Balanços


Conseguir uma não realização oficial na casa dos 30%, apesar da utilização de refeitórios e pavilhões, num modelo à chinesa de exame, é muito, muito bom.

Não percebi se aquela de me chamar “professor estranho” era para ser ofensa mas, vindo de quem veio, foi um delicioso elogio.

Agora uma coisa é certa… eu merecia um ex-ministro melhorzinho, com melhores maneiras e que tivesse aprendido alguma coisa em 20 anos.

Quanto à Ana Lourenço, se não apanhou o susto da vida dela, andou lá perto.

E a minha passagem pelo pós prime-time da SICN deve ter ficado finada… mas deu algum gozo… embora com mais uns minutinhos…

 

 

Faltam treze dias e hoje é, minimamente, sábado.

 

 

… acabou como decorreu, com a arbitragem ao seu nível habitual.

A época Peseiro. A do quase, quase…

Lamento. E não vale a pena dizer que jogaram bem ou mal. Perderam. E isso custa que se farta. Eu que o diga.

Ainda há a Taça, claro.

A partir daí pensou que tinha tudo no bolso e pode perder o campeonato devido a uma variante de não jogo de bola, numa estratégia verdadeiramente parva do Jesus.

E, que raios, o Liedson, em menos de 10 minutos, consegue fazer a assistência para o golo do campeonato?

E não sei queixem do proença que marcou para aí mais de 30 faltas a um Porto que só jogou verdadeiramente os primeiros 30 minutos.

Prova não muito fácil, dividindo opiniões entre os vigilantes obres o grau de dificuldade das partes.

Os alunos acharam, globalmente, acessível, mas erraram imenso. Pelo menos os que eu (ou)vi.

… a primeira parte era puxada em relação ao tempo disponível. A segunda nem tanto. Quanto ao conteúdo, realmente não era sobre fadas e coisas assim, mas era sobre leitura e compreensão de informação contida num texto. Poucos conteúdos gramaticais.

Não é facilmente comparável com as anteriores, pelo que os níveis de (in)sucesso ficam no ponto de partida.

Cá por casa, a petiza não parece traumatizada, sendo estúpido que falem em regresso ao passado os adeptos de teorias sociais com quase 200 anos. Não há nada mais parvo que ver fósseis do paleolítico a queixar-se da antiguidade da pedra polida…

Anexos:

IMG_0660IMG_0665

Foi uma comunicação um bocado generalista, mas…

… valeu muito em especial pelo acolhimento e simpatia dos responsáveis pelo Colégio Paulo VI.

Entre os comentadores nos cais 24/N é o Luís Delgado que consegue desmontar com mais clareza os erros de lógica do discurso do PM, em particular no que se refere aos cortes anunciados para o Estado.

Vários opinadores vão aplaudir a alegada refundação do Estado.

Na SICN, José Gomes Ferreira recupera o relatório do FMI… balha-nos nossassenhora!!! Ainda não percebeu que aquilo está tudo martelado e manipulado? Ou está a fingir que não sabe?

Um discurso bastante confrangedor e cobarde, pois desloca a culpa apenas para os outros.

Resta saber quem, no governo e fora dele, o acompanha nesta tentativa de suicídio colectivo.

E até que ponto é admissível um PM que se vinga em quem pode quando as coisas não lhe correm de feição. Um PM que defende mais os interesses externos do que os dos cidadãos portugueses.

Eu bem disse que isto ia acabar em vingança.

Agrupamentos escolares afastaram pais, alunos e professores

Equal or Fair?
A Study of Revenues and Expenditures in American Charter Schools

Algumas curiosidades:

Páginas 3-4:

Expenditures: In most states, charter schools report spending less money per pupil than traditional public schools. They spend less on instruction, student support services and teacher salaries. This study finds, however, that charter schools pay more for administration, both as a percentage of overall spending as well as for the salaries they pay administrative personnel.

