Avaliação


O André Azevedo Alves decidiu voltar a entrar por um tema que há muito deveria saber que é terreno minado para quem vê em cada professor um comunista e um potencial governante.

Falo da redução das questões da Educação à domesticação dos professores, que ele encara como uma turba de máriosnogueiras.

E é aí que a análise se torna completamente inútil, porque o que está em causa é o anti-PREC em decurso e o combate – quando interessa, embora eu reconheça ao André mais coerência do que a outros – a tudo o que cheire a CGTP, Fenprof e PCP, mesmo que erroneamente.

O André faria bem melhor em não fazer o que certamente não gostaria que lhe fizessem, ou seja, tomá-lo como mais um daqueles que escrevem automaticamente sobre estas matérias, abdicando de pensar a sério sobre os assuntos.

Por exemplo… quando defende o rigor no acesso aos cargos no Estado baralha-se irremediavelmente com duas coisas:

  • Uma delas é achar que um teste psicoténico, com laivos de psicotrópico, se pode considerar uma forma razoável de fazer essa selecção.
  • Outra é, na sequência da anterior, não parecer conseguir fazer a distinção entre a forma de um patrão, privado, seleccionar os seus empregados, e o Estado seleccionar os seus funcionários, que não são empregados de um qualquer PM ou MEC de passagem.

É meu escasso entender que a selecção e avaliação do desempenho dos funcionários do Estado deve ser feita e com muito mais rigor do que qualquer entrada numa empresa do pai de um amigo qualquer.

Por isso mesmo, é que não é aceitável esta treta de prova, nem qualquer equiparação entre uma avaliação de professores (enfermeiros, juízes, etc) e uma avaliação de executivos juniores.

Por isso mesmo, é que os serviços públicos nunca poderão (mais do que deverão) ser equiparados a negócios privados.

A função pública não é um parente menor dos negócios cervejeiros de um piresdelima e amesquinha-se no dia em que tentar segui-los, porque o seu papel na sociedade está muito acima, por muito que defendam – à tea party – aquela conversa dos job creators e de serem os privados quem produz riqueza. Depende…

quantas vezes, produzem mais pobreza do que riqueza e quantas vezes os ídolos exaltados em dado momento se revelam mero sucateiros mais bem vestidos, com robalos a transformarem-se em transferências chorudas entre contas bancárias.

A ler: Max Weber, sempre. Peter Oborne, para a confusão entre a classe política e o interesse público.

A ver: Yes, Minister e Yes, Prime Minister, sempre.

… tiveram sempre excelente nas avaliações anuais e fizeram uma extraordinária prova de ingresso na profissão de “banqueiro de sucesso”.

Fora os outros, que agora não me ocorrem, dos robalos a outros peixes miúdos e graúdos.

Caros e caras investigadores e/ou professores,

Somos investigadores no Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Universidade do Porto. Temos vindo a desenvolver estudos acerca da inflação de notas no ensino secundário e do seu impacto no acesso ao Ensino Superior. Publicámos recentemente um artigo na revista Higher Education, intitulado “Unfairness in access to higher education: a 11 year comparison of grade inflation by private and public secondary schools in Portugal” (em anexo). No seguimento dessa publicação, o nosso estudo foi divulgado nas edições de 3 de maio dos jornais Público e Expresso (em anexo), tendo posteriormente merecido alguma atenção de outros orgãos de comunicação social, designadamente da SIC e da TVI24.

Por considerarmos que a inflação de notas é um problema que anualmente gera graves e extensas injustiças, afetando a vida de milhares de jovens, pensamos ser nossa obrigação a divulgação destes dados junto de investigadores e/ou personalidades com interesse neste tema.

