A Vidinha


… na harmonização com a melhor fórmula para encarar que amanhã é segunda feira e tenho uma resma de tempos lectivos…

Aproveitem-no bem (mesmo se há quem já esteja ao serviço), pois se há coisa que sabemos é que cada ano lectivo se tem tornado mais delirante do que o anterior.

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O problema foi mesmo quando deixámos deslocar a discussão para o terreno da equiparação entre as regras de funcionamento do sector público, que faculta serviços de tipo universal a todos os cidadãos, e do sector privado, em que só tem acesso a algo que o pode pagar.

A partir desse momento, quando se prescindiu da regra fundamental que era o imperativo de não misturar tudo, a porta ficou aberta para que se utilizasse a lógica da pseudo-racionalidade económica e financeira, que se tornou o centro do discurso de economistas de pacotilha e de toda o séquito de gente incapaz de fazer mais do que replicar o que leu numa má tradução de um livro qualquer estrangeiro.

Que agora queiram mudar tudo, mais uma vez, numa nova revolução que se destina, no essencial, a subalternizar progressivamente a independência de quem presta uma serviço essencial à comunidade e ao país, colocando o interesse público ao serviço das lógicas e ganâncias privadas, já nem me aquece muita.

A narrativa recolocada em movimento é a do costume e há uma década (ou mais) que é a mesma.Já a ouvi em primeira e segunda mão, sei quais são os objectivos e resumem-se a aceitar de forma acrítica a agenda dos queirozes&muñozes para os seus colégios, que eles acham bem geridos, pois sobra folga para os stakeholders viverem bem e viajarem melhor.

Por isso, o “caso” GPS nunca os assustou verdadeiramente, mera onda ocasional num mar calmo que apenas atrapalhou as coisas por uns meses. Mais… a lógica vai ser estendida ao sector público de um modo radical, com base na mentira da ineficiências e mais resultados do sistema educativo, tudo com a anuência de um ministro Crato que parece ter levado uma lavagem cerebral quase completa.

Tudo beneficiando ainda da incapacidade dos “lutadores profissionais” entenderem que não se tira o tapete aos representados quando alguma coisa parece estar a funcionar e que sem um reforço de uma identidade de corpo profissional (em vez da opção pelo apelo a esvaziadas “lutas comuns”) não se conseguem “lutas” eficazes. E beneficiando da incapacidade de certos “actores” conseguirem redefinir o seu papel, de maneira a recuperarem (ou ganharem pela primeira vez) o respeito das audiências”.

Nem falo na UGT/FNE que se baldeou por completo – desta vez nem disfarça – para o lado da “responsabilidade”.

Já esteve mais longe o dia em que o copo acaba por transbordar.

A mim não caem quaisquer parentes na lama se acabar a servir bicas…

… e deixem-nas por aqui, pois eu ando meio desatento, a tentar limpar a cabeça e tal… e a verificar a cada meia hora se ainda tenho o dinheirinho seguro debaixo do colchão.

Entretanto…

Publicitação das listas definitivas de Ordenação, Exclusão, Colocação, Não Colocação e Desistências do concurso externo extraordinário 2014/2015

Concurso Externo Extraordinário – ano escolar de 2014/2015

O processo que me foi instaurado pela Segurança Social. Pelo menos é o que está lá na SSDirecta.

Sempre as nuvens de Agosto parecem menores.

… a vida sem rede existe e recomenda-se.

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