Na 6ª feira terminou o prazo para que as direcções dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas indicassem os docentes que consideram não terem componente lectiva a partir de Setembro.
Esta indicação aconteceu num contexto diferente em relação a anos anteriores, tanto devido à reorganização da estrutura curricular como por causa de diversas outras mudanças relacionadas com a gestão escolar e rearrumação das horas disponíveis.
Em complemento, surgiu a indicação formal de responsabilização disciplinar por indicações incorrectas e a recomendação informal de que, na dúvida, deveriam ser indicados todos e quaisquer docentes em que tal possibilidade existisse. Que depois, a meio de Agosto poderiam retirar os docentes para os quais fosse possível encontrar componente lectiva, na sequência da evolução das matrículas.
Isto significa que a quantidade de professores indicada para mobilidade interna foi, em muitas situações, bastante sobredimensionada.
Os números envolvidos para os horários zero e professores dos quadros (já certamente conhecidos pelo MEC) vão ser superiores aos 7-8000 apontados para a Fenprof neste momento, pelos indicadores que se vão recolhendo, embora difíceis de calcular em relação aos contratados.
No Expresso de ontem, vinham as declarações de um director que terá apresentado 43 professores sem horário:
Enviaram-me também alguns números, recolhidos numa página do FBook sobre as lugares de quadro e perdas de horários no grupo 550 (Informática), embora nem sempre os critérios de apresentação dos números sejam claros.
Agrupamento de escolas Lousada este: 0
Odivelas: 7
D. Sancho I: 1
Agrupamento de escolas de Canelas: 5
Agrupamento da Lixa, Felgueiras: 2
Escola Secundária Pedro de Alexandrino(Odivelas): 7
Agrupamento de Escolas Eça de Queirós (Lisboa): 6
Agrupamento Fontes Pereira de Melo (Porto) 2 QE + 4 DACL
Escola Secundária João Gonçalves Zarco (Matosinhos):6 + 3
Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida (Espinho) : 5 QE+ 1 DAR (ficam 4)
Escola Secundária de Emídio Navarro (Viseu) 2
Escola Secundária Martins Sarmento (Guimarães) 3
Agrupamento de Escolas de Valbom (Gondomar) 2
Escola Secundária José Saramago (Mafra) – 5
Agrupamento de Escolas Michel Giacometti (Quinta do Conde – Sesimbra): 0
Agrupamento de Escolas de Gondomar nº 1 – 3
Agrupamento de Escolas Pintor José de Brito (Viana do Castelo): 0
Agrupamento Jose Saraiva (Leiria) 2
Agrupamento Infante D. Henrique 3
Agrupamento Padrão da Légua (Leça do Balio) 2
Agrupamento de Escolas de Tondela (Viseu) – 2 (não tenho a certeza… ouvi dizer…alguém que confirme…)
EB23 Bocage (Setúbal) 0
Agrupamento de Escolas de Ermesinde: 3
São ainda recorrentes os mails ou comentários a falar em 10, 20, 30 docentes a ser apresentados para DACL. Se fossemos extrapolar estas situações mais graves pelo número de unidades orgânicas existentes, teríamos certamente números a rondar os 20.000 docentes ou mais em situação de mobilidade interna.
O que é ridículo a vários níveis. Desde logo porque – em especial porque os horários para contratados vão diminuir radicalmente – não é credível que existam tantos docentes sem horário na rede pública de ensino, mesmo com as medidas tomadas por este Governo. Por outro porque, se em quase todo o lado há (alegadamente) professores a mais, não existirão vagas para este tipo de mobilidade e os professores voltarão em Setembro para as escolas de origem, depois de um processo a roçar o kafkiano em plena pausa lectiva de Verão.
O que se ouve, em off e com recomendação de completa clandestinidade das fontes, sobre a forma como isto está a ser tratado ao nível das estruturas centrais e regionais do MEC é aterrador e profundamente desrespeitador da dignidade pessoal e profissional dos docentes. Tanto mais grave quando os comentários jocosos e as atitudes de desrespeito surgem de outros docentes que (por agora) se sentem a coberto das consequências dramáticas deste tipo de decisões, não se lembrando que serão descartáveis logo que seja necessário. E são poucos os palermas que fogem de dar aulas para nomeações úteis (sim, o termo é este) que não aproveitam o momento para teorizar sobre quem trabalha efectivamente.
O que se percebe é que está a ser feita uma experiência inédita e com contornos vergonhosos de engenharia profissional, sem respeito alguma pelas pessoas e famílias dos envolvidos, colocados numa situação de vulnerabilidade e fragilidade, em grande parte só para satisfazer o ego deformado de alguns teóricos do Estado Gordo e do ir além da troika. Que isso seja feito com a anuência de alguém que sempre afirmou respeitar o papel dos professores (Nuno Crato) ou encenou uma atitude de diálogo e sensibilidade social (Passos Coelho), criticando activamente Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates por não terem tais características só torna as coisas mais inaceitáveis.
O processo que está em decurso de empurrão de muitos milhares de docentes para uma dança de cadeiras sem cadeiras é do foro do obsceno e olhem que nem costumo colorir muito a adjectivação. E tanto maior é a obscenidade quanto se sabe ser uma dança inútil e desnecessária. Que apenas visa assustar as pessoas e prepará-las para eventuais medidas a implementar nos próximos meses relacionadas com a mobilidade especial ou a aposentação antecipada.
Também em relação aos professores contratados há anos a insensibilidade é total, bem como a aparente falta de previsão dos efeitos secundários do lançamento de pelo menos uns 10-15.000 trabalhadores qualificados para o desemprego ou sub-emprego, atingindo quase tantos milhares de famílias e agravando uma situação de ruptura social, pornográfica quando comparada com a forma leve e descontraída como continuam a mover-se a maioria dos interesses instalados na órbita do orçamento de Estado desde os anos 90.
Infelizmente não existem entre nós mecanismos eficazes de responsabilização dos políticos por medidas erradas tomadas após repetidos avisos sobre as suas péssimas consequências. É mais certo ver um péssimo ministro acabar como comendador ou administrador de um grande grupo empresarial do que encontrá-lo num tribunal a responder pelos seus actos lesivos para o interesse nacional. E lamento que, quando tentam fazê-lo, os designem como incertos como numa iniciativa que divulguei aqui no blogue.
Até porque as instituições formais para defesa da legalidade e defesa dos interesses dos cidadãos (Tribunal Constitucional, Procuradoria Geral da República e Provedoria da Justiça) são pasto para os jogos políticos, sendo os seus ocupantes de topo escolhidos por aqueles cujos excessos devem controlar. O que acaba como sabemos… na quase completa inutilidade concreta do seu funcionamento.
Repito: o que se está a passar com a definição de horários-zero neste final de ano lectivo é algo vergonhoso e obsceno, um exercício espúrio, moral e eticamente inaceitável, de engenharia profissional em que um MEC sem capacidades de planeamento anda a brincar com a vida profissional, pessoal e familiar, daqueles que deveria saber mobilizar para uma melhoria da Educação, não para o objectivo mesquinho da Educação possível com o preço mais baixo.
A menos que o MEC se tenha tornado uma enorme loja dos 300, porque dizer loja do chinês ainda pode implicar dissabores…

Julho 15, 2012 at 9:40 am
Não é uma vergonha, é o genocídio do Ensino!
Mas não se preocupem porque se houver engano será, certamente, sem intenção…
Julho 15, 2012 at 9:42 am
Completamente de acordo contigo!
Julho 15, 2012 at 9:49 am
Paulo, as tuas palavras repercutem o que tenho vindo a dizer, na minha escola desde princípios de Junho, quando começaram a informar acerca de possíveis horários zero. Colegas com trinta anos de serviço foram indicados para DACL; colegas contratados com 15 anos de serviço constataram que não teriam horário… Famílias em pânico…
Como diria o Eça: “Este governo não cairá, porque não é um edifício. Sairá com benzina, porque é uma nódoa.”
Julho 15, 2012 at 10:01 am
Verdade: nua e crua!
Julho 15, 2012 at 10:01 am
Em relação à obscenidade destas decisões do MEC, Andy Hargreaves (Teaching in the knowledge society: education in the age of insecurity) diz o seguinte:
Teaching is a paradoxical profession. On all the jobs that are or aspire to be professions, only teaching is expected to create the human skills and capacities that will enable individuals and organizations to survive and succeed in today’s knowledge society. Teachers, more than anyone, are expected to build learning communities, create the knowledge society, and develop the capacities for innovation, flexibility and commitment to change that are essential to economic prosperity. At the same time, teachers are also expected to mitigate and counteract many of the immense problems that knowledge societies create, such as excessive consumerism, loss of community, and widening gaps between rich and poor. Somehow, teachers must try to achieve these seemingly contradictory goals at the same time. this is their professional paradox.
Meanwhile, public expenditure, education, and welfare have been the first casualties of the slimmed-down state that knowledge economies have often required. Teachers’ salaries and work conditions have been among the most expensive items at the top of the public-service casualty list. (destaque meu)
Isto é de 2003 mas nós conhecemos bem a realidade que aparece aqui descrita. E de nada serviria obrigar os bandalhos do governo ou dos partidos a ler o que se escreve por aí sobre os riscos da política que estão a seguir.
Julho 15, 2012 at 10:07 am
Bom dia
Obrigado pelo texto… Muito bom, fazia falta.
O que me custa é ver que há professores que acham que isto não tem nada a ver com eles. Que não percebem que um dia, por motivos que não têm nada a ver com o ensino, também vão ser dispensados.
Os políticos, da direita à esquerda, não se podem dar ao luxo de ter uma classe profissional com a dimensão dos professores que pensem pela sua cabeça e que possa estar unida. Estão a ver com agrado a maneira como lhes está a ser partida a espinha.
Julho 15, 2012 at 10:13 am
#6 Óbvio! Faltou-te apenas acrescentar que tiveram a ajuda dos sindicatos, nos tempos da outra.
Julho 15, 2012 at 10:13 am
Sinto a mais profunda das revoltas e uma desilusão indescritível. Caminhamos para o maior desnorte educativo. Tenho 37 anos de carreira e nunca pensei assistir a este descalabro. Não há benzina que apague a nódoa ou quando a apagar já o tecido estará roto …
Julho 15, 2012 at 10:14 am
Mais um excelente post.
Já disse atrás, num outro post, que o que se verificou na minha escola na última 6ªfeira, foi indescritível. E acredito que em todas as escolas do país.
A lista de graduação foi conjunta (da minha e das escolas que se agregaram) o que trouxe grandes surpresas que só na 6ªfeira se souberam quando vimos a lista final e alguns colegas que estavam mais ou menos descansados,verificaram que afinal também não tinham horário porque alguém estava à sua frente. Colegas com mais de 20 anos de serviço (alguns com 30) tiveram a notícia que agora já não fazem falta.
É certo que acabarão por regressar à escola, pois nas outras também não há horas. É certo que continuarão a receber o ordenado. Mas psicologicamente, as pessoas ficam destroçadas.
E terão garantia de emprego até quando? Não acredito que o ME continue a pagar por muito mais tempo, se a situação de horário zero se mantiver.
Tudo isto é muito triste.
A minha solidariedade para com TODOS os colegas – do quadro ou contratados – que estão a passar por isto.
Julho 15, 2012 at 10:14 am
Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho
No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no
país há vários meses, eis que o *relatório PISA* trouxe algumas boas
evidências para Portugal.
E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi
omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos
alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
O relatório conclui que *os professores portugueses são os que têm a imagem
mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE*, tendo em 2006
aumentado 10 pontos percentuais.
O mesmo relatório conclui que os professores portugueses *estão sempre
disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um
excelente relacionamento.*
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e
deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social*
*(e pelos habituais *”fazedores de opinião”* luxuosamente remunerados que
escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão)*
*que* ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário
uma classe pouco profissional*, com imensos privilégios e luxuosas
remunerações…
Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que
deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula,
equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e
por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados
para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
*Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é
determinante: *a inclusão*.
O relatório revela-nos que *Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema
educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!*
E ainda refere que *o nosso país tem a maior percentagem de alunos
carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura*.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes
profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos,
*mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes
profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores*!
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes
pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que
é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
Obviamente que, *como em todas as demais classes profissionais, haverá
exceções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas
responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem.* Mas, assim como
uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um
rebanho.*
*Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade
absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os
professores do ensino básico e secundário.* Estranha-se o silêncio*.
Margarida Rufino in *Jornal de Cascais*
Julho 15, 2012 at 10:16 am
É uma vergonha. E não me venham a dizer que iso é herança do período socretino que não é. São opções políticas que desvalorizam completamente a educação, a escola, a função de professor e a importância dos alunos, e que não deixarão de ter efeitos funestos no futuro. Muito bem, Guinote. Quando lhe fala o coração, parece ter mais razão…
Julho 15, 2012 at 10:24 am
Mais uma vez, obrigada , Paulo, por continuares a dar voz ao nosso sentir!!!
