… mas tem sido tratado como banana.
Aconselharia um pouco de autoestima que se pusesse a andar. Ele. Mas não adianta ameaçar e fazer saber.. Quem quer demitir-se, demite-se.
Março 5, 2012
… mas tem sido tratado como banana.
Aconselharia um pouco de autoestima que se pusesse a andar. Ele. Mas não adianta ameaçar e fazer saber.. Quem quer demitir-se, demite-se.
Março 5, 2012 at 10:10 am
E uma frase para a despedida do palhaço rico?…
- That’s all, folks!…
Março 5, 2012 at 11:13 am
vou dizer uma coisa politicamente incorrecta, em especial para quem pensa que repudia o politicamente correcto, mas que assume todos os tiques politicamente correctos do anti-politicamente correcto, ifiunou-uóraimim,
Devido ao facto de este ministro ser um estrangeirado, tinha grande esperança no estilo desassombrado dele. Era um Ministro que se tratava por tu, pelo nome próprio, arejado e descomplexado. Que andava de metro e de autocarro no meio da malta. Tudo ao estilo protestante e muito pouco católico. E sobretudo conhecedor, por vivência própria, de que há outro mundo muito mais diverso e com horizontes mais rasgados do que esta mercearia de bairro na qual Portugal teima em se manter.
Não me refiro agora ao conteúdo política do homem. Apenas ao estilo que se contrapóe ao discurso redondo e politiquês do PM, ao miudinho pensamento de contabilista do Gaspar, ao estilo demagógico-ecológico dos ministros CDS que copiaram, mal, o Bloco nas vespas e gravatas e à necessidade do Seguro em proclamar em cada dia que passa pelo menos uma coisa que o escandaliza. (O Seguro,então, a escandalizar-se ao ritmo e com a intensidade com que ele se escandaliza, se alguém lhe apalpar inadvertidamente o cú, daqui a 50 anos ainda reclama a berrar no telejornal com uma casca de ovo na cabeça armado em calimero).
Tinha esperança que o homem-Alvaro arejasse os comportamentos da classe politica. Há modas que pegam. Na primeira entrevista que concedeu à RTP, o Carlos Daniel, esse baluarte do status quo jornalístico milionário, agrediu autenticamente o Alvaro que tinha antes cometido o crime de lesa-jornalismo de proclamar a necessidade de reformas na RTP. E percebeu-se ao longo da entrevista que as respostas passaram a ser cada vez mais curtas, o sorriso apagou-se e o Alvaro percebeu que o seu estilo não pegaria, pois percebeu ser em vão a sua tentativa de dar pérolas a porcos.
Em suma, o meu politicamente incorrecto é o seguinte: preferiria mil vezes ter ministros do estilo pessoal do Alvaro do que os cagões que em todos os outros governos e oposições nos têm mandado com arrogância e convencidos que são uns grandes homens.
Coisa diferente é algumas das coisas que ele afirma a título de serem evidências pacíficas em todo o mundo acabarem por ser entre nós tratadas pela inteligência autóctone como blasfémias ideológicas.
O tipo até dá aulas destas coisas, ecomonia e desenvolvimento, etc. num Pais com uma das mais elevadas taxas de crescimento e onde o bem-estar dos cidadãos é mais elevado. Ele não dá aulas nas faculdades de economia e finanças portuguesas cujos mestres, catedráticos e outros cagões incompetentes deixaram que o país caísse em bancarrota. Mas isso nem interessa discutir, pois o que é politicamente correcto é desancar no homem, ponto final.
A questão de fundo, porém, tem a ver com o complexo papal-católico. Quem distribui o dinheiro da europa – ou concede as indulgências – (sendo que em ambos os casos se garante o céu) é que detém o verdadeiro poder. Para que serve ser ministro se não se tiver o poder de favorecer os amigos e conhecidos ? Então um tipo sujeita-se a fazer as figuras do Passos, do Seguro e do Louçã durante uma vida inteira e quando chega a ministro vai favorecer quem não é dos seus ?
Boa semana de trabalho, agora que a Ginja se acabou, e vais ver que ainda vais ter saudades do homem. Do estilo, claro.
Março 5, 2012 at 11:31 am
Parecia um trunfo?!…
Saiu uma bisca!…
Março 5, 2012 at 11:36 am
#2
O crescimento económico é incompatível com a austeridade.
Março 5, 2012 at 11:56 am
#4 António Ferrão,
Subscrevo.
Sem espinhas.
Março 5, 2012 at 12:16 pm
#4
De acordo (partindo do princípio que nestas matérias um problema tão profundo possa ser reduzido numa frase de slogan de tipo sindical) . Mas V. está a falar do Gaspar, certo ?
Março 5, 2012 at 12:43 pm
#6
O seu comentário em #1 aponta numa direcção interessante, que eu gostaria que fosse mais praticada nestas discussões. A tensão ME-MF, que tão bem realçou, parece-me residir no binómio crescimento-austeridade. Pelo menos, essa é a minha opinião.
