PS

 

… para tudo ficar na mesma. Nem sabemos se alguém chegou a sentir prazer.

… gentilmente agendada para antes da nova avaliação da troika e da decisão do Tribunal Constitucional.

Não fiquei doente, apenas tive de estar em trânsito e esperar um pouco no carro e aproveitei. Não estava à espera de nada emocionante, mas a realidade por vezes entedia-nos mais do que qualquer prosa do Daniel Bessa no Expresso.

Só lamento não ter gravado a meia hora de divagação de parte dos alunos de uma turma minha – enquanto exercitavam os pronomes modernamente projectado no ecrã – sobre aquilo que eu designaria como “estratégias familiares de sobrevivência em médias superfícies comerciais”. Porque têm muito mais ligação à vida real das pessoas do que um Frasquilho a criticar agora exactamente o que ele próprio disse já em período de governação do seu próprio partido.

Moção de Rejeição

… uma remodelação do Governo, pelo que se aguarda com natural curiosidade o seu sentido de voto na prometida moção de censura que o PS vai apresentar.

Fontes pouco fidedignas e outras menos dignas garantem-me que o Tó Zé já enviou emissários ao Caldas a pedir que, por todas as alminhas, não votem a favor, caso o PCP e o Bloco o façam.

Adicionalmente, o CDS mandou saber que não defende a remodelação dos assessores, especialistas e adjuntos que tem conseguido fazer nomear.

Clown2

Expresso23Mar13

Expresso, 23 de Março de 2013

Governo pede proposta para alterar lei de organização do ano letivo

Reunião desta tarde juntou o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário e a Federação Nacional de Educação.

Disse-me uma andorinha apressada que até já escolheu a caneta para assinar…

UGT avisa que será difícil um acordo sobre indemnizações e fundo de compensação

FNE exige mudanças consensuais e duradouras em resolução entregue no Ministério da Educação

Tanto tempo a assessorar o MEC e agora saem-se com esta?

Claro que falaram foi com o secretário que constrói as pontes. O ministro parece estar-se um bocado nas tintas, das antiderrapantes. Ou não.

… e não é apenas Baudrillard, Deleuze, Eliade ou mesmo Philip K. Dick.

Acho que falar em implosão já é fora de moda.

Decreto-Lei n.º 266-F/2012, (31 Dez 2012) aprova a estrutura orgânica da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. https://www.box.com/s/1cwiq45pxtkv424s5uda
A DGEstE dispõe de cinco unidades orgânicas desconcentradas, de âmbito regional, com a designação de Direção de Serviços Região Norte, Direção de Serviços Região Centro, Direção de Serviços Região Lisboa e Vale do Tejo, Direção de Serviços Região Alentejo e Direção de Serviços Região Algarve, sediadas respetivamente, no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Faro.
As Direções de Serviços são dirigidas por “delegados regionais de educação.”

- Despacho n.º 865/2013,(16 Jan 2013 – Efeitos a partir de 5 de janeiro) nomeia, em regime de substituição os dirigentes da Direção-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE).
Como diretor-geral, José Alberto Duarte (ex-DRELVT) e como subdiretor-geral, Isabel Cruz (ex-DREN). https://www.box.com/s/golzndh3fnj95s8wbbpa

A DGEstE prossegue as seguintes atribuições:
a) Assegurar a execução das políticas educativas definidas no âmbito do sistema educativo de forma articulada pelas diversas circunscrições regionais;
b) Acompanhar, coordenar e apoiar a organização e funcionamento das escolas e a gestão dos respetivos recursos humanos e materiais, promovendo o desenvolvimento e consolidação da sua autonomia;
c) Prestar apoio e informação aos utentes do sistema educativo, em particular aos alunos e encarregados de educação, às entidades e agentes locais;
d) Participar no planeamento da rede escolar;
e) Assegurar a concretização da política nacional no domínio das instalações e equipamentos escolares;
f) Definir, gerir e acompanhar a requalificação, modernização e conservação da rede de escolas;
g) Divulgar aos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas as orientações e a informação técnica dos serviços do MEC;
h) Recolher as informações necessárias à conceção e execução das políticas de educação e formação;
i) Acompanhar os procedimentos e as atividades desenvolvidas no âmbito do sistema educativo respeitantes ao controlo da qualidade do ensino;
j) Cooperar com outros serviços, organismos e entidades, tendo em vista a realização de ações conjuntas em matéria de educação e formação profissional;
k) Prestar apoio técnico aos municípios nas intervenções que estes realizem no parque escolar;
l) Promover, coordenar e acompanhar a prevenção e intervenção na área da segurança escolar e assegurar a atividade de vigilância no espaço escolar, garantindo a necessária articulação com o Programa Escola Segura, realizando a formação de pessoal docente e não docente na área da segurança escolar;
m) Assegurar o apoio jurídico e contencioso nas diversas circunscrições regionais, no âmbito das atribuições da DGEstE, em articulação com a Secretaria -Geral.

