Avaliação


Estive a fazer as contas, a partir dos 144 relatórios, que também, estão divididos por zonas. Não entrei em conta com os contraditórios.

Nem sei bem porquê, mas fiz. É engraçado. De um ano para o outro, no mesmo ciclo de avaliação, a qualidade das lideranças (pelo menos as que tiveram “muito bom”) baixou para metade, mais coisa, menos coisa…

E os números parece que são de outra realidade…

Agora faltam-me ver os relatórios de 2013-14.

AvaliaExt2012a13AvalEsc2011

A IGEC fez a simpatia de publicar o relatório global para 2011-12, mas para os outros anos é preciso ir lendo cada relatório e são 281 para 2012-13 e 2013-14.

No entanto, fica aqui o quadro-síntese para 2011-12. É curioso que não encontraram excelência, mas que a larguíssima maioria ou era muito boa ou boa (mais de 90%) nos vários parâmetros, sendo residuais a menções de insuficiente.

Como se explica, então, que de forma recorrente os nossos responsáveis políticos (desconto os opinadores e observadores de bancada lateral) digam que as escolas portuguesas são más?

AvalEsc2011

A hiperburrocratização (dois trocadilhos numa só palavra é mesmo de quem ainda está a começar o ano…) continua de boa saúde e a andar por aqui.

Despacho normativo n.º 13/2014. D.R. n.º 177, Série II de 2014-09-15, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinete do Ministro
Regulamenta a avaliação e certificação dos conhecimentos adquiridos e das capacidades desenvolvidas pelos alunos do ensino básico, nos estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo.

Quanto ao varrer dos “indesejáveis” para fora dos exames como estratégia de melhoria dos resultados globais (quantas vezes eu escrevi que o vocacional se destina, principalmente, a isso!), ler o José Morgado:

QUEM COMPROMETER RESULTADOS NÃO REALIZA EXAMES

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Vem mesmo a tempo de uma melhoria fantástica dos resultados depurados nas vésperas das eleições de 2015…

Dipsticks: Efficient Ways to Check for Understanding

Publico, com atraso, devido ao período de descanso quase sem banda larga em que deixei muito mail por abrir:

Quando se é igual aquele que se critica

Na organização social atual, o sistema de influências e contactos predomina sobre a meritocracia. A descrição seguinte aplica-se, com as devidas adaptações, tanto ao setor empresarial como a todo o setor público, e denota, no futuro, a improvável purga das atitudes execráveis que destroem o equilibrio de uma sociedade.
 
Atualmente, o sistema laboral educativo é um pântano de injustiças, resultado da catadupa de legislação que não acautelou direitos adquiridos legitimamente. Deste modo, na mesma instituição e mesmo grupo encontramos pessoas:
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- com a mesma idade mas umas têm redução de componente letiva e outras não;
- de graduação inferior com melhor distirbuição de serviço do que as de graduação superior (por exemplo, com um nivel/2 turmas o menos graduado e 2 niveis/5 turmas o mais graduado);
- com 6 ou mais turmas e dois ou mais níveis e mais cargos e outras com 2 turmas e um nível e sem cargos;
- que têm a simpatia da direção para proporcionar o serviço que lhes interessam e tolerar a negligência que surja, e outras cuja antipatia as sobrecarregam na distribuição de serviço e não perdoam o mínimo erro;
- que são acarinhadas pela direção pela sua obediência servil e ausência de espirito critico e outras que são vitimas de retaliação por causa da sua liberdade critica;
- com o mesmo tempo de serviço mas em escalões remuneratórios diferentes ou com tempos de serviço muito diferentes e no mesmo escalão remuneratório (por exemplo, 18 anos e 13 anos);
- que nunca foram sujeitas a observação de aulas para avaliação de desempenho e são avaliadores(as) das aulas dos outros;
- que não lecionam determinados níveis de ensino (por incapacidade ou desinteresse) e usam a simpatia da direção para continuar a não lecionar
 .
Se juntarmos a esta amostra as diferenças entre escolas para a mesma situação, ficam evidenciadas as potenciais preversões da autonomia ou provável municipalização da carreira docente. Os sindicatos estão contaminados com a doença politico-partidária, chefiados e assessorados por militantes de partidos politicos, tendo uma agenda predominantemente politico-partidária do que de defesa dos interesses profissionais, pelo que não atuam no sentido de exigir mecanismos de defesa de todos aqueles que estão afastados do compadrio e nepotismo.
Por isso, não são provas escritas avaliação que determinam quem tem capacidade; é o carácter moral e ético dos profissionais que devia ser o farol no meio do oceano da ignonimia…
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Enquanto nas escolas persistirem situações e atitudes em larga escala que dão azo a revolta e conflitualidade, jamais serão referência para a comunidade.
 .
O carácter nepótico, cacique, corrupto dos lideres só será mudado quando o mesmo carácter de muitas pessoas da população de que eles emanaram também for mudado…
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Mário Silva

Dei lá aulas há mais de 20 anos… nos bons velhos de contratado, pelo que nada disto me espanta, até porque fui logo retirado do serviço de vigilância de exames à primeira “ocorrência”.

As abordagens eram do mais variado tipo. Como eu lhes sorria, dizia que tinha poucos vícios e @s mandava passear, criou-se a confiança necessária para saber muita coisa, até porque vári@s alun@s eram da minha idade ou mesmo mais velh@s. Alegadamente, claro.

E até houve, por esses tempos, aquele episódio do desaparecimento cirúrgico de umas pautas…

em nome da verdade, nunca me pareceu que a direcção da altura se deixasse envolver e sempre foi, em termos laborais, de extrema correcção.

Já o resto…

Alunos pagavam para ter nota máxima

Uma professora e 35 alunos envolvidos no esquema. Valores chegavam aos 2500 €.

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