Maio 2013


The Vaccines, Norgaard

Boa noite Paulo
Decorreu hoje [5ª feira] em Coimbra a primeira de uma série de reuniões que o Diretor da DGESTE e o Adjunto do Secretário de Estado estão a promover com as escolas/agrupamentos que responderam afirmativamente à sondagem sobre a intenção de vir a celebrar contratos de autonomia.
Apresentada que foi a legislação o senhor Diretor geral apresentou o prazo de 10 dias úteis para os estabelecimentos apresentarem proposta de contrato.
No seu entendimento o parecer do Conselho Geral era um ato meramente administrativo pelo que o prazo era suficente.
Confrontado com a estupefação dos presentes – não tem havido reuniões sobre a rede escolar, sobre o lançamento do ano letivo, porquê a urgência deste assunto?
Como se referiu parece trazer “água no bico”.
De repente o cenário virou – já eram as escolas que passavam a vida a pedir autonomia que afinal não a queriam.
No final parecia que tudo era possível, cada escola/agrupamento apresentar o seu prazo face à sua situação de gestão – CAP;C:Gerais Transitórios,Processos eleitorais a decorrer.
Fiquei com a sensação de que o que interessava era querer assinar contratos de autonomia.
Porquê esta emergência?

 

Está explicado o insucesso. Recíproco.

 

Não é o Estado que é mau gestor, mas sim pessoas concretas, politicamente desonestas e que materialmente lesaram o interesse público.

 

 

 Sete!

 

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Greve às avaliações: modos de usar

A uma semana do início da greve às avaliações, e quando nalgumas escolas os professores se organizaram e sabem já o que pretendem fazer, noutras as dúvidas, indecisões e receios são ainda bastantes. Decidi por isso alinhar e partilhar algumas ideias, numa parte resultantes da minha própria reflexão pessoal, noutra parte expressão daquilo que, na escola onde trabalho, decidimos fazer.

1. O objectivo da greve à avaliação não é, ao contrário das greves tradicionais, conseguir elevados níveis de adesão individual. O que se pretende não é travar mais uma “guerra de números” com o MEC mas sim impedir o funcionamento dos conselhos de turma, que necessitam da presença de todos os seus membros docentes para atribuir as notas finais aos alunos. Para conseguir esse fim, basta que falte pelo menos um professor a cada reunião.

2. A melhor forma de conseguir o máximo de eficácia desta luta contra a política do governo e ao mesmo tempo minimizar os prejuízos para os professores será, tendo em conta a calendarização das reuniões de cada escola e a composição de cada conselho de turma, encontrar os professores que tenham mais reuniões em cada dia e se disponham a fazer greve.

3. O facto de apenas ser necessário um pequeno número de professores em greve para que esta cumpra o seu objectivo, não deve significar o alheamento dos restantes, nem que os grevistas assumam a sua condição como um “sacrifício”. Fará todo o sentido que os restantes colegas se solidarizem a nível da escola para a constituição de um fundo de greve. Aliás, promover a solidariedade entre a classe é algo de que andamos precisados e é também, seguramente, das coisas que mais temem os governos que têm tomado a classe docente como inimigo e feito da educação campo de batalha. Criar um fundo de greve é também a forma de chamar à participação efectiva nesta luta todos os que se têm “queixado” de não estar abrangidos por ela.

4. Muito mais se poderia acrescentar quanto à forma de concretizar estas e outras acções no âmbito da greve aos exames, mas parece-me que há demasiados pormenores que dependem das especificidades de cada escola e do respectivo corpo docente. É preciso que as pessoas falem de viva voz, confrontem diferentes ideias, posições, formas de agir. Também há que ter presente que este é um espaço de discussão público, maioritariamente frequentado por professores, é certo, mas onde qualquer assessor ministerial pode vir facilmente “tirar ideias”.

5. Importantes para os professores parecem-me ser, acima de tudo, duas coisas: uma, não se isolarem, discutindo e decidindo em conjunto as melhores formas de contribuir para o êxito desta greve, com a qual o governo eventualmente se prepara para “tomar o pulso” aos professores e avaliar até onde pode ir com as suas malfeitorias. Outra, resistir, denunciar e a todo o custo não compactuar com ilegalidades que direcções escolares ou serviços ministeriais venham a sugerir ou a tentar impor aos professores para torpedear esta acção de luta que, ao contrário de outras que se travaram no passado, tem potencial para perturbar seriamente e condicionar a acção futura do governo.

