2013


O problema destes dados é que se baseiam apenas em “registos” ou testemunhos dos órgãos de gestão que, como sabemos, “vareiam” muito daqui para ali e então de país para país…

De qualquer das maneiras, mais vale ir sabendo alguma coisa do que não sabendo…

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Olhem lá se não somos uns autênticos tigres asiáticos na dimensão média das escolas, que é mais do dobro da média?

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Teachers love their job but feel undervalued, unsupported and unrecognised, says OECD

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Em jeito de balanço, muito resumido, e no qual até me esqueci de incluir o aumento da dimensão das turmas, como outro claro exemplo da defesa dos “interesses dos alunos”.

Mesmo a acabar o texto leia-se “os professores contarem apenas consigo mesmos”. Erro meu, má fortuna de não rever os textos à lupa.

PG 31Dez13

Público, 31 de Dezembro de 2013

 

… resta informá-lo ou ele perceber isso.

Na semana passada, numa avaliação por parte de jornalistas do Expresso que o acolhera como articulista residente surgiu como terceiro pior ministro (classificação baixo de 8 não dava sequer acesso a um exame nos meus tempos) de um Governo com nota abaixo de 10, apenas à frente do inenarrável Machete e do dúbio Aguiar Branco.

Hoje, no Público, o balanço destes dois anos e meio revela o ponto até ao qual Nuno Crato se afundou na sua incapacidade política e incompetência técnica para o cargo.

Algo que já várias vezes lamentei, pois nunca fui dos que o recusaram desde o primeiro dia por ser “de Direita”. Só que é impossível não ver como ao avançar pelas questões a resolver Nuno Crato foi falando a destempo, errando nas apreciações, sendo desastrado e desmentindo-se sucessivamente.

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Não são balanços corporativos feitos por professores malvados. São balanços feitos no ambiente que sempre o recebeu de braços abertos, dando-lhe todo o espaço para explanar as suas ideias.

PISA2012K1Inesperados para alguns, não tanto para quem segue com mediana atenção a evolução das reformas educativas na Europa e não só, os resultados dos testes PISA 2012 chegaram quase a acabar o ano e foram como aquela bigorna dos Monty Python a cair em cima dos promotores da narrativa acerca das reformas educativas de sucesso.« e do fracasso do nosso sistema educativo, em especial das escolas públicas.

Ficou à vista de todos, mesmo dos que fingiram perceber outras coisas, o colapso dos resultados dos alunos dos países que aqueles que fazem o séquito do actual MEC em defesa da “liberdade de escolha” apresentavam como modelos maiores de sucesso nos testes internacionais que o próprio Nuno Crato há pouco tempo exaltava como a melhor maneira para comparar a performance dos sistemas educativos.

Mantendo eu reservas sobre alguns aspectos dos testes de 2009 entre nós, não posso deixar de sublinhar que, apesar da estabilização dos ganhos em 2012, o desempenho dos alunos portugueses teve uma das melhores evoluções da última década e muito melhor do que a dos alunos suecos, australianos, neozelandeses e de outros origens que tanto nos quiseram apresentar como exemplos a seguir.

Estamos ainda abaixo da média? Sim, mas somos dos que mais progredimos! Os resultados poderiam ser melhores? Nem por isso, atendendo ao contexto socioeconómico dos nossos alunos e ao atraso endémico que vivemos ao longo do século XX.

Podem atribuir-se responsabilidades directas a este ou aquele governante, a esta ou aquela reforma específica? Não, pois os resultados de alunos com 15 anos e 9 de escolaridade não se explicam por reformas a 6 meses de distância, ou mesmo a 2-3 anos. São o resultado acumulado de um trabalho que se inicia 9 anos antes e que dificilmente permite saltos repentinos a meio ou no final do trajecto.

Foram resultados obtidos com aquele sistema de ensino e aqueles professores que tanta gente andou preocupada em menorizar e ofender? Sim!

Para vergonha de muitos escrevinhadores e tecladores de ocasião, especialistas instantâneos em Educação, com doutoramento honoris causa no caso dos que procriaram e têm filhos em idade escolar, os testes internacionais que tanto endeusaram (os PISA como os PIRLS e TIMMS) surgiram a provar o erro das suas teorias de algibeira.

Só que, infelizmente, quem está e tem estado no poder é crente nessas teorias e o que tem sido feito no último punhado de anos é contra´rio a todo o bom senso e às evidências, colocando seriamente em risco os ganhos conseguidos.

Os vários volumes relativos aos resultados e respectivas análises dos PISA 2012 deveriam ser leitura de cabeceira para quem quer mesmo manter o desempenho dos alunos portugueses em trajectória ascendente. Claro que devem ser colocados de lado por quem anda apenas à cata de negócio.

2013, o ano triste

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