Sábado, 28 de Abril, 2012


Kaiser Chiefs, Listen to Your Head

Neste tempo todo ainda não vi aluno nenhum.

porque depende do Irão.

… para a naite, não me encontrem.

A porta-voz da PSP, Carla Duarte, argumenta que perante a lei “duas pessoas já fazem uma manifestação” e que “a PSP não tem de justificar a sua atuação”. Acrescenta ainda que no caso em questão se tratou de “um grupo de oito pessoas e não de quatro” e que a notificação da pessoa em causa se deveu a “não ter comunicado à câmara de Lisboa” a organização do protesto.

A PSP invoca o Decreto-Lei n.º 406/74 e um parecer da Procuradoria Geral da República de 1989 que indica que “manifestação será o ajuntamento em lugar público de duas ou mais pessoas com consciência de explicitar uma mensagem dirigida a terceiros”. A legislação de 1974 também diz que “incorrerão nas penalidades do crime de desobediência” quando “as pessoas forem surpreendidas armadas” (artigo 8). Neste caso, os panfletos terão sido a ‘arma do crime’?.

Portanto, se dois amigos dirigirem em uníssono um piropo (mensagem) a alguém, têm de pedir licença à câmara?

Então deve ser para isso que as obras precisam de ter alvarás para funcionar!

Só se for de ar. Será que João Proença não percebe até que ponto enterrou a UGT e perdeu toda a credibilidade enquanto sindicalista ao serviço do poder?

João Proença quer encher as ruas no 1.º de Maio

A proposta da DREN que, pelo menos, mesmo que tarde, a(s) apresenta por escrito: Proposta_Famalicão.

A maior parte acima dos 3000 alunos. E quem diz que TEIP também não agrupa?

Governo dá novas excepções salariais a institutos públicos

(…)

As alterações aprovadas ontem, em Conselho de Ministros, fazem com que suba para 14 o número de organismos com este estatuto, que permite que passem a reger-se pelas regras remuneratórias das empresas do Estado, possibilitando-lhes pagar vencimentos mais elevados.

De acordo com o comunicado divulgado ontem pelo Governo, este regime especial, que já tinha sido atribuído a dez entidades aquando da revisão da lei-quadro (em Janeiro), passou a abranger todos os “institutos públicos cujos diplomas orgânicos prevejam expressamente a existência de atribuições relacionadas com a gestão (…) de apoios e de financiamento assegurados por fundos europeus”.

O PÚBLICO apurou que este grupo inclui, pelo menos, quatro organismos. São eles o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, o Turismo de Portugal, o Instituto do Emprego e Formação Profissional e ainda o Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas. Com este alargamento, passam a ser pelo menos 14 as entidades com direito a este estatuto, uma vez que as outras dez já tinham sido incluídas, entre as quais o Instituto Nacional de Estatística e o Infarmed, por exemplo.

Se a coerência valesse alguma coisa, gostava de ver acções consequentes dos autarcas que, em tempos de governo PS, criticaram a megalomania concentracionária de Sócrates, mas também dos que, em tempos de PSD/CDS, criticam as suas políticas neoliberais. A atravessar todo o período há ainda os autarcas pertencentes ao(s) partido(s) que sempre se opuseram politicamente a este tipo de políticas.

Ou seja, se todos tivessem palavra os hiper-mega não avançariam na maior parte do país, pois de acordo com o despacho a anuência das autarquias é condição indispensável.

Estas notícias sobre Almeirim, recolhidas pelo Livresco, têm três semanas de intervalo. O presidente da Câmara é do PS, estava a favor da coisa, mas foi derrotado pela maioria do executivo, em que os vereadores do PS se uniram à oposição, apoiando os directores das escolas.

Câmara contra mega-agrupamento de escolas em Almeirim

DREL recua na intenção de constituir mega-agrupamento de escolas de Almeirim

Eu sei que há muita gente desejosa de ver certos directores pela borda fora mas o que talvez possa escapar-lhes é que a alternativa nem sempre é melhor e as consequências podem ser muito complicadas a vários níveis, a começar pela mobilidade interna de alunos, professores e funcionários.

Em Leiria a posição de recusa também foi assumida com clareza:

A Câmara Municipal de Leiria manifestou a “recusa de qualquer tipo de proposta de agregação de escolas”, uma vez que a intenção do Ministério da Educação é “prejudicial para o território educativo do concelho” e um “retrocesso para a qualidade do ensino”. A informação foi avançada pelo vereador da Educação, Gonçalo Lopes, durante a reunião de câmara de 17 de Abril. Tal posição foi manifestada pela autarquia numa reunião com a DREC – Direção Regional de Educação do Centro, ocorrida recentemente, onde marcaram presença o Conselho Municipal de Educação e os diretores gerais dos agrupamentos, que também manifestaram o seu voto contra a proposta do Governo.

Isto significa que há capacidade de resistência ao cilindro do MEC e das DRE-não implodidas. Resta saber se a coerência está bem distribuída.

Por exemplo, na zona onde lecciono mantenho alguma curiosidade sobre a posição a ser tomada pela autarquia  (CDU) há muito liderada por um professor aposentado, assim como a Assembleia Municipal, quanto a uma proposta meio estapafúrdia (nascida de um director a precisar de alargar o seu feudo particular) de que aqui já foi dada conta em texto do meu colega Vítor Barros. Mas, não me tendo recandidatado ao CME, não possuo informação oficial, apenas relatos oficiosos,

Ainda mais um pouco de Maria Filomena Mónica ao I:

Somos todos primos uns dos outros?

