Terça-feira, 24 de Abril, 2012


Florence and the Machine, Shake It Out

Miguel Portas morreu aos 53 anos

Porque granizo é outra coisa.

Governo de Jardim suspeito de corrupção e fraude fiscal

Pejada de senhore(a)s directore(a)s, consta que foi ocasião para algumas pérolas por parte de quem se mantém pelos corredores do ME(C) desde o tempo guterrão.

Nada como uma responsável por um sector específico da Educação criticar acesamente os respectivos profissionais, perante os directores, aconselhando-os a terem cuidado com o que assinam.

Contaram-me outras coisas, mas certamente inventadas, como aquela de relembrarem que as provas devem ser pedidas para cada escola dos novos mega-giga para que nenhum director seja atropelado a levá-las da sede até ao verdadeiro destino.

Como piada, enfim, deixa a desejar. Só pode ser ficção.

Mas assustou pessoas como a que me mensajou acerca do assunto.

A verdade é que enquanto a mobília for a mesma, governos a fio, dificilmente o locatário ocasional consegue implodir seja o que for.

… Tutankamon, Moisés, Matusalém e uma simpática habitante das Galápagos (não confundir com esta sua prima) também decidiram não comparecer nas cerimónias oficiais do 25 de Abril.

Fraude fiscal de Isaltino não prescreveu, mas o autarca pode não ser preso nos próximos dias

Pode não ser… mas isso significa que era para ser ou alguém vai tomar as devidas providências para que nunca seja?

Custos do trabalho em Portugal abaixo de metade da média da zona euro no ano passado

Portugal tinha no ano passado custos laborais de 12,1 euros por hora trabalhada, substancialmente abaixo de metade da média da zona euro, que era de 27,6 euros por hora trabalhada.
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É certo que na China devem ser apenas 12 cêntimos…

Isto, pura e simplesmente, não faz sentido. Passos Coelho começa a ultrapassar Guterres no picaretismo falante sem conteúdo significativo para além da enunciação. E já está a empatar com Sócrates na conversa de chacha.

Passos Coelho afirmou esta manhã que o que o Governo está trabalhar para “recuperar a liberdade face ao exterior” para que os portugueses possam “voltar a respirar e a decidir de acordo com o que são as suas aspirações.”

O trabalho que está a ser desenvolvido pelo Executivo tem como intuito “recuperarmos a nossa completa liberdade face ao exterior, com responsabilidade”, disse esta manhã o primeiro-ministro.

“A coesão social é o bem mais precioso e é aquele que preservaremos dentro de todas as possibilidades. A política não é feita para os governos, é feita para as pessoas”, salientou, nas vésperas das comemorações do 25 de Abril.

Isto é completamente irreal, ou surreal, ou sei lá. Nem indefectíveis apoiantes, nem figadais adversários, nem terceiras vias de sexo indeterminado, nem biliosos bloguistas acreditam que isto seja verdade.

O passismo-relvismo, enquanto discurso político, assume cada vez mais os tons de uma comédia nonsense. Aprecio no plano estético, mas, excepto na fase Pinheiro de Azevedo, dispenso a nível de governação.

Muito bom para piadas e punchlines, mas muito mau para a maioria do resto da população.

 

A discussão em torno do financiamento das escolas públicas e dos subsídios às escolas privadas com contratos de associação, com base num mítico custo médio por aluno deixa-me sempre espantado com o carácter socializante e igualitarista de alguns liberais.

Se fizermos um inquérito às necessidades alimentares médias da população portuguesa e, por hipótese meramente ilustrativa mas adequadamente ridícula, der o tal meio frango por habitante, vamos dar o mesmo meio frango aos bebés de seis meses e aos atletas de alta competição?

Calcular o custo médio por aluno não serve só para fazer comparações disparatadas, mas enquanto não se desagregar esse cisto médio por ciclo de escolaridade, por região ou concelho, por tipo de turma (regular, PCA, CEF)  por ramo de ensino (no secundário), etc, etc, tem uma utilidade limitada e perversa.