Julho 15, 2012 at 10:27 am
Na escola onde estou (estava) são 35 Horários Zero …,resultantes do mega e da reforma curricular… a escola é o agrupamento de escolas de vendas novas (resultante da fusão da secundária de vendas novas e o agrupamento vertical de vendas novas)… isto é um suicidio da escola pública…
Julho 15, 2012 at 10:34 am
Paulo, peço-lhe que mantenha este post no topo durante algum tempo.
Merece ser lido e relido por muita gente.
E, mais uma vez, OBRIGADO por continuar a dizer aquilo que nos vai na alma.
Bem haja!
Julho 15, 2012 at 10:38 am
Há uns dias que esperava que alguém competente escrevesse o que tenho pensado, de forma a que não me sinta tão “allien”. Obrigada.
Os números têm tanto de assustador como de falta de credibilidade.
No meu (mega) agrupamento só no grupo 300 (Português) foram informados de que possuem horário zero 10 dos 24 professores do grupo, quando uma das catorze que escaparam até só vai ter uma turma, por pertencer à CAP e outras têm muita redução ao abrigo do artigo 79º.
As contas são tão gritantes e parecem tão feitas “à paposseco” que se sabe que no grupo 330 (Inglês), por exemplo, onde há anos de escolaridade com apenas dois tempos de carga lectiva semanal, só 2 professores dos 12 existentes terão de concorrer a DACL. Ou seja, as necessidades apontam para 10 professores a Inglês e 14 (na prática 13) professores a Português, quando a carga lectiva das duas disciplinas é incomparável, quando ainda há Literatura nas Humanidades, quando há Português Língua Não Materna… Quem é que consegue conformar os 10 colegas de Português que foram indicados para DACL, assegurando-lhes que vários ainda hão-de ser “repescados”?
Deve ter havido todo um jogo feito com as Direções de Turma, nuns casos com a atribuição de 2 tempos, noutros com apenas 1 tempo (para dar a média de 1,5 exigida) com a Oferta Complementar, enfim, muita contabilização “à paposseco”, como já referi.
Também não dava tempo para muito mais ou melhor, bem sei, coisa que passa completamente ao lado do MEC , claro!
Julho 15, 2012 at 10:48 am
Não conheço os números globais do meu agrupamento, mas há grupos em que o sucedido até podia ser anedota, se não fosse dramático.
Por exemplo, dos três docentes de Educação Tecnológica (3º Ciclo) só há horário para um deles que aguarda resposta ao seu pedido de aposentação.
Os outros dois terão de concorrer a DACL, um deles também já pediu aposentação e o outro ainda “só” tem trinta e poucos anos de serviço.
Julho 15, 2012 at 10:49 am
Completamente de acordo.
Julho 15, 2012 at 10:50 am
Excelente, Paulo.
Julho 15, 2012 at 10:51 am
Excelente texto, apenas faria uma pequena modificação para lhe retirar a costumeira, por parte do ator, meiguice e desculpabilização do responsável directo. Aqui:
Que isso seja feito com a anuência de alguém que sempre afirmou respeitar o papel dos professores (Nuno Crato) ou encenou uma atitude de diálogo e sensibilidade social (Passos Coelho), criticando activamente Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates por não terem tais características só torna as coisas mais inaceitáveis.
Escreveria assim
Que isso seja feito por decisão de alguém que sempre afirmou respeitar o papel dos professores (Nuno Crato) ou encenou uma atitude de diálogo e sensibilidade social (Passos Coelho), criticando activamente Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates por não terem tais características só torna as coisas mais inaceitáveis.
É bom não esquecer que quem manda é o ministro, não é nenhuma entidade oculta e difusa que o ministro, coitado, seja obrigado a aceitar..
Retirando esse pedacinho de “Omo lava mais branco” é um texto que subscrevo.
O texto, note-se, apenas o texto. Quanto ao mensageiro, o que fez de um espaço descomprometido,uma bandeira de apelo ao voto no PSD (por amor de Deus, não venham com a costumeira ladaínha de que quem não queria o PSD queria manter Sócrates), louvo-lhe o texto mas espanto-me com a sua indignação e preocupo-me com a sua saúde, Serão já sinais de cansaço precoce? . Estará desmemoriado? Então não se recorda que enquanto aqui o PSD era apresentado como a esperança do fim das tropelias socráticas, quase um mês antes das eleições, Catroga, o barão do PSD, representante do PSD nas negociações, coordenador do programa eleitoral, dizia isto ?
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=483643
Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal pode ser convidado a trabalhar nas Finanças no Porto.
Numa entrevista de mais de uma hora, o ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, que coordenou o programa eleitoral do PSD, defendeu para as grandes mudanças estruturais o gradualismo. Em sua casa, Eduardo Catroga falou do emagrecimento do Estado, da legislação laboral, da desvalorização competitiva, do arrendamento, da educação… Abordou praticamente todos os temas do programa eleitoral com o entusiasmo que se lhe conhece.
Já não se recorda? Devia estar contente, estão a fazer, quanto a isto, o que. claramente, anunciaram, bem antes das eleições.
Foi a sua escolha. Disseram que iam fazer isto. Porque se indigna agora?
Excelente texto , já o mensageiro…..
Julho 15, 2012 at 10:52 am
Raramente comento posts em que estou de acordo com o Paulo Guinote (por isso faço comentários poucas vezes), mas agora também quero deixar aqui o meu apoio e apelar para que aqueles que ainda não foram diretamente afetados não se calem e que comecem a meter pedrinhas na engrenagem em vez de diligentemente continuarem a fazer funcionar as escolas como se nada estivesse a acontecer.
Peço ao Paulo Guinote para lançar aqui um desafio para reunir ideias para a ação de cada um na sua escola.
Julho 15, 2012 at 10:54 am
…No Agrupamento de Escolas de Maximinos, em Braga, acho que se bateu o recorde nacional ao enviar para DACL 61 professores, dentre eles muitos QE com dezenas de anos na escola, inclusive uma coordenadora de departamento. Isto é o resultado de muita esquizofrenia, incompetência e insensibilidade de todos os níveis de gestão.
Julho 15, 2012 at 10:55 am
1. A questão dos agrupamentos de escolas constitui o prolongamento da política do anterior governo, tendo sido levada a um extremo por este. É preciso recordar que a questão faz parte do memorando de entendimento de Portugal com a troika que muitos falam e poucos leram. Numa das páginas do documento pode ler-se um dos objetivos que o governo português se propôs cumprir: “Reduzir custos na área de educação, tendo em vista a poupança de 195 milhões de euros, através da racionalização da rede escolar criando agrupamentos escolares, diminuindo a necessidade de contratação de recursos humanos, centralizando os aprovisionamentos, e reduzindo e racionalizando as transferências para escolas privadas com contratos de associação.”
2. Como escreveu o Paulo Já não se trata de cumprir o memorando de entendimento, mas ir além dele. É esta a orientação política do governo e é com base nela que Nuno Crato (NC) toma estas e outras medidas que não são somente erradas, mas que demonstram um profundo desprezo pelas pessoas em geral, e, mais do que tudo, pelos professores em particular. Em muitos casos não são somente as medidas que são erradas a atentatórias à dignidade dos professores, mas é a inépcia e o amadorismo com que são tomadas.
3. Já escrevi aqui que, globalmente, sou contra a política da educação desenvolvida por NC neste governo, mas que deveríamos julgá-lo no final do seu consulado. Todavia, depois da semana que passou, depois do que vi e ouvi de colegas sobre a publicitação das listas de graduação (desde a resignação por cansaço absoluto, passando pelo desespero até à raiva mal contida), penso que NC deve ser combatido em várias frentes sem nenhuma hesitação.
MLR desenvolveu uma política de afrontamento contra os professores, tentando virar a opinião pública contra a seu favor. Em parte foi bem sucedida, tanto mais que tinha o respaldo de José Sócrates.
NC tem um passado relacionado com a educação e uma imagem oposta à de MLR. Quase toda a sua política como ministro tem sido a negação desse passado. Várias hipóteses podem ser levantadas para explicar esta situação: a) foi hipócrita, tal como muitos colegas do governo; b) foi ingénuo, não tendo experiência política e prestando-se ao papel de “idiota útil”; c) o confronto com a realidade concreta da vida política fê-lo mudar de ideias, em particular com o orçamento que lhe deram para o MEC. E outras hipóteses poderiam ser levantadas.
Para mim agora é clara uma coisa: NC é pior do MLR. Ponto final. Discursos “soft” sobre a sua política tendo por base uma imagem que o ministro outrora construiu com base em meia dúzia de slogans (exigência, rigor, blá, blá), que tantas vezes se podem ler e ouvir em jornais, televisões, internet, etc., não fazem mais do que estar ao serviço do poder. O pouco de positivo que terá feito até ao momento, é minúsculo comparado com esta política que nalguns casos é demencial e que terá consequências futuras profundamente negativas.
Julho 15, 2012 at 10:56 am
Alguém me esclarece se não era obrigatório informar os docentes da necessidade de concorreram a DACL até sexta, 13 de julho? Tenho conhecimento que colegas nossos receberam essa informação por sms no sábado…
Julho 15, 2012 at 10:57 am
#19,
Apenas três pontos:
1) Se encontrar um apelo meu ao voto no PSD, agradeço que coloque aqui o link. Caso contrário, é o que escreve é uma mentira. Pior, é uma mentira que acredito voluntária.
2) Tenho dado o máximo de benefício da dúvida ao ministro Nuno Crato, é verdade, não o nego, porque não nego o que é efectivamente verdade. Só que esta forma de tratar os horários-zero marca o ponto objectivo onde qualq4er benefício passa a ser negado.
3) Ao contrário de outros, não tenho posições irredutíveis, assim como, ao contrário de críticos muito vocais e personalizados, nunca estive disponível para colaborar no programa de governo para a Educação (ou outra área) do PSD. Pode confirmar junto de quem quiser.
Julho 15, 2012 at 10:58 am
#23,
Obrigatório era enviar a informação na aplicação para o MEC. Devia ser obrigatória a decência, mas esse é um campeonato perdido.
Julho 15, 2012 at 10:58 am
É pena é que haja professores a publicar “posts” sobre este assunto, com uma incompreensível ironia.
Lamentável.
«7000 intocáveis!?»
http://educaraeducacao.blogspot.pt/
Julho 15, 2012 at 11:00 am
Bem dito kafka..as vezes o que parece nao e ..os supostos ingenuos sao os piores
Julho 15, 2012 at 11:01 am
Quando estes se passarem da cabeça…:
Forças Armadas dispensam militares de baixa
De acordo com o «Correio da Manhã» há procedimentos ilegais
Por: tvi24 | 15- 7- 2012 10: 44
Há militares de baixa que estão a ser dispensados das Forças Armadas de forma ilegal, através da não renovação dos contratos. A notícia foi avançada pelo «Correio da Manhã» na edição deste domingo.
Ao jornal, os presidentes da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA», Pereira Cracel, e da Associação de Praças, Luís Reis, disseram que esta se trata de uma situação que viola o Estatuto dos Militares das Forças Armadas.
Segundo a legislação, um militar que se encontre de baixa mantém-se no seu posto até haver uma decisão de uma junta médica. Apesar deste período não poder ultrapassar os três anos, o CM salienta que há casos em que as dispensas são feitas antes de se atingir este tempo.
O diário salienta ainda que alguns destes militares dispensados foram obrigados a passar à vida civil apesar de terem sido vítima de acidentes em missões oficiais.
http://www.tvi24.iol.pt/aa—videos—sociedade/militares-forcas-armadas-tvi24-baixa/1361587-5795.html
Julho 15, 2012 at 11:02 am
Somos governados por DOIDOS VARRIDOS.
Julho 15, 2012 at 11:03 am
Quanto ao texto do paulo touche..peca talvez por ser ainda algo. soft no que toca a linguagem hard core..resumo eu numa..pulhice encapotada..
Julho 15, 2012 at 11:03 am
#22,
Não tenho problemas em aceitar a maior parte do que escreve.
A deriva de “Nuno Crato” no sentido do hardcore (no duplo sentido) de algum ultraliberalismo no “mercado da Educação” é uma evidente traição a parte do que dizia enquanto analista.
No caso do kafkazul concordo que a desafeição original era justificada e informada e não ditada pelo preconceito ideológico e político-partidário de alguns mafarricos.
Julho 15, 2012 at 11:05 am
#26,
Isso passa pela guerra contratados/”efectivos” que alguns alimentam.
Julho 15, 2012 at 11:06 am
#30,
A forma “soft” que apontas tem as suas razões de ser e não é nenhum embaraço confessar que me é mais fácil argumentar com clareza neste tipo de linguagem, permitindo a leitura por mais gente do que se escrevesse apenas com palavrões, adjectivação colorida “à castilho”, e ofensas pessoais variadas.
