2:54, You’re Early
Abril 19, 2012
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Abril 19, 2012
Por causa de uns comentários no Proflusos e do Buli, ontem, aqui no Umbigo, fica aqui um esclarecimento informado:
A Diretora Regional esteve em Alcácer, reuniu com o Presidente da Câmara e com os Diretores dos 3 Agrupamentos e apresentou verbalmente três propostas: agrupar a Secundária com a Baáica 2/3 (agrupamento de Escolas de Alcácer), agrupar o Agrupamento de escolas de Alcácer com o Torrão ou um agrupamento único em Alcácer; pediu pareceres aos agrupamentos, secundária e câmara. Já foram enviados. A maioria preferia que o Torrão se agrupasse a Alcácer mas só ao Agrup. Esc. Alcácer, mas sabes como funciona o Torrão com a distância e a situação dos professores quase todos de Évora, Alcáçovas, não vêem isso com bons olhos…
A Diretora regional voltou ao Torrão esta semana a pedido da associação de pais e parece ter afirmado que pelo menos no próximo ano letivo não vão avançar com a proposta de agregação. O Torrão preferia agrupar com Viana do Alentejo. (…)
Abril 19, 2012
Dirigentes e funcionários do Estado nas Novas Oportunidades
(…)
Nuno Crato rejeita a existência de mais alunos a abandonar o ensino superior por falta de dinheiro, apesar dos já muitos avisos que lhe têm sido feitos. Agora foi a Associação Académica da Universidade de Coimbra que lhe pediu uma visita “ao terreno” para ver com olhos de S. Tomé, foi Jorge Sampaio que aconselhou uma rápida transferência de verbas para o auxílio ao estudantes, e foi a Igreja Católica que avisou que, a continuar assim, doutor só será o filho do Senhor Doutor. Entretanto, o que faz o governo? Arranja uma espécie de Novas Oportunidades para 650 quadros do Estado, uns MBA a preço de saldo para a rapaziada aprender umas coisas. Sim, leram bem: enquanto alunos abandonam o ensino superior por falta de dinheiro, os nossos queridos líderes vão às aulas em três das melhores universidades, aprender coisas “executivas” a baixo custo. Uma espécie de caçada ao elefante branco.
Abril 19, 2012
Saragoça da Matta retira candidatura a Tribunal Constitucional
Paulo Saragoça da Matta retirou a sua candidatura a juiz do Tribunal Constitucional, “por razões de ordem pessoal”. Maria José Reis Rangel Mesquita é apontada como substituta pelo PSD, sabe o Expresso.
Abril 19, 2012
Este poste era para se chamar “Ouvido No Elevador”, como certos blogues colocam, até parece que o elevador estuda em Paris. Por isso fui investigar. Era tudo mentira.
Abril 19, 2012

Abril 19, 2012
… e trouxeram mais uns amigos. Em atenção ao spórtengue, a rega é em tons de verde e de novo alvarinho (não confundir com tinto vilarinho).
Abril 19, 2012
Abril 19, 2012
Abril 19, 2012
Não me vou pronunciar sobre a substância do caso, pois o que leio é escasso, a questão é delicada e não sei até que ponto é legítimo dar opinião com elementos muito parciais.
Mas há algo que considero estranho neste processo, para o que me chamou a atenção o António Duarte, e que passa pela forma como se decreta uma suspensão preventiva, não se ouve o arguido e se faz passar o tempo num caso cujas diligências poderiam ser bem mais céleres…
E era bom saber até que ponto não está a ser feita uma aplicação abusiva de alguns aspectos da lei 58/2008.
Neste caso, por outro lado e por conter aspectos fracturantes, julgo que faz falta uma danieloliveirada a colocar os pontos nos y.
Abril 19, 2012
É interessante esta forma diversificada de abordar as coisas, conforme os sítios. Há as imposições e as propostas, mais abertas ou mais fechadas.
