Falando no meu caso especificamente, entrei na Universidade de Aveiro em 1998, com uma média de 16.5 no curso de professores do 1º CEB, minha 1ª opção. Tinha apenas 17 anos. Passado 4 anos, finda a licenciatura e estando no ano de 2002 consigo, após candidatura e respetivo processo de seleção, ficar em setembro a trabalhar na Universidade de Aveiro, como bolseira de investigação na área das TIC. Durante 3 anos esse tempo de serviço não foi reconhecido e assim vi muitos colegas em concursos públicos de ensino passar à minha frente. Passados três anos, finalmente, reconhecem o meu tempo de serviço, que tive nessa bolsa de investigação e na qual tinha como função dar formação na área de informática, a alunos e professores. Finalmente via os meus 352 dias contabilizados de modo a usá-los nos concursos docentes.
Comecei a trabalhar e a lei dizia que dois anos fora do ensino público seria um retrocesso e regresso a 2ª prioridade e a possibilidade de não lecionar. Assim, fui sempre concorrendo a tudo e todo o lado, de modo a garantir a 1ª prioridade. Nunca tive a sorte de entrar num horário anual, mas felizmente sempre completo – dando origem a um salário sempre muito razoável, 1373 euros ilíquidos, para 25 horas semanais de trabalho.
No ano de 2004/2005 entrei em Albergaria-a-Velha, Aveiro, onde leccionei desde 28/10 até 23/03. Nesse ano letivo ainda lecionei a seguir em Estarreja, Aveiro, de 04/04 a 31/08. Nesse ano entre uma colocação e outra perdi 11 dias. Serão estes 11 dias relevantes para passar a 2ª prioridade, e os 147+150 dias que fiz de serviço, para que servem? E quem entrou em dezembro e apanhou um horário anual merecerá passar à minha frente, apesar de ter ficado com menos dias de serviço? Porque é disto que se trata.
Em 2005/2006 só consegui colocação em janeiro, numa substituição temporária que se prolongou até final do ano letivo, 31/08/2006, em Monção. Mas mais uma vez não era anual, apesar de completo, ficando nesse ano com 224 dias de serviço.
No ano 2006/2007, e para não perder a 1ª prioridade, em vez de ficar a usufruir do desemprego candidatei-me ao ensino das AEC’s e durante um ano letivo inteiro apenas tive 80 dias, pois o contrato era a recibos verdes não tendo hipótese de fazer a sua recontagem, porque a nova lei de 2011 só permite a recontagem a contratos a termo e não a recibos verdes. Novamente não se sabe quando as leis mudam e quem beneficia com elas.
No ano letivo seguinte mais escolas viriam e o medo do desemprego falou mais alto e novamente coloquei todos os sítios e horários temporários e saiu-me logo um desses no dia 16/11/07, em Vila Nova de Gaia, que se transformou em anual – conclui a 31/08, devido a ter vindo a reforma da colega, mas não era anual, ganhei 290 dias de serviço, serão suficientes ou seria necessário 365 para ficar em 1ª prioridade nesta nova lei? Não sei? Será considerado anual? Ou temporário? Nesse mesmo ano e para completar os dias que me faltavam acumulei funções em AEC’s, em Oliveira de Azeméis. Era uma correria, que exigia muita disciplina e organização, para ter mais uns dias, 56 dias. Assim no total tive nesse ano letivo 346 dias.
No ano letivo 2008/2009 haveria de lecionar em 3 escolas diferentes. No dia 25/09 fiquei em Arrifana, por um mês, até 31/10. Depois, no mesmo agrupamento, apanhei outra colocação a 06/11 até 28/02. Após esta colocação, e por oferta de escola, fiquei em Vila Nova de Gaia, com 25 horas, de 02/03 a 15/07, mas como era uma vaga de apoio, fui para o desemprego mal acabaram as atividades letivas e o período de férias. Ainda nesse ano, e novamente em acumulação de funções, estive a lecionar nas AEC’s, num total de 33 dias de serviço. O total de tempo de serviço deste ano letivo é de 320 dias. Novamente não chega aos 365 dias de serviço. Mas ressalvo que um colega com horário anual, que comece em dezembro terá apenas 270 dias de serviço. Mas passará à minha frente. Que justiça é esta?