Julho 15, 2012 at 11:07 am
#32 Paulo, pode ser alimentar mas estou farta desse tipo de bocas de gente mal formada: http://democrato.blogspot.pt/2012/07/sobre-as-guerrinhas-muito-cinicas-entre.html
Julho 15, 2012 at 11:09 am
#31
Então Nuno Crato ia para um governo do partido cujo coordenador do programa eleitoral disse Um professor de Setúbal pode ser convidado a trabalhar nas Finanças no Porto. e ia fazer algo completamente diferente ? A partir do momento em que aceitou ser ministro, aí, nesse preciso instante e não depois, foi a sua traição.
Julho 15, 2012 at 11:11 am
Para os doidos varridos que nos governam o país é um enorme campo de concentração , onde podem “experimentar” tudo…:
<b< 25 diplomas do Governo atirados para Setembro
inShare
15 de Julho, 2012por Ricardo Rego
Assembleia prepara-se para férias, deixando para trás muitas propostas polémicas e prioritárias. O regresso será ainda mais difícil
O ano atípico que se viveu na Assembleia da República atirou para a rentrée política, em Setembro, 25 propostas de lei do Governo. Entre elas algumas prioridades da maioria, como sejam as novas leis penais (Processo, Execução de Penas e Código Penal), mas também a Lei de Bases do Ambiente e a Bolsa de Terras – que deu entrada no Parlamento em Abril, mas ainda não foi desatada na comissão parlamentar da especialidade.
Os atrasos não significam, neste caso, falta de determinação, mas antes uma extensa lista de trabalhos. Ao todo, desde o início da legislatura, num total de 84 propostas de lei, o Governo conseguiu aprovar 50.
Para Setembro ficam prometidos outros projectos, muitos deles já com sinais claros de que a temperatura vai elevar no Parlamento e, assim, testar a capacidade de entendimento entre a maioria de direita e o PS.
À cabeça, as alterações à lei eleitoral autárquica. O acordo entre os dois principais partidos parece difícil. A carta recentemente enviada pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, ao seu homólogo socialista, Carlos Zorrinho, elevou o tom da argumentação: os socialistas pedem menos cartas e mais acção. Mas o timing é curto: tem que ser aprovada em Outubro, para ter efeitos já nas próximas autárquicas.
No domínio autárquico há mais leis em lista de espera, todas elas com carimbo de urgência: a proposta que aprova o Regime Jurídico da Actividade Empresarial Local; e o novo Estatuto do Pessoal Dirigente.
Para uma tão longa lista de prioridades, sobrepõe-se um problema de calendário: a entrada do Orçamento de Estado de 2013 vai fazer parar as comissões parlamentares desde finais de Outubro até ao início de Dezembro. Sobram duas janelas de oportunidade: aprovar legislação antes do Orçamento; ou nas escassas semanas entre a sua aprovação e as férias de Natal.
Uma sombra na rentrée
Depois da quinta avaliação da troika ao memorando português –- agendada para o mês de Agosto – a grande incógnita será a da eventual necessidade de um Orçamento Rectificativo, que ponha ordem às contas do Estado face às derrapagens assumidas pelo Governo.
O Bloco de Esquerda já fez saber que o aguarda, o PCP também. No PS há uma certeza: «A ser apresentado teria de ser antes de Outubro, para ser eficaz. Só assim faz sentido», disse ao SOL_o presidente da comissão de Orçamento e Finanças, Eduardo Cabrita. A acontecer, traria novo problema ao calendário parlamentar.
Habitação, saúde, educação
Na mão dos partidos sobram temas quentes para os próximos meses. A harmonização entre as diferentes propostas não foi alcançada.
Desde logo o crédito à habitação. Há projectos de todos os partidos – com a nuance de até o PSD_e o CDS se terem apresentado separados. O objectivo é obrigar a banca a facilitar a vida a quem não consegue pagar os empréstimos. Há soluções para todos os gostos e um trabalho muito sensível pela frente (dado o alerta da banca para os efeitos potenciais do diploma).
Do conjunto das 266 iniciativas legislativas já apresentadas pelos vários partidos, há lugar também a matérias de Saúde. Como a lei que regula a Procriação Medicamente Assistida e o recurso à maternidade de substituição, vulgo barrigas de aluguer. As propostas do PS e PSD baixaram já à comissão de especialidade. Foi nomeado um coordenador para a especialidade, Miguel Santos, do PSD, «mas não houve grande trabalho o que me leva a presumir que este processo vai passar para Setembro», lamenta Maria Antónia Almeida Santos, presidente da Comissão de Saúde.
Na lista da comissão virá também a questão do aborto e da eventual introdução de taxas moderadoras para as mulheres que optem pela interrupção voluntária da gravidez.
No que respeita à Educação, está por discutir o novo Estatuto do Trabalhador Estudante para funcionários públicos.
Mas polémica a sério está prometida para outros temas. As mudanças de regras nas secretas, a insistência do PSD_no diploma do enriquecimento ilícito (chumbado há meses no Tribunal Constitucional depois de Cavaco Silva ter solicitado o parecer), também a ‘regra de ouro’ que introduz limites ao défice e à dívida, até aqui recusada pelos socialistas.
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=54367
Julho 15, 2012 at 11:12 am
#25
Obrigado.
É importante que os professores solicitem esclarecimento às direções das respetivas escolas ou agrupamentos sobre as contas efetivas que estiveram na base da indicação dos professores sem horário. Há disciplinas que podem ser dadas por diferentes grupos de recrutamento e vai funcionar muito o «salve-se quem puder» e ajuste de contas. Para o ministério é ouro sobre azul que assim divide para reinar. Por isso, é melhor esclarecer as regras logo à partida, para que vingue a união dos professores no que mais importa.
Julho 15, 2012 at 11:13 am
Portugal tornou-se um enorme campo de concentração.
Julho 15, 2012 at 11:13 am
#35,
Anoto que não respondeu ao que escrevi em outro comentário. Obrigado por admitir que é mentiroso.
Catroga, como outros, foi afastado do Governo por ser incómodo e extremar certas posições.
O que Catroga dizia, como aquele outros senhor muito parecido com o Freitas do Amaral ou o Nogueira Leite, nunca me convenceram grande coisa e não é por acaso que quase todos se calaram quando foram “arrumados”.
pessoalmente preocupam-me mais o pensamento e conselhos dados por gente menos mediática, mas mais capaz de influenciar o inner circle do PM.
Julho 15, 2012 at 11:14 am
Se tudo correr bem, depois das 14, espero ter hipótese de dizer algumas destas coisas na TVI 24.
Julho 15, 2012 at 11:15 am
#40 Boa!
Julho 15, 2012 at 11:16 am
Como é possível a união da classe com: “guerra” entre professores de quadro…, contratados e inclusive entre grupos de docência?! Assim não vamos a lado nenhum.
Julho 15, 2012 at 11:17 am
Paulo nako me referia a insultar mas sim a usar uma linguagem que sem recorrer ao insulto espelhasse de forma clara o que vai na alma..mas o livresco percebe.me..eh..eh..em resumo isto tudo e uma canalhice intencionada…
Julho 15, 2012 at 11:18 am
#40 Força, Paulo! Haja alguém são no meio desta enorme bos#ta a repor a Verdade.
Julho 15, 2012 at 11:18 am
#40
Gosto!
Julho 15, 2012 at 11:19 am
Reblogged this on primeiro ciclo.
Julho 15, 2012 at 11:21 am
#39
Maio 24, 2011
Até Que Ponto Deve Um Tipo Que Acha Ser De Esquerda Temer Uma
Maioria De Direita?
E mentirosos são os outros!? Como historiador especializou-se em omitir certos factos ou perdeu a memória sr. professor!?
Julho 15, 2012 at 11:21 am
o link do #26 deve de ser daqueles cromos que entende quw intocaveis sao as PPP, o BPN, as reformas dos politicos ao fim de 12 anos, os escritoriso de advogados e afins que vivem da mama do estado……o problema de portugal esta nos desgracadso que ganahm entre 2000 a 400 euros…esses sim..sao os verdadeiros ladroes deste pais.
Julho 15, 2012 at 11:21 am
Se la fores se bem explicito..nao deixes espaco para os ses..e diz que isto e uma canalhice despudorada…
Julho 15, 2012 at 11:22 am
#40
Vou ver.
Julho 15, 2012 at 11:22 am
#40
Boa! Pena não ser no horário nobre. Toda a gente deveria ouvir o Paulo.
Julho 15, 2012 at 11:22 am
# 40 Força!
Grande texto.
Julho 15, 2012 at 11:24 am
#43:
Buli, desta gente que nos (des) governa não espero nada: a não ser uma filh@ da putice refinada,
Julho 15, 2012 at 11:25 am
Dulcineia existe um pequeno lapso de memoria..quem votou contra o pec 4 e fez cair o governo anterior..
Julho 15, 2012 at 11:25 am
#42
Quando os professores que ficam com horário, chegarem ao fim do primeiro período letivo precocemente esgotados com os trinta alunos por turma, vão perceber que o problema é de todos. Vamos cair numa situação organizacionalmente ridícula de pagarmos a um professor coadjuvante numa turma impossível de 30 quando, pelo mesmo valor, teríamos dividido logo à partida a turma, atribuindo-a separadamente a cada um dos professores.
Julho 15, 2012 at 11:27 am
#40
Defafia as pessoas a agir. Não chega diagnosticar, o que é que vamos fazer?
Julho 15, 2012 at 11:28 am
#47,
Não é por acaso que o link não é colocado pelo josé das vargas (o que anuncia publicações feitas por outros), especialista em fichar tudo o que aqui se passa.
Nesse post a maior parte do texto tem este conteúdo:
O link é este:
http://educar.wordpress.com/2011/05/24/ate-que-ponto-deve-temer-um-tipo-que-acha-ser-de-esquerda-uma-maioria-de-direita/
E mantenho o que escrevi…
Esta maioria de direita não me assustava ou assusta. Porque sei que passará, mas era uma fase, talvez necessária, para que se demonstrasse a falência prática das suas formulações teóricas
O problema é que os vargaspcp e os oliveirasbloquistas estão ansiosos por uma aliança com os marimba boys, herdeiros do socratismo.
Conmtinuo muito “out of the box”?
Julho 15, 2012 at 11:29 am
#56,
Olhe… se aquela treta de aliança Fenprof/Confap/ANDE, etc fosse a sério, a preparação do próximo ano lectivo não seria feita.
Mas como aquilo é só a fingir…
Julho 15, 2012 at 11:30 am
#54,
O Dulcineiavargas esquece-se do que o partido dele fez… mas o homem aposentou-se… se calhar foi por senilidade…
Julho 15, 2012 at 11:31 am
“(…)O problema é que os vargas e os oliveiras estão ansiosos por uma aliança com os marimba boys, herdeiros do socratismo.”
Ansiosos? Estão é completamente histéricos.
Julho 15, 2012 at 11:32 am
#57 Mais uma vez, em cheio!!!
Julho 15, 2012 at 11:32 am
É, sou um grande mentiroso …
Também o Catroga nunca teve nada a ver com o PSD. Vai-se a ver foi um pássaro que fez ninho no telhado da sede.
O Paulo sabe escrever, volte aos bons velhos tempos pois todas as vozes são necessárias, mesmo as dos “enganados” . Que se denuncie esta vergonha,… anunciada em em Maio de 2011.
Redima-se do seu último ano e meio e volte a ser o que era..
Julho 15, 2012 at 11:33 am
Grande Post, obrigado Paulo.
Julho 15, 2012 at 11:35 am
#57
Esta maioria de direita não me assustava ou assusta. Porque sei que passará, mas era uma fase, talvez necessária, para que se demonstrasse a falência prática das suas formulações teóricas
Isto é tão parecido com a teoria comunista do “quanto pior melhor que assim o povo revolta-se”
Afinal retiro o que disse. Já não tem cura. Passou a ser uma coisa em forma de assim que gosta de falar na televisão e aspira a ser qualquer coisa.
Os milhares de professores contactados na sexta-feira também lhe podem agradecer a DACL-
Julho 15, 2012 at 11:37 am
#64, Tenha vergonha!!!
Julho 15, 2012 at 11:40 am
#62,
Deixei o desafio para que me demonstrasse que apelei ao voto no PSD.
O que escrevi, e mantenho (alias lembremo-nos de todos os que chumbaram o PEC4) é que o PS de Sócrates precisava ser afastado do poder.
E, agora, digo que o PS de Seguro não vale nada que se veja.
A Esquerda ainda não está em condições de governar, sem uma renovação profunda de caras e métodos.
Esta fase, dolorosa, da governação da Direita acabou por ser necessária.
Se tive esperanças em capacidades sectoriais de resistir a certas tentações parvas?
Tive e continuo a achar que apenas Nuno Crato tinha perfil para este papel.
O que não quer dizer que:
1) Tenha apelado ao voto no PSD (e mantenho a acusação de mentiroso que lhe dirigi).
2) Tenha de manter a mesma opinião sobre a acção de Nuno Crato que tive quanto ás expectativas criadas inicialmente.