Passos responde a Cavaco: “Não estamos num ciclo vicioso”

E para Passos e os seus, Portugal é que é mesmo o problema.

E tal como Sócrates em tempos, vai ganhando força com a fraqueza alheia.

Ora bem… o Conselho de Escolas reapareceu do limbo para pedir a suspensão ou simplificação ou aquilo que é costume em relação à avaliação do desempenho.

Já cansa.

Todas as vezes a mesma conversa em busca de simplexes que facilitem uma ficção de avaliação que só leva a sério quem é muito adesivado.

Como no início de cada novo ciclo, acho que também este se deveria desenvolvwer com base nas regras iniciais, para que se testasse a verdadeira exequibilidade da coisa.

Quanto ao Conselho de Escolas acho que poderia, por uma vez, não implorar coisas ao MEC em calendário bem atrasado e assumir uma atitude mais pró-activa, sugerindo àqueles que representa (os directores e as escolas, embora estas de forma muito indirecta) que não dificultem a vida às pessoas, com pedidos descabidos para registo dos docentes a partir do 4º escalão, que em alguns (muitos?) casos não cumprem notoriamente os requisitos exigidos.

Há escolas que fizeram o levantamento dos docentes em condições e outras que preguiçaram e atiraram com a papelada para toda gente preencher e depois logo se vê. Por isso, o Conselho de Escolas poderia assumir um papel de alguma liderança e apresentar propostas de conduta para as direcções e, não impondo isto ou aquilo, recomendar algum bom senso aos rigoristas que já salivam por mais grelhas.

E, muito em especial, que respeitassem os pedidos de escusa para avaliador externo e os reencaminhassem para o director geral da administração escolar, não levantando dificuldades a quem os faz e, pelo contrário, percebendo que muitos deles têm verdadeira substância. Se o DGAE indeferir tornar-se cúmplice activo e consciente de um processo que se desenvolverá com muitos dos seus agentes a sentirem-se sem as capacidades e competências indispensáveis para o exercício de tão responsável função

O MEC está, de novo, a tentar erguer qualquer coisa na areia e é o terceiro ocupante do cargo que decide avançar sem ter cirado as condições para isso.

Nuno Crato como Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada quer fingir que existe uma verdadeira avaliação do desempenho dos professores.

Foi mentira, é mentira e será mentira.

E só acho da mais elementar honestidade intelectual que isso seha claramente assumido, em vez de se andar novamente na pedinchiche.

Quanto à Fenprof, em vez de enunciar o óbvio, mais valia que incitasse os seus dirigentes a não alinharem no processo e a apoiar quem pede escusa, não aconselhando implicitamente – pela acção concreta de representantes seus nas escolas, como no passado recente – ao conformismo.

… assim como lamento que 10 organizações sindicais (representativas de quantos professores?)  tenham acedido a assinar um acordo sobre uma encenação do MEC que nada traz de positivo, excepto uns segundos de tempo de antena e umas linhas de jornal.

Fenprof, FNE e SEPLEU não assinaram mas, em alguns casos, fizeram declarações desastradas.

O Arlindo faz o ponto da situação e informa que o concurso “extraordinário” acontecerá em Março de 2013, ou seja, na única altura que faria sentido acontecer mas contrariando o que o MEC repetidamente afirmou em público.

Isto foi uma palhaçada completa, mas desde o início que assim se percebia.

Encenar uma negociação consegue-se, como está demonstrado.

Mas existiriam sempre dois aspectos fundamentais que pareciam estar a ser esquecidos:

  • O MEC não tem (e sabia que não teria quando fez o anúncio) margem financeira, nem vontade política, para fazer uma vinculação extraordinária a sério.
  • A operacionalização da vinculação, com efeitos a produzir apenas a 1 de Setembro de 2013, não fazia qualquer sentido, nem era verdadeiramente possível, até final de 2012.

