A Vidinha


… a vida sem rede existe e recomenda-se.

Contrato de 2,5 milhões para ex-colaborador de Passos

Fernando Sousa, antigo colaborador de Pedro Passos Coelho na Tecnoforma, empresa em que o atual primeiro-ministro foi consultor, ganhou um contrato público de 2,5 milhões de euros para “seleção, eliminação e inventariação das fontes documentais existentes nos Governos Civis”, através do Cepese (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade).

500.000 contos para destruir papelada? Ó meus amigos, eu acabei de despachar pilhas e pilhas de papéis… e consigo fazer isso por um décimo do preço… só que não sou amigo do amigo do amigo. Nem nunca serei.

E nem percebo como uma função pública com excesso de pessoal não tem quem agarre em sacos de lixo e deite lá para dentro o que não interessa e leve até ao ecoponto mais próximo.

 

Foram necessárias duas declarações de substituição, a segunda das quais com valores acima do que efectivamente recebi, só para ver se me largavam os calçonetes.

É que um tipo já paga para se ver livre disto…

Caro Contribuinte Paulo Jorge Alves Guinote (*********),

A sua declaração de IRS, entregue em 2014-06-29 18:46:12, foi considerada certa após validação central.

Para obter o comprovativo de entrega da declaração de IRS, utilize a opção Serviços > Obter > Comprovativos.

Caso pretenda alterar alguns dos dados da sua declaração, utilize a opção Substituir em Serviços > Entregar > Declarações > IRS e entregue uma declaração de substituição.

Com os melhores cumprimentos,

O Portal das Finanças.

Dez dias úteis depois lá chegou a password.

IOs CTT – outra das minhas embirrações de estimação em termos de “eficácia da gestão” – conseguiu entgregar-me hoje o aviso de recepção assinado pelo destinatário no dia 9… só levaram 7 dias úteis a fazer o trajecto de regresso…

… do que a utilização dos meios tecnológicos, cada vez mais avançados, por mentes tacanhas, controleiras e conservadoras no pior sentido.

Há uns patetas alegres que gostam muito de demonizar o Estado e responsabilizar o “monstro”, a “máquina” que tritura os “cidadãos”. E defendem a redução do Estado e do seu papel, mas reduzem isso a despedir funcionários públicos e raramente se preocupam em mudar os procedimentos kafkianos.

Este desgoverno é um exemplo claro de aversão visceral pelos funcionários públicos, que apresentam como sendo uma “despesa” e um “encargo” que asfixiará os “contribuintes” que parece assumir-se sejam apenas os cidadãos “privados”.

Tretas.

Eu sou trabalhador do Estado, enquanto professor, mas não deixo de ser cidadão e contribuinte.

Como exerço uma actividade, mesmo que pouco significativa, de tipo “independente”, sou duplamente massacrado pela “máquina” desse “Estado” que os nossos desgovernantes liberais equiparam com procedimentos progressivamente mais discriminatórios para com todos os cidadãos e, em dose dupla como já referi, para quem trabalha para esse mesmo Estado.

Isto é simples… como funcionário do Estado, a “máquina” tem acesso a todos os meus dados ao nível remuneratório e fiscal. Não há como escapar. Não há patrão privado para encobrir ou desviar descontos ou com quem congeminar “esquemas” de fuga seja ao que for.

Para além do IRS, da ADSE e da CGA/SS, ainda tenho (como tantos) o desconto das sobretaxas em cima de um salário que perdeu o nome e se tornou apenas (r)real. Tudo devidamente documentado.

Como trabalhador independente, o que recebi nos últimos anos como direitos de autor ou remuneração por outro tipo de colaborações, foi sempre declarado, após a reabertura de actividade em 2010. A declaração onde vão registados esses rendimentos é a mesma onde vão as deduções específicas que faço.

Mas essa declaração só serviu para a SS determinar que eu teria de fazer pagamentos mensais, não para verificar que já as fazia, mesmo depois de eu lhes escrever a dizer isso mesmo. Parece que as coisas se perdem no caminho, à chegada, sei lá.