Porque há uma diferença entre demagogia a todo o preço e análise das coisas.
Repito… eu nunca estive disponível para rabiscar sequer uma linha para o programa de governo do PSD.
Julho 15, 2012 at 11:41 am
#64,
Caro Silva… não, não tenho cura e só estou à espera de um lugar no Parlamento Europeu ou na administração de uma empresa qualquer.
Já agora… tente lembrar-se do país onde está.
E sim, é mentiroso quando me imputa falsidades.
Julho 15, 2012 at 11:43 am
Escola secundária de Felgueiras: perto de 45 dos 100 efetivos se juntarmos os 50 contratados. Como explicar estes números? Redução de 20% das turmas de dia, fim do noturno na escola. Por mais contas que faça não entendo estes números…
Julho 15, 2012 at 11:43 am
Interessante como certos comentadores preferem questionar-me e a intenções que nunca tive, desprezando o conteúdo.
Que eu saiba nunca me leram nada a dizer que os professores deveriam ser enviados para DACL de qualquer maneiras.
E, já agora, como escrevi, a larguíssima maioria estará de volta ás suas escolas.
O combate, a sério, será travado a partir de Setembro, para que não surjam soluções “habilidosas” para o trabalho desses colegas.
Julho 15, 2012 at 11:45 am
#69 mobilidade especial cada vez mais perto. menos dinheiro gasto, porque somos mais caros.
Julho 15, 2012 at 11:46 am
Já escrevi ali em cima e repito: concordo absolutamente com tudo o que é escrito neste post.
Posto isto, sem surpresa quanto à minha militância descomprometida e imparcial na causa dos professores contratados, que vem de longe, não quero deixar passar em claro alguns comentários pouco sensatos e ainda menos justos.
De acordo com o que o Paulo escreve nos post, identifica-se nos professores de quadro sem risco imediato de DACL alguma indiferença (quase bovina, diria!) face aos colegas igualmente de quadro que vão a DACL. É verdade, infelizmente.
Acontece que, ao longo de anos, essa mesma indiferença (quase bovina, diria!) foi sentida pelos professores contratados em relação à sua instabilidade profissional, que ao mínimo sinal de lamento ouviam: “eu também fui contratado/a….”, como se a realidade dos últimos 10 anos fosse idêntica à de há 20 ou 30 anos atrás e como se o que foi menos bom para uns ganhasse por isso legitimidade para ser aplicado a outros. Todos sabem que isto é absolutamente verdade.
Também já aqui escrevi, há muito, que só deve ficar no ensino quem fizer falta, contratados ou efectivos. Acontece que, no caso presente, com uma reorganização curricular mal amanhada, com o escandaloso aumento do número de alunos por turma e com o encapotado aumento da componente lectiva, vão acabar por ser atirados para fora da escola muitos professores, efectivos ou contratados, que fazem realmente falta. É um erro que todos os que não puderem pagar colégios para os filho ou netos vão reconhecer e pagar caro; é um erro que, em suma, o país vai pagar muito caro.
O problema dos professores não é a tensão entre grupos de interesse, que os há. O grande problema é a classe ter-se deixado arrebanhar e proletarizar, perdendo a iniciativa e a capacidade de pensar para além do imediato. Nas escolas, espera-se sempre uma norma, uma circular ou uma instrução de cima para agir; na carreira, espera-se uma palavrita dos sindicatos. É aqui que tem estado o problema. Nem os “de cima”, nem os sindicatos têm sido sérios.
Sem querer ser especialmente alarmista, sempre direi que, infelizmente, o pior para os professores contratados está em curso, mas o pior para os professores de carreira está para vir, nos próximos dois anos.
Julho 15, 2012 at 11:46 am
Março 19, 2011
Ontem, Por Lisboa
Fui eu que estive lá…
Julho 15, 2012 at 11:47 am
#64
Quando é que, alguma vez, foi convidado para ir falar, com clareza, sobre o que se passa com as escolas, os alunos e a Educação?
Se fizer o favor, coloque aqui o link para eu observar as suas declarações.
Agradeço antecipadamente.
Julho 15, 2012 at 11:47 am
Compreendo a sinto a mesma tensão que vós no meu grupo sou o ultimo da lista de graduações… dito de outra forma serei o primeiro a sair. Não fui indicado para sair porquê? Porque na minha escola no meu grupo o quadro estará sub-dimensionado. (talvez?)
O que sei, é não aprecio nem a forma como sou tratado nesta profissão, nem do que me pagam, nem das responsabilidades que me insinuam,e que a outros não se pedem!
Não me apetece mudar de profissão outra vez, se o tiver de fazer, faço-o… e faço-o porque tenho opção, outros infelizmente não têm.
Incomoda-me que se peça aos profissionais desta área, formação, (da séria) competência e eficácia para serem depois sejam dispensados como trabalhadores de jorna.
E para além destas considerações haverá mais? Claro que há! Numa escola onde se dispensem 10 professores, melhor, 10 horários completos (220 ou 240 horas), não vos parece um numero grande? Caso sejam 30 horários não parece excessivo?
Eu que por (de)formação gosto de ver números e para lá deles. As poucas escolas que conheci (sou um privilegiado!!!) encontrei situações mirabolantes de horas atribuídas a projectos, clubes e outras tretas, não quem trabalhava, mas a quem desejava um horário mais arrumadinho e e pequenino. Poderes que permaneciam imunes às mudanças de gestão e outras…
Exemplo: Ver os horários de sexta-feira à tarde, em qualquer escola!
Agora fruto de desmandos dos: capatazes, caseiros de quinta, e outros gestores da treta descobre-se que temos uma força de trabalho maior que a necessidade (não é verdade – mas parece) e vai de fazer uma poda.
Vou apreciar ver as escolas a funcionar com a saída daqueles que são a força de trabalho… ficando em grande parte os (bem) instalados. Os que podem (todos) em Janeiro já estarão em casa a gozar uma baixa psiquiátrica,o porque esse privilégio está vedado aos que saíram. Não só porque não entraram, vão entrar agora (janeiro), mas também porque não podem ter “baixas psiquiátricas” o sistema já não os protege. (Onde estiveram os sindicatos para estes?)
O fidalgos que escolhiam as turmas/disciplinas deixando as difíceis para contratados e “fresquinhos”, agora vão ter de se mexer.
O sistema instalou alguns, recrutou outros para trabalhar, e agora ajusta-se.
Fosse o sistema justo, e seria possível ajustar ficando com os que fazem falta!
Mais uma vez volto há minha experiência: no meu grupo somos 7, os três mais antigos (instalados e resguardados) não teriam lugar em nenhuma das empresas que por dentro conheço… a não ser que começassem a trabalhar.
Vou terminar lembrando que este textículo se refere ao grupo de cima (instalados) e ao grupo de baixo (contratados e DACL’s), porém o que a curva de Gauss nos diz é que o grosso está no meio. E todos temos uma boa capacidade para ver as excepções. Por isso peço desculpa a todos os indivíduos da norma que se sintam ofendidos…
P.S.: Há 40 que ouço dizer mal dos Ministros, dos Políticos, Deputados Eleitos, mas creio que a culpa é dos eleitores, filiados, sindicalizados, ideológicamente enviezados (à esquerda, à direita, ou sem ala). Culpem-se! Responsabilizemo-nos!
Um abraço
Julho 15, 2012 at 11:51 am
Caro Paulo Guinote, eu fui apoiante deste ministro desde a primeira hora. Sou contratado há 16 anos no grupo 400 e, já tendo alguns anos disto, pensei sinceramente quue estavamos perante alguém competente e que tudo faria para melhorar o nosso setor. Até nem começou mal na questão da avaliação, dando a ideia de ser uma passoa dialogante e conhecedora das problemáticas das escolas. Pura ilusão! O que se tem passado nos ultimos meses é leviano e imoral. Os cortes cegos, sem qualquer nexo e os despachos e decretos, publicados a um ritmo alucinante, inquinam todo e qualquer esforço para que o próximo ano letivo se inicie com a normalidade desejada. Continue o seu belíssimo trabalho e aguardo com espetativa a sua participação, logo mais, na TVI 24! Obrigado pelo seu blog!
PS- Não dê importância a certos ataques pessoais que lhe fazem. O colega está muito acima dessas situações. Todos temos o direito de criticar, mas não levianamente e usando a mentira.
Julho 15, 2012 at 11:54 am
Mais um post brilhante que subscrevo por inteiro.
Que chegue longe, muito longe!
Julho 15, 2012 at 12:02 pm
#72,
Se eu abrir um bocadinho a boca sobre tudo o que o varguitas fez ou onde esteve, borramos a pintura.
Vais voltar para o spam, vais…
Lambe-selos ressabiado.
Julho 15, 2012 at 12:11 pm
Paulo,
1) O que escreves é bastante lúcido sobre uma situação eticamente altamente reprovável. Infelizmente chegámos a este estado em que representantes do estado não têm ideia alguma sobre o que é ter sentido de estado. Ou melhor, se o têm, será o de um estado que em tópicos fulcrais se distancia daquilo que se designa por estado de direito.
2) Vi a tua intervenção no Opinião Pública na SICN com uns dias de atraso. Excelente também. Um dos argumentos que esboçaste — o do custo da educação em Portugal por comparação com aquilo que se passa, e.g., com coisas como a Lusoponte e com n PPP’s — parece-me bastante promissor porque desmascara aquilo que falaciosamente alguns ainda tentam fazer crer.
3) Ficarei atento à TVI 24 depois das 14h.
Forte abraço!
Julho 15, 2012 at 12:24 pm
Este governo e este ministério da educação caracterizam-se por uma assustadora indiferença às pessoas e ao seu valor enquanto pessoas. Em tempos idos, na Europa, esta atitude conduziu-nos a catástrofes humanas. As sementes estão lá, é apenas uma questão de oportunidade histórica…
Não vejo outra alternativa que não seja a de denunciar sistematicamente a enorme fraude que o Crato representa, em toda as frentes da sua atuação, «inscrevendo» publicamente os testemunhos de uma espécie de «cratês invertido».
Eu, por exemplo, ainda estou à espera da reunião de recurso da avaliação do desempenho, com um representante da direção regional, depois de mirabolantes tentativas de limitação das garantias de reclamação e de recurso reconhecidas legalmente aos docentes (onde já não vai o prazo de 10 dias úteis para proferir a decisão do recurso, contados da data da sua interposição).
A avaliação docente, dossier que o Crato se orgulha em ter resolvido, constitui uma mentira colossal. Aliás, a dita simplificação da avaliação está simbolicamente bem representada na obrigatoriedade do avaliado em apresentar relatório anual até um máximo de três páginas, contra o relatório bianual de seis páginas, do anterior ministério – a não ser que o Crato, à semelhança de Descartes, postule uma omnipotência divina tal que a matemática podia não ser o que é, 2*3=6, ou não? Em termos de garantias do avaliado o sistema até piorou – o fim da entrevista entre avaliador e avaliado, por exemplo, ou a não garantia de redistribuição da pontuação relativa ao desempenho de cargos, no caso de nenhum ter sido atribuído ao avaliado (o qual seria penalizado duas vezes – não é nomeado para cargos e é avaliado negativamente por não ter cargos, tudo pela mesma entidade avaliadora).
Tendo sido relator, sempre critiquei o segredo da avaliação-confissão, tendo obtido parecer favorável da CADA (Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos) no que concerne ao acesso aos documentos da avaliação de outros professores (contra a enganadora «evidência» do que vem estipulado em termos de sigilo no ECD). Ainda não recebi os documentos requeridos, tal é o rombo na estrutura de subjugação dos professores da avaliação-confissão: limita-se a arbitrariedade do avaliador se ele souber que qualquer professor pode ter acesso à suas decisões.
Não podemos pois esquecer o todo, na urgência do que mais nos aflige em cada momento.
Não esquecer, reclamar, levando ao limite o ministério da educação e o governo, expondo a sua não democraticidade e desrespeito pelas regras básicas de um Estado de Direito, poderá fazer com que até as couves acordem!
Julho 15, 2012 at 12:26 pm
Transcrevo o que escrevi ontem noutro blog:
“Cada dia que passo na escola e vou ficando a par do ritmo absurdo com que as imposições, igualmente absurdas, vindas da direção regional vão chegando, mais me convenço que o ministério da educação está a ser chefiado por um lunático que já ultrapassou todos os limites do razoável e que tem de ser travado de qualquer maneira.
Isto já há muito que deixou de ser uma questão dos professores e passou a ser uma questão nacional. O que está em causa é a destruição da educação; é o futuro dos nossos filhos; é o futuro do país. Os encarregados de educação têm que ter conhecimento do que vai acontecer aos seus educandos, têm que ser esclarecidos e envolvidos na luta. Só eles poderão mudar alguma coisa.
Existem dois objetivos claros no MEC: reduzir ao máximo possível o número de professores e excluir das escolas todos os alunos que não correspondam ao figurino de aluno perfeito do Crato, enviando-os para o abandono escolar ou para os ghettos dos cursos de aprendizagem do IEFP (sobre estes cursos muita haveria para dizer).