Mas, o meu percurso continua e a seguir fiquei colocada, no ano letivo de 2009/2010, em Vila Nova de Gaia, numa vaga temporária – pelo menos teoricamente, pois estive lá o ano letivo todo, de 21/09 a 31/08, conseguindo 345 dias de serviço. Mas ainda não chega para as regras da 1ª prioridade. Que mal fiz eu? Não aceitei um emprego num privado perto de casa? Pois é isso que penso, quando leio o novo projeto de lei que querem divulgar como oficial. E mais pergunto: então se iam lançar assim uma lei não deveriam ter lançado antes do concurso dos Açores, pois eu segundo a nova lei poderia querer concorrer, e até queria, pois poderia ter emprego… Ainda durante este ano letivo fui novamente penalizada, pois não pedi avaliação docente, não contava para concurso, alteração a meio do “jogo” passou a contar e já não fui a tempo de pedir aulas assistidas, no apoio educativo.
Mas ainda não acabou e no ano letivo passado, para me salvaguardar de ver pelo menos 200 colegas a ter mais um ponto e passarem-me à frente no concurso, pedi aulas assistidas, fiz um portefólio e tive Muito Bom – 8,6 pontos. Sonhei em ter mais um ponto e assim estar mais bem posicionada para os concursos de 2012. Novamente enganada, pois se a lei nova sair não beneficiarei desse ponto, pois ter bom ou muito bom é para o governo a mesma coisa. Fixe… Espetáculo… novamente enganada… a meio do “jogo”. Estou frustrada, pois com 31 anos ainda não consegui ter filhos e nem posso pensar nisso, pois o futuro é sempre mudado e as regras dos concursos estão sempre em aberto até ao último momento. Justiça? Não acho que seja, pois a angústia desgasta qualquer pessoa, até professores.
No ano letivo de 2010/2011 entrei numa vaga de gravidez de risco, em Santa Maria da Feira, a 24/09 que se prolongou até 10/08, tendo assim conseguido 321 dias. Os quais pensei passar a mais 365, num total de 686 se contasse a minha avaliação de Muito Bom, e que ainda conta se a lei não for alterada. Neste ano novamente me senti mal, pois no final não recebi qualquer indemnização pela caducidade de contrato, facto que recebia nos anos letivos anteriores. Mas, acolhi a decisão e agradeci ter trabalhado perto de casa e o ano todo, ou quase todo.
Este ano letivo ainda não trabalhei. Mas, por oferta de escola e com critérios ridículos, entrou por exemplo um colega com 14 de média académica e 65 dias de serviço. Justificação para esta situação é ter lecionado lá. Engraçado… e ser experiente não conta? Tenho neste momento 2264 dias de serviço e sai da universidade com 15. O que faz ter uma graduação de 22.203, com a avaliação de Muito Bom. Mas não chega para algumas escolas, pois escolheram outro colega, muito abaixo de mim nas listas de ordenação docente. Estamos a falar em muito lugares a baixo pois sou o 3000 e tal e o colega o 11000 e tal. O colega é mesmo 8000 lugares abaixo de mim. Novamente, chamamos, a isto, justiça?