.
Página 8:
Lower teacher salaries are often the result not of greater efficiency but of lesser quality. While some schools may enjoy a loyal and talented staff who stay when the school simply does not have money for better salaries, it is fair to say that lower salaries often result from a lower level of qualifications — especially in years of experience — of teachers recruited by or seeking employment in charter schools. Thus, the cost advantage of lower salaries may be offset by a loss in valuable expertise, and as such they may be seen as a disadvantage rather than an advantage.
-
Lower costs may stem from lesser services. Unlike public schools, charter schools are not obligated to provide such additional services as adult education or vocational education.
-
Lower costs may come from greater student selectivity. With some exceptions, charter schools generally serve students who are less costly to educate than students in traditional public schools. Enrollments in charters schools are more concentrated at the elementary level, where per-pupil costs are lowest.  Charter schools also have considerably fewer students classified as English Language Learners, fewer English students with special education needs, or both. Those students with disabilities who are enrolled in charter schools tend to have mild and less-costly-to-remediate disabilities. While traditional public schools do receive special education funds from state and federal sources, those seldom cover all the costs incurred; districts thus must cover additional special education costs as part of their current operating expenses.
.
Mas há mais coisas interessantes em todo o documento que demonstra que em especial as charter schools geridas por organizações lucrativas conseguem baixar os encargos pagando menos aos professores, prestando menos serviços aos alunos e pagando mais a uma curta elite ligada à administração.
.
Onde é nós já (ou) vimos isto?
.

… e fazer passar a informação que as melhorias não são localizadas e, curiosamente, não onde se esperaria. O que significa que, em média, as charter schools têm um desempenho abaixo das escolas públicas tradicionais. Falamos dos EUA e olhem que os estudos de que este resumo é apenas uma parte (em Junho de 2012) foram apoiados pela Walton Family Foundation.

Claro que há quem vá de viagem paga até lá e venha a dizer o contrário, mas…

Charter2012

Vouchers Don’t Work: Evidence from Milwaukee

A entrevista foi longa, chata e mal preparada pelos jornalistas. Só aqueceu a sério quando se falou do Cavaco Silva, que foi demolido.

Sócrates foi igual a si mesmo. Esta entrevista parece ter sido feita em 27 de Março de 2011 e congelada até hoje.

Quantos aos jornalistas… V. Gonçalves ainda teve uns lampejos de entrevistador, enquanto Paulo Ferreira parecia estar ali apenas a marcar presença.

Agora nos canais N, temos uma SICN com a prata da casa, Miguel Sousa Tavares, José Miguel Júdice, Ricardo Costa e José Gomes Ferreira, uma RTP Informação com Graça Franco, João Marcelino e Pedro Santos Guerreiro e uma TVI24 com Marina Costa Lobo, António Perez Metello, Teresa de Sousa e David Dinis.

Por razões de higiene mental não fui ouver os comentários sobre as manifestações de ontem, pois chegaram-me os disparates ouvidos mal liguei o rádio no carro, a caminho de casa. Antes o futebol e olhem que o Sporting até foi (naturalmente) roubado de novo, apesar de jogar com os miúdos.

Mas percebi, por alguns comentários aqui e em outros lados bloguísticos que a estratégia de spin do Governo passa por relativizar a questão da participação e dos participantes, alegando que foram poucos e quase todos “de Esquerda” e da radical.

Esta estratégia, que aposta numa sobranceria paternalista destinada a desdramatizar, contém uma ideia interessante (não entrar em confronto com os manifestantes, pelo menos ao nível das figuras de primeira linha do Governo e do actual aparelho do PSD) mas três erros de palmatória, a saber.