Como todas as médias, este é um valor que não existe em lado nenhum concreto e só serve para prejudicar quem mais precisa (escolas em zonas carenciadas, com necessidade de turmas caras e alunos que implicam maior investimento individual, como se passa com os alunos com NEE) e beneficiar os que menos precisam (escolas com turminhas regulares, chapa cinco).

Gaspar: “Tentámos o estímulo económico, mas não resultou”

Embora as escolas, muitas vezes, também pudessem ser menos… descuidadas. Afinal, um procedimento disciplinar não é propriamente neurocirurgia.

Foi a meio do segundo período que um grupo de alunos do 11º ano conseguiu ter acesso aos testes de biologia antes do exame, depois de terem furtado a pendrive da professora.

A escola tentou sancionar o comportamento, mas uma mãe apelou para a Direcção Regional de Educação do Centro. A resposta chegou agora e anulou a decisão da escola secundária de Oliveira do Hospital.

O diretor Albano Dinis assume a responsabilidade e reconhece que existiram erros formais por parte da escola, na medida em que um dos prazos para o procedimento disciplinar avançar não foi cumprido.

Os alunos livraram-se do castigo, ou seja, sete dias de suspensão para os alunos que roubaram a pen e um dia para os cúmplices.

Se o exemplo social é o dos crimes e escapadelas graças a truques formais, as mãezinhas queridas dos santinhos usam de todos os recursos para os seu queridos escaparem aos castigos.

Seria curioso saber se os daniéisoliveiras suspenderiam a professora por ter sido roubada e aplaudiriam os alunos pelo seu espírito libertário.

Então Pedro Marques Lopes não pode criticar João Jardim, Isaltino, Valentim e uns quantos outros.

Pinto da Costa é, sem sombra de dúvida, o mais brilhante gestor português e, no seu sector, um dos melhores do mundo, senão o melhor (é o presidente dum clube, no mundo inteiro, com mais títulos ganhos). Em qualquer país que não estivesse minado pela inveja, que não vivesse obcecado pela intriga e não odiasse vencedores, o presidente do FC do Porto seria um autêntico herói nacional.

Desde que a afinidade com Passos Coelho se finou e deixou crescer a barba à gajo de esquerda, este Pedro desatinou mais do que a média…

 

… mas cá há todo um grupo de inteligentes que quer, a mais 35 anos de distância, vingar-se de um PREC vivido pelos papás e temos de aturar experiências de engenharia social e financeira lidas nuns livros giro,s escritos em estrangeiro e comentados nuns seminários em inglês.

Sentem que chegou a vez deles fazerem porcaria. Como se uma asneira antiga justificasse um disparate actual.

EUA: fundo de pensões vai esgotar antes do esperado

Insolvência chegará em 2033, três anos antes do que o previsto.

 

  • Aliás:

CONVERSA DE BANQUEIRO

  • My Universe:

A excepção de sempre: os banqueiros!

  • No Reino da Dinamarca:

Corrupção e impunidade para pacóvios

GAVE: Mais profissionalismo, sff.

Não sendo eu professor nem profissional relacionado com as áreas lecionadas no ensino secundário, mas encontrando-me delas próximo por motivos familiares, ciclicamente sinto-me incomodado por serem incluídas nas provas nacionais questões que dão azo a polémica entre os profissionais da área, quanto à resposta correta. Tais episódios traduzem indubitável e imperdoável falta de atenção na preparação das provas, constituindo verdadeira desconsideração pelo trabalho desenvolvido pelos professores na preparação dos alunos, a quem se pretende exigir seriedade e rigor.
Este ano o copo transbordou.
Está em causa a pergunta 3. do Grupo II do Teste Intermédio de Biologia e Geologia do 10º Ano de Escolaridade (Versão 1) e as respetivas hipóteses de resposta.
Para facilitar a compreensão do que está em causa atente-se na seguinte imagem, retirada de uma das fontes bibliográficas:

