Sexta-feira, 11 de Maio, 2012


Wolf Gang, The King And All Of His Men

A última prova de aferição de matemática e os futuros exames. Alunos, pais, Nuno Crato e Cecília Honório (BE).

A máquina de calcular vai passar a ser parcialmente usada nas provas de matemática…

Sou uma das muitas professoras contratadas deste país à beira mar plantado. há já quase 20 anos que me dedico a esta lindíssima e ao mesmo tempo, brutal, profissão. Todos os anos me admiro do decréscimo das poucas vagas existentes para entrar na carreira docente, mas resigno-me (não sem dar luta) a ser mais uma das que concorrem todos os anos. É certo que ultimamente, como faço parte da primeira centena de contratados da lista, fico sempre onde escolho, e isso deu-me alguma segurança, comodidade e até confiança.

Pois,….confiança….agora, com tanta confiança, caí do céu aos trambolhões….

É que ainda não me tinha apercebido que a nossa vida estava por um clique…

Afinal parece que esta coisa da informatização, não veio só para nos simplificar a vida, mas em alguns casos pode complicar e muito, como aconteceu comigo…

Eu explico:

Os concursos para os contratados tiveram início no dia 19 de abril e prolongaram-se até 27, ora eu não querendo deixar as coisas para o fim, durante o fim de semana (21) tratei de preencher o que era necessário e resolver a questão. Assim que tive as coisas prontas, (há sempre aquele momento de dúvida) digitei a palavra passe e cliquei no botão submeter.

Ups…porque é que não sai o recibo?

Lembrei-me então que o pessoal contratado lá da escola tinha comentado acerca da dificuldade de obter o recibo e de o imprimir…

No dia seguinte, para descargo de consciência, voltei a entrar na aplicação e aparecem-me todos os campos (que antes tinha preenchido) a cinzento, desci na página e ainda cliquei em cima do sítio onde aparecia “palavra passe”, mas nada….

“É claro, se eu já ontem submeti, isto agora não dá para mexer”- pensei…burra ou apenas confiante? Não sei…chamem-me o que quiserem….

Sei agora, tarde demais, que devia ter clicado num botão que dizia “editar” para aquela coisa me dar acesso outra vez e que afinal não estava nada submetido.

Descobri isto na terça feira (dia 8) quando me dirigi à secretaria da escola, onde lecciono, para saber se estava tudo em ordem e a senhora me diz que o meu nome nem aparece na lista.

Em pânico fui falar com a direcção da escola que telefonaram para a dgrhe, onde, depois de acederem ao meu processo, informaram que não tendo eu submetido a aplicação, estava automaticamente, excluída do concurso.

Se eu fosse gaulesa teria sentido o céu a cair-me em cima da cabeça…

Desesperada, meti-me no carro e fui para Lisboa. A senhora que me atendeu na dgrhe não podia ter sido mais fria e cumpridora do seu ofício – “não há nada a fazer, se quiser pode pôr isso por escrito,pode pôr, mas olhe que a resposta que tem sido dada, aos que aparecem cá na sua situação, é que a legislação está clara acerca disso: todos os docentes que não completarem, ou não submeterem a aplicação estão automaticamente fora do concurso”.

Argumentei, chorei, solucei, disse que não era justo, roguei….em vão…..A senhora acedeu ao meu processo e verificou todas as datas das minhas entradas na aplicação, mas a sua resposta foi sempre a mesma – não há nada a fazer…

É assim, a vida por um clique…. Mais de dez anos a trabalhar e agora por causa de um clique, tiram-me o tapete de debaixo dos pés…

Já passaram 3 dias, já fui ajudada por uma advogada do sindicato a redigir a reclamação (que já entreguei ontem), já escrevi um texto que pus a circular no facebook a tentar encontrar mais pessoal nas minhas condições,  já pedi uma entrevista com o director geral dos recursos humanos, mas sinto-me a andar na corda bamba, estou a desesperar….

É por isso que lhe envio este email a contar a minha história, preciso que seja divulgada, e que me aconselhem, sei lá o que mais….

Preciso de ajuda….

 

Sandrina Espiridião

Deixaram-me a ligação no FBook para o cartaz original quase com 100 anos. Optei apenas pelo ar intrometido e cortei os dedinhos lambuzados ao Kilroy.

António José Seguro avisa que o PS avançará para uma «rutura democrática» com o Governo caso a saúde e a escola públicas sejam «atacadas». Para a pôr em prática, o líder do PS prefere as «instituições democráticas», mas admite «ir para a frente de uma manifestação» na rua.

«Se este Governo insistir em atacar o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública e outras funções sociais do Estado, aí haverá rutura democrática», disse, em entrevista à TVI, informando que poderá fazê-la «através de vários instrumentos, quer ao nível parlamentar, quer na mobilização dos portugueses».

Embora prefira as «instituições democráticas» para fazer oposição ao Governo, Seguro avisa: «Estou disponível para ir para a rua à frente de qualquer manifestação.»

Primeiros: o que quer dizer rutura democrática? A mim pareceria uma ruptura com o funcionamento da democracia, tipo golpe de estado e tomada da Pastilha de Mentol. Mas deve ser só uma zanga de compadres.

Segundos: que manifestação deseja ser encabeçada por António José Seguro?

.

.

.

.

.

.

.

.

Pois… não há nada.

Até porque não sabemos se é mais do que ministro formal, se o Mexia%Amigos apenas deixam que use o gabinete.

Quem se arreganha todo, bate com a palma da mão na mesa  e grita ai-que-dor-fico-aqui-na-mesma, depois de ter ameaçado fazer não sei que mais e ir não sei onde, acaba quase sempre a esta,r não estando.

Até pode ser que consiga nomear grupos de trabalho, mas o sumiço fica garantido.

  • A Gargalhada:

As insónias de Miguel Relvas

  • Der Terrorist:

“You talkin’ to me? You talkin’ to me? You talkin’ to me?”

  • Norte Cáustico:

Relvas não se demite.

  • Pegada:

Mais um que não sabia o que era a Ongoing

  • Platonismo Político:

Política. Clara como a água.

  • Praça do Bocage:

Como desmentir sem desmentir

  • Vai e Vem:

Há um problema de uso da língua portuguesa no gabinete do ministro…

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 909 outros seguidores