A verdade, verdadinha, é que em vez dos cerca de 6.800 euros que alegadamente me dizem dever à SS (mais de 8.000 com juros de mora) eu descontei quase 12.000 durante os anos de 2010 a 2013.

Quem culpo pelo disparate, equívoco, erro, o que seja?

Não sei, porque não sei se existiu uma ordem para levar tudo à frente e recompensar os funcionários que levantassem mais processos, fizessem mais citações ou conseguissem intimidar mais outros cidadãos, públicos, privados ou público-privados.

Seja por mail, seja por telefone, os contactos exploratórios para reslover a situação foram animadores e mesmo com tom simpático (contacto telefónico), só sendo pena que cada um deles me tenha dado indicações diversas sobre os procedimentos a desenvolver.

Tudo bem… sou paciente e vou fazer as coisas das duas maneiras, porque assim, com cinto e suspensórios, é mais seguro que não fique com rabo (tributário) ao léu.

Mas continuo na minha… isto é culpa de quem? É culpa de quem manda mal, de quem executa mal ou de procedimentos de tipo abstruso que os “liberais” ainda reforçaram mais?

O ónus da prova é meu, mesmo se tudo está ao dispor da “máquina”… o esforço para verificarem se fiz descontos seria mínimo, mas tenho de ser eu a ir recolher as 4 declarações e enviá-las, por carta registada e mail, para departamentos diferentes da SS que me garantem depois encaminhar para o certo. Num caso com minuta para análise da dívida, no outro com mera exposição escrita.

Quem tem o poder para alterar este estado de coisas?

Os funcionários de base, que são avaliados por quem os manda fazer isto? Os modelos automáticos de detecção de pseudo-dívidas sem mecanismos de verificação e controle?

Ou quem tem o poder de legislar e decidir como tudo isto pode ser menos estúpido?

A reforma do Estado – a verdadeira – não passará por aqui?

… acabam quase sempre por prevalecer, por muito bem que se exibam os “pequenos”. Brasil, Alemanha, Holanda, Argentina, França… a Costa Rica está lá só a embelezar… como reverso da Espanha.

Não é apenas no futebol.

 

E as razões que avançam são exactamente o inverso de tudo aquilo que o desgoverno tem feito, o qual deve achar, de acordo com a ideologia césardasneves, que a natalidade vai lá rezando muito e esperando que o Espírito Santo (o verdadeiro) impregne as senhoras delicadamente deitadas à espera da semente, com o seu quê de postura aristotélica.

Mais de 75% das pessoas em idade fértil não pensam ter filhos nos próximos três anos

Tenho actividade como trabalhador independente há muitos anos, com ligeiras interrupções, em grande parte como resultado da remuneração de publicações e trabalhos de investigação.

Que eu tivesse conhecimento, em Dezembro de 2011, recebi uma carta que me mandava fazer pagamentos mensais de 186, 13€ na sequência de ter auferido cerca de 2000 @ de rendimentos que declarei, de forma englobada, com os meus salários.

Comuniquei por carta à S.S. que sendo eu funcionário do Estado e já pagando a minha contribuição mensal  para a C.G.A. estaria isento de um pagamento que, a ser feito, significaria uma duplicação da colecta.

Não recebi qualquer resposta.

Por essa altura divulguei mais alguns casos caricatos (este, este e este, por exemplo).

Em Dezembro de 2012, insistiram, embora pedindo valor mais modesto. Confesso que, dessa vez, após confirmar na escola que esse pagamento seria equivalente a ser colectado duplamente, não mandei carta nenhuma.

Assumi que se cruzam os dados com o fisco para detectar a actividade independente e quanto recebi, também cruzariam para ver quanto paguei para a C.G.A.. todos os meses (mais de 200 euros).

Burro eu.

Agora recebo uma carta que indica uma dívida remontando a Maio de 2010.

Phosga-se, pá, Vespa Soares… vai-te tratar e mais à forma como queres sacar dinheiro a todo o custo à malta.

Ainda há um ano e tal tive de entregar uma declaração a certificar que não tinha dívidas a pagar ao Estado para que me fosse feito um pagamento e agora dizem-me que devo dinheiro desde 2010?