Para não perder a 1ª prioridade e visto que não conseguia ser colocada aceitei 9 horas nas AEC’s, em Santa Maria de Feira, a receber pelo escalão 126, enquanto no ensino 1º Ciclo recebo pelo 151, pois já perfiz 365 dias de serviço. Novamente sujeitei-me para ganhar tempo de serviço e não perder prioridade. Agora vem uma lei e perco tudo… sonhei estar bem situada nas listas do próximo concurso visto ter Muito Bom de avaliação, ter lecionado no público nos dois anos letivos anteriores e ter um bom tempo de serviço e graduação, mas isso está a esmorecer pois a nova lei remete-me para 2ª prioridade. Pois, nos últimos seis anos não tive 4 contratos anuais – apesar de somados os seis anos eu ter tempo de serviço de 4 anos – tenho 1641 dias – o que dá 4,496 anos. Mas isso não chega para este governo… tenho pena por mim e pelos meus colegas, que são milhares deles.
Há muito tempo o professor deixou de ter vida própria, pelo menos eu, mas estou a ficar realmente desiludida e as lágrimas já vão caindo pelo meu rosto. Pois, gostaria de ver reconhecido o meu trabalho e sacrifício para prestar serviço público, pelo esforço que fiz pelos meus alunos, não de elite, mas de tudo um pouco. E sempre com um sorriso e mão amiga ajudei-os a crescer e a acreditar numa sociedade justa. Mas, como posso continuar a dizer aos meus alunos que devemos ser justos, que não vale a batota, que o crime não compensa! Quando todos os dias vejo o contrário e sinto na pele o contrário…
Tenho ainda o sonho de lecionar, visto sempre ter desejado fazê-lo desde a infância. Recordo com saudade as palavras de uma professora de OGE, organização e gestão empresarial, de 10/11/12º anos, que me disse para não ir para o ensino e seguir contabilidade ou gestão. Mas, a minha vocação era outra e não ouvi ninguém, segui o coração. Hoje, quando vejo o descalabro de quem inventa estas leis penso que se calhar errei muito. Pois, se pensa que fui para professora do 1º Ciclo porque não tinha outra opção não pense nisso – estudei economia até ao 12º ano, tive matemática e tive 15, poderia ter entrada em gestão, contabilidade ou numa engenharia. Mas, apesar da matemática me fascinar, o que ainda hoje acontece, queria ensinar, fazer os outros gostar do ensino, de aprender como eu.
Assim acabo o meu desabafo dizendo que se esta lei for avante e se concretizar poderei ver um colega saído da universidade com 13 e com 4 contratos anuais e horário completo à minha frente, quando a sua graduação será muito inferior à minha!? Pois eu tenho maior média de universidade e mais tempo de serviço, mas ele teve sorte mas colocações e eu não. Ou então veio de uma escola particular com 4 anos de serviço e eu não. Não sei que pensar, só penso que irei parar ao desemprego após 10 anos de duros sacrifícios e de muitas preocupações, sempre a servir o setor público.
Desculpe o desabafo, mas assim poderá ficar com uma melhor percepção do porque desta revolta, angústia e sentido de indignação. Não tenho nada contra os colegas que saíram do privado ou que têm menos tempo de serviço do que eu, ou que tiveram sorte de ter horários anuais. Mas acho que o critério deveria ser apenas a graduação e mais nada.
Atenciosamente,
Sónia Andrade
Fevereiro 29, 2012 at 12:07 pm
Acho gritante a sua situação, infelizmente nem todos nós que somos efectivos (QE’s ou QZP’s) nos preocupamos o suficiente com os contratados. A situação que relata em:
“Este ano letivo ainda não trabalhei como por oferta de escola e com critérios ridículos, entrou por exemplo um colega com 14 de média académica e 65 dias de serviço. Justificação para esta situação é ter lecionado lá. Engraçado… e ser experiente não conta? Tenho neste momento 2264 dias de serviço e sai da universidade com 15. O que faz ter uma graduação de 22.203, com a avaliação de Muito Bom. Mas não chega para algumas escolas, pois escolheram outro colega, muito abaixo de mim nas listas de ordenação docente. Estamos a falar em muito lugares a baixo pois sou o 3000 e tal e o colega o 11000 e tal. Não foi engano a escrever o colega é mesmo 8000 lugares abaixo de mim. Novamente, chamamos, a isto, justiça?”,
vai ser muitos comum com a nova lei e a maior autonomia das escolas.