Em Santarém os Conselhos Gerais vão ser consultados. Curioso…
Abril 19, 2012
Crato justifica aumento dos alunos por turma
Ministro da Educação esteve no programa «Política Mesmo» na TVI24O ministro da Educação, Nuno Crato esteve, esta quarta-feira à noite, no programa «Política mesmo» na TVI24 e reconheceu que o número de alunos, por turma, vai ser aumentado.
O governante diz que não há razões pedagógicas que digam que 30 alunos «é mau». Sem avançar um número limite de estudantes, Nuno Crato assumiu um «máximo de 30».
Esta argumentação é fraquinha, fraquinha.
O que é uma razão pedagógica?
Será que não é uma razão pedagógica afirmar que, com 24 alunos na sala de aula, existe uma maior possibilidade de participação de cada aluno na aula, de ter mais atenção por parte do professor, do que com 30?
Por esta ordem de ideias que razão pedagógica existe para dizer que dois professores em vez de um a dar uma aula «é mau».
Também não há razões pedagógicas que digam (isto sempre pressupondo que as razões pedagógicas falam por si) que escolas mais pequenas e uma gestão pedagógica de proximidade «é mau». Aliás, que razões pedagógicas dizem que ter mega-agrupamentos com 4000 alunos «é bom»? E que departamentos curriculares com muitas dezenas de docentes, com um Conselho Pedagógico a funcionar algures «é bom»?
Entende-se que Nuno Crato ensaie um estilo português suave para fazer passar de forma quase pacífica uma medida sem sustentação empírica, mas não espera, por certo, que qualquer pessoa minimamente informada e conhecedora da realidade das escolas engula a coisa.
Já agora… onde está a liberdade de escolha nesta matéria?
Abril 19, 2012
Deviam ser feitos estudos sérios sobre as causas de doenças e mortes entre professores. O trabalho desgastante e as situações de desrespeito e humilhação a que muitos são sujeitos na sua atividade profissional conduzem a situações de forte stresse, depressões, ansiedade, picos de tensão, acidentes vasculares cerebrais e a outro tipo de complicações.
Nos tempos que correm é quase proibido estar doente, pelos problemas que isso levanta, quer a quem adoece, quer a quem terá de o substituir. Por isso, muitos professores andam como zombies por corredores e salas de aulas, mesmo doentes, arrastando os pés ao ritmo que a medicação e a desmotivação permitem. Embora de pé, muitos entre nós estão tombados por dentro há muito tempo.
Certamente os suicídios não se confinam aos dois ou três casos que vieram a público, de professores com “historial de distúrbios”, como alguns órgãos de comunicação divulgaram. Mas mesmo que um ou outro os tivesse, seria conveniente averiguar as suas verdadeiras origens.
Além dos suicídios silenciosos, levados a cabo em casa, longe dos olhos de outros, seria interessante fazer uma investigação séria em torno daqueles que morrem nas estradas, durante as (muitas vezes longas) viagens de casa para a escola e vice-versa, por vezes em circunstâncias “difíceis de explicar”. E há ainda as doenças súbitas ou mortes de quem acabou um dia de trabalho, de quem se sentiu mal no decorrer do dia ou se finou mesmo no local de trabalho.
Não se duvide que nos tempos que correm morre-se por se dar aulas, seja por suicídio, acidente ou por “doença” devida ao acumular de tanta pressão e desrespeito. E os que não morrem no imediato vão perdendo anos de vida. Mas isso nada importa a quem governa. Morre um, logo outro está em fila para o substituir, e a mais baixo custo. As pessoas deixaram de importar. Professores e alunos. Pessoas, em geral…
António Galrinho
Professor
Abril 19, 2012
Não vou pronunciar-me – já pareço um papagaio gago – sobre aquela tendência trotskista de alguma direita portuguesa pela aceleração da História sempre que querem implementar medidas de fim de trajecto, quando estamos a meio do caminho.