Abaixo segue uma pequena síntese dos resultados do estudo:
— a análise foi realizada considerando 3 grandes grupos de escolas (públicas, privadas com contrato de associação, privadas sem contrato de associação);
— existem grandes diferenças entre os dois tipos de escolas privadas, sendo que a inflação nas escolas com contrato de associação é consideravelmente menor do que nas escolas sem contrato de associação. Assim, como se pode verificar no gráfico em anexo, a linha das escolas com contrato de associação é bastante próxima da linha das escolas públicas, apresentando uma ligeira inflação (por volta dos 0,2 valores) a partir dos 13 valores nos exames nacionais. Em contraste, as escolas privadas sem contrato de associação distanciam-se bastante, quer das escolas públicas, quer das privadas com contrato de associação, chegando as diferenças a ultrapassar um valor (em 20) entre os 12 e os 15 valores nos exames nacionais;
— parece-nos igualmente importante destacar que estas diferenças se verificam em todos os anos analisados (desde 2001/2 até 2011/12), implicando a análise de mais de 3 milhões de pares de exames nacionais e classificações internas;
— outro aspeto relevante diz respeito à metodologia: as diferenças entre os 3 tipos de escolas são calculadas relativamente às diferenças médias a nível nacional (e não relativamente à ausência de diferenças entre nota interna e nota no exame nacional). Consequentemente, não faz sentido argumentar que é normal existirem diferenças entre as notas internas e as classificações nos exames, uma vez que, repetimos, as linhas apresentadas no gráfico dizem respeito aos desvios de cada um dos tipos de escola relativamente à média dos desvios nacionais (representada pelo eixo do x);
— adicionalmente, tentámos ainda perceber de forma mais concreta e objetiva o impacto que estas diferenças têm no acesso ao Ensino Superior. Como exemplo, apresentamos o caso do último candidato a entrar no curso com média mais elevada no ano de 2012/13 (Medicina da Universidade do Porto). A nota de entrada foi de 18,35, o que colocou o candidato no lugar 504 da lista de acesso. A nota meio valor acima desta (18,85) corresponde já ao lugar 182 da lista de acesso, representando uma subida de 64%. A nota um valor acima (19,35) corresponde ao lugar 33, mostrando uma subida de 93% na lista de acesso. Desde que o artigo foi submetido para publicação, sistematizámos esta análise, procurando apurar o impacto de alterações de meio e um valores nas listas de acesso ao Ensino Superior de forma mais representativa. Para isso, recorremos à lista ordenada dos cursos por nota de acesso do último classificado. Seguidamente, dividimos os cursos por quartis e verificámos o impacto para os 10 primeiros cursos de cada quartil; assim, o primeiro quartil refere-se aos 10 cursos com médias mais altas, o segundo quartil aos 10 cursos cujas médias de entrada os colocam no percentil 75, etc. São estes dados que são apresentados no 2.º gráfico. Neste podemos confirmar o tremendo impacto que subidas de meio valor podem ter na posição de um candidato: por exemplo, nos 10 cursos com médias mais elevadas (1.º quartil), meio valor corresponde a uma subida de 60% na lista de acesso e 1 valor a uma subida de 90%.

Com os melhores cumprimentos,
Tiago Neves (Universidade do Porto e CIIE-UP) e Gil Nata (Universidade Portucalense e CIIE-UP)

 

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Algumas notas acerca de um modelo que eu vou começando a encarar com mais reservas do que antes

ASA Statement on Using Value-Added Models for Educational Assessment

Tem a sua graça, mas desconheço a autoria.

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algo está para se devir.

Passos: “Eu como gestor sempre me dei bem com a avaliação de desempenho”

Não sei se fica bem falar agora da Tecnoforma

Avaliação do desempenho passa a ser critério prioritário

A avaliação do desempenho vai passar a ser o primeiro critério a considerar no processo de despedimento por extinção do posto de trabalho, anunciou hoje o ministro Pedro Mota Soares.

A avaliação dos docentes é uma completa treta, casuística, fragmentada, sem qualquer linha orientadora de coerência, em que os avaliadores não recebem formação adequada e os avaliados ficam de pendentes dos humores – e por vezes vulneráveis às insuficiências – desses mesmos avaliadores.

Seja a interna ou externa.

Sendo que a externa ainda é uma maior ficção, com o MEC a exigir algo para que não faculta meios ou condições… até porque a prioridade do acordo com os sindicatos foi despachar a coisa logo no Verão de 2011.

How Do High-Performing Nations Evaluate Teachers?

… pelo que não alinho muito nessa coisa das grelhas para legitimar a avaliação dos alunos, pois nada me garante que elas os conheçam e depois ainda acabam por dar notas disparatadas.

Por isso, eu faço a avaliação e depois logo se vê…

Até agora tem resultado.

 

Não é que antes não me tivesse deparado com teorizações do mesmo tipo mas recordo sempre aquela reunião de avaliação do meu ano de profissionalização (já a caminho dos 35 anos de idade e com mais de uma década a dar aulas) em que um colega, daqueles que entraram para o quadro logo à saída do aviário, me disse que não-não-não, eu não podia dar nível 1 porque determinado aluno até ia à maioria das aulas e não se pode dar esse tipo de classificação porque é desmotivante e não avalia todo o desempenho do aluno.

