Para quando uma análise-zinha-inha-inha séria sobre as culpas próprias em tudo isto?
Não nego razão à substância – actual – das preocupações expostas, mas não seria bom que as associações de directores e dirigentes escolares fizessem mais do que pedir reuniões ao MEC e esconder-se atrás de desculpas?
Porque há por aí muito boa gente que faz as coisas com transparência e consegue minorar os efeitos mais perversos dos disparates da tutela. O problema é que muitos outros directores a quem a atribuição de ainda mais poderes aterroriza os respectivos corpos docentes.
Voltemos à tal Plataforma que unia ANDAEP, Fenprof, ANDE, CONFAP e CNIPE entre outras organizações preocupadas com o arranque do ano lectivo.
O que lhe aconteceu?
Por não serem recebidos em conjunto pelo MEC abandonaram a tomada de posições conjuntas e articuladas?
Ou estão à espera que alguém volte do bronze estival?
Ou aquilo era tudo um enorme simulacro, sem verdadeiro interesses comuns a defender que não posições negociais micro-corporativas?
Que o próximo ano lectivo vai ser horrível já sabemos. Que, em comparação, o que passou vai parecer uma idade dourada, também já se percebeu.
Agora uma questão a sério… os directores (tal como são representados pelas queixas dos dirigentes da ANDAEP e da ANDE) acham que é tendo mais poder apenas para si que as coisas se resolvem? A sério?
E outra pergunta a sério… o Conselho de Escolas nada tem a dizer sobre isto?
Agosto 16, 2012 at 2:43 pm
Muitos deles realmente trabalham de forma idonea e transparente e conseguem minimizar algum do estado de desordem que reina nas escolas!…mas muitos também se aproveitam do poder que têm para criar um clima de escola bipartido para reinarem com o amen dos respetivos conselhos gerais que conseguem manobrar!…Fica tudo em familia!…Nomeiam a familia filhas, mulheres,…para subdiretoras e adjuntas e o ramo esta composto!…Quem apara ops golpes está bem quem ousa discordar está frito!…Isto é autonomia?…Realmente alguns estão em pânico!…Porque será?…
Agosto 16, 2012 at 3:48 pm
#1
E deixou de fora muita gente da família e também alguns amigos dos autarcas … ! Assim, a filha da advogada que trabalha na Câmara … é colocada, no primeiro ano, a ajudar o bibliotecário, passando logo no segundo ano a animadora cultural …
Agosto 16, 2012 at 4:00 pm
O grande problema é que o principal “contribuinte” para o descalabro que passa hoje nas escolas, por estranho que pareça, é o próprio Ministério da Educação.
Quando tudo isto estiver em “pantanas” o Ministério da Educação vai aparecer a dizer que a culpa é de outros.
Entretanto os professores são humilhados diariamente pelo Ministério da Educação, por jornais, por diretores de agrupamento (nunca se passaria se o processo de eleição do diretor fosse democrático), por políticos e por uns quantos mais que, por desconhecimento ou má fé, embarcam na cruxificação pública dos professores.
É pena os portugueses não perceberem que quanto mais se humilha os professores mais pobre fica o País!
É pena os professores perderem tempo a esgrimir argumentos uns contra os outros!
Agosto 16, 2012 at 4:06 pm
Não, não resolve coisa nenhuma, precisamente porque a maior parte quer o poder de fazer o que muito bem entende para benefício próprio. Aliás, o caminho é precisamente em sentido contrário, pelo menos assim parece. Acabar com a diversão daquelas avaliações de vendedor da “banha da cobra” em PPS e reforçar a inspeção parece-me um sinal positivo. E isso incomoda quem quer continuar a usar o poder sem regras. Para resumir, o propósito da reivindicação não andará longe de privilegiar quem os segura no conselho geral. O truque é velho e o expediente amplamente divulgado mas, dizem eles, é infalível. Pois eu, sempre que posso, estou pronto a destrucar-lhes as voltas. Querem cambalacho? Vão para burkina faso! (não rima, mas quase…)
Agosto 16, 2012 at 4:58 pm
o Conselho de Escolas nada tem a dizer sobre isto?