Para ajudar, o Passos, assim que soube da decisão do Tribunal Constitucional, logo se apresou a desvirtuar o espírito dessa decisão, tirando dela um aproveitamento político e afirmando que só restavam mais cortes na saúde e na educação. Ora, na saúde já vimos que não vão ser.”
e
“Depois de ter publicado o comentário acima, fui ao “Educação do meu umbigo”. Está lá um vídeo do programa “Opinião pública”, com a participação do Paulo Guinote, que deveria ser visto por todos os professores e que me dá razão. Chamo especial atenção para o depoimento dos 2º e 3º espetadores (que, numa primeira análise, mostram que muitas pessoas da sociedade que não são professores, têm uma consciência muito mais profunda sobre a destruição da educação que está a ser levada a cabo por este MEC que muitos dos professores).
Julgo que nos comentários desses dois senhores está o princípio que deve nortear a luta contra as atrocidades cometidas pelo MEC. Resumindo: É necessário mobilizar e sensibilizar a opinião pública. Essa luta não pode ser só dos professores. Tem que ser dos professores e dos encarregados de educação. Juntem-se, façam reuniões, utilizem o direito de antena, façam conferências de imprensa. Mas já. Ontem já era tarde.”
Julho 15, 2012 at 12:36 pm
O seu post é a palavra necessária.
O que fazem aqui alguns comentadores (que eu até prefiro imaginar que não são professores) é uma vergonha.
Vivemos tempos que julguei não poderem existir…
Julho 15, 2012 at 12:37 pm
Espero é que não apareça alguém desesperado e passado da cabeça e que antes de se atirar da ponte como já aconteceu com professores vá primeiro limpar todo a direção da escola onde esteve ou mande para o inferno primeiro o crato e o coelho. Eu se me passasse não ia sozinho tão certo como o dia já ter nascido. Que esses sem vergonha não pensem que são intocáveis!
Julho 15, 2012 at 12:37 pm
#25
Concordo. É importante que os professores solicitem esclarecimento às direções das respetivas escolas ou agrupamentos sobre as contas efetivas que estiveram na base da indicação dos professores sem horário. É fundamental esclarecer as regras logo à partida.
Julho 15, 2012 at 12:39 pm
Pelo que tenho lido; pelos vários comentários que surgem diariamente nos programas televisivos, parece-me que algo está a mudar. Estou em crer que é possível mobilizar a opinião pública contra a destruição da educação perpetrada por este MEC. O barril de pólvora está a encher e, quando rebentar, nada restará deste ministério.
Paulo, dê-lhes forte hoje na TVI 24. Se possível deixe-se de falinhas mansas. Já nos bastam as do ministro lunático.
Julho 15, 2012 at 12:40 pm
Paulo
Não se esqueça de referir que o ME reduziu o número de cursos Profissionais e CEFs nas escolas e neste momento as escolas não podem abrir turmas para colocar os alunos, estão a braços com dezenas de matrículas sem saber o que lhes fazer.
Julho 15, 2012 at 12:43 pm
Paulo, se tiveres oportunidade e achares bem referir, os professores com doenças ou com filhos (etc) com doenças, estão a ser obrigados a concorrer a DACL porque passaram a ser tomados como horário zero.
Julho 15, 2012 at 12:44 pm
#86 sim, até poderiam ter lugar nas escolas a que pertencem mas perderam-nos. Isto não se entende. Descartáveis …
Julho 15, 2012 at 12:45 pm
Não sei porque carga de água muita gente ainda se refere ao termo escola..são unidades orgânicas..e por consequência passamos a técnicos educacionais…ora estes termos levam a escola fábrica diminuir drasticamente os custos de produção do produto..torná-lo mais barato..
Julho 15, 2012 at 12:49 pm
LEIAM..ESTÁ TUDO AQUI..CLARO E LIMPO…
The Production Unit: School as Factory
In a productive organization, the management must determine the order and sequence of all of the various processes through which the raw material or the partially developed product shall pass, in order to bring about the greatest possible effectiveness and economy; and it must see that the raw material or partially finished product is actually passed on from process to process, from worker to worker, in the manner that is most effective and most economical”
—– John Franklin Bobbitt 6
The factory model of the school, like the temple, does not permit questioning its basic authority. Its values and goals are preordained. What differs however is that where the main concern of the temple is propriety, the main concern of the factory is efficiency. Accordingly the roles played by various participants are interpreted differently.
The principal is CEO or production manager — “instructional leader” to use a term very much in vogue. Teachers are workers or foremen to students’ being, respectively, raw material or workers. Success is judged by testing outputs. Infractions are dealt with because they impede production.
School people tend to prefer the factory model, particularly administrators, as it ties into newer scientific traditions7 In the study cited below 552 secondary principals provided data for a survey compiled to determined whether what principals did matched what they preferred to do. In chart 1 ten tasks are organized so that they go from practices characteristic of a moral community leader to practices of the director of a productive unit8 The numbers indicate the actual rank of these activities in the principals’ daily routine and the rank the principals desired they have
Julho 15, 2012 at 12:51 pm
Só os proxenetas das parcerias público privados estão cada vez mais caros. Devíamos abrir, nas nossas «unidades orgânicas» um curso profissional de proxenetismo…
Julho 15, 2012 at 12:57 pm
[...] Um Caso Bastante Vergonhoso De Experimentação E Engenharia Profissional [...]
Julho 15, 2012 at 1:00 pm
100% de razão e coração. Parabéns!
Julho 15, 2012 at 1:02 pm
Excelente explanação do que realmente se está a passar nas escolas do nosso país, enquaqradas e encurraladas por um MEC carregadinho de incompetentes, sempre prontos às diarreias dos despachos e dos avisos de domesticação. Tudo se despacha com o aviso logo a seguir claro. Autonomia?? ZERO!! Controlo absoluto. Escola=Desânimo
Julho 15, 2012 at 1:04 pm
Já agora, na minha escola foram 32, por telefone!
Texto brilhante como sempre.
Julho 15, 2012 at 1:08 pm
Obrigada, Paulo!! Como te tenho vindo a dizer, por seres como e quem és. Muito Obrigada mesmo!!
Sou (era?) do quadro de escola e também fui descartada. Não faço ideia do que irá acontecer a todos nós (para os que ficam e para os que não ficam), mas se me chamarem de volta à escola, esta sensação do «descartado» na profissão não passará mais.
Contigo, sempre, Paulo!
Brilha novamente daqui a pouco por todos nós
Abraço de Sol em ti**
Julho 15, 2012 at 1:10 pm
Mas se ouvirem o que se diz por aí, têm imensas pessoas a achar bem esta situação.
Aliás, o que não falta são pessoas que trabalham no privado em regozijo (esse sim obsceno), pelo despedimento colectivo que se avizinha.
Não se esqueçam que primeiro virou-se a opinião pública contra os professores (aqueles calões que não fazem nada, ganham imenso dinheiro e têm férias até mais não) para agora, essa mesma opinião pública, achar muito bem que se despeçam esses professorzecos que nada fazem e constituem a gordura do estado.
Foi feita a lavagem cerebral para que agora todos achem bem o que se segue e ninguém se preocupe com nada do que tenha a ver com a Educação.
Ou vêem-se as famílias dos alunos a perceber o que aí vem para eles?
Julho 15, 2012 at 1:11 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2012/07/15/reduzimos-a-vida-a-esta-insignificanciaconstruimos-cenarios-e-convencionamos-que-a-vida-se-passasse-segundo-certas-regras-isto-e-a-consciencia-isto-e-o-infinito-esta-tudo-catalogado/
Julho 15, 2012 at 1:11 pm
Parabéns. 100% de verdades nuas e cruas. Apesar da classe estar a viver uma das piores situações da sua história, é nestes momentos que me orgulho de pertencer a este grupo de pessoas que pensam pela sua cabeça, que não têm medo (a maioria) e que sabem o que é ter moral e dignidade.
Não é qualquer profissional que escreve um texto como este, é sim um funcionário público, que serve a causa pública que é tratado como Português de segunda, pelo seu governo, mas que apesar disso mantém os seus ideais. Um bem haja e um Obrigado.
Julho 15, 2012 at 1:11 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2012/07/15/cat-power-all-i-have-to-do-is-dream-em-setembro-sera-talvez-o-que-nos-resta-mesmo/
Julho 15, 2012 at 1:16 pm
Cem, são as vergonhas
Sem vergonha nenhuma do MEC e das agremiações sindicais.
Julho 15, 2012 at 1:20 pm
TT LÊ MAS É O 89 E DEIXA DE ATIRAR QUASE SEMPRE TODA A CULPA PARA OS SINDICATOS..QUEM TINHA O PODER DE DECIDIR DE FACTO ERA O OUTRO LADO..É COMO DIZERES QUE O CARRASCO É O GRANDE CULPADO..POIS.. MAS QUEM DEU A ORDEM DE EXECUÇÃO…??
Julho 15, 2012 at 1:20 pm
Tenho duas colegas que estão doentes com cancro ,que perderam tempo de serviço e que vão ter de concorrer .Vergonha !!!
Gostaria de saber porque é que ampliaram tanto a minha escola ,para quê tantas obras desnecessárias se agora já ão se pode abrir turmas de Cursos Profissionais ?
Julho 15, 2012 at 1:21 pm
Na minha escola saberemos amanhã quantos foram os indicados como não tendo componente lectiva para o próximo ano. Pelas minhas contas seremos mais de 20 pois há 3 anos atrás, aquando do último concurso foram abertas, na escola, várias vagas de quadro em muitos grupos disciplinares para a leccionam a turmas EFA escolares e no Centro Novas Oportunidades, agora, com o fim do NO há muita gente sem componente lectiva.
Mas ouvem-se números impressionantes noutras escolas sem que se perceba muito bem como aparecem esses horários zero.
Por mim, que serei, seguramente, um dos horários zero (sou o mais novo do grupo) aguardo tranquilamente (sem dramas) o concurso. Há duas ou três escolas onde gostava de voltar a leccionar, mas se tal não for possível consigo sobreviver na escola actual.
Julho 15, 2012 at 1:22 pm
Era interessante que colocássemos o número de horários/docentes que ficaram com horário zero em cada escola. e publicar, por exemplo nas páginas mais vistas pela população em geral, facebook, por exemplo…
Julho 15, 2012 at 1:26 pm
O drama,o real drama vai ser para o ano Apache..isto é APENAS UM SIMULACRO..com laivos de alguma realidade…
Julho 15, 2012 at 1:27 pm
Concordo a 100%…texto excelente!!!
Julho 15, 2012 at 1:27 pm
Força Paulo! Fala da nossa desilusão.
Nunca esperámos ver esta actuação por parte de um ministro da educação.
O caos chegará às escolas em setembro e só aí é que as famílias darão conta do que os filhos irão sofrer.
Julho 15, 2012 at 1:28 pm
#102
Colega, há uma baixa especial para doentes oncológicos, só que é prolongada. Não sei se será o caso (pode não ser pois em fases iniciais geralmente só se falta para tratamentos ou intervenções pontuais e só se recorre a estas qdo é necessário mais tempo). Não sei se me expliquei bem.
Decreto-Lei n.º 100/99 de 31 de Março,
Artigo 49.º Faltas por doença prolongada
Julho 15, 2012 at 1:30 pm
No meu agrupamento, foi-nos comunicado na 6.ª feira que 67 professores do QE/QZP tinham horário zero. Todos têm mais de 20 anos de tempo de serviço e alguns mais de 10 de escola.
Julho 15, 2012 at 1:32 pm
Este texto deveria ser de leitura obrigatória para todos os portugueses.
Julho 15, 2012 at 1:44 pm
Muito bem!
Subscrevo.
Tanto mais que já exprimi aqui opiniões que vão no mesmo sentido.
A reforma cratiana assenta no pressuposto de que os professores têm que ser o preço a pagar por ela.
NC não percebeu que a precarização da docência acabará por implicar a precarização de todo o edifício educativo.
Julho 15, 2012 at 1:51 pm
Perfeitamente de acordo……. “experimentalismo puro e duro” acredito que apesar do ministro saber fazer contas, (como não percebe nada de politica) não percebeu que esta movimentação lhe vai cai em cima. A nossa missão é fazer com que isso aconteça. Não creio que os pais dos nossos alunos estejam satisfeitos a saber que a escola está a tornar-se numa rebaldaria……
Julho 15, 2012 at 1:59 pm
Obrigada Paulo pelo texto e também aos que mostram solidariedade neste momento negro. Desde sexta que me sintia alien pois estranhava o silêncio perante tamanha enormidade.
É tanto o desnorte e são tantas as dúvidas que ficam sem resposta…já li e reli a legislação e, de cada vez que o faço, vejo o fim de uma profissão na qual sempre acreditei e pela qual sempre lutei com dignidade.