A colega teve muito bom, na minha escola existiam (ainda não conseguiram colocação) dois colegas contratados que tiveram excelente (foram paus para toda a obra nas mãos dos seus avaliadores) e como deve ter reparado o Excelente não é bonificado em concurso, pelo que nem o ponto extra conseguem.
Por muito que os colegas gozem com os xalentes fazem-no porque não precisam (precisavam) da nota para ganhar mais uns pontinhos que lhes permitissem ter a possibilidade de ter emprego no ano seguinte. Muitos dos nossos colegas passaram à frente de quem se sujeitou a muita coisa para poder obter o almejado Muito Bom ou nalguns raros casos o Excelente e vão continuar a passar.
A juntar à perversidade da ADD da Milu e da IA o actual MEC junta a autonomia das escolas e ninguém se mexe, ninguém critica, não os afecta – até ao dia em que ….
As cunhas estão a proliferar, os apadrinhado também.
Se conseguir mude de profissão ou vá para o privado a vida está muito má para os contratados e vai ficar cada vez pior com as injustiças a aumentarem e o emprego precário a desaparecer pelas piores razões.
Fevereiro 29, 2012 at 12:26 pm
Enquanto a vida dos contratados anda para trás a destes senhores anda muito exigente.
Directores exigem indemnização
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/directores-exigem-indemnizacao
Fevereiro 29, 2012 at 12:35 pm
Tadinhos, têm razão ainda por cima ficam com HZ a meio do mandato e com a obrigatoriedade de dar aulas nos anos seguintes.
Nada como uma expectativa frustada.
Fevereiro 29, 2012 at 12:36 pm
O comentário #3 era para o #2.
Fevereiro 29, 2012 at 2:03 pm
Eu já estou quase como o outro, num outro blogue.
Gostaria só de perguntar à Sónia se, enquanto esteve na formação na Univ, concorreu aos concursos e, nesse caso, se recusou, aceitou, aceitou mas meteu atestado… ? Foi lá 1 mês, onde foi colocada, e depois saiu quando a Univ lhe disse que sim..? Por outro lado, também releve talvez a aposta feita na Universidade no início da sua vida profissional, esperando, julgo eu, vir a ser assimilada pela dita, o que não se veio a verificar..?
Fevereiro 29, 2012 at 2:08 pm
Eu já aqui uma vez disse que tenho duas mancebas na família com uma idade próxima da da autora desta carta que não foi por falta de aviso que se meteram a tirar o curso para o Ensino? Tb por falta de capacidade de intervenção dos meus queridos familiares que são os pais delas, diga-se de passagem….
Enfim, é melhor não escrever mais nada.
Fevereiro 29, 2012 at 2:08 pm
pq me passo!!!!
Fevereiro 29, 2012 at 3:18 pm
Pois, bem vinda. É a vida de contratado. Comecei a trabalhar com 20 anos, e se relatasse tudo ao pormenor a carta ficava mais extensa.E aos colegas de todos os dias aconteceu-lhes igual.
Na educação as leis mudam constantemente e nós é que apanhamos por tabela.
Empregos e trabalho agora não há, mas se puder tente outra coisa.
A ideia de ensinar aos outros desde que era criança também já não interessa.
seria preciso que alguém quisesse aprender. Enfim…
Fevereiro 29, 2012 at 4:31 pm
Quem se sujeita a tudo, inclusive a avaliações da treta, depois não se pode queixar…
E tive excelente e isto e aquilo…
Quem começa por aceitar tudo sem barafustar, só tem é de arcar com as consequências. Ou pensavam que a excelencia ia garantir alguma coisa para alem de submeter as hostes?
Fevereiro 29, 2012 at 5:28 pm
Já se perguntou o que deve ir na cabeça dum contratado de Informática, ao saber que a si lhe foram contados 3 anos “a dar formação na área da Informática” a alunos (!!!) e professores (!!!), tendo entrado num curso de professores do 1º Ciclo, que nada tem a ver com Informática?
