A Vidinha


A última turma de testes a ser corrigida.

Procrastinei até aos limites do possível.

Arghhhhh….

Ou em modo de segurança.

Ou de serviços mínimos.

A ver se não posto mais coisas com um ano de atraso.

E se amanhã entrego as três turmas de testes que faltam. Porque o fim de semana passou mesmo a ser sagrado. Tradição judaico-cristã. E tal.

… nas escolas públicas mas, em contrapartida, também sou capaz de encher quase outras tantas com aquilo que é feito, de positivo, para os resolver.

Todos os anos há um pouco de tudo.

A escola é uma espécie de “grande superfície” em termos sociais e humanos. Há muita publicidade enganosa, muita coisa que só serve para encher prateleiras, mas também há coisas e serviços muito bons. Ou que tentam sê-lo.

Há uns 15 anos – para não dar exemplos de maior proximidade – tive uma aluna que foi mãe aos 13 anos e que precisava sair das aulas para dar de mamar à sua bebé. No 6º ano. A gravidez tinha pouco de clandestina, apenas resultando da estupidez familiar que, depois do problema criado, nem queria saber do pai da criança (18 anos) que não pretendia fugir às responsabilidades e tentava ir esperar a aluna A ao portão da escola, dando origem a conflitos, ofensas e altercações quando os avós da criança estavam por perto. Isto dá uma má imagem das escolas públicas? Talvez, embora não seja sua a responsabilidade, antes pelo contrário, pois na escola tudo se fez para facilitar a vida à jovem mãe, ela própria uma criança que tratava a filha quase como um brinquedo.

No mesmo ano tinha o aluno I., com 15 anos, incapaz de escrever o nome sem ser na forma de desenho, com uma capacidade menmónica reduzidíssima, ao ponto de só saber ir dar à escola porque o caminho era em linha recta e de não conseguir fixar o alfabeto, embora andasse na escola há 9 anos. Estava então no 5º ano e passava por estar “incluído”, porque assim era determinado superiormente. Não sei se a sua presença incomodaria algumas pessoas e se seria uma prova da inutilidade da escola pública para resolver os seus problemas. Que ninguém diagnosticava correctamente, por falta de meios humanos verdadeiramente especializados na escola e incapacidade financeira da família para o encaminhar para quem pudesse fazer um diagnóstico a sério e delinear uma qualquer estratégia para lidar com as suas incapacidades.

Em outros anos, tive casos – tanto! – de pequena (ou já média) marginalidade nas escolas onde passei, nas turmas a que leccionei. Situações que desaguavam nas salas de aula, porque a escolaridade é obrigatória, porque por vezes eles não faltam de forma sistemática como há quem assim deseje, porque há quem ainda os tente manter nas aulas a tentar aprender algo . Enfrentando comportamentos nem sempre os mais adequados. Ouvindo e aturando o que não desejaria. Que devem ser denunciados, assim como a dificuldade em lidar com eles por motivos burocráticos e ideológicos (sejam os de matriz desculpabilizadora, seja os de matriz repressiva). Para os quais devem existir soluções não facilitistas. Porque o facilistismo do sucesso à força não se combate com outros facilitismos, os da desistência.

Mas de quem é a responsabilidade disto? Quais as alternativas? Era disso que eu gostava de ouvir falar sem ser apenas na base do “ele precisa é de um ofício, que isto não lhe interessa nada”.

O que eu gostava é que às lamúrias sucedesse algo mais.

Sem ser apenas atirar com os problemas para debaixo do tapete ou ignorar que eles vêm de fora para dentro dos portões da escola e que o colapso não é das escolas públicas mas sim de grande parte da sociedade, que a generalidade dos governantes actuais considera não ser para remediar, enquanto outros de um passado mais ou menos recente achavam que se poderia mascarar com políticas “de sucesso” obrigatório.

Adoro diagnósticos. Em especial os óbvios.

Sabem o que adoro mais?

Tratamentos eficazes.

Não adianta um tipo tentar respeitar vagamente o que o novo código determina.

Hoje, qual presidente da Liga de Futebol, mas só que com mais sorte, só não fui abalroado em duas rotundas seguidas por viatura autárquica porque já conheço a massa bruta de que certas criaturas são feitas.

Não adianta um tipo ir para o centro da rotunda e depois tentar entrar na ª saída porque quem encostou à direita como se fosse sair na 1ª continuou em frente e está lá, impante do carro alheio que pode espatifar e sabendo que quem se lixa é o cidadão incauto e cumpridor das regras.

E este era daqueles muito seguros de si, que nem se digna olhar e faz porcaria duas vezes seguidas como se nada fosse com ele.

Adianta ter-lhe tirado foto? Nada… se me fosse queixar ainda me acusavam de perseguição política a funcionários muinicpais que leram, o código pela última vezes antes de tomarem a decisão de deixar o envelope no tablier, no dia do exame.

