Que os governantes se tornem, rapidamente, inábeis manipuladores da linguagem para esconder a incompetência ou a mentira?
Maio 10, 2012
Maio 10, 2012
Que os governantes se tornem, rapidamente, inábeis manipuladores da linguagem para esconder a incompetência ou a mentira?
Maio 10, 2012 at 5:00 pm
Se calhar é, até certo ponto, inevitável.
O “socialismo real”, o das revoluções comunistas e das ditaduras do proletariado, tinha algumas ilusões na construção de um “homem novo”, liberto destas mesquinhezas e vícios da “democracia burguesa”.
Mas os seus líderes mostraram-se vulneráveis, tal como os outros, aos defeitos e limitações da natureza humana, aqui agravados pelo carácter ditatorial desses regimes e pela inamovibilidade da maioria dos ditadores.
Quanto aos nossos actuais governantes, julgo que estão bastantes furos abaixo dos socratinos nas artes manipulativas. Os outros disfarçavam melhor as aldrabices e o embrulho retórico em que as envolviam era bem mais vistoso.
Na questão da (in)competência creio que estará ela por ela, ou seja, uns e outros se revelam claramente incompetentes para as funções em que foram investidos, ou seja, governar em nome da vontade e dos interesses do povo que os elegeu, servir os interesses nacionais, respeitar a Constituição.
Maio 10, 2012 at 5:15 pm
Hoje estou preocupada com a mudança de critérios de matrícula.
Ainda não li o despacho, mas fui informada que os NEE desaparecem da 1ª prioridade.
Ora, se há pais que devem ter LIBERDADE DE ESCOLHA são os de crianças com NEE, até pq, todos sabemos, há escolas melhor preparadas para os receber que outras.
Maio 10, 2012 at 5:19 pm
reb
pelo que percebi, já não NEE no país, para o ano fazem exames iguais aos outros, acabaram as adaptações!!!!!
Maio 10, 2012 at 5:29 pm
Acabei de saber, pelo Paulo, que se mantèm a prioridade dos NEEs.
Fico muito mais descansada ( há tantos na minha escola…)!!!
Amanhã aviso na escola que me informaram mal.
Maio 10, 2012 at 5:30 pm
#3, Angélica, já sei disseo e acho que lhes vou dizer para faltarem.
É uma aberração!
Deviamos todos tomar essa iniciativa: falar com os pais e aconselhá-los a não levar os filhos à escola nos dias de exame.
Maio 10, 2012 at 5:37 pm
# 5
Já me tinha ocorrido!
Maio 10, 2012 at 5:39 pm
e qual é a nota dos NEE, em caso de faltarem???????
este ano ainda há ao nível de escola…..
Maio 10, 2012 at 5:44 pm
Malabarismos linguísticos para esconder a incompetência? Creio que já não é possível.
Como socializar os prejuízos dos bancos? O primeiro-ministro do Reino de Espanha, Mariano Rajoy, teve uma ideia brilhante. Criará uma sociedade liquidatária [supostamente do Estado] que irá adquirir aos bancos os seus activos tóxicos, para depois os revender nos mercados.
Notícia completa em La Tribune
Maio 10, 2012 at 6:03 pm
#6, eu penso fazer isso. Os meus fazem exame para o ano. São alunos com grandes dificuldades e os testes que lhes aplicamos são muito adaptados. Perante uma prova “normal”, alguns ficariam em stress total.
Falarei com os pais e faltam.
A nota não me preocupa. Ainda estão ao abrigo do DL3. Têm adaptações curriculares e condições especiais de avaliação. Avalio-os pelo que estabeleci como objectivos para eles.
Maio 10, 2012 at 6:03 pm
Nem tudo são más notícias! Parece que vão a enterrar.
http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2012/05/10/ag_ncia_funer_ria_assina_protoco.html
Maio 10, 2012 at 6:04 pm
#7, Angélica, ou o MEC não sabe o que são alunod NEEs ou esqueceu-se deles.
Nós é que não esquecemos.
Era o que faltava sujeitá-los a isso. Para quê??
Maio 10, 2012 at 6:04 pm
#2
Desaparecem da 1.ª prioridade de quê?
De escolherem ou serem escolhidos?
Maio 10, 2012 at 6:09 pm
Hããã???
Agência funerária assina protocolo com clube da Luz
O SL Benfica assinou um protocolo com uma agência funerária para que os sócios do clube da Luz possam usufruir de funerais com serviço personalizado com a temática benfiquista.
http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2012/05/10/ag_ncia_funer_ria_assina_protoco.html
E não pode assinar protocolo também com os partidos??? Poderia ser uma forma de financiamento…
Aqui vai mais uma ideia para o sr Ministro da economia…
Maio 10, 2012 at 6:24 pm
Vou fazer-me sócia.