A senhora acha isto normal?
Alguma vez pensou na injustiça dessa situação?
Claro que não, quando é Informática qualquer um pode dar e os gajos que andam lá a tirar cursos de 3 e 5 anos não são para aqui chamados porque vão todos parar às empresas não é?
Fevereiro 29, 2012 at 7:49 pm
E a autora do desabafo não reage à situação em que se encontra? Não emigra?
Fica aqui em Portugal à espera que chova?
Emigre mulher….ou pensa que aqui tem algum futuro?
Tanta gente em tantas profissões que resolve estes problemas metendo-se a andar para bem longe daqui…
Fevereiro 29, 2012 at 7:52 pm
Eu sei que não é fácil e por vezes os caminhos parecem difíceis mas desistir não pode estar no “sangue” de um professor. Acredite e persista, é o que tenho feito enquanto professor!
Seja forte!
Fevereiro 29, 2012 at 8:47 pm
[...] Vida De Contratada – Sónia Andrade [...]
Fevereiro 29, 2012 at 9:03 pm
Devemos todos reconhecer que as coisas andam muito complicadas para quem é contratado, mas há coisas que eu não entendo.
Passado 4 anos, finda a licenciatura e estando no ano de 2002 consigo, após candidatura e respetivo processo de seleção, ficar em Setembro a trabalhar na Universidade de Aveiro, como bolseira de investigação na área das TIC. Durante 3 anos esse tempo de serviço não foi reconhecido e assim vi muitos colegas em concursos públicos de ensino passar à minha frente. Passados três anos finalmente reconhecem o meu tempo de serviço que tive nessa bolsa de investigação e na qual tinha como função dar formação na área de informática, a alunos e professores. Finalmente via os meus 352 dias contabilizados e usá-los nos concursos docentes.
Não sabia que as bolsas de investigação davam para dar formação.
Não sabia que esse tempo de formação contava como tempo de serviço para concorrer ao 1.º ciclo.
Mas enfim, eu acho sempre graça àqueles que não andaram a trabalhar na escola e depois acham que os outros lhe passaram à frente.
Mas passarm à frente porquê? Porque andaram pelas escolas desse país fora a dar aulas?
Não entendo.
Fevereiro 29, 2012 at 9:46 pm
Pois colegas então enganados, nesta bolsa de investigação não estive na Universidade, mas sim a andar de escola em escola a lecionar formação aos alunos – Projeto PAUIE. E colega Jaykay não deixei de concorrer, durante o projeto, concorri sempre mas não entrei. Por isso foi ficando no projeto, como bolseira de investigação. Já de agora colega não meti atestado e durante este percurso fique sabendo que tenho apenas 15 dias de falta, por diversos motivos, em 10 anos de serviço. Sou responsável e trabalhadora, não me aproveitei de nada. Colega de informática, peço desculpa se o ofendi por ter leccionado informática, mas foi em escolas do 1ºCEB e a bolsa abriu para professores do 1º Ciclo e colegas de informática em igual número de vagas – 30 para cada curso.
ainda para a colega Jaykay não a ofendi por isso de chamar manceba a quem adora ensinar e sempre o fez al longo dos anos, que é o meu caso, parece da sua parte uma indelicadeza. Mas, cada um sabe da sua educação… e relativamente aos pais os meus são excelentes por isso não me permite a educação que tenho responder-lhe, mas sim ignorar a sua opinião e lamentando não pensar que com esta carta nada mais pretendo a não ser que as novas leis não vinquem no futuro. Lamento que não perceba, mas existe de tudo no país…
Fevereiro 29, 2012 at 9:46 pm
Prof do 1. ciclo bolseira de investigação em que área? Ah, TIC, pois claro, que área haveria de ser?