Março 5, 2012 at 12:44 pm
O seu comentário em #2…
Março 5, 2012 at 1:12 pm
A “nossa Dona Branca era uma santinha ao pé de gente como esta.
___________________
É mais rápido e fácil montar um esquema Ponzi do que dar origem a uma melhoria técnica na industria. É esta a razão da preferência de todos os gestores financeiros tipo Maddof. Ser mais produtivo é muito mais difícil.
<Michael Hudson
Março 5, 2012 at 1:40 pm
Acho fantástico quando um político ameaça demitir-se.
Porquê ameaçar?
Março 5, 2012 at 2:01 pm
Um tipo inseguro, este ASP, que, para compensar, tentou disfarçar a sua notória inadaptação à realidade nacional e ao cargo com tiques de estrangeirado, e que acabou por se revelar completamente inepto do ponto de vista político.
Personagem com “estilo diferente”?
Quando pouco há de substancial pra suportar esse “estilo”, para o personagem sobra apenas a incomodidade ressentida da sua “diferença” e, para os outros, um fogo fátuo…
Março 5, 2012 at 3:08 pm
“Não temos pressa e a história garante que venceremos a crise”
Vítor Gaspar, ministro das Finanças. (CM).
Que ele não tinha pressa, já todos tinhamos percebido pela sua maneira de falar.
Agora ficámos a saber da sua intimidade com Clio, a deusa da história.
Quando o VG não toma a medicação, dá-lhe para isto…
Março 5, 2012 at 4:13 pm
Se vencer a crise está pré-determinado, qualquer um serve para ministro das finanças.
Março 5, 2012 at 4:50 pm
Pois mas o ÁLVARO EMBORA FOSSE UM TU ESQUECEU QUE UMA COISA É ESCREVER LIVROS TEÓRICOS SOBRE ECONOMIA OUTRA É A REALIDADE EM SI MESMA..
EXEMPLO: SABER TUDO SOBRE UM PARTO EM TEORIA NÃO FAZ COM QUE SEJA UM EXPERT …. E QUANDO SE CHEGA À REALIDADE DO DITO É QUE SE CONSTATA ISSO… TAL COMO SER PAI OU MÃE..PODE LER MUITO MAS A REALIDADE É OUTRO MUNDO…FUI….
Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática, e toda a prática deve obedecer a uma teoria. Só os espíritos superficiais desligam a teoria da prática, não olhando a que a teoria não é senão uma teoria da prática, e a prática não é senão a prática de uma teoria. Quem não sabe nada dum assunto, e consegue alguma coisa nele por sorte ou acaso, chama «teórico» a quem sabe mais, e, por igual acaso, consegue menos. Quem sabe, mas não sabe aplicar – isto é, quem afinal não sabe, porque não saber aplicar é uma maneira de não saber -, tem rancor a quem aplica por instinto, isto é, sem saber que realmente sabe. Mas, em ambos os casos, para o homem são de espírito e equilibrado de inteligência, há uma separação abusiva. Na vida superior a teoria e a prática completam-se. Foram feitas uma para a outra.
Fernando Pessoa, in ‘Palavras iniciais da Revista de Comércio e Contabilidade’
Março 5, 2012 at 5:48 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2012/03/05/dedicada-por-inteiro-ao-ministro-da-economia-e-ao-seu-dilema-the-white-stripes-just-dont-know-what-to-do-with-myself/
Março 5, 2012 at 8:33 pm
#2 pombalino
#15 bulimundo
A minha opinião sobre o homem situa-se num msito dessas duas visões.
O homem foi um ingénuo em aceitar tal super-ministério e talvez tivesse um estilo que pudesse ser refrescante.
Ao aceitar, no entanto, provou ser muito ambicioso e pouco ciente dos seus limites (alcançou o tal nível de queda e incompetência do “Princípio de Peter”). Demasiado idealista e convencido que era um salvador (infantilidade?). Por outro lado não sabia que ia para um sistema político com partidarite enraizada, que depressa enxota os independentes. Gaspar, sendo independente, tem aquela aura austera e tecnocrata que agrada ao povinho salazarento e aos políticos incompetentes a seu lado, que assim vêm-se mais livres para a politiquice e os jobs for the boys. Gaspar alinha nessa infilytração de boys do partido, contradizendo a austeridade, poiis sabe que, se não o fizer, depressa tem a cabeça a prémio também.
No fundo tenho certa pena de ASP, mas também deveria ter imposto as suas condições de início e não como se fosse um convite para uma paletra ou jogos florais de “brainstorming” de ideias para o país, que parece predominar nos seus livros. Agora era a vida real, e ASP aceitou dar o passo(s) maior do que as pernas.
Março 5, 2012 at 8:49 pm
Amanhã sai cartoon sobre o assunto!