Pessoalmente creio que sou alguém com espírito forte e combativo mas ontem dei por mim a lutar contra a insónia e as lágrimas que não paravam de cair…
Vivemos uma ditadura sem precedentes que vive a coberto da palavra democracia. Não sei mais o que fazer…vazio total…
Julho 15, 2012 at 2:07 pm
Paulo, o problema resulta do número de alunos por turma ter aumentado, do facto dos adjuntos terem de dar muitas mais horas de aulas (ou de apoio no 1.º ciclo), dos assessores terem muito menos redução, dos cortes nas reduções à componente letiva para todos sem exceção… (mesmo os coordenadores do 1.º ciclo levaram aqui um corte). Mas essencialmente o problema reside aqui “Em complemento, surgiu a indicação formal de responsabilização disciplinar por indicações incorrectas e a recomendação informal de que, na dúvida, deveriam ser indicados todos e quaisquer docentes em que tal possibilidade existisse”.
Seguramente em Agosto muitos voltarão.
Julho 15, 2012 at 2:13 pm
Em #103, quinta linha… “para a leccionação”
#68
“Como explicar estes números?”
Foram dadas, por certos partidos políticos, instruções aos directores para “maximizarem” o número de horários zero.
Julho 15, 2012 at 2:21 pm
#105
A situação é dramática para os contratados, para os outros, o concurso do próximo ano regularizará a situação. Nos últimos anos o NO trouxe muitos alunos para a escola e, com eles, muitos horários para contratados que há 4 ou 5 anos atrás não tinham hipótese de serem colocados. No meu grupo (510) há 4 anos atrás alguns QZP só arranjavam colocação em Dezembro. Nos últimos 2-3 anos a lista graduada de contratados esgotava em Dezembro-Janeiro, a partir daí era necessário recorrer a horas extraordinárias para satisfazer as necessidades temporárias. Agora, com o fim das NO tudo regressa (sensivelmente) ao que era há 4-5 anos.
Julho 15, 2012 at 2:38 pm
Texto muito lúcido e objetivo, que se lê com prazer, apesar da carga dramática que encerra.
Aos que continuam com as guerras contra os sindicatos ou contra os colegas do quadro, vou-me repetir: metam na cabeça, de uma vez por todas que, apesar de muitas vezes termos andado distraídos, a culpa disto tudo é inteiramente de quem nos governa.
Julho 15, 2012 at 2:39 pm
Concordo com o que o Paulo diz, mas convém não esquecermos dois pontos:
1 – Muitos dos que vão agora para DACL, apenas o vão porque durante anos quiseram ficar em QZP, não arriscando efectivar numa escola (apesar de poderem ficar mais longe de casa);
2 – Muitos dos que forem para DACL vão regressar às suas escolas para um ano de apoios, biblioteca e outras \”benesses\”, ou seja, por outras palavras, para passarem um ano de férias, equanto que os outros \”desgraçados\” vão ter turmas, CEF`s, profissionais, etc…
Tenho pena é daqueles que já estão em QA ou QE (porque arriscaram um lugar do quadro longe de casa) e agora são obrigados a ir para DACL… Agora, o que durante anos se acomodaram a ficar perto de casa (sobretudo os do QZP) não se podem agora queixar, porque não quiseram efectivar em lugar de escola, mais longe de casa!!!
Ainda ontem ouvi Rui Rio alertar para a necessidade de começar a efectivar despedimentos na Função Pública. Se temos professores a mais numas zonas do país, porque não se obrigam estes professores a concorrerem para mais longe de casa. Muitos fizerem-no para conseguir um lugar de quadro de escola, enquanto que outros (sobretudo no grupo 110) continuam afectos a uma zona (ex. Viseu) com dezenas de professores com horário zero
Julho 15, 2012 at 3:00 pm
Nunca se irá saber o nº certo de horários que vão para DACL. Mas certamente serão em número superior aos avançados pelos sindicatos e por alguns “optimistas” aqui.
Julho 15, 2012 at 3:21 pm
#116 apache
no próximo ano os DACL poderão ver a sua situação regularizada no concurso mas isso trará novas injustiças. Agora são enviados para DACL os menos graduados mas são esses mesmos que ficarão na 1ª prioridade do concurso nacional de colocação, ultrapassando todos os que pretendem mudar de escola mas neste momento respiram de alívio por terem lugar na escola. Agora multiplica isto por too o país e mais uma vez os mais graduados ficam a chuchar no dedo (como no último concurso aconteceu com os titulares)
Julho 15, 2012 at 3:29 pm
#120
De acordo. Os concursos estão pejados “ultrapassagens” injustas. Quando a Lurdinhas pôs os QZP a concorrem a QE a todos os horários da Zona Pedagógica quem se tramou foram os do topo da lista graduada que conseguiram vaga de quadro (relativamente) longe de casa enquanto aqueles que não conseguiram vaga de QE acabaram por ser colocados mais tarde “à porta de casa”.
De qualquer forma, para estes (Ex-Titulares, QE, QZP, DACL) a situação não é dramática, para alguns contratados, que não voltarão a leccionar nos próximos anos, sim.
Julho 15, 2012 at 3:35 pm
O Ensino é uma componente vital de uma sociedade. Atacar os seus agentes (neste caso os professores) é atacar o Ensino em si mesmo. Qualquer decisão tem sempre por detrás uma ou mais pessoas. Essas pessoas existem e podem ser identificadas. Dizer que o “Ministério isto”, “Ministério aquilo” simplesmente não funciona porque deixa na sombra os verdadeiros autores das decisões. E acreditem que nem sempre as decisões são originadas pelo ministro.
Por isso a minha sugestão é: a) abordar os canais usuais para protestar e obter reações; b) tentar saber no processo, quem esteve efetivamente na origem das decisões; c) atacar publicamente as essas pessoas com provas. Expor pessoas é muito mais efetivo do que Instituições! Boa sorte!
Julho 15, 2012 at 3:48 pm
Eu devo estar a ler errado!!
Muitos voltarão em Agosto, outros vão um ano de “férias” dizem aqui …
E??? Quais QZP quais QE, titulares??!! Não é dramático? claro que é, é de uma insegurança danada!
o que é que isto muda?
Estas situações transitórias asseguram alguma coisa? as férias vão saber a maçã envenenada, não?
Ainda que voltem e tenham trabalho/serviço, o problema mantem-se: foram criadas condições para que mais cedo ou mais tarde …ou dispensam as pessoas ou voltam a rever matrizes e condições de funcionamento/estatuto (horas de crédito, de redução, nº de alunos, …) para que haja lugares “legais”.
Criaram condições para que sejamos sempre DEmais em qualquer lado e mesmo os QE!! E na minha escola não houve contas por alto e só voltarão em agosto se de cima mudarem as regras, senão lá vai. E somos 20 a ter que concorrer (eu não, mas não invalida a minha tristeza).
Durante uns anos promoveram a esperança com remodelações e introduções de novas disciplinas /áreas e agora…
Acham que o ME vai manter um montão de gente nas escolas com serviço não letivo por quantos anos??era qse como uma subsecção do ministério do (des)emprego!
Julho 15, 2012 at 4:02 pm
Os cidadãos normais desconhecem, via de regra, os meandros e a força dos laços de dependência entre os rostos visíveis da política e os poderosos elementos que se movem na sombra. Se, porventura, algum tiver a oportunidade de tomar conhecimento de uma parte desta teia, é vantajoso que torne esse conhecimento público, como defendido em #122. Porém, não vejo vantagem em se dissociar a forma da função. Alguém que aceita o cargo, sabe que se torna responsável por um campo de intervenção na vida pública. Se achar que não está à altura de o exercer condignamente, tem toda a liberdade para recusar. Não o fazendo, automaticamente expõe-se às consequências.
Julho 15, 2012 at 4:04 pm
“O combate, a sério, será travado a partir de Setembro, para que não surjam soluções “habilidosas” para o trabalho desses colegas.”
EXACTO! Há muito que as pessoas deviam ter começado a recusar os abusos constantes do tempo de trabalho, que se fazem sob a égide do missionarismo parolo.
Julho 15, 2012 at 4:08 pm
#118
Não entendo o seu raciocínio:
1.º diria que a grande maioria de professores que arriscaram efetivar longe de casa, nunca lá pôs os pés; o lugar serviu para se sentirem “seguros”, mas não para ir para lá trabalhar, tirando assim, através de DAR , o lugar a outros que não tiveram essa possibilidade (a de efetivar, nem que fosse longe);
2.º não sabe ou esquece-se que a grande maioria de QZPs continua à espera de uma oportunidade (!!!!!!!) para se tornarem QE/QA, mas essa foi e é uma expectativa criada, mas nunca cumprida pela tutela;
3.º os QZPs de que fala com esse tom algo ressabiado têm sido, na sua maioria e ao longo de anos, “pau para toda a colher”, mudando de escola anualmente, onde as “preferências” não existem, porque estão ocupadas por colegas de QE/QA em DAR, a quem o quadro a que pertencem não dá jeito porque é muito longe! Às vezes o longe, significa atravessar uma rua!!! Sim, conheço esses casos!
4.º não vale a pena perder mais tempo com esta questão, quando se trata de sentimentos mesquinhos e egoístas, apesar de haver muito mais a dizer. Com colegas como você, não vamos a lado nenhum, pois o que consegue com esse discurso é fazer com que nos ataquemos mutuamente, quando as baterias devem estar, consensualmente, viradas para as políticas deste governo e obviamente para quem nos tutela: o sr. Crato.
Julho 15, 2012 at 4:18 pm
O concurso do próximo ano será provavelmente o último. Quem não ficar colocado perto de casa mais vale mudar de residência. E não me venham falar de mandar toda a gente embora pois ainda vão nascendo crianças em Portugal.
Nas grandes cidades há sempre gente e eu quero ir para uma cidade (Coimbra). Estou farto de pensar, como os sportinguistas, este ano é que é! Em 2009 era titular, bem me arrependo, agora não sou DACL, vou apodrecer na provincia…
Julho 15, 2012 at 4:28 pm
#0
Sobre este post gostaria de focar três situações distintas:
1 – A “regra de ouro” utilizada na minha escola para colocar professores com horário zero havendo vários horários completos disponíveis para o mesmo grupo disciplinar;
Não pode existir noutro grupo disciplinar um colega com menor antiguidade na escola sem horário
A aplicação prática desta regra deu origem a que existam grupos disciplinares a quem foi atribuído horário Zero a vários professores para salvar noutros grupos disciplinares professores mais antigos na casa.
Esta prática da direcção foi reforçada pela actuação de colegas QE’s que ameaçaram membros da direcção (fisicamente e com processos judiciais) caso existissem na escola colegas QZP’s (noutros grupos disciplinares)
Esta prática resulta de uma forma “errada” de interpretar a lei, pois os colegas acham que se ficam com HZ na aplicação todos os outros colegas QZP’s da escola deviam ficar – interpretação abusiva e vingativa da legislação – o HZ é por grupo disciplinar e não pela escola como um todo.
2 – Dança das disciplinas.
A prática da regra enunciada em 1, foi reforçada com a chamada “dança das disciplinas” agravando a distribuição de horários e a rivalidade entre grupos, por exemplo História da Cultura das Artes tem sido sempre leccionada pelo grupo de história (de acordo com a lei) e este ano vai ser dada pelo grupo das Artes – levando a que existam HZ em QE’s grupo de história para beneficiar os QE’s do grupo de Artes (mais antigos na escola).
3 – Pressão dos pais.
Alguns pais para garantirem abertura de turmas na escola preferida, vão para a porta das escolas envolventes pressionar/ameaçar outros alunos/pais de forma a inscreverem-se na tal escola preferida.
Deste modo, existem escolas que ficaram sem oferta de escola devido a essa actuação empurrando professores QE’s com muitos anos de serviço para concurso.
Julho 15, 2012 at 4:30 pm
#120
Os menos graduados … deixem-me rir. Quando o critério é o mais antigo na escola a graduação não conta para nada.
Julho 15, 2012 at 4:36 pm
Li o Expresso onde aparece a seguinte frase “A federação sindical estima que 18 000 dos cerca de 30 000 docentes com vínculo precário fiquem no desemprego a partir de setembro”. Como é que se consegue estimar este valor se, tal como o João já referiu num post acima, existe uma grande incógnita quanto aos cursos CEF e Profissionais? A mim parece-me que o MEC a curto/médio prazo quer empurrar estes cursos para fora das escolas públicas. Desta forma livra-se, pelo menos temporariamente, da CPN (contrapartida pública nacional – que corresponde à parte do salário dos docentes de Quadro que lecionam nesses cursos). Julgo que a maioria dos “resgates” de docentes acontecerão nestes cursos (muitos, não tantos quanto os do ano passado, aguardam aprovação).
Julho 15, 2012 at 4:37 pm
#126 e 118
Meu caro a muitos QZP’s estão à frente de QE’s que efectivaram longe de casa e nunca lá puseram os pés pois pediram sempre gestacamento para uma escola perto da residência do conjugue, ocupando assim uma vaga de QE que na realidade nunca foi preenchida.