Sim, é post em interesse próprio, via petiza no 5º ano, mas não só, pois a coisa é mais geral.

Que bela foi a festa da MLR com o apoio de tanta esquerda urbanita e tanta direita dos interesses locais (ia dizer caciquista, mas isso espalha-se a todos) que permitiu Escolas Secundárias de 1º mundo, em que estes dias de invernia mal se sentem desde que nelas se entra.

Que bela foi a festa que deixou tantas centenas de escolas básicas com condições de quase 3º mundo, com telheiros rotos, escoamentos a entupir à primeira ou segunda oportunidade, pavilhões gélidos com infiltrações por todo o lado, salas com condições de iluminação completamente desadequadas (sim, aquela tipologia nórdica é uma aberração, mesmo se há 35 anos era o que o Banco Mundial pagava), em que os quadros electrónicos e os outros ficam todos esquinados e é preciso colar papel nas janelas para evitar os reflexos.

Que bela é uma festa em que se paga o luxo de alguns, os amigos mais próximos, os mais concêntricos, enquanto para os outros mal chegam as migalhas.

Mas nada é de espantar neste país que se tornou uma verdadeira sitcom.

Parque Escolar tem director coordenador que é falso engenheiro

… se infantilizaram com todos os  traumas e pancadas da pretensa idade adulta e nenhuma das qualidades que a pureza da infância contém.

O que nos limparam no salário deste mês não se compara com o que recebemos em Dezembro…

Isso é assumir que o salário de Dezembro não era ele próprio fruto de furto e de uma prolongada limpeza

Vamos lá a não perder tão facilmente o sentido das coisas, pode ser?

Casa Fernando Pessoa adjudica serviços a empresa com escritório na residência da sua directora

Além dos contratos directos, a mesma firma tem recebido encomendas indirectas, através de outras empresas contratadas pela Câmara de Lisboa e pela Egeac.

Cumpri a primeira semana de aulas do segundo período do ano lectivo em decurso num estado a que chamei, apenas meio a brincar, de negação.

De negação, porquê?

Por muitas razões, a menos das quais não será a escassez de sentido que faz um conjunto de momentos que se insere num processo de que não se percebem exactamente os objectivos, por manifesta incompetência ou miopia de quem os conduz a que se associa a desorientação evidente de muitos dos destinatários. Perdi qualquer confiança naqueles e desespero para que estes não desistam de si próprios.

(desejava não ter de explicitar que falo da desgovernança em Educação, mas aprendi ao oongo dos anos a nunca subestimar a incapacidade alheia para perceber o óbvio)

Por estado de negação, entenda-se a ida para a escola armado apenas com as competências as capacidades (não certificadas por prova oficial) de um professor analógico comum ou dois esquemas depositado na conta do gmail e o conteúdo de um cacifo a deitar por fora de materiais que já deveria ter deitado fora, tantas são as consoantes alegadamente mudas que os polvilham.

Ahhh… e munido também do devido respeito pelos alunos e de um incómodo sentido de dever profissional que cada vez é mais empecilho do que ajuda.

Mas sem qualquer carga de esperança ou ânimo especial no sentido maior da função docente e da Educação num contexto político em que isso é desprezado ou manipulado de forma retórica e indecorosa. Quando temos uma organização de juventude governamental a apelar à redução da escolaridade e à exclusão social dos que para eles são incapazes ou, talvez de forma mais certa, indignos de beneficiar dos serviços públicos básicos de uma sociedade democrática moderna. Sendo que muitos dos rostos que encaro todos os dias são exactamente de gente assim, que outros consideram filhos de deus nenhum.

Não se entenda com isto que deixei de cumprir as obrigações decorrentes do meu horário lectivo, não lectivo ou outro qualquer.

Em boa verdade, ainda hoje reservarei um par de horas para completar uma base de dados com os resultados comparados dos alunos do 5º ano em relação ao ano anterior.

Assim como as turmas do 6º ano de Português tiveram direito a uma introdução à Grécia Antiga, à sua mitologia e aos mecanismos de transmissão das tradições orais para suporte escrito, como preparação para a leitura do Ulisses de Maria Alberta Menéres. E as turmas do 8º ano de História tiveram direito a aulas que julgo moderadamente interessantes sobre as origens, características e difusão do Renascimento na Europa, incluindo explicações que penso bastante operacionais do antropocentrismo, heliocentrismo, classicismo e racionalismo daquelas centenas de mentes geniais que fazem parecer que 98% da população europeia do século XVI não viviam como 99% da população europeia do século XV ou XIV.