Maio 10, 2012 at 6:29 pm
#8
Actualização, há poucos minutos/b>
Os malabarismos de Rajoy parece não terem encontrado eco fora de Espanha (nem dentro).
EL Eurogrupo pide a España una valoración independiente de activos los inmobiliarios de los bancos por las dudas que existen sobre su valor real y un plan sobre el impacto que tendrá ese cálculo en las provisiones y la recapitalización de las entidades financieras, informa Efe
Maio 10, 2012 at 6:30 pm
O ponto 3.2 do despacho é claro.
No ensino básico, as vagas existentes em cada escola ou
agrupamento de escolas para matrícula ou renovação de matrícula são
preenchidas dando -se prioridade, sucessivamente, aos alunos:
a) Com necessidades educativas especiais de carácter permanente
que exijam condições de acessibilidade específicas ou respostas diferenciadas
no âmbito das modalidades específicas de educação,
conforme o previsto nos n.os 4, 5, 6 e 7 do artigo 19.º do Decreto -Lei
n.º 3/2008, de 7 de janeiro;
b) Com necessidades educativas especiais de carácter permanente
não abrangidos nas condições referidas na alínea anterior;
c) Com irmãos já matriculados no estabelecimento de ensino ou
no mesmo agrupamento;
(…)
Maio 10, 2012 at 6:36 pm
Tens razão, Paulo. Eles só não aparecem nos critérios de desempate, no número anterior ( o 3.1). Pressupõe-se que estão à frente de todos.
Continua a preocupar-me isto: se a prioridade é para os residentes na área, em detrimento de alunos cujos pais trabalham perto da escola mas moram longe, a mim parece-me que se está a tirar liberdade de escolha a estes últimos.
Há escolas onde isso não é notório, mas na minha é. Sendo zona de comércio e serviços, há muitos pais que optam por pôr lá os filhos…
Maio 10, 2012 at 6:42 pm
# em relação aos NEE’s, e no que se refere ao Secundário, já vi muita estratégia parental e muita gente a “lucrar” indevidamente com a situação…
são NEE’s quando lhes convém… mas enfim, esta será uma realidade diferente do básico…
“EDP supera estimativas com lucro de 337 milhões” — exemplo de uma asserção que não expressa uma mentira e nem manipula…
o que faz um povo com esta verdade?
Quando sabe o que exactamente está na origem destes lucros FABULOSOSOS?
O problema não é já mentira, mas o que se faz com a verdade…
Maio 10, 2012 at 6:43 pm
Sobre os exames, a AIA (Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista), ou a AMA (Associação de Amigos do Autismo), não tenho a certeza, pediu um esclarecimento e a resposta foi:
Solicitou a Senhora Secretária da Estado do Ensino Básico e Secundário a divulgação da seguinte comunicado:
Exma. Sra. Presidente da Federação Portuguesa de Autismo,
Na sequência da nossa conversa telefónica, envio-lhe uma nota síntese da avaliação dos alunos com NEE para melhor entendimento desta questão.
Quando se fala de alunos com necessidades educativas especiais, e porque se trata de um conceito que se inscreve no campo da educação, e não da saúde ou qualquer outro, estamos a falar de currículo, mais concretamente da relação do aluno com o currículo. Ou seja, estamos a falar de um grupo de alunos que, por uma série de razões, tem dificuldade em aceder ao currículo estabelecido a nível nacional. Por sua vez, este grupo de alunos, pode dividir-se naqueles que só conseguem aceder ao currículo nacional se puderem dispor de determinadas medidas de educação especial e naqueles que não conseguem, mesmo com adequações, seguir o currículo comum. Por essa razão, a tomada de decisão quanto à elegibilidade para a educação especial e à identificação das medidas mais adequadas para responder a cada aluno foi, desde há muitos anos, atribuída à escola, aos professores. Este reconhecimento do papel do professor não pretende minimizar ou desvalorizar o de outros profissionais, tais como os psicólogos, médicos e terapeutas, entre outros. É inequívoca a importância do seu contributo para um conhecimento aprofundado do aluno, das capacidades e incapacidades ao nível do funcionamento psicofisiológico, no entanto só os professores conseguem integrar e relacionar essa informação com outra, relativa à realização e desempenho do aluno nas atividades e tarefas de âmbito curricular desenvolvidas em contexto escolar. A decisão é, em nosso entender, indiscutivelmente do campo da educação.