(pois, não avaliava, mas o zero é que não existe na escala.

Já com a mostarda a vir a caminho, por causa do tom de voz da santíssima criatura, perguntei em que documento baseava tamanha sapiência e determinação, se em alguma lei que eu desconhecia ou decisão do Conselho Pedagógico que eu não tivesse ouvido em reunião de grupo.

O homem baralhou-se, tropeçou em si mesmo e admitiu que não, mas que era melhor eu ir ao Conselho Directivo para não ter problemas, ao que devolvi que se eu lá fosse quem teria problemas não seria eu. Mas como sou bem mandado, lá fui, falar com a Directora (sim, uma das pioneiras, ainda nos anos 90) e de lá vim com o esperado sorriso porque a colega não era Papisa, nem mais Papisa que os Evangelhos não escritos daquela geração de sobredotados da pedagogia do sucesso em que a escala começa no 3 para quem se limita a dignar as aulas com a sua presença ocasional e sabe assinar o primeiro nome.

Desde então nunca me aconteceu nenhum episódio do género, pois não abuso do tal nível amaldiçoado, distribuindo-o com a dose que eu acho certa de parcimónia e justiça para com @ visad@ e respectiv@s colegas.

Mas sempre me interroguei acerca das raízes superficiais do discurso que quase impõe que o nível 1 só seja atribuído a quem não coloca os pés nas aulas, sendo que eu pensava que nesses casos nem se atribui nota, usando-se a alínea relativa à inexistência de elementos de avaliação.

E sempre conclui que a parvoíce é uma qualidade que anda por aí, muito bem distribuída e certificada, ao contrário de um sentido de justiça e uns pózinhos (gosto de escrever assim, desculpem-me) de justiça.

Imaginemos um aluno que até vai às aulas, mas cujo caderno é uma lástima, o manual não existe e não é por carências económicas, que não é sensível a qualquer argumento para que pare de falar do que lhe vem à cabeça com sorriso trocista e que, chegando aos testes, os atira para o canto da mesa, dizendo que não faz porque não sabe nada e pede logo para sair, repetindo-o insistentemente até eu responder-lhe em modo mostrada a sair pelo nariz.

É justo eu atribuir-lhe o mesmo nível do que o dado a um aluno com dificuldades, mas que vai tentando fazer alguma coisa, só que sem os melhores resultados?  Não estarei a desrespeitar o esforço e trabalho deste aluno, mesmo que ainda insuficiente, equiparando-o ao outro malandreco, que nem sequer sabe ainda gingar ao som de Lou Reed (nem sequer ouviu falar de qualquer música anterior a Agosto de 2013)?

A mim nem sequer complica os nervos ver um 6,5% e um 0% nos testes. Acontece, ninguém precisa de gostar de História e pode ter dois azares grandes (não é provável, mas é possível). Nem sequer que a atitude do aluno seja explicada com o seu staile… que é algo que nem avalio, apesar do escasso valor do cuidado com os dois brinquinhos que prefere acariciar de forma repetida em vez de passar um mísero sumário.

Por mim, tudo bem. Táááássssssssssssssseeeeeeeeeeeee Bêêêêêêêmmmmmm!!!

O que não posso aceitar – por muito que o já adolescente esteja em processo de definição da sua personalidade, afirmando-a por oposição à do adulto “castrador” – é que ele goze com o trabalho dos colegas e eu não possa fazer a devida diferenciação entre “atitudes e valores” muito diversos.

Porque, mesmo que não seja sempre verdade, eu sei que aquele 1 firme e hirto faz o seu efeito e é mentira que seja apenas desmotivante e que o insucesso se reproduza a si mesmo por causa disso. Pelo contrário, a experiência demonstra-me que na maioria dos casos, quando a coisa é assim bem explicadinha olhos nos olhos em sala de aula, sem véus e mantos diáfanos, o desempenho muda substancialmente.

Tanto é verdade, que ele já me perguntou que nota lhe darei caso comece a tirar Bons e Excelentes.

O nível 1 é traumatizante?

Depende.

Se for injusto é capaz de ser.

Aplicado com rigor, justiça e transparência pode ser uma lição muito útil para toda uma turma.