  • Foram “poucos” – esta ideia, apoiada em novos métodos de contabilidade de cabeças por metro quadrado, inaugurada em finais de Sócrates, é curiosa porque me lembra aquele colega de curso que achava bem fazer análises demográficas usando numeramentos, censos e recenseamentos como se tudo usasse a mesma unidade de medida. Antes era a “olhómetro” e agora é “científico”, mas vale tudo o mesmo e agora há menos gente nas ruas do que antes, baseando-se num estratagema “técnico” como aquele que limpa desempregados das listas do IEFP para fingir que afinal há menos desemprego do que há. Se vão fingir que não se passou nada de relevante, um destes dias nem brioches terão.
  • Ser uma “manifestação de Esquerda” e da chamada “esquerda radical” – ó meus amiguinhos, se, com todas as relativizações numéricas e demissões activas de participação na manif por parte do PS e do PCP, aquela malta é toda do Bloco e à sua esquerda (estavam lá os dissidentes do MAS, é bem certo), vocês estão com um enorme problema nas mãos… Porque se apenas o Bloco consegue meter esta gente toda na rua, sem qualquer aparato organizacional e de transportes comparável ao que os sindicatos ou os partidos conseguem mobilizar, isto é muita, muita gente. A verdade é que não estava lá apenas gente da “esquerda radical” e ainda para mais existiu desconcentração de iniciativas, com várias na zona que normalmente leva pessoas até à de Lisboa (Setúbal, Caldas, Leiria, Évora, etc), pelo que se fosse a vocês pensava duas vezes antes de atirarem a coisa para cima da “esquerda radical” como se isso fosse ofensa quando muitos de vocês por lá andarem quando não conseguiam colocar na rua nem uns milhares de gatos pingados, apesar do elevado rácio de futuros ministros, directores de jornais, embaixadores e juízes, entre outros cargos de muito relevo institucional.
  • Andavam por lá pessoas com um currículo profissional e político pouco recomendável – esta é a parte em que começam a apontar o dedo a este ou aquele que aparece nesta grandolada ou naquele palanque. Mas, meus caros, vocês já olharam bem para o vosso governo? Para o que fizeram, ao longo da vida, alguns dos ministros de maior responsabilidade política e nem falo apenas do equivalente Relvas? Querem mesmo que se vá transcrever tudo aquilo que escreveram quer o Paulo Portas já adulto (o mesmo que agora anda a pacificar os angolanos que há 2-4 anos criticava por serem parceiros do engenheiro), quer o ministro Álvaro sobre economia e finanças nos seus livros e desmitos, isto para não falar da completa ausência de currículo profissional autónomo do próprio PM?

Mas há sempre este caminho da relativização… da tentativa de colocação de rótulos para apoucar e desvalorizar, para assustar @s traumatizad@s do PREC com o papão “da esquerda radical” no que têm todo o apoio da troika  Seguro, Costa & Assis, os três balões de vento do PS, que só querem sossego a ver se a mama chega, segura, em 2015.

Quanto ao PCP, colocou-se na expectativa… não apareceu de caras, embora o camarada Arménio estivesse logo ali no início, estrategicamente na Fontes Pereira de Melo antes do início oficial da manif de Lisboa, a falar para as câmaras, sem que o tenha visto desfilar depois; mas como era muita gente, até pode ter passado perto de mim de bandeira na mão. O PCP quer a erosão do poder por via das massas, mas as suas massas e não querendo o insucesso da iniciativa da sociedade civil, também não gostaria de ver a “esquerda radical” tomar o controle das ruas… algo que desde 15 de Março de 2012 corre o risco de acontecer…

Não me parecem o principal. Seja os exageros da organização, seja agora o rigor milimétrico das medições que nunca foram feitas assim. Se esta só teve “x”, afinal quantos terão estado em outras manifs apresentadas como gigantescas? “X-1″?

Isso é perfeitamente lateral para o que mais interessa. Nem sequer as imagens com o Terreiro do Paço preenchido de diversas formas em diferentes momentos da tarde que já por aí circulam. E há quem tenha ido ao desfile e não até ao final do trajecto.

Basta reparar no que se passou no país, para qualquer pessoa (mesmo que apenas equivalente) entender que algo está radicalmente mal entre a governantes e governados.

Mandar opinadores para as televisões relativizar ou fugir à realidade com sorrisos amarelos nos lábios é apenas uma táctica como qualquer outra.

Vale o que vale. Pouco.

O país já quer que estes partam com tanta ou mais força como quiseram que partissem os outros.

Não entender isso, ou agir como se não entendesse, pode ser um erro demasiado caro. Para todos. Incluindo para aqueles que, mesmo esperando ter um refúgio tropical á espera, terão de partir mesmo para bem mais longe do que Paris.

SONY DSC

 

Maioria dos reformados é professor do básico e secundário

E agora atenção que se trata de valores em bruto. Líquidos serão uns 1400 euros.

A maioria dos reformados do Ministério da Educação e Ciência é professor do ensino básico e secundário e recebe, em média, uma pensão de dois mil euros, metade do valor atribuído aos professores catedráticos.

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 664 outros seguidores