E sabemos quem foi para a cama com quem, achamos que, se se está com ciúmes do outro, é uma questão de saias. Na universidade, então, é uma baralhada completa, porque, como é pequenina, todos nos conhecemos. E do assédio sexual nem vale a pena falar. Em Oxford, num ambiente muito masculino, onde havia 80 homens e cinco mulheres, nunca senti nenhum assédio sexual, apesar de, como aluna, usar mini-saia.

E em Portugal?

Com os meus colegas masculinos, percebi que eles iam para a cama com as alunas, e digo: “Vocês não estão bons da cabeça!” Diziam uns aos outros: “Aquela vai à cama?! Se soubesse, tinha-lhe dado melhor nota.” Isto assim, à minha frente! Eu dizia: “Esperem ao menos que elas acabem a licenciatura.” Mas os meus colegas achavam normalíssimo ir para a cama com as alunas. Em Portugal há a promiscuidade do sexo e a promiscuidade do parentesco.

A endogamia ainda é um problema, nas nossas universidades?

Basta olhar para os apelidos. Quando a minha universidade fez 100 anos, fui convidada como antiga aluna. Estavam lá professores da Faculdade de Direito e perguntei se ainda existe endogamia na faculdade. “Ah, de todo!”, responderam-me. E dava vontade de rir – bastava olhar para os apelidos iguais, claramente filhos ou sobrinhos. Há endogamia. E há nepotismo.

Algumas destas questões mereceriam um divertidíssimo desenvolvimento, a oscilar entre a análise do comportamento de conservadores puritanos com abundantes vícios privados e o de progressistas praticantes do nepotismo mais descarado, se possível com jovens de boas famílias ou escasso critério. E note-se que nem coloco seco às criaturas, porque vi todo o género de combinações a funcionar.

Maria Filomena Mónica ao I:

Como avalia o desempenho da oposição?

A oposição desapareceu. O PS não existe, nem sei o que é aquilo. O líder não tem carisma, não sabe o que há-de fazer, está condicionado pelo acordo com a troika. E sucede a um delinquente político chamado Sócrates, o pior exemplo que jamais, na História de Portugal, foi dado ao país: ir para Paris tirar um curso de “sciences po”, depois daquela malograda licenciatura – à qual não dou a menor importância, pois há muitos excelentes políticos que não são licenciados. O engenheiro Sócrates foi o pior que a política pode produzir. Depois de tantos processos em que mentiu, aldrabou, não depôs, ninguém percebeu o que se passou com o Freeport, os portugueses perguntam-se onde foi ele buscar dinheiro para estar em Paris. Quem é que lhe paga as despesas e o curso? A esquerda socialista tem ali este belo exemplar a viver no 16ème, e um sucessor que não inspira ninguém. O PCP vive num mundo antes da queda do Muro de Berlim, e o Bloco de Esquerda habita em Marte.

No Expresso de hoje a investigação continua sobre as relações entre serviços secretos e grupos de comunicação concorrentes, assim como sobre as consequências de tais ligações em termos jurídico-criminais.

É sempre interessante ver a capacidade de investigação e o poder da comunicação social nestes casos. Pessoalmente acho importante que se revelem estas ligações lamacentas entre aparatos do Estado, interesses privados e organizações secretas ou semi-secretas.

Também é muito interessante acompanhar o recrutamento, mais ou menos recente (em especial desde que se perfilou a queda de Sócrates como inevitável), de opinion-makers (com real impacto ou empurrados à força via canais televisivos do mesmo grupo) por parte da mesma publicação.

Cigarros genéricos?

Idiotas genéricos!

… dificilmente passa pela concentração dos projectos educativo, pela subordinação de várias escolas com culturas (melhores ou piores) a um único órgão de gestão, com plenos poderes para impor a sua visão única em nome de uma accountability hierárquica e promotora de subserviência para baixo e para cima.

Mesmo não sendo eu um dos grandes arautos destes conceitos, por achar complicada a sua generalização entre nós, acho que a liberdade se define pela diversidade e que ela é tão mais necessária quanto se esteja em zonas afastadas dos grandes centros.

E a liberdade de escolha exerce-se escolhendo e não sendo encaminhado para trajectos únicos.

A opção deste Governo por continuar as políticas dos dois anteriores em matéria de concentração escolar e modelo único de gestão, agravando alguns dos seus erros mais evidentes e – em simultâneo – contradizendo os seus próprios princípios ditos liberais quando convém, significa que quase tudo o que antes diziam alguns dos seus membros eram fruto da ignorância ou apenas meros chavões incapazes de uma concretização prática.

A herança destas medidas será um sistema educativo público com menor diversidade, mais monolítico, com os centros de decisão mais afastados dos interessados, ou seja, menos liberal, igualitário no mau sentido e centralista a um grau nunca visto.

Que os defensores da liberdade de escolha o percebam apenas agora é pena, pois acabaram por aceitar, ou tomar como boas, algumas medidas danosas, na esperança de uma miragem que, por definição, é ilusória.

A menos que o verdadeiro plano seja o de saturar de tal modo as unidades de gestão e tornar indistintos os seus projectos, que a liberdade passe exclusivamente pela saída para o sector privado.

E nada se resolve com a nomeação, formal e informal, de grupos de trabalhos de professores universitários de Matemática e Ciências para acharem a fórmula mágica, a regra ou número de ouro, que tudo permita resolver através de uma enunciação simplista.

E muito menos se resolve com um encapsulamento mental em torno de ideias (mal) feitas, com origem em experiências pessoais de sucesso em outra década, outro século, algures, em outro contexto.

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