Ao contrário dos rankings costuma dar muito boas classificações à maioria…

AVALIAÇÃO EXTERNA DAS ESCOLAS – DOCUMENTOS DE ENQUADRAMENTO E OBJETIVOS

Documentos de enquadramento

Disponibiliza-se a todos os interessados, designadamente às escolas que vão ser avaliadas, um conjunto de documentos de enquadramento da avaliação externa:

A partir do Ad Duo, dei com a mais nova e inovadora novidade da ADD: Nota Informativa – Avaliação do Desempenho Docente 5Nov13.

ADDNov13

É uma palhaçada. Não há outro que se possa aplicar a esta ficção.

Com jeitinho, ainda aparece por aí a MLR a fazer um artigo de opinião a dizer que a ADD não serve para nada e os papalvos batem palmas.

 

… uma série de argumentos que eu que até simpatizo com o modelo vou ter de analisar com atenção.

VAMmunition

Avaliação para novos docentes do quadro

Um ano à experiência para professores que ensinam há 15/20 anos. Fenprof exige dispensa.

Contratados este ano estão isentos de aprovação na prova

Os professores não integrados na carreira docente que celebrem contratos até ao final deste ano ficam isentos de ter aprovação na prova de avaliação para poder dar aulas, segundo o diploma hoje publicado.

É possível que tudo isto faça sentido.

Possível não é sinónimo provável.

Testemunho chegado por mail:

Boa tarde

Acabei de tomar conhecimento da minha classificação da avaliação de desempenho. 

Não tenho qualquer reclamação a fazer a quem diretamente me avaliou que, julgo eu, ficou tão chocado como eu quando se apercebeu dos resultados. Tive uma classificação de 9,6 que se traduziu numa menção de BOM!

Na anterior avaliação obtive a menção Excelente, com uma classificação (quantitativa) até um pouco abaixo desta. 

O que é que se alterou? 

Eu até admitia esta menção de BOM se existissem muitos colegas com classificações superiores. Não foi esse o caso! 

A causa foram os percentis! 

O que se passou é que na avaliação anterior eu era apenas uma professora empenhada. Nesta avaliação continuei a ser uma professora ainda mais empenhada… Tão empenhada que fui nomeada coordenadora de departamento e, azar dos azares, se por milagre fossemos descongelados para o próximo ano, eu mudaria de escalão, logo fui obrigatoriamente avaliada.

Assim, além de todo o trabalho que sempre fiz como professora (apenas e só professora) e que me valeu a anterior menção de EXCELENTE:

- tive todo o trabalho extra como coordenadora de um grande departamento, função que tentei desempenhar com empenho total, conforme ficou traduzido na avaliação quantitativa;

- foi-me imposta a tarefa acrescida de avaliar três colegas.

- vou entrar oficialmente de férias e continuo a trabalhar, porque nunca fui de deixar tarefas por acabar e ainda há muito que fazer na escola.

 

Qual o resultado de tanto empenho e esforço?

 

Como no meu universo (coordenadores avaliados) somos apenas 2 professoras (igualmente competentes), não tenho acesso ao Excelente e ao Muito Bom! 

Nem sequer faço questão de obter estas menções! Faço o meu trabalho como sempre fiz, mesmo quando esta avaliação não existia.

O que me revolta as entranhas é ser permitido tornar legal tamanha injustiça. 

Como é possível?

De que serviram as aulas assistidas (e que fui obrigada a ter, pois vou para o 3º escalão)? 

Tenho a mesma menção que aqueles que as não tiveram.

- De que serviu ser empenhada e competente?

Fui nomeada coordenadora  e tive mais do dobro do trabalho, do desgaste ao longo do ano e das responsabilidades, para além de ter que avaliar colegas usando um modelo com o qual sempre discordei.

Pior ainda… fui esta semana novamente eleita pelos colegas de departamento para continuar a desempenhar o cargo de coordenadora. Já viram o azar?

Por este andar nunca mais terei uma menção superior a Bom!

Tenho que ser sincera: apesar do trabalho extra que implica, não deixei de sentir satisfação pelo reconhecimento de que até tinha feito um bom trabalho quando os colegas me escolheram novamente.

Mas agora, chego à conclusão que fiz tudo errado.

No próximo ciclo avaliativo:

- Não vale a pena ter aulas assistidas;

- Dou as minhas aulas e chega; dedico mais tempo à família.