Engenheiros informáticos e afins, vocês não passam de reles aprendizes ao pé deste pessoal.
Investigação? Vai lá, vai. Fónix!!!
Fevereiro 29, 2012 at 9:51 pm
jamé não o ofendi. apenas abriu e candidatei-me tambem abriu vagas para voces de TIC mas apareceram muito poucos fique sabendo
Fevereiro 29, 2012 at 10:39 pm
“Casa em que não há pão ,todos ralham e ninguém tem razão…”
Fevereiro 29, 2012 at 10:47 pm
Coitados vivem na ilusão…e iludidos mas daqui a dois anos tudo se esfumará…
Fevereiro 29, 2012 at 11:27 pm
Terá toda a razão a colega, mas…
“Assim, foi sempre concorrendo…” / Assim, fui sempre concorrendo…
“…foi para o desemprego mal acabaram as atividades letivas” / fui para o desemprego mal acabaram as atividades letivas…
“Ainda durante este ano letivo foi novamente penalizada…” /Ainda durante este ano letivo fui novamente penalizada…
“E já não foi a tempo de pedir aulas assistidas.” / E já não fui a tempo de pedir aulas assistidas.
“Pois, se pensa que foi para professora do 1º ciclo porque não tinha outra opção não pense nisso…” / Pois se pensa que fui para professora de 1º ciclo…
“…há minha frente…”/ à minha frente…
(…)
A professora de OGE tinha razão…
Fevereiro 29, 2012 at 11:49 pm
#20 Migalhas,
Tá bem, tá ! (está bem,está)
Grande Migalhas que não brinca em serviço…
Fevereiro 29, 2012 at 11:59 pm
É a língua materna a falar mais alto…Mas tu podes dizer tá que eu também digo, tá? : ))
Foi! Ai, não… Fui… como diz o Ifigénio O.
Março 1, 2012 at 5:16 am
“…apliquem-nas apenas pró ano…”/ apliquem-nas apenas para o ano
Março 1, 2012 at 3:10 pm
Só deixo uma pergunta… a colega Sónia diz ser o número 3000 e tal nas litas de 1º ciclo mas desde há há muito, desde dezembro por exemplo, na bolsa de recrutamento, os últimos colegas a ser colocados eram o 6500… os números 3000 e tal ficaram colocados nas bolsas de recrutamento… já agora gostava que esta colega explicasse quais foram as suas opções de candidatura para este ano letivo…
Março 1, 2012 at 3:14 pm
Pois eu concordo com a nova lei para a ADD (1 ponto para Bom e Muito Bom) pois achava um descalabro nas listas de graduação haver aqueles asteriscos à frente dos nomes dos candidatos…
Março 1, 2012 at 3:15 pm
Ainda digo mais… se saiu do ensino em 2002 com média de 15 já podia ser QZP de 1º ciclo pois eu que acabei em 2001 com média de 14 já pertenço a QZP desde 2005
Março 1, 2012 at 3:17 pm
Só que eu fiz muitos quilómetros e faço e nunca estive perto de casa
nem estou. É preciso jogar com as cartas certas e arriscar enquanto podemos
Março 1, 2012 at 3:49 pm
Pobres contratados se não arranjam emprego a culpa é deles, se o querem ao perto da casa de familia são piegas, logo a culpa é deles. Se não nascem mais alunos … a culpa é deles, se …, a culpa é deles, se….
Ser contratado nunca foi fácil, a grande diferença é que agora não só não é fácil como é muito mais dificil, quando não mesmo impossível.
Se a demografia não ajuda, a economia desajuda e o contratado desespera, pois poucas opções lhe restam.
Fechem as escolas superiores de educação, as licenciaturas com estáguo integrado, etc,… sejam sérios e informem todos aqueles que pretendem ser professores que não existem vagas nos próximos 10 anos ou mais.
Março 1, 2012 at 9:32 pm
Este ano letivo não concorri de Leiria para baixo, por isso não fiquei… no Norte e Centro as coisas estão muito mal.