Cumpri os meus deveres profissionais, mas tão só isso. Cheguei, desempenhei, saí. Como se quase nada se estivessse a passar. Como se não tivesse voltado para a insanidade quotidiana de um sector da vida nacional que está entregue a uma cambada de ineptos e vulnerável, como não estava há muito, à influência de imbecis preconceituosos, escassamente formados e ainda pior informados.

Estou a exagerar?

Nada disso.

Bastam alguns minutos de congresso do CDS para se provar à saciedade como a mediocridade de sucesso se compraz consigo mesma e a sua incompetência vaidosa que nenhum fato de bom corte e risquinhas subtis pode disfarçar, muito menos dentinhos de porcelana e gel mal distribuído. Daqui por uns dias veremos o mesmo em tons laranja e com mais actores.

Estarei eu a dizer que, se assim estou, devo dar o lugar a quem mais ânimo terá para desempenhar a função que agora é minha?

Nada disso.

Porque sei perfeitamente que grande parte do lumpen desesperado por um emprego e que muitas vezes critica o corporativismo de quem tem um lugar “dos quadros”, embora merecendo exercer a sua profissão com dignidade, dificilmente chegaria em melhores condições ao ponto do trajecto a que eu e muitos como eu chegámos. Há quem grite que faria melhor, mas que chegando ao lugar se satisfaria em mandar fazer cópias das matérias por dar e em carregar no play dos inovadores meios audiovisuais. E correriam atrás de toda e qualquer hipótese de encosto. Generalizo, eu sei, mas deixo espaço a excepções.

Estarei eu a dar razão aos que acham que é tempo de fazer entrar “sangue novo” nas escolas e que é preciso renovar, domesticando, a classe docente?

Não, pelo contrário.

A esses digo, sem rebuço ou receio de perder tença, que mais vale irem bardamerda com as suas teorias e teses que rebuscaram em leituras mal compreendidas e numa vidinha de aquário, que os faz pensar que aquelas plantas de plástico são verdadeiras e na realidade são verdinhas eternamente e que a comida cai do céu só porque são peixinhos dourados. E acrescentarei que não os invejo de modo algum, apenas os deploro por só conseguirem ser medíocres como são e ou não o perceberem ou, percebendo-o, serem incapazes de contrariarem e/ou ultrapassarem essas suas limitações, mesmo que brindadas com sucesso em nomeações.

Acho que há uma altura em que se deve dizer aquilo que se pensa sem recorrer a especiais floreados, meias palavras, véus ou cortesias desnecessárias. Sem que isso signifique que o vernáculo transborde do essencial para se vincar a ideia essencial ou que se lance mão da cassete tradicional dos revolucionários de papel.

Este país é há muito pasto fácil para medíocres que se sucedem na Situação (no sentido hegeliano em que tudo se acaba por harmonizar numa síntese final) e parece que é inútil esperar que mesmo aqueles que o sabem ser se esforcem por se superar.

Esta semana que passou foi assim, a próxima logo se verá.

Quem se sentir incomodado, que se coce nos sítios adequados e siga o seu caminho.

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Não há que ter inveja ou ciúme, pois são pessoas que prestaram altíssimo serviços ao país, vão ser “ilustres na diáspora” e no caso do ZéLuís vai para uma empresa que acho muitíssimo adequada ao seu perfil de empreendedor. É uma espécie de herdeiro de Borges em matéria de sabedoria financeira e de gestão, mais um teorizador e praticante da mais avançada ciência económica.

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À espera, enquanto alarga o currículo… vai preparando o terreno:

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Tudo no Expresso de hoje, uma excelente fonte de informação sobre a bolsa de emprego dos políticos de ocasião.

 

Santos Pereira é o novo economista n.º 2 da OCDE

Recolhido no mural do Nuno Ferreira:

Não sou, por muito que me esforce, de engravidar pelos olhos, embora, por vezes, quase que caio nessa armadilha. Ao ler alguns comentários sobre as notícias mais recentes do país – coisa maior, portanto – fiquei com a sensação de que amanhã, não amanhã temporalmente falando, ocorrerá um levantamento popular algures na geografia lusa. Somos bons na arte do mourejamento e ruminamos dignamente o dia todo, incluindo quando supostamente afirmamos, sem juras de amor, que estamos bem acordados e que, à falta de pior, somos recomendáveis. Indignados até à medula, mas paralíticos até ao tutano, o que não é, em abstracto, a mesma coisa. As visões mais românticas também têm o seu palco, como aquela visão do bicho roedor que nos devora a capacidade de agir. Somos bons na definição de tácticas para os outros. Há quem já me tenha adiantado uma explicação genética, coisa de genes boquiabertamente espantados. No fundo, gostamos de jogar, de cima para baixo, às desresponsabilizações e, por outro, somos “bons” colonizados. Quando conseguirmos contornar o pensamento que, uma e outra vez, nos dá o nó na garganta – este sim parece genético – então, quem sabe, possamos livremente calcorrear outros caminhos. Vou ali, com muita alegria, dormir.

