Paulo Guinote:

A reflexão preenchida no final da formação era obrigatória,  anónima e confidencial…
Segue o que respondi no último tópico: “O que me desagradou nesta formação” .
(…)

M.

1- Desagradou-me o facto de apenas última tarefa (T 6) se relacionar com a formação dirigida à classificação de exames: que ligação existe entre esta e as tarefas anteriores incidentes em “Práticas de avaliação formativa”?

2- Desagradou-me, ainda me desagrada, a tarefa 5  que “ fará parte do trabalho autónomo e deverá constar do relatório de reflexão crítica a enviar ao formador até 14 de setembro de 2012”: carece de fundamento, justificação e esclarecimentos sobre o enquadramento nas “questões da fiabilidade na avaliação externa” e o contributo válido que possa trazer para um melhor desempenho dos professores classificadores de provas de exame. Transcrevo:
“Consulte o documento referente aos critérios de avaliação dos formandos para maior clarificação.
A realização desta tarefa deve incluir uma reflexão sobre:
– potencialidades/constrangimentos da co e da autoavaliação;
– cuidados a ter no questionamento oral;
– possíveis constrangimentos/efeitos da atribuição de feedback. Para a concretização deste ponto, deve proceder da seguinte forma:
•       escolha uma tarefa/um item que tenha proposto aos seus alunos;
•       escolha uma resposta/um desempenho de um aluno a essa tarefa/esse item;
•       considere os critérios que definiu para a avaliação dessa tarefa/desse item;
•       elabore um feedback à resposta/ao desempenho do aluno.
A realização desta tarefa deve ser sustentada pela bibliografia apresentada no tópico Introdução/Documentação da Ação.”

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3- Desagradaram-me os textos de suporte às tarefas T2, T3, T4  – “parecem mais do mesmo” para quem está na carreira há largos anos: são pouco adequados para o objeto da ação de formação, ajustando-se, quando muito, a um perfil de formandos em fase inicial de carreira. O texto B1 da tarefa 3, só por si, é caricato e desmotivador.
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4- Desagradou-me a calendarização em que a formação surgiu – numa reta final do ano letivo em que os docentes se encontram muito sobrecarregados com trabalho e preocupações diversas. Quem tem cargos de gestão intermédia e está comprometido e tem responsabilidades noutras tarefas e atividades com implicações coletivas na vida da escola não pode suspendê-las, por quase duas semanas, não pode faltar a reuniões (no meu horário elas correm por conta da componente individual de trabalho!)… Assim  é inviável usufruir da redução da componente não letiva; o trabalho, de 14 a 24 de maio, estendeu-se por 14-18 horas diárias, incluindo o fim de semana.
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5- Desagradou-me o caráter intensivo desta formação: o cálculo das horas para cada item/tarefa da formação é claramente errado: ultrapassaram-se largamente as horas preconizadas. Não há paciência nem coragem nem disponibilidade que resistam.
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6- Desagradou-me o caráter forçado desta formação: tenho 34 anos de carreira, 28 de classificação de exames. Se sempre servi o sistema (bem, presume-se) qual a utilidade e o contributo desta formação para o meu desempenho?
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7- Desagradou-me terem, novamente, colocado “no mesmo saco”, itens de classificação de exames de Literatura Portuguesa, Português e Português Língua Não Materna, independentemente de estarmos a lecionar/nunca termos lecionado estas diferentes disciplinas – veja-se  o estipulado no artº 3 do Despacho nº 18060/2010, de 3 de dezembro, sobre a constituição da bolsa de professores classificadores…
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8- Desagradou-me, enfim, o grande equívoco entre “avaliação” e “classificação”.
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