Se os autores da referida pergunta tivessem confrontado a informação presente no portaldoastrónomo.org – “depois de ter caído na Terra o meteorito fica protegido desta radiação pela atmosfera e os isótopos instáveis da radiação cósmica começam a decair” – com outras fontes credíveis, rapidamente chegariam à conclusão que a mesma não é rigorosa ou, no mínimo, emprega linguagem de sentido dúbio. Após a queda na terra, a concentração e quantidade de 36Cl presente no meteorito é que começa a diminuir ou a cair (não o 36Cl a decair) e ali dever-se-ia ler qualquer coisa como “depois de ter caído na Terra o meteorito fica protegido desta radiação pela atmosfera pelo que não surgem novos isótopos instáveis e os existentes, ao continuar a decair, vêm a sua quantidade/concentração diminuir”.
Efetivamente, o decaimento de 36Cl para 36Ar ocorre desde que o primeiro surge, ainda o meteorito anda a circular pelo espaço sideral, muitos milhões de anos antes de cair na Terra. A relação existente entre aqueles dois elementos no momento da queda, depende da Idade de Exposição à Radiação Cósmica do meteorito, ou seja, conforme a linha tracejada, que representa na imagem o momento da sua queda terrestre, se encontre mais para a esquerda ou mais para a direita.
Que assim é, demonstra-o o facto do resultado da relação  36Cl / 36Ar no momento da queda dos meteoritos férreos ser precisamente usado pelos cientistas para o cálculo das respetivas Idades de Exposição à Radiação Cósmica. Se o valor dessa relação fosse sempre o mesmo em todos os meteoritos no momento da sua queda na Terra, como é pressuposto no enunciado da pergunta 3, tal utilização não seria possível ou esse dado seria, para esse fim, indiferente.
Concluindo, o enunciado da pergunta 3 do Grupo II do Teste Intermédio de Biologia e Geologia do 10º Ano de Escolaridade (Versão 1) parte de um pressuposto errado e, face à ausência de outros dados, não se pode afirmar se alguma das alíneas , A, B, C ou D será falsa ou verdadeira. A pergunta 3 não tem solução.

Não sendo eu especialista desta área científica, não me foi difícil encontrar informação relevante sobre o assunto para o confrontar e verificar que estava incorreto. Que os responsáveis pela realização dos Testes Intermédios e Provas Nacionais também o façam antes de publicar as provas, será pedir muito?

Bibliografia:
- Pedras do Céu, Uma questão de idades. Disponível em http://www.portaldoastronomo.org/tema_pag.php?id=9&pag=2
- Encyclopedia of the Solar System 2e 2007 by Academic Press, Chapter 13 Meteorites, de Michael E. Lipschutz e Ludolf Schultz. Disponível em http://urania.udea.edu.co/sitios/astronomia-2.0/pages/descargas.rs/files/descargasdt5vi/CatedraAbierta/Meteoritos/Reference1_Meteorites_Asteroids.pdf
- Cosmic Ray Exposure Ages of Iron Meteorites Using 39K-40K-41K Dating, De Nirmala Shankar, 2011. Disponível em http://mss3.libraries.rutgers.edu/dlr/outputds.php?pid=rutgers-lib:36215&mime=application/pdf&ds=PDF-1
- A Systematic Study of the Cosmic-Ray-Exposure History of Iron Meteorites: 10Be-36Cl/10Be Terrestrial Ages. K. Nishiizumi et al, Disponível em http://www.lpi.usra.edu/meetings/metsoc97/pdf/5268.pdf
- Irradiation Records, Cosmic-Ray Exposure Ages, and Transfer Times of Meteorites, O. Eugster ey al, in Meteorites and the Early Solar System II, 2006. Disponível em http://www.lpi.usra.edu/books/MESSII/9004.pdf

António M. Marques

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