António Duarte

Hoje foi o Juvenal, colega e amigo irrepreensível.

A minha escola ficou mais pobre, os alunos pior servidos, nós menos acompanhados.

Mas festejámo-lo, apesar do esbulho feito aos direitos que só parecem adquiridos para outros, apesar de ter atingido o limite de idade legalmente estabelecido pelos senhores das vida alheias.

Pais pedem intervenção do PR na educação

E como se explica tantos estudos encomendados a privados, se há funcionários a mais? Ou não são suficientemente qualificados e por isso mesmo devem ser ainda mais desqualificados?

Passos Coelho: “Estado não tem dinheiro para sustentar a factura salarial” da função pública

Seria a melhor escolha desde sempre.

Numa data apropriada. Clicar na imagem para aceder ao programa e condições de inscrição.

Andaep

É só a minha questão.

Inédita assembleia une toda a Esquerda contra a austeridade

Avisos?

Servirão para alguma coisa, agora, quando não serviram no passado e se dirigiam ao afilhado, quando estes nem da família são?

Ou…

Era uma vez….
Era uma vez uma escola do Oeste.
Era uma vez um Conselho Geral de uma escola que votou, segundo a lei, e não reconduziu o(a) director(a).
Era uma vez um(a) director(a) que ao tomar conhecimento da não recondução marcou uma reunião geral.
Era uma vez uma reunião geral onde alguns mostraram não saber o que são decisões democráticas, mas foram apoiados pelo(a) director(a).
Era um vez um grupo de alunos que, atendendo ao pedido, recolheu assinaturas  e lançou boatos tentando descredibilizar uma decisão democrática e legítima.
Era uma vez um concelho onde os interesses instalados tentam sobrepor-se….

Era uma vez…

COMUNICADO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS Nº 4 DE ODIVELAS

COMUNICADO

PROFESSORES PREOCUPADOS COM A ESCOLA PÚBLICA

Com a presença de duas forças sindicais (FENPROF e FNE), na terça-feira, dia 28 de maio, reuniram-se na sede do AE4O-Agrupamento de Escolas nº4 de Odivelas, professores de escolas do concelho, preocupados com o futuro da Escola Pública e com a sua situação profissional.

Com a presença de cerca de oitenta pessoas, a reunião foi convocada por professores da Escola Secundária de Odivelas, com o intuito de se refletir e debater a atual situação da educação em Portugal, à luz das medidas governamentais recentemente vindas a lume. Os docentes manifestaram-se disponíveis para lutar pelos seus direitos e contra a degradação das condições de trabalho nas escolas públicas, através, se necessário, de greve às avaliações e aos exames.

As forças sindicais presentes mostraram-se igualmente preocupadas com o futuro da Escola Pública, enfatizando um aspeto comum: o aumento significativo do desemprego na classe docente, se a situação se mantiver. A FENPROF deu relevo ao facto de não existir excesso de docentes, tendo havido uma diminuição da oferta educativa e uma redução da carga letiva em várias disciplinas. A FNE sublinhou que um sindicato executa os que os seus associados decidem, frisando que um país não se pode dar ao luxo de desistir de uma política de educação.

Durante o debate que se travou, destacou-se a necessidade de manter viva a luta dos professores, nomeadamente, mobilizando cada docente para a manifestação nacional de 15 de junho e para a greve nacional do dia 17 do mesmo mês. A greve aos conselhos de turma de avaliação foi ainda preconizada, remetendo os sindicatos para os respetivos canais informativos, onde se poderão esclarecer dúvidas de carater mais específico.

.

Odivelas, 28.05.13

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ãn tgv de me jeter:

Bi gentle!

… de desmontar este brilhante editorial de algum liberal estalinista daqueles que acham que é tudo igual, excepto a sua santa família e amigos, que são sempre especiais.

Para este gajos (peço desculpa aos legítimos gaijin) ser professor é ser qualquer coisa descartável, que se usa e deita fora… sem especial dignidade na função que não seja servir de lombo para a paulada.

Há-dem telefonar a pedir ajuda e informações, que depois quase nunca creditam nas peças, que levam com um belo manguito.

 

a enormidade

ficar e ver aquilo tudo

desde que nasce até que morre

 

 

 

um outro observador poderia fazer o mesmo

[eu]

The Black Angels, Don’t Play With Guns

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