Erro meu este ano…
Neste próximo já não posso confiar em ficar mais perto, tenho de voltar a apostar em todo o lado…
Março 1, 2012 at 9:39 pm
Parabéns Vanda. Sabe jogar melhor do que eu, mas lembre-se que um ano faz toda a diferença…
Posso-lhe dizer que do meu ano são poucas as colegas vinculadas, que não arriscaram o Algarve. Eu só teria vinculado em 2009 e no Algarve, caso de uma colega minha. E eu não concorri a vinculações para o Algarve, nem Alentejo…por isso. Mas, acredite que fico contente pelos colegas que vincularam. Só não percebo a vossa revolta com a nossa causa. Deveriam pensar que se o privado vier por aí cheio de serviço, talvez os vinculados ainda percam o lugar nas próximas vinculações ou por mudança de regras para vocês também. Pois começa sempre pelo elo mais fraco, mas vai subindo e atingindo todos. Por isso apenas peço que todos nós professores sejamos unidos e pensamos no futuro e assim tentemos combater esta nova lei de modo que não sai. Pois irá prejudicar todos, acho eu… mas sou uma mera professora contratada que ainda quer acreditar que podemos ser unidos
Março 1, 2012 at 9:47 pm
A colega não percebeu… eu vinculei em 2005 com colegas de Braga que tinham acabado o curso em 2002 com média de 15 de final de curso. Em 2006 essas colegas conseguiram mudar para o QZP de Braga. Nós vinculámos em Lisboa… que é sempre onde há mais vagas. Portanto podemos dizer que a Sónia já deixou passar várias oportunidades de estar mesmo na carreira docente. O que eu quis também dizer é que nunca devemos deixar passar as oportunidades.
Março 1, 2012 at 9:49 pm
Este ano também já poderia estar colocada… é a colega que deve repensar as suas opções… ou opta pela vida pessoal ou pela carreira ou abdica de uma… ou tenta conjugar as duas, que é o que eu faço e milhares de colegas, mesmo estando longe de casa.
Março 1, 2012 at 9:56 pm
As opções de concurso são da responsabilidade de cada um… são decisões pessoais em que ninguém tem nada que apontar…há muitos colegas que preferem o conforto de estar perto de casa mesmo em situação profissional mais precária e enquanto vai dando jeito vangloriam-se… depois quando as regras do jogo mudam viram-se «contra» quem supostamente estará mais estável… apesar de tudo isto temos que respeitar as decisões de cada um!
Março 1, 2012 at 10:08 pm
#33
…apesar de tudo isto temos que respeitar as decisões de cada um!
E não andar a dizer que os outros lhe passaram à frente.
Março 2, 2012 at 2:43 am
Eu não posso deixar de ficar parva… Realmente, já tenho anos contados que cheguem para começar a acreditar que o sentido de humanidade já se desvaneceu por completo. Pessoalmente, também não sou muito a favor destes “retratos de guerra” que têm vindo a ser lançados pela blogosfera, porque há centenas de professores saídos de licenciaturas com classificações excelentes, com contributos notáveis para a área da educação e com currículos fantásticos, muitos dos quais, caídos em resvalo das Universidades, por causa dos “apertões nos cintos” e, infelizmente, em situações muito precárias, por vezes sem estrutura familiar de apoio e sabe-se lá mais o quê. Os sacrifícios, neste emprego, são transversais a todos, ou à grande maioria de nós, por isso não concordo muito com esses relatos de troféus, todos nós os possuímos e temos também feridas que vamos lambendo. Agora, apesar disso, acho simplesmente absurdo, sem isto consistir num ataque pessoal aos autores dos comentários supra apresentados, que se teçam críticas totalmente destrutivas ao relato e às opções dos colegas e ainda se vão destacar erros ortográficos (eu vi e não me dei ao trabalho, é de quem tem malícia e não tem muito que fazer, isto não é um jornal e se o autor do