Ciências


No princípio eram os átomos

Formas de energia

Sobre a descoberta do electrão

Blogues temáticos bastante interessantes para o 2º ciclo:

Alcatruz e efeito de estufa!

Texto publicado ontem no Sol:

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Metas Curriculares, Ensino Básico, Ciências Naturais

Este documento está eivado de erros conceptuais.

Confunde Geologia e Biologia com Ciência, ignorando que a explicação/compreensão de TODOS os processos geológicos e biológicos vem da Física, a única Ciência de facto, por ser autónoma na procura das explicações dos fenómenos naturais que estuda.

Utiliza o termo compreender em praticamente todos os objectivos, mas os termos utilizados nos descritores não levam à compreensão pretendida. Obviamente por que não está lá a Física.

Não diz como se operacionaliza a Lei, ou seja como se vai trazer a compreensão (Física) para a sala de aula de CN. Sabendo que o comum professor de CN não tem conhecimentos sólidos de Física, conclui-se que poucas metas serão atingidas. Pergunta óbvia: Para que serve então este documento?

Veicula opinião e preconceito, em vez de informação rigorosa, para os alunos poderem, eles próprios, formar a sua opinião e decidir racional e fundamentadamente. Frases como “Relacionar os impactes da destruição de habitats com as ameaças à continuidade dos seres vivos” ou “Compreender a influência das catástrofes no equilíbrio dos ecossistemas” transmitem apenas preconceito, impedindo o aluno de um dia compreender como a vida evoluiu na Terra, que foi fundamentalmente através de grandes desequilíbrios. Distinguir catástrofes de origem natural das de origem antrópica forma na mente do jovem a ideia errada de que o ser humano não faz parte da Natureza. E frases como “Construir documentos sobre medidas de proteção dos seres vivos” só servem para criar no jovem a ideia de que o ser humano é uma espécie de Deus que pode controlar a evolução das espécies. Isto vai contra a tal Natureza que se pretende o aluno compreenda.

Parte do princípio que o actual programa de CN é relevante, definitivo e indiscutível. Mas era por aí que se devia ter começado, por uma reflexão profunda e alargada sobre o que uma pessoa com a escolaridade obrigatória deve conhecer sobre o seu planeta para ter uma atitude social educada e civilizada. Depois se discutiriam as metas, e finalmente as medidas a implementar para a correcta e generalizada transposição da Lei para dentro da sala de aula.

Infelizmente, não me foi dado espaço suficiente para comentar as escolhas do MEC relativamente aos “especialistas” que elaboraram o documento agora homologado. O cidadão comum certamente apreciaria conhecer que competências dos autores fundamentaram a escolha de Nuno Crato. Eu, como especialista em Geociências, gostaria muito de os ter à minha frente para lhes fazer as perguntas que um jovem curioso deveria fazer ao seu professor de CN, não fora a Escola actual destruir por completo toda a curiosidade e criatividade inatas ao ser humano, e tão críticas para o desenvolvimento da Ciência e das sociedades educadas e civilizadas.

Fernando Ornelas Marques, http://idl.ul.pt/marques.htm

Consequências da eventual extinção da disciplina de Ciências Naturais do 9.º ano

Nas Metas Curriculares que se encontram em fase de discussão pública até 25 deste mês de março não se encontram as de Ciências Naturais do 9.º ano. Também não se encontra qualquer referência a essa falta, ao contrário do que acontece com outras disciplinas. Estes dados levam a crer que o Ministério da Educação e Ciência quer proceder à extinção da disciplina de Ciências Naturais do 9.º ano.

Eis sete consequências que advirão da extinção da disciplina de Ciências Naturais do 9.º ano, se ela se vier a concretizar.

1. Com esta extinção, faltarão pré-requisitos aos alunos do Ensino Secundário, para a disciplina de Biologia e Geologia e para a de Biologia do ensino regular ou de cursos profissionais.

2. Com esta extinção, a existência de um ano de escolaridade (9.º ano) sem esta disciplina, e só esta, entre o final do 3.º ciclo do ensino básico e o início do ensino secundário, confere a esta disciplina um estatuto de menoridade, relativamente às outras. Voltaríamos a uma situação que existiu há anos atrás, mas que entretanto foi corrigida. Voltou agora, apenas para a disciplina de Ciências Naturais, pois nenhumas das metas agora publicadas, preveem a extinção de mais disciplinas em qualquer ano de escolaridade.

3. Com esta extinção, os alunos não poderão aprender conteúdos e capacidades fundamentais para a sua educação integral.

4. Com esta extinção, depois de todo o investimento feito pela comunidade educativa portuguesa, incluindo o próprio Ministério da Educação e Ciência, em educação para a ciência, nomeadamente das ciências naturais, em educação para a saúde e em educação para uma sexualidade saudável e responsável, corre-se sério risco de regressão. Após todo esse esforço de escolas, associações, institutos de investigação científica e instituições de ensino superior, Centros Ciência Viva, organizações não governamentais, empresas ligadas à educação, como as editoras, e muitas outras entidades e pessoas, o Ministério da Educação e Ciência dá o sinal a todos de que esse investimento não interessa.

5. Com esta extinção, não sabemos se haverá um aumento de professores no desemprego, em mobilidade especial ou com rescisões por mútuo acordo, mas sabemos que os professores de Ciências Naturais terão maiores probabilidades de virem a ser atingidos por esses flagelos sociais.

6. Com esta extinção, não sabemos se haverá alguma redução significativa do orçamento do Ministério da Educação e Ciência e/ou se haverá concretização de algumas opções ideológicas ainda não explicitadas. Mas temos a certeza que acarretará muitos gastos com problemas de saúde pública e individual e com outros problemas socioeconómicos das várias gerações que forem privadas do ensino e aprendizagem de conhecimentos e capacidades essenciais de educação científica, de educação para a saúde e de educação sexual, da disciplina de Ciências Naturais do 9.º ano, essenciais à prevenção (primária) daqueles problemas.

7. Com esta extinção, não sabemos se as novas metas curriculares serão viáveis, mas sabemos que trarão um aumento do insucesso educativo.

Adérito Cunha

Porque infelizmente não há resultados para o 8º ano e também não é possível fazer comparações sem ser com 1995.

Portanto, desenganem-se já os órfãos do engenheiro e da MLR porque não podem atribuir, com estes dados o sucesso aos anos da governação socrática.

Sorry.

TIMMSCiencia4

Estranhamente… há países-luminárias dos tempos que correm (Alemanha, Holanda) que estão atrás de Portugal. Mais curioso, Portugal foi o segundo país a evoluir melhor nos últimos 15 anos… ao contrário de outros…

Será que isto não nos deveria fazer pensar, em especial aos que acreditam em exames e comparações internacionais, como o actual MEC e aquele harém que agora rodeia certos conceitos como a liberdade de escolha e o ensino dual?

Estaremos (prestes) a fazer opções profundamente erradas?

TIMMSCienciaEvol4

Lamento a ausência de resultados para os alunos portugueses do 8º ano. Anoto apenas, o colapso de mais um país-luminária neste aspecto (a Suécia).

Ao que parece estamos prontos para copiar os exemplos dos países com reformas de insucesso.

TIMMSCienciaEvol8

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