- Ser coordenadora de departamento nem pensar – há que mostrar uma boa dose de incompetência para não me elegerem novamente.

Não estou, de modo algum, a querer dizer que sou melhor do que muitos dos outros colegas. Não é disso que se trata. Como disse atrás, não é a menção em si que me revolta, é a injustiça dum processo, que todos reconhecem. 

Volto a frisar que não tenho qualquer reclamação a fazer relativamente a quem me avaliou nem queixar-me de falta de reconhecimento pelo meu trabalho, pelo contrário. Simplesmente foi obrigado a aplicar a lei.

Mesmo na minha escola, não sou o único caso. E quantos mais haverá…

Além da outra colega coordenadora que também foi avaliada, e que está no mesmo pacote que eu, dou outro exemplo:

- uma “simples professora” avaliada este ano, uma única, teve a pouca sorte de nomeada avaliadora e… o seu universo mudou por completo! Ao ser nomeada deixou de estar num universo de 26 professores (com a possibilidade de vários Muito Bom e Excelente) para passar a um universo solitário donde só ela faz parte e… puff! Muito Bom e Excelente não são mais que uma miragem!

Não sei qual foi a classificação que obteve, nem interessa, pois nunca passará do Bom, embora possa merece-lo muito mais do que outros.

Já viram como os azares acontecem? 

Podia ter sido outra professora nomeada… mas foi ela (será por ser competente?)

Podiam existir várias avaliadoras a ser também avaliadas este ano… e as possibilidades de uma menção melhor era possível.

E até havia várias, éramos 3… mas duas tivemos o azar de ser nomeadas coordenadoras (será que também tem qualquer relação com competência?)

Podia precisar de ser avaliada noutro ano, em que maior número de professores avaliadores fosse avaliado… até porque vamos continuar congelados!

 

É esta a avaliação de professores que queremos? Ao sabor da sorte e do azar e não do verdadeiro valor que cada um tem?

Não sou sindicalizada nem nunca o fui, mas disse sempre NÃO a este modelo de avaliação e tentei combatê-lo até onde foi possível. Fiz as greves, fui às manifestações…

E vi, incrédula, professores e sindicatos a ceder! Ainda me custa acreditar como é que uma atrocidade destas se tornou real…legal!

Isto é igualdade de direitos? Onde que não a vejo?

Desculpem este texto tão extenso, talvez confuso, eu sei! É um desabafo que não consigo conter e tão turbulento que as ideias se confundem e as palavras se atropelam.

Escrevo para os autores dos blogs que mais consultámos (ao minuto) durante o período da greve às avaliações e que muito nos ajudaram a manter uma coesão que, pela primeira vez, me deixou um pouco orgulhosa da classe dos professores. Foram um permanente veículo de informação atualizada e foram a voz de muitos de nós, dando-nos a força necessária para continuar.

Assim, e porque não sei a quem mais me dirigir que o faça melhor que vós, peço-vos: tentem divulgar e alertar para estas injustiças que diariamente se praticam em nome da lei, contrariamente à consciência daqueles que nas escolas as têm que aplicar. 

Para que muitos questionem: Como é isto possível? Como nos deixámos chegar a este ponto? 

Creio que qualquer um que pare um pouco para refletir só poderá chegar a uma conclusão:

Isto tem que mudar!

  

Desabafo de uma professora num universo “com muito azar”

ADD – simulador para cálculo de percentis

Parece que hoje há conferência de imprensa de um conjunto de sindicatos, com a liderança da Fenprof e não se percebe se com a presença ou ausência da FNE, pelas 18.45 (que raio de hora).

Entretanto, em dia que para mim equivale a um segundo dia de greve pois faltei a todas as minhas reuniões para simplificar a escala de serviço, fica aqui a consulta sobre a continuação da greve às reuniões de avaliação ou uma pausa para o MEC mostrar algum interesse em resolver o diferendo sendo que, neste caso, as reuniões acabam por ficar todas feitas…

Sendo útil uma informação rigorosa e não apenas por ouvir dizer. Tenho feito os possíveis por não identificar nominalmente escolas com situações anómalas, a menos que exista uma confirmação dupla ou tripla fiável. Parece que na semana passada e durante o fim de semana nem tudo o que circulou respeitou essas regras e foram diversas as denúncias de irregularidades que tiveram que ficar à espera…

JNE6

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