Ah, o Conselho de Escolas, essa entidade mítica…
Agosto 16, 2012 at 5:59 pm
Há aqui um binómio que pelo menos desde os tempos socratinos tem sido reforçado, e esta é daquelas políticas estruturantes em que o centrão se mostra sempre igual a si próprio: reforço da autonomia=mais poder para os directores.
Mas não tem de ser assim. Uma escola pode ter mais autonomia, ou seja, capacidade de decidir naquilo que lhe diz respeito, e essa decisão envolver os diferentes órgãos colegiais da escola, não apenas o “unipessoal”.
Além de que mais poder ou mais autonomia tem de implicar sempre mais responsabilização de quem decide. E essa responsabilização deve ocorrer a todos os níveis, não apenas ao nível financeiro. A tutela, tanto a socratina como a actual, tem-se demitido de actuar perante situações de flagrante incompetência, prepotência e compadrio apenas porque, por um lado essas más decisões não produzem aumento de despesa e por outro há uma vontade política de impor um modelo único de gestão escolar, o tal “órgão unipessoal” que leva a manter os maus directores desde que estes mantenham as contas em ordem e não afontem directamente a tutela.
A verdade é que nos últimos anos se tem desenvolvido nalgumas escolas uma cultura verdadeiramente antidemocrática do quero-posso-e-mando que esquece que todo o poder público envolve a prestação de contas, ou seja, a capacidade de fundamentar adequadamente as decisões tomadas.
“É assim porque eu quero” é uma frase que nunca deveria ser pronunciada por quem dirige coisa pública, mas que, a julgar por testemunhos neste e noutros locais, tem sido demasiadas vezes ouvida por colegas nossos. Substituindo a antiga, e apesar de tudo mais recatada, invocação da “conveniência de serviço”…
Agosto 16, 2012 at 6:13 pm
#6,
E quando os senhores directores (e directoras, que eu sou feminista, embora nem sempre pareça9 desrespeitam as regras que eles próprios instituíram (com o beneplácito dos pedagógicos e Conselhos Gerais) só porque sim?
A “continuidade pedagógica” é atropelada sempre que dá jeito.
Agosto 16, 2012 at 10:02 pm
Se fosse só a continuidade pedagogica!….Colegas com gradução superior com piores horários e distribuições de serviço só porque se manifestam e afrontam os srs. diretores!…Que raio de especie é essa de colegas que temos!…Tanta coisa para o diretor ser um professor e a maioria das vezes lixa deliberadamente os colegas!…Sim porque sempre poderão vir a estar do outro lado mas esqueçem-se disso!…Mantém um “harém” a quem dão previlegios e excelentes para poderem reinar!…E o que mais chateia é que muitos professores pactuam com estas situações para terem beneficios!…Assim realmente não vamos lá!…Além do MEC pior em muitas escolas são os diretores!…
Agosto 17, 2012 at 12:03 am
Autonomia completa seria o pior que podia acontecer em muitos agrupamentos.
Quem já tem tiques de ditador, como seria com plenos poderes?
A escola é cada vez mais um sítio horrível para se trabalhar.
Agosto 17, 2012 at 11:13 am
#8 disse: “Colegas com gradução superior com piores horários e distribuições de serviço…”
A distribuição de serviço sempre foi competência do orgão executivo, nunca a graduação superior foi um critério para distribuição de serviço. Essa graduação apenas serve para efeitos de concurso.
Agosto 17, 2012 at 4:40 pm
E não só!…Porque em questão de ADD os cargos desempenhados, as atividades que por inerencência estão implicitas na atribuição de serviço podem ter implicação direta na ADD e em futuros concursos!…Quando foi a treta dos titulares existiram colegas que não entraram porque não pontuaram nos cargos!…A culpa não foi deles senão hles foram distribuidos não os podiam exercer!…Lógico!…E nunca se sabe o que está para vir!…Agora que não é normal docentes QE não terem cargos atribuidos e contratados terem!…Desculpem-me os colegas contratados!…Mas já tive uma vez uma colega contratada que me substituiu e pensava que eu tambem era tal era o horario e a distribuição de serviço!…Mas como não faço parte do “harem” carregam!… A gradução em concurso deve ter uma lógica!…Não só a de colocação mas os lobbies dos diretores são grandes e como alguem diz se passam a ter plenos poderes está tudo dito!…