Não percebo como João Dias da Silva pareceu não entender isso. Felizmente, não assinou. Mas, sejamos sinceros, foi a FNE que permitiu alimentar esta ilusão, tal como a Fenprof em 2010 permitiu acalentar outras.

É gente demasiado experiente para se deixar ir nestas coisas e acho estranho que depois ainda acusem este ou aquele zeco de ingenuidade.

E o mais grave é que, na sequência da ziguezagueante negociação, não se percebe o que se ganhou em relação a um concurso ordinário com regras claras.

O mais caricato é se em Março de 2013, nada de extraordinário restar.

Sei que é demasiado narcísico, mas… logo a 4 de Setembro – e estava a tomar conhecimento da coisa no momento – percebi que tudo era apenas uma forma de ganhar tempo.

Associação Nacional de Professores Contratados diz que processo de vinculação é um “faz de conta”

Fica aqui a versão das negociações de ontem. Mudanças de detalhe para encenar algo que não tem verdadeiro conteúdo aplicável por inexistência de vagas extraordinárias: CVE_-_3ª_ronda._12.11.201 2-1.

Ou melhor… se calhar são tão poucas que são verdadeiramente extraordinárias.

CDS-PP: Diogo Feio defende «estabilidade política»

«Não há química entre PSD e CDS», diz vice-presidente democrata-cristão

O CDS tem dois caminhos. Em 99% das hipóteses passa por se acomodar à situação, para que continue na esfera do poder a fazer as suas coisinhas em relativa obscuridade e afirmar-se um partido responsável. Em 1% passaria por ser fiel às suas promessas e programa eleitoral.

Expresso, 15 de Setembro de 2012

Troika dá mais um ano para Portugal atingir as metas do défice

Eu descodifico… a “comunidade” é formada por gente com agendas muito diferentes. Na presença uns dos outros dizem uma coisa, nas costas dizem outra. Fazem voz grossa para fora, acorrem rapidamente a pedir desculpa mal se desligam os microfones e as câmaras.

O MEC sabe disso. A realização de reuniões separadas destina-se a confirmar que há quem roa a corda à primeira promessa de sensibilidade para as suas questões específicas.

Se existisse confiança na coerência e união dos protagonistas, que todos falam mesmo a uma voz, não haveria problema em repetir várias vezes o mesmo até Nuno Crato desistir, ele mesmo, da ideia de reuniões separadas, por ser mais do que certo que se enfastiaria.

isto já é demasiado bailinho e começa a ser confrangedor.

Houvesse solanáceas nesta malta toda  e a posição era bloquear o arranque do ano , podendo os alunos ir para a escola, frequentarem os seus espaços e propostas de actividades, mas sem arranque das lectivas.

Mas o mais certo é começarem os telefonemas e os contactos paralelos em off Acertasse eu assim no Euromilhões…

Sindicatos, pais e directores ameaçam faltar a reunião com ministro da Educação

O Ministro da Educação, Nuno Crato, poderá esperar em vão, esta segunda-feira à tarde, pelos representantes dos sindicatos de professores, das associações de directores de escolas e das confederações de associações de pais, que se manifestam indignados por aquele ter respondido a um pedido de reunião conjunta com a marcação de encontros separados.
“Este procedimento não é politicamente sério. Primeiro recusam a presença do ministro, depois contactam as organizações em separado e por fim definem o conceito de conjunto como ‘aquilo que acontece no mesmo dia”, protestou já o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira.

Tal como o sindicalista, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, e o dirigente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, garantiram que não entrarão nas instalações do Ministério da Educação e Ciência caso a reunião não seja de facto conjunta.

“Não quero estar a adivinhar intenções, mas é muito estranho que nos contactos prévios não tenham dito que haviam decidido não aceitar a reunião com os todos os parceiros em simultâneo. Só ontem, por acaso, ao contactarmos entre nós, nos apercebemos de que seriamos recebidos a horas separadas”, especificou Adalmiro Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Rui Martins, da Confederação Nacional Independente das Associações de Pais e Encarregados de Educação (Cnipe) mostrou-se igualmente indignado e reiterou que, “a não ser que a situação se altere e a reunião seja conjunta” não aceitarão encontrar-se com o ministro ou qualquer outro representante do ministério.

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 619 outros seguidores