Domingo, 22 de Abril, 2012


Les Negresses Verts, Zobi La Mouche

O acórdão da 6.ª Vara Criminal de Lisboa que absolveu os 11 arguidos do processo Portucale tem várias contradições entre os factos considerados provados e não provados, como se pode constatar pela sua simples leitura, tal como o SOL fez.

Além disso, a parte da fundamentação do acórdão – em que os juízes têm de explicar como formaram a sua convicção – limita-se a remeter genericamente para as declarações de arguidos e testemunhas, documentos e escutas telefónicas, não permitindo perceber qual o raciocínio e os factos que levaram à conclusão de que não houve os crimes de tráfico de influências, abuso de poder e falsificação de documentos, como acusava o Ministério Público (MP).

… e neste momento o 3º lugar é possível e não apenas matematicamente.

A quem interessar…

 

Vive la françaille!

Os dois principais candidatos não chegam aos 60% juntos, na melhor das hipóteses, de acordo com as sondagens:

O socialista François Hollande venceu Nicolas Sarkozy na primeira volta das presidenciais francesas. Hollande terá conquistado entre 28,4 e 29,3% dos votos, ao passo que Sarkozy terá arrecadado entre 25,5% e 27%, de acordo com os primeiros resultados oficiais anunciados após o fecho das urnas, às 20h locais.

(…)

A candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, ficou na terceira posição, à frente do “candidato surpresa” desta campanha eleitoral, Jean-Luc Mélenchon, que representa os comunistas e parte da extrema-esquerda. Marine Le Pen terá obtido entre 18,2 a 20% dos votos, ao passo que Mélenchon ter-se-á ficado pelos 10,8%-11,7%.

Por seu lado, o quinto candidato mais votado, François Bayrou, terá obtido entre 8,5% e 9,1% dos votos, ainda assim longe do seu resultado de 2007 (18%).

Os restantes candidatos estão bem atrás dos cinco mais votados: a ecologista Eva Joly terá obtido entre 2,1% e 2,3% dos votos, Nicolas Dupont-Aignan entre 1,5% e 2,1%, o trotskista Philippe Poutou entre 1,2% e 1,3%, a outra trotskista Nathalie Arthaud entre 0,5% e 0,6% e Jacques Cheminade cerca de 0,3%.

A taxa de participação cifrou-se em cerca de 80%, uma percentagem muito elevada mas ainda assim inferior à registada em 2007 (83,77%). Esta afluência acaba por dissipar os temores de uma grande abstenção (cifrou-se nos 19,7%) no seguimento de uma campanha que, segundo diferentes sondagens, pouco mobilizou os franceses numa altura em que a palavra de ordem é “crise”.

(c) Antero Valério

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