Eu acrescento que há, pelo menos, dois tipos de activistas da iminente revolta social:

  • Os anónimos, que são extremamente radicais na enunciação, mas que receiam imenso as consequências, caso assinem o nome por baixo. borrando-sede medo que se saiba que são tão corajosos e exaltados.
  • Os que que aparecem em prime-time a anunciar a convulsão, mas nunca para ela dariam um passo concreto, excepto para reclamar a paternidadxe do anúncio e, quais spínolas, mostrar-se disponíveis para que o novo poder lhes viesse a ser entregue.

Palo meio, ficam todos aqueles que são incitados para a acção e para, acaso façam mesmo alguma coisa, se desviarem do caminho, caso alguma coisa mude.

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(c) Patrick Mc Donnell

O ano de 2014 não vai ser bom, este início de semana não vai dar origem a um período lectivo agradável para a larga maioria dos professores, mas não apenas, pois alunos e famílias muito dificilmente terão razões para se alegrarem. O futuro próximo nem sequer é cinzento claro e vamos ter de continuar a aguentar isto, com a esperança que o tempo médio ou longo varra esta gente da nossa vista. E por esta gente nem falo apenas do governo mas de todos aqueles que só esperam uma oportunidade para revelar o que (não) são.

Pessimismo?

Não! Até porque quem pensa assim sempre encontra alegrias em pequenas coisas boas e sabe que é preciso fazer alguma coisa pois, deixadas a si mesmas,  e a estas cáfilas, as coisas não melhoram.

Não é assunto novo aqui no blogue. Devaneios sobre o quotidiano de proximidade e sobre o aparente vazio existencial de uma geração que pouco difere de outras, apesar de alegadamente mais instruída e de ter famílias mais do que remediadas.

Coisas que avisto da janela e, mesmo quando não incomodam directamente, não deixam de merecer atenção, já que mais ninguém se parece preocupar.

Eu re-explico. Perto do meu domicílio há uns pontos de encontro nocturnos (mas cada vez mais também vespertinos) de um grupo de “jovens” se por jovens considerarmos malta dos 15-16 anos a tipos com barba rija e pelo menos um já mais careca do que eu.

Juntam-se, na falta de melhor opção, nas traseiras de prédios de habitação com espaços comerciais diurnos, que os ocultam das ruas principais. Falam, agarram-se aos telélés, berram novidades sobre a sua vidinha para quem os quer ouvir, bebem, urinam a bebida, fumam, cospem o que fumam e, pelo cheio de uns dos locais, devem andar preocupados em estrumar os canteiros de que destruíram quase toda a vegetação.

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Em redor, nos próprios prédios, ninguém parece preocupar-se com o nojo em que os espaços em causa estão à vista de qualquer um. Há mesmo quem venha à varanda fumar, vê o que se passa e recolhe-se no seu remanso, ou porque acha normal ou porque receia represálias se fizer alguma intervenção.

Não é por falta de caixotes do lixo que isto se passa. É mesmo por chunguice, por porcalhice de quem não faz isto na porta das suas casas. Isto quando lá pela 1 ou 2 da manhã não decidem que é giro atirar as garrafas para a calçada e vê-las e ouvi-las partirem-se, deixando os estilhaços de vidro espalhados por uma zona pedonal. Se adianta telefonar para as forças policiais? Pois… não entremos por aí… há muito disto por aí e nem é considerado especialmente grave. Quanto muito faz-se tinóni e o pessoal dispersa por uns minutos e regressa.

Eu, limito-me a ir registando idas e vindas, para que mais tarde não neguem a autoria de algum desmando maior, caso venha a acontecer para os meuis lados.

Só que me impressiona a total apatia de quem tem lojas com porta para este esterqueiro ou quem vive ali mesmo e nada diz ou faz.

Pacheco Pereira tem razão, estes são os anos do lixo.

Grelhas. Mais grelhas. Novas grelhas. Outras grelhas. Pessoal que inventa grelhas.

O PTT e os PAPI.

 

Aulas dadas. 96% do total. Mesmo com greve e uma tarde em que a falta de água levou ao encerramento das aulas, que não foram numeradas.

Por vezes em evidente esforço. Não sei quantas delas eu próprio consideraria boas.

Havemos de conseguir, dê lá por onde der.

… quando o principal som quando alguém se vira para passar o sumário é o de mal disfarçados arrotos (coca-cola ao pequeno-almoço?), a que se sucedem ostensivos bocejos mal se começa a falar sobre algo vagamente parecido com matéria, pois se considera que a História não é a vida, pois a vida está na Casa dos Segredos?

No meu caso passa quase sempre pelo poder que ainda resta ao verbo furioso.

… que o serviço foi reposto na minha zona.

Ainda bem.

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