Relativamente ao primeiro grupo de alunos, a legislação em vigor (Decreto-Lei n.º3/2008 de 7 de janeiro) prevê a possibilidade de poderem beneficiar, entre outras medidas, de apoio pedagógico, tecnologias de apoio, adequações na avaliação ou mesmo adequações curriculares. Estas adequações situam-se numa perspetiva aditiva e não subtrativa, dado que não se pretende retirar conteúdos ao currículo, passando este a constituir um currículo de segunda, mas sim proporcionar ao aluno os meios para que consiga atingir os objetivos finais. Se o aluno consegue seguir o currículo comum, não lhe pode ser negado esse direito. Mais tempo, maior nível de concretização, mais apoio, MAIS … o aluno precisa de mais para que possa alcançar os mesmos objetivos que os seus colegas. Partindo de um lugar recuado na grelha de partida, se puderem ter mais estações de apoio ao longo do percurso estes alunos podem cruzar a meta final em conjunto com os seus pares.
Para o segundo grupo de alunos é desenhado um currículo de cariz funcional, à medida de cada um particular e tendo como objetivo o desenvolvimento de competências que permitam uma vida futura com a máxima autonomia e integração familiar, profissional e social. Estes alunos, como é claramente compreensível, não estão sujeitos ao regime geral de avaliação, sendo esta definida e realizada em função do currículo que seguem.
Já em relação aos primeiros, se o acesso à frequência do currículo comum beneficiando das necessárias adequações é um direito, é um direito também o acesso à avaliação com as necessárias adequações, sendo que a regra geral é a de que estes alunos realizam as provas de âmbito nacional. Nesse sentido, o Decreto-Lei n.º 3/2008 prevê que possam beneficiar de adequações no processo de avaliação com alteração da prova (em braille, ampliada, em formato digital, de resposta fechada, com destaque de palavras-chave, etc.) ou outras condições inerentes à avaliação (mais tempo para a realização da prova, realização da prova em sala a parte, resposta oral do aluno escrita pelo professor, etc.).
O Ministério da Educação e Ciência assegura assim que os alunos com necessidades educativas especiais continuam a usufruir de provas adaptadas e de condições especiais de realização relativamente às provas finais do ensino básico e exames nacionais do ensino secundário.
Estamos ao seu dispor para qualquer informação adicional.
Cordialmente,
Carla Sampaio
Assessora
Maio 10, 2012 at 6:53 pm
#19
A prova de aferição de ontem foi diferente para os alunos NEE?
Maio 10, 2012 at 6:55 pm
#20
não faço ideia, não tenho alunos a realizar provas de aferição.
Maio 10, 2012 at 7:10 pm
#20
Não. A prova é igual para todos… e os critérios de correcção também. Apenas vão num envelope à parte porque também as fazem numa sala à parte. A unica coisa que é permitida terem é 15 minutos a mais para cada parte. O ano passado existia a possibilidade de um professor lhes ler a prova… este ano não. Como é prova de aferição aqueles que apesar de estarem matriculados no 4º ano ainda andam a aprender a ler e escrever…com base no respectivo PE… faltaram! Porque na realidade irem lá não serviria para nada!
Mas nos exames não é bem assim…
Maio 10, 2012 at 7:38 pm
# 6 – não pode ser. .. “O aluno que não faça um dos exames fica automaticamente retido” – é o que diz o papelinho – a legislação.
Maio 10, 2012 at 9:35 pm
“19, quem me dera falar com a secretária de estado.
Gostava de lhe perguntar se sabe que são RAROS os alunos com currículo específico, já que as indicações da DREL há anos que vêm nesse sentido. Além disso, as profs de ensino especial argumentam que, caso não façam o currículo normal com adaptações, não os consegue inserir num curso profissional, depois do 6º ano. Uma das minhas alunas NEE, com PEI, tem um síndrome estranhíssimo e não entende nada, mal fala, nem se percebe o que diz. Nas aulas, vai repetindo algumas frases que lhe escrevemos no caderno. Os testes são 2 ou 3 coisinhas que ela consegue memorizar e desenhos.
Como ela, tenho ´vários alunos com PEI, com deficiências não tão graves, que têm adaptações curriculares e diferenciação na avaliação.
Não sei o que se entende por “respostas fechadas” como li agora, mas sei que, basta um texto ser grande, para eles não o conseguirem interpretar. Nos meus testes, uso textos pequenos de manuais do 3º ano ( estão no 5º) e, mesmo assim, entrego o teste anteriormnete à prof de ensino especial para o treinar com eles.
Não sei como podem fazer um exame normal. É uma aberração!
Maio 11, 2012 at 1:16 pm
#0
Os políticos destes srão uma praga inevitável?
Por falar, CARTOON:
http://margarida-alegria.blogspot.pt/2012/05/cartoon-feriados-1-de-4-u-varito-ke-xer.html#comment-form
(primeiro de 4, sobre a abolição dos feriados. AVER!)