Se os critérios de atribuição de HZ fosse o da graduação muitas trocas de posições haveria na minha escola, e suponho que noutras.
Julho 15, 2012 at 4:45 pm
Em setembro de 2013 verão…fui..bom domingo..
O Vazio da Pressa e do Dinamismo A pressa, o nervosismo, a instabilidade, observados desde o surgimento das grandes cidades, alastram-se nos dias de hoje de uma forma tão epidémica quanto outrora a peste e a cólera. Nesse processo manifestam-se forças das quais os passantes apressados do século XIX não eram capazes de fazer a menor ideia. Todas as pessoas têm necessariamente algum projecto. O tempo de lazer exige que se o esgote. Ele é planeado, utilizado para que se empreenda alguma coisa, preenchido com vistas a toda espécie de espectáculo, ou ainda apenas com locomoções tão rápidas quanto possível. A sombra de tudo isso cai sobre o trabalho intelectual. Este é realizado com má consciência, como se tivesse sido roubado a alguma ocupação urgente, ainda que meramente imaginária. A fim de se justificar perante si mesmo, ele dá-se ares de uma agitação febril, de um grande afã, de uma empresa que opera a todo vapor devido à urgência do tempo e para a qual toda a reflexão — isto é, ele mesmo — é um estorvo. Com frequência tudo se passa como se os intelectuais reservassem para a sua própria produção precisamente apenas aquelas horas que sobram das suas obrigações, saídas, compromissos, e divertimentos inevitáveis.
Julho 15, 2012 at 4:46 pm
UPS…O TEXTO ACIMA É DE THEODORE ADORNO…
Julho 15, 2012 at 5:00 pm
#131
“Se os critérios de atribuição de HZ fosse o da graduação muitas trocas de posições haveria na minha escola, e suponho que noutras.”
É o único critério que a legislação permite. Pelo menos, é o que vai ser usado no próximo concurso.
Julho 15, 2012 at 5:07 pm
Parabéns Paulo, pela clareza deste post! Esta situação de indicação da componente letiva, infelizmente para algumas pessoas como eu, jé é habitual. Esta é a terceira vez que sou indicado como DACL. Nas duas anteriores fui repuscado em agosto. Permaneci na mesma escola e houve horário para mim e mais cinco colegas em cada ano ( graduação inferior à minha).
isto porque alguns SR. diretores decidem de “animo muito levezinho”, não fazer contas e brincar com a vida dos seus semelhantes. Apesar de ser indicado novamente este ano, não sinto grande angustia… mas fico muito preocupada não só com os colegas contratados, como com todos os outros.
Conheço uma escola que enviou 8 pessoas a DACL , do mesmo grupo de recrutamento sem grande redução de horas.
Desculpem mas isto parece-me encomendado por alguém!!!
Compreende-se a reducão de ET, EVT…. as restantes !!
vamos pensar que setembro vai ser dificil para muitos colegas, independentemente de serem QA/QE/QZP todos são professores de carreira( para quem ainda não percebeu).
Os colegas que têm cumprido com o seu dever enquanto contratado, fazendo tanto ou mais que um Quadro, ganhando bastante menos, esses sim vai ser dificil.
Vamos, por agora, manter alguma serenidade, aguardar por setembro e ver como o MEC, descalça esta situação criada.
Julho 15, 2012 at 5:12 pm
Na minha escola o critério é graduação: mais graduado fica, menos graduado sai. Muitos dos mais graduados querem sair no próximo concurso. Irão queixar-se da injustiça em meados do próximo ano. No meu grupo não há DACL, caso contrário, eu arriscaria e pediria à direcção para ser eu a concorrer. A primeira prioridade no próximo concurso vale bem o risco…
Julho 15, 2012 at 5:27 pm
#134
Leia o comentário 128.
Julho 15, 2012 at 5:28 pm
Ao colega do comentario 135 que diz que compreende a situação da redução de ET e EVT baseia-se em quê?
Julho 15, 2012 at 5:46 pm
Tenho 1 teoria: aqueles senhores querem, pela seguinte ordem de ideias: arruinar as férias a todos os docentes, encorajar diariamente este mesmo pessoal a afogar as mágoas em produtos alcoólicos (resultando em sérios problemas de figadeira), para depois tudo desembocar em atestados a longo prazo por baixa médica (psiquiátrica ou de grave debilitação de estado de saúde físico), acabando por serem convidados a curar as mazelas fora do ensino, uma vez que querem o melhor para os alunos . E… plim! Varre-se assim o lixo para debaixo do tapete. Mas isto devo ser eu a delirar do porto vintage, claro…
Julho 15, 2012 at 5:46 pm
Pelos dados que vou conhecendo, suspeito que haverá entre 30 000 a 40 000 de professores em DACL neste momento. A experiência diz-me que talvez, tendo em conta que neste momento algumas das escolas secundárias tiveram que fazer a indicação sem matriculas do 7º e 10º, um pouco mais de metade seja recuperável. Sobram ainda entre 10 000 a 15 000, que ficaram sem horário.
A situação é grave e já se começam a ver sinais de regozijo de alguns que não foram afetados. É triste.
Julho 15, 2012 at 5:49 pm
#23 Feita a lista ordenada, em cada grupo, seria sempre perguntado se alguém era voluntário para o HZ.
Sim, há voluntários. São cada vez menos, mas alguns professores ainda se dedicam à leitura da legislação. Os outros, quando no próximo e último concurso nacional se sentirem no mesmo papel que os titulares no anterior, pode ser que aprendam.
Julho 15, 2012 at 6:00 pm
Já agora, ao colega do comentário 118:
Sou do distrito de braga, “efetiva” (iupi!) no QZP de portalegre.
Bati lá com os cotos (desculpem, não encontro melhor expressão) 7 anos consecutivos (depois de fazer outros tantos anos de “vá para fora cá dentro” noutros recantos do país), porque queria efetivamente trabalhar nesta profissão e, claro, ganhar estabilidade.
Tenho 35 anos, 14 completos de carreira e 1 CV académico irrepreensível (ah!, e 1 estabilidade emocional e financeira invejável que faz lembrar “Voando sobre 1 ninho de cucos”, claro está).
Mas temos pena, sou de línguas.
E vou a DACL. E tenho obrigatoriamente de por Portalegre e + 1 QZP e, provavelmente, vou por todos os que estão a norte daquele alentejo profundo, porque não quero benesses.
Quero trabalhar, não quero satisfazer necessidades transitórias numa qualquer bolsa.
E ando em horário 0 desde que entrei para o ensino, tendo sido no entanto, muito preciosa para todas as escolas por onde passei – porque sim, há muuuuuiiiiito que fazer e poucos recursos humanos para ajudar a escola pública.
Não devemos generalizar quando não sabemos do que falamos, colega…
Julho 15, 2012 at 6:03 pm
de facto, lendo alguns comentários, afinal a culpa é toda dos profs! Nem sequer conseguem ver que isto é política bem calculada para proteger os IPs as EPs, os observatórios, as fundações, etc, onde se encontram os boys e girls. Cortando na educação evita-se cortar por aí. Ou cortar muito menos e poupar os boys e girls que não são deputedo – perdão – deputados/as, governantes ou dos gabinetes dos governantes e técnicas/os superiores dos ministérios.
Julho 15, 2012 at 6:18 pm
Há uma linha que separa os professores do governo
Julho 15, 2012 at 6:39 pm
Obrigada, Paulo. Fez-me bem ler um texto que resume o que tem sido vivenciado por muitos de nós. Tenho chegado a casa exausta e sem palavras. Comecei a lecionar em 1982, passei por muitas escolas e já vi muito, mas nunca pensei que fosse possível uma tal ignomínia.
Julho 15, 2012 at 6:51 pm
No recém-criado Agrupamento de Mirandela são mais de 70 os professores a DACL
lm
Julho 15, 2012 at 6:59 pm
#118, 126 e 142
Cada caso é um caso, mas temos que ser realistas e perceber que é injusto que um DACL menos graduado possa conseguir agora um lugar perto de casa, enquanto que um QE mais graduado poderá ter de continuar longe de casa, visto os DACL terem prioridade em relação aos DAR…
Todos conhecemos casos para todos os gostos, mas termos professores menos graduados na biblioteca ou em pseudo-apoios aos alunos (por estarem em horário zero) a receberem tanto como aqueles que, sendo mais graduados (alguns longe de casa, porque não conseguem entrar em DAR por estarem atrás dos DACL), efectivamente estão a dar aulas (com turmas CEF`s, profissionais e PAC`s) é, no mínimo, injusto, já para não lhe chamar obsceno (professores a “gozar” com o sistema e a não darem aulas)…
Tenho dito…
Julho 15, 2012 at 7:06 pm
Agrupamento de Escolas de Ermesinde: 3
Que tal 30? Pelo menos… Só no meu departamento sairam uns 15, metade contratados
Julho 15, 2012 at 7:09 pm
«Tanto mais grave quando os comentários jocosos e as atitudes de desrespeito surgem de outros docentes que (por agora) se sentem a coberto das consequências dramáticas deste tipo de decisões»
até agora nada ouvi neste sentido, muito pelo contrário
só grandes filhos da p fariam isso, e não existem nesta classe
Julho 15, 2012 at 7:15 pm
#148,
O post tem aqueles dados sobre TIC! Dados sobre horários-zero tenho-os mais actualizados e tentarei apresentar alguns mais logos.
Julho 15, 2012 at 7:17 pm
136 em todas as escolas o critério é a graduação…não ganhas nada….na escola em que entrares…se entrares serás sempre o último……
Julho 15, 2012 at 7:26 pm
#151, não é verdade, entre DACL’s e QZP’s, os procedimentos variaram, conforme escolas e regiões.
E se ainda não percebeste, toma lá um mapa: para o ano muitos QZP’s, em concurso nacional, ganham o segundo ano sem horário, ou seja, quadro de mobilidade. Quem concorrer em 1ª prioridade fica com as vagas que vão abrir, precisamente as que durante 4 anos foram ocupadas por QZP’s, e que serão a (pouca) mobilidade interna. Isto estava desenhado desde que apareceu o projcto de nova lei de concursos.
Julho 15, 2012 at 7:29 pm
#147, pedropeixoto76:
Para mim, QZP horário 0, estar numa biblioteca ou dar apoios (como o fiz já), não é um prémio, são sofridas tarefas.
Tenho tido CEFs e EFAs e sim, são difíceis, mas põem-nos a fazer aquilo para que nos formámos: ensinar, entre outras coisas.
E, colega, não se esqueça que os QZPs são os 1ºs a levar 1 chuto se houver um drástico corte nos postos de emprego, logo a seguir aos colegas contratados, para quem, com muita mágoa, antevejo um futuro muito pouco risonho.
Entendo a sua revolta, mas este critério de prevlência DACl sobre os QE/A !tinha” de ser criado: foi assim que vim 3 anos para o ano trabalhar “efetivamente”, i.e., com turmas, fazendo jus ao ordenado. De outra forma, estava a ganhar e a encher chouriças no alentejo.
Um a x mais, as generalizações são perigosas. E frequentemente ofensivas, colega.
Julho 15, 2012 at 8:24 pm
Li tudo o que escrevem por aqui… De facto é preocupante… Possivelmente serei um sortudo pois no meu agrupamento de escolas não haverá ninguém com horário zero!… a minha escola tem apenas 15 professores do quadro reformaram-se todos os outros), os outros 60 são contratados!… Sou o único efetivo no grupo 200!…
Julho 15, 2012 at 8:42 pm
Não fazia greve porque não podia abdicar de um dia de salário mas no dia seguinte comprou umas botas por 150 euros. Tinha redução de horário para amamentar um filho de 4 anos com dentes melhores que os meus. Dizia que os professores contratados eram uns incompetentes e que os destacados só queriam era ficar perto de casa, como ela estava. Essa, a mesma que diz dar positiva a todos os alunos porque não quer chatices com a diretora, estava feliz porque a colega X ia ficar com horário zero, “tem que ficar com zero”, disse …
Não, não é uma, são muitas, estas que fazem e fizeram apodrecer uma profissão que devia ser nobre. Mas a nobreza de uma profissão não se faz com gentalha mesquinha e ignóbil.
O pior é que os políticos já há muito se aperceberam que as escolas são autênticos ninhos de víboras e que aquelas coisas a que chamam sindicatos de professores ou são covis onde se escondem alcateias amestradas ou são uma espécie de nem coisa nem sai de cima.
A vós, os poucos que abraçaram a profissão como só os amantes sabem fazer mas que agora são descartados, digo apenas: a mortalha do tempo cobrirá o vosso desgosto, refaçam as vossas vidas e fiquem felizes por deixarem as víboras, elas que se matem umas às outras.
Amen.
Julho 15, 2012 at 8:45 pm
#154
Estranho! É TEIP?