Andam a gozar com o mexilhão, é?

E dizem-se vocês protectores dos contribuintes?

Só cruzam os dados para o que vos interessa?

ZePovinhoOraToma

 

Esta é a pergunta que o João Lima do Professor Imperfeito deixou no seu mural do fb e a que eu nem tentei responder, porque já sei que acabo por ir dar ao mesmo de sempre e às razões que há muito lamento nas escolas e que nem sempre são bem acolhidas ou sequer compreendidas exactamente por aquelas pessoas que, no seu interior, nos chateiam os dias e as horas.

Não cumprindo ou representando um cumprimento sem mácula. Porque no primeiro caso sobrecarregam-nos os dias e as horas e no segundo nos sobrecarregam a paciência.

Claro que há os “cá de fora”, mas a pergunta era sobre as escolas, elas mesmas.

 

A Autoridade Aduaneira e Tributária entrou em divergência comigo. E tudo por menos de 72 euros sujeitos à retenção de pouco mais de 11.

Isto é que é rigor.

Já me justifiquei, fustiguei e declarei de novo.

A vida está difícil… isto com o calor, bloga-se menos.

Já posso desfrutar do feriado do 10 de Junho, felizmente longe da Guarda, não cidade propriamente dita, mas mais pelo desfile de medalhados que me fazem sempre lembrar aqueles generais terceiro-mundistas a chocalhar os heróicos desfeitos.

… que ainda tenho os testes de uma turma de 28 para ver… mas só amanhã.

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Por causa da coisa que é sigilosa, não estou a cumprir a promessa de não trabalhar ao domingo e tem sido um fartote de trancadelas e passagens a limpo.

E eles movem-se, por fim, embora em sigilo.

… a níveis salariais perdidos, a pilha inicial deste ano revela a prudência nos gastos e a opção clara por alfarrabistas e promoções dos grandes grupos.

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Isto de submeter a declaração do ano a mais de 48 horas do prazo nem parece meu.

E só com 12 erros de início, quase todos porque me esqueço sempre dos campos para meter a zeros.

Mas eu sei porquê… é que começa a Feira do Livro e eu não quero perder tempo com papeladas más, podendo estar a apreciar papeladas boas.

O que, por outro lado, significa que a imobilidade sigilosa vai durar mais uns tempos… :-)

Ainda há umas semanas o Seth MacFarlane dizia no Daily Show que há pessoal que lhe critica a qualidade dos tuítes humorísticos, ao que ele responde que são de graça…

Vamos escrever cem vezes: escrever é trabalho

O divertido é que quem menos consegue escrever é tantas vezes quem mais critica o tema, a qualidade, a forma…

Já quanto aos convites… bem… nos tempos que correm, já me parece de mínimo decoro que, no mínimo, a deslocação (quando é acima de uma distância razoável) seja paga.

Embora, em muitos casos, isso nunca tenha sido impeditivo para ir a um sítio por amizade ou pura curiosidade.

… dos sinais da insanidade alheia, própria de quem anda em busca de qualquer coisa que só quem tem fixações estranhas pode entender de forma aprofundada.

Isto não acontecia há uns meses, mas voltou. Alguém que espreita os horários lectivos alheios ou os compromissos marcados fora do domicílio para fazer telefonemas que ninguém atende, mas que insistem em acontecer.

Poderiam ser coincidências, mas é estranho que tenham escolhido a hora em que eu vigiava o teste made in Cambridge e a hora em que estava hoje a perorar no ISCSP, até por saberem que seriam ocasiões em que até o telemóvel estaria desligado e não apenas em silêncio.

Realmente… há gente a quem o sol na moleirinha faz mal. Assim como a chuva… ou o vento… ou o nevoeiro.

Claro que só se eu fosse muito distraído é que não percebia a ideia.

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O registo das ocorrências vai sendo feito – neste momento ao longo dos anos –  até ao dia em que me apeteça fazer uma visita às entidades ou autoridades competentes para determinar origens e padrões:evil:

 

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