blog não se manifestou, quem sou eu)… Fico profundamente triste quando pessoas da mesma classe profissional carregam tamanha frustração e crueldade. Todos sofremos com a situação, os nossos problemas são sempre enormes, porque são nossos e há uma série de decisões que são fáceis de tomar para uns e não para outros, ora por questões de estabilidade emocional ora estabilidade financeira, porque não nos esqueçamos que andar a correr o país e pagar duas rendas, não é acessível a todas as carteiras. Criticam-se as vontades ou os comodismos, mas nunca se consideram as necessidades ou limitações dos outros. E convenhamos, que, se fôssemos todos a jogar pelas mesmas regras, muitos dos colegas vinculados atualmente, simplesmente não o estariam, se muitos outros não estivessem a dar contributos noutras áreas, a preocupar-se em dar sustento à família, mesmo que em funções totalmente díspares das da docente. Já para não falar, que a tendência, na educação, tem vindo a agravar-se muito e os contratados de hoje não conseguem destacamentos depois de vincular no Algarve, não conseguem ter 3 anos de serviço e enfim vincular. O panorama atual é o de andar a palmilhar o país durante 10 ou 15 anos, dependendo do grupo. Se há pessoas que se sintam tristes, ludibriadas e reticentes a esses sacrifícios, não as censuro, há muito mais nas nossas vidas para além de um emprego, seja qual for o tamanho da nossa entrega ou vocação. Não é vergonha nenhuma e é normal o queixume, porque se abdica também de muito. Nenhum troféu aqui, para mim é válido, nem o das malas às costas, nem o do sucesso académico, cada um faz o que pode, o que o ânimo permite e que a sua pessoa sustenta. Também não concordei com muitos aspetos do testemunho aqui colocado, mas ser cruel, sarcástico e, em certos aspetos, semelhante em queixume, só permite que se desça mais uma centena de degraus em termos humanos e profissionais. É este tipo de atitudes que estamos a trespassar para os nossos alunos. Agora venha daí o corretor ortográfico
De qualquer das formas, não torno aqui para espreitar os comentários insultuosos que este texto poderá originar, mas não podia deixar de postar um desabafo contra a mesquinhez que por vezes e, ainda que inconscientemente, as pessoas conseguem manifestar. E mesmo assim, a minha alma está parva…
Março 2, 2012 at 2:48 am
porque não nos esqueçamos que andar a correr o país e pagar duas rendas, não é acessível a todas as carteiras / porque não nos esqueçamos que andar a correr o país e pagar duas rendas não é acessível a todas as carteiras.
muitos dos colegas vinculados atualmente, simplesmente não o estariam / muitos dos colegas vinculados atualmente simplesmente não o estariam
lol
Março 3, 2012 at 1:26 am
Não posso desejar as boas vindas ao clube porque já cá anda há um tempo considerável. Mas ter deixado passar a hipótese de vincular no Algarve é que é doloroso. Infelizmente a dor vai adensar-se para todos nós (contratados) nos próximos anos.
Boa notícia – a colega já está na 1.ª prioridade com a 2.ª proposta do MEC. Já eu não tenho a certeza se conseguirei estar.
Março 3, 2012 at 1:12 pm
Se calhar a Sónia queixa-se de barriga cheia… há contratados que nem hipótese vão tendo de trabalhar e pelo menos, como disse o contratado dos açores, já está na 1a prioridade… agora «deixe passar mais oportunidades» e daqui a 10 anos estará aqui a lamentar-se outra vez!!!
Março 3, 2012 at 1:16 pm
Cite os erros ortográficos Andreia Rocha… não os consigo ver… será antes do AO ou depois?
Março 3, 2012 at 1:22 pm
Colega Andreia Rocha consegue-se ver perfeitamente pelo seu discurso que tem muitas feridas abertas, no que diz respeito à profissão e à vida pessoal. Só temos que lamentar…