Vou apenas concentrar-me num daqueles detalhes aparentemente factuais que polvilham os artigos de opinião sobre Educação e que parecem provar, de forma definitiva, uma tese que – se analisarmos de perto – apenas se baseia em dados que…
Desta vez é Henrique Raposo que escreve:
É óbvio que, perante tamanhas certezas, o que aqui escrevo entra no blá-blá da espécie (seja isso o que for…). Só que eu gostaria que Henrique Raposo percebesse melhor o sistema holandês.
Não é verdade que financie directamente os alunos e não é verdade aquela percentagem de 70% não blá-blá, número cuja origem adivinho, mas espero ter sido encontrado em fonte credível.
O que existe na Holanda até pode ser numa percentagem maior, só que é um sector privado completamente financiado pelo Estado. Realmente isso não é neoliberalismo, é subsidiodependência do empreendedorismo privado. O que muda são apenas alguns aspectos da gestão, mas tudo o resto depende do dinheiro do Estado. Privado puro praticamente não existe.
Se em Portugal isso acontecesse acusariam os da espécie de comunismo: Já a mim este modelo de social-democracia parece-me demasiado dependente do dinheiro da teta do Estado.
O quadro seguinte é de uma publicação recente do projecto Eurydice.
O problema é o habitual… Análise pela rama, preguiça em ler as letrinhas pequenas… e escrever com tanto preconceito quanto aquele que se critica.
Abril 19, 2012
Infantário num contentor para aproximar ciganos
Em Darque, a escola foi ao encontro das mães e crianças do acampamento cigano e instalou um contentor com duas salas de aula para motivar as famílias a deixarem os menores frequentar o pré-escolar. Veja o vídeo.
Projecto Ísis
Abril 19, 2012
Abril 19, 2012
Candidatos do PS e do PSD ao Tribunal Constitucional são da maçonaria
(…)
A escolha destes dois maçons – os nomes reuniram o consenso de socialistas e sociais-democratas – surge poucos meses depois da controvérsia originada pelo PSD relativamente à maçonaria. Em Outubro do ano passado, num relatório sobre as alegadas fugas de informações e escutas a um jornalista, envolvendo os serviços secretos, o PSD designou a maçonaria como um “grupo de pressão”, “influente”, que, naqueles casos, “afectava a credibilidade” das secretas.
Abril 19, 2012
Decide-te. Estavas em Bruxelas, no centro de toda a informação… Agora mudas de opinião todos os dias (peço desculpa pelo tratamento coloquial, mas perdi a pachorra com os lapsos…).
Abril 19, 2012
Our Plan to Fix Portugal
The main economic challenge is to ensure that growth goes hand in hand with fiscal discipline.
Crisis: “Portugal will not ask for more money or time”, says Portuguese PM (update)
WSJ: Portugal’s Gaspar: Building Market Credibility By Sticking To Program
Penso que é claro que, com mais ou menos vontade, quem votou no PSD e no CDS não o fez para que eles pusessem em prática praticamente o oposto do prometido, quebrando sucessivas promessas, incluindo as pós-eleitorais.
Quem cunhou a noção de má moeda para a política nacional anda silencioso agora porque…?
Neste momento, a herança já não serve de desculpa porque, como é evidente, muita gente ligada a este governo sabia muito bem o que se estava a passar antes.
Um exemplo ao calhas: não foi o escritório de advogados do actual ministro da Defesa contratado pela Parque Escolar?
Será sigiloso saber que tipo de serviços jurídicos foram efectivamente prestados? A quantia envolvida é uma gota no oceano dos ajustes directos, mas… pelo menos sabiam do que se passava nessa área da governação, correcto?
E como este exemplo há outros…
Abril 19, 2012
Mas é óbvio que são gestores de sucesso e que temos muito a aprender com o empreendedorismo privado e com os mercados.
Europe’s Rescue Plan Falters
Banks in Troubled Countries Close to Exhausting Money Injected to Ease Crisis.
Gaveta aberta de textos e memórias a pretexto da Educação que vamos tendo. Este blogue discorda ortograficamente. Contacto: guinote@gmail.com
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