Julho 15, 2012 at 8:55 pm
Adjetivar Crato de liberal, ou de ultra-liberal, é o único exagero que noto no conteúdo do que de importante, sob o tema, aqui se escreveu. Em boa verdade a única coisa que Crato faz é cortar na despesa de acordo com a exigência dos credores. Se corta A e deveria cortar B, bem… isso nada tem de liberalismo. Pessoalmente penso que faria mais sentido ter avançado com as agregações de uma só vez (Crato teve receio que os Socratinos fizessem disfuncionar o sistema), ter reduzido ao mínimo o pessoal nas bibliotecas escolares (um luxo a conflituar com o momento), ter cortado nas dispensas sindicais a tempo inteiro (um corte de 75% não seria exagerado). Porém a aliança Fenprof-Confap-ANDE, anda que se farta. E anda tanto que passa à frente dos professores que dão aulas, dos verdadeiros professores. É triste, mas é o que temos.
Julho 15, 2012 at 9:01 pm
“Infelizmente não existem entre nós mecanismos eficazes de responsabilização dos políticos”
Acho que ainda temos o voto. Mesmo que este tenha sido usado para ratificar as maiores barbaridades.
Julho 15, 2012 at 9:44 pm
Parece-me, tal como o Paulo escreve, que isto é uma manobra de aterrorizamento de professores.
Não há aulas sem professores, certo? Ainda que as turmas aumentem de 28 para 30, não se justifica ficarem tantos horários zero.
Acho que devemos analisar bem o que se está a passar, sem pânicos e, se for caso disso, se a coisa estiver mesmo preta, em Setembro não começamos as aulas.
Fazemos mais ainda que os médicos.
Julho 15, 2012 at 9:47 pm
#157
Mais agregações e o cenário ainda seria pior, Alma!
Julho 15, 2012 at 10:02 pm
Nunca costumo comentar blogs, apesar de ser uma leitora assídua. Creio que é agora que temos que nos indignar com palavras, mas também com actos eficazes…
Julho 15, 2012 at 10:10 pm
reb se nós nem dois dias fazemos por causa de perder vencimento…
Julho 15, 2012 at 10:23 pm
Excelente texto, Paulo.
Julho 15, 2012 at 10:33 pm
Buli, há alturas em que nos tornamos bravos.
Julho 15, 2012 at 11:00 pm
Não percebo nada disto! Graças a Deus eu não tenho horário zero,mas ainda não percebi quem está à frente de quem. Parece-me que cada escola optou por critérios diferentes (se bem entendi destes posts).
Quem vai para DACL em primeira prioridade, um QZP ou um QE? Ou é a graduação? Se o QZE tiver graduação superior quem sai é o QE?
Gostava que alguém me esclarecesse.
Julho 15, 2012 at 11:04 pm
#157 Se a única coisa que consegue arranjar como argumentação é isso estamos bem, mas já agora:
- Leia o memorando dos ditos credores. Veja o que lá está sobre o ensino privado.
- Bater nos blbliotecários é de palmatória: nos megas passa a 1 por agrupamento, estoirando com uma das poucas medidas decentes do tempo da Milu. Satisfeito?
Achar que os socretinos têm algum poder nas escolas, nem comento. Deve estar a pensar no ISEC, mas a conversa aqui é sobre básico e secundário.
Julho 15, 2012 at 11:05 pm
Ficaram quedos a assistir com alguma curiosidade aos Contratados e agora estão confusos.
Julho 15, 2012 at 11:21 pm
Colega Paulo, obrigada por este post que denucia o estado de absoluto esmagamento e atropelo aos mais elementares princípios éticos da decência a que a escola está assistir! Sinto as suas palavras nas entranhas. Sou mais uma vítima desse esmagamento, contratada há mais de vinte anos no grupo de filosofia e reconduzida nos últimos seis anos. Na coisificação a que fomos reduzidos, a marca do nosso trabalho esfumar-se-á sem deixar rasto da noite para o dia!…
É chocante saber que há colegas com tantos anos de quadro de escola ou de zona a quem foi comunicada a sua ida a concurso da forma mais impessoal e crua. Aos contratados, esses, nem uma palavra será dirigida face a “pequenez” do que representam neste sistema hilariante!
Isabel Fonseca
Julho 15, 2012 at 11:25 pm
#168
Pois, a revolta de existirem pequenos a renovar contratos. Lamentam-se alguns grandes.
Julho 15, 2012 at 11:41 pm
Não fui para DACL mas por um triz….Quero concorrer para outra escola .Só o posso fazer para o próximo ano ? Sou QE há 24 anos.Por aquilo que li para o próximo ano no concurso ficarei em 2ª prioridade ?Isto se eu quiser concorrer ?
Julho 15, 2012 at 11:54 pm
#170 faltou-te o triz, que neste caso é mesmo azar teu. Concorrer podes, e há sempre 0,01% de probabilidade de não teres vários DACL´s (vindos de um agrupamento, não esquecer o detalhe) à tua frente. E continua a não ler a legislação, pode ser que nunca te arrependas.
Julho 16, 2012 at 12:26 am
È verdade que não tenho lido a legislação para concursos porque há muitos anos que não concorro .Pensei que ia mesmo para Dacl mas não sou ingénua ,para o próximo ano terei de saír da minha escola.Por isso ,estou a perguntar se posso concorrer este ano .Toda a gente me diz que não ,amanhã vou informar-me.
Julho 16, 2012 at 12:42 am
tinha um comentário tão nice e isto comeu-o.
porra.
estiveste bem no # 167, Fafe. lol.
Julho 16, 2012 at 12:48 am
a evolução dos comentários está a ser do melhor…
está a aparecer ( quase) tudo aqui.
faltam as muito sopeiras do crochet, mas #155 fala delas.
Também ainda não li as contratadas de gel nas unhas.. mas essas não páram aqui.
enfim.
sigamos para bingo. uns mais à frente e outros hão-de ir lá ter.
O que ficar vai correr a meter a reforma mas não sem antes arranjar uma baixa que se quer o mais longa possível.
Julho 16, 2012 at 12:58 am
Perante tudo a que estamos a assistir, só posso dizer – Maria de Lurdes Rodrigues, por favor volta!…
Julho 16, 2012 at 1:06 am
#172 boa sorte. A probabiliade de ganhar o euromilhões é ligeiramente menor do que a de este ano alguém ser colocado em DAR, mas o concurso sempre é gratuito.
#175 quem começou tudo isto ache muito bem que volte: a professora do ensino básico, este ano com horário zero.
Julho 16, 2012 at 1:20 am
#172
“Por isso, estou a perguntar se posso concorrer este ano”
Se tem componente lectiva atribuída, não. Este ano, o concurso é só para contratados DACL, DAR e DCE.
“para o próximo ano terei de sair da minha escola”
Se não vai a DACL este ano, a probabilidade de conseguir sair no concurso do próximo ano é muito baixa porque à sua frente, além dos QE mais graduados, estarão todos os que vão a DACL.
Julho 16, 2012 at 2:00 am
Um post portentoso!
Mais cedo ou mais tarde, tocará a uma grande maioria.
Falar ou pensar a escola como uma casa nossa, acabou!
Tudo é efémero, enganoso e passageiro – investir no incerto, aleatório e pouco provável, é uma conduta de alto risco: consome/ corrói e destrói!
Qualquer vínculo emocional a pessoas/ relações/ espaços e tempo, é para abater.
Pretende-se, tão só, desalojar todos de tudo e então submeter, já sem resistência/ sem expectativas/ sem ambições (não só os cidadãos professores, mas todos os restantes), à miséria sobrante de uma fortuna que enche o peito/ a voz e os bolsos de uns quantos bem abonados.
Esqueçam a escola que têm vivido como uma inter-relação permanente entre gentes com nome, com defeitos e qualidades e com sentimentos… esqueçam a escola das pessoas… que a escola mais não é – objectivamente – que o mando e desmando de indivíduos que vivem bem sem ela (e, muito melhor ainda, com ela longe das suas preocupações/ energias e investimentos) … esqueçam a escola que serviram, que viveram, que sentiram … e lembrem que, a breve prazo, seremos todos descartáveis.
Não somos parte de nada senão peças dispensáveis, substituíveis e arrumáveis num qualquer canto sem dignidade, sem brio, sem memória e sem imagem.
Façamos a vontade a estes energúmenos e nada mais, nem um esforço que seja, um sacrifício ainda que mínimo, um segundo que dê jeito!
Que o caos se instale – para o bem, a médio/longo prazo, de todos nós – cidadãos, profissionais, contribuintes e todas as gentes de valor, de trabalho e de honestidade deste país!
Julho 16, 2012 at 2:03 am
Tudo isto tb só é possivel com a colaboração de quem está no terreno, isto é, os directores! Eu acho que uma forma de parar com isto seria uma demissão em bloco de todos, ou pelo menos muitos deles!
Isto no entanto não vai acontecer, pois provavelmente iriam muito deles para DACL!
Julho 16, 2012 at 2:15 am
olha eu achei esse caso monhoso mesmo, ate achei meio engraçado, gente quero criar um website, vcs tem que ir ver, vai ter tudo de bom
Julho 16, 2012 at 12:18 pm
Caro colega,
Estou a um (ano) passo de não ter horário. A colega que está depois já foi indicada para concorrer… A próxima sou eu!
Pertenço ao grupo 430 (economia e contabilidade) que está a ficar sem saída relativamente ao cursos profissionais (a rede escolar reduziu um nº significativo de cursos – assegurados por este grupo de recrutamento e não só). Ora com base quer na notícia publicada no «Expresso» quer no que tenho ouvido, as minhas questões são:
* Se não conseguir provimento em nenhuma escola – o que acontece?
* Qual a lei que define os 2 anos c/ horário zero – regime de mobilidade?
* Poderei concorrer (na mobilidade interna) para outro grupo de recrutamento – para o qual tenho apenas habilitação própria (mas não habilitação profissional)?
Escusado será dizer, que tenho 50 anos e mais de 20 anos de serviço…
Grata, pela atenção dispensada.
Maria Santos
Julho 16, 2012 at 12:51 pm
Paulo,
Alguma coisa está muito mal.
No meu Agrupamento, que por ser Teip tem muitos contratados, além de não enviar ninguém para Dacl, prevê-se que tenha ainda mais de metade dos horários dos contratados (sem contar com os recursos Teip). Mas andámos 1 mês a reunir grupos e conselho pedagógico várias vezes para decidir qual a melhor opção curricular para os alunos e docentes, que culminou na melhor escolha por consenso de todos.
Continue, Paulo, mas penso que os Mega não podem servir para justificar tudo.
Abraço.
Julho 16, 2012 at 4:06 pm
O meu agrupamento é minúsculo. Pois há 10 docentes que são enviados para DACL.
Julho 16, 2012 at 6:18 pm
[...] deste post de ontem, ligeiramente encurtado, mas com o essencial da argumentação. No Público. E depois acho que [...]
Julho 16, 2012 at 6:25 pm
É “apenas” mais uma medida de de desrespeito pelos professores que, com vários (alguns com muitos) anos de dedicação aos seus alunos e à escola que ajudaram a construir, se vêem, enquanto pessoas e profissionais, mais uma vez desconsiderados.
Tenho 34 anos de serviço, não estou na situação de me ver confrontada com um horário zero (Ainda?!) mas… Eu, seria um zero?. Não colegas! Não somos zeros, atribuímos zero para classificar este tipo de política!
Para todos os que se encontram nessa situação o meu abraço
Julho 16, 2012 at 6:43 pm
Brilhannnnnnnnte!!!
Parabéns
Julho 16, 2012 at 7:32 pm
Colegas:
podemos alertar a opinião pública pagando, entre nós, uma página de jornal, após fazermos um levantamento dos professores que ficarão com horário zero no próximo ano e explicando quais as medidas economicistas que levaram a esta redução de professores e consequentemente à degradação do ensino público!
Podemos começar por aí e no início de Setembro, podemos não deixar o ano letivo começar!
Afinal a escola não funciona sem professores!
Julho 16, 2012 at 7:36 pm
#187 De acordo com a ideia de boicotar o início do ano lectivo. E tb alinho com a divulgação desses números.
Julho 16, 2012 at 7:37 pm
O jornal chega a pouca gente.
Julho 16, 2012 at 8:02 pm
Porque não lutar pela IMPUGNAÇÃO DESTE concurso??
Faltam motivos? Ou atropelos aquilo que se chama de Direito Comum?
Somos muitos…podemos contratar os melhores advogados do planeta, (se cada um contribuir)??
Julho 16, 2012 at 11:05 pm
Vou roubar para o rúbrica “Li e gostei” do meu fb.
Julho 17, 2012 at 12:33 am
Excelente post.
A mesma revolta aqui neste, de forma mais visceral e sintética, pois já não há lugar a meias palavras:
http://margarida-alegria.blogspot.pt/2012/07/um-cognome-nao-basta-manif-de.html
Abril 19, 2013 at 6:55 pm
[...] coincidência com o actual número de vagas negativas é uma descoincidência. Como, à época, avisei. E aqui. Há pouco mais de 9 [...]