Atentem lá na parte destacada… as empresas só existem porque…
«A situação é muito grave, temos uma dívida acumulada de 60 milhões de euros de 250 autarquias e o que recomendamos aos nossos associados é que não transportem mais ninguém sem que haja o respetivo pagamento», afirmou Luís Cabaço Martins à Agência Lusa.
O presidente da ANTROP convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa em Lisboa para anunciar que a acumulação de dívida das autarquias é «insustentável» e, por isso, o transporte deve deixar de ser gratuito.
O responsável sublinhou que este prejuízo está a pôr em risco cerca de 70 empresas, na maioria localizadas no interior, cujo serviço de transporte escolar é a principal fonte de rendimento.
Claro que a constituição dos caixotes escolares e a deslocação dos alunos pareceu um bom negócio a muita gente. Às autarquias agradou absorverem umas verbas que, como acontece com as AEC, dão sempre para existirem umas sobras. Às empresas agradou um acréscimo de clientes pagos pelo Estado.
Agora… quando as coisas apertam e é necessário que alguém pague, temos os alunos em risco de não poderem ir à escola ou terem as famílias de pagar pelas negociatas alheias.
Fevereiro 28, 2012 at 5:11 pm
É um país virado de pernas para o ar. Funciona tudo às avessas: as escolas fecham, os alunos são obrigados a ir para onde Judas perdeu as botas, com todos os transtornos que isso implica e agora ainda os querem obrigar a pagar a deslocação? Voltem a abrir as escolas que fecharam e os garotos não precisam nem de autocarros, nem de sair de próximo dos pais, nem as aldeias ficam tão vazias de gente.
Fevereiro 28, 2012 at 5:13 pm
Muito giro…Nalguns locais os autocarros só transportam mesmo estudantes…O resto da população acaba por se deslocar de carro,de boleia com amigos,a pé,de táxi…
O mesmo se dirá dos carros de aluguer de 9 lugares que foram adquiridos pelos taxistas com o único objectivo de prestar serviço ás escolas.
Este país é do caraças…
Fevereiro 28, 2012 at 5:25 pm
Os alunos têm de responder : NÃO HÁ DINHEIRO.
Em caso de dúvida, pergunta-se ao irresponsável-mor qual das três palavras não percebeu.
Fevereiro 28, 2012 at 5:46 pm
O transposte é concessionado a privados, que estabelecem o preço. Para pagar o transporte, o Estado tem que se financiar em bancos privados, que estabelecem a taxa de juros. Eis o estado comprimido na tenaz dos privados.
Fevereiro 28, 2012 at 5:49 pm
#4:E depois,António,o Estado tem de se endividar para pagar as falências fraudulentas dos privados…
Fevereiro 28, 2012 at 5:54 pm
#5
A cereja no topo do bolo.
________________
Outras crianças
(programa transmitido pela BBC dia 13 deste mês)
POOR AMERICA
With one and a half million (1.5 million) American children now homeless, reporter Hilary Andersson meets the school pupils who go hungry in the richest country on Earth. From those living in the storm drains under Las Vegas to the tent cities now springing up around the United States, P a n o r a m a finds out how the poor are surviving in America and asks whatever happened to the supposed ‘government’ and the Real People in charge – those who you ‘don’t see’ pulling on the strings; and their vision and welfare for the country.
Could this be a form of ‘Social cleansing’ without the need of war or disease inflicted by the orchestrators – simply a controlled bout of poverty? Or is this the forced education that only condition children to know only a certain amount of knowledge that can only ever see them progress in working environments such as confined offices within the ‘Human Zoo’ qualities within the desperately overcrowded cities.
Why are our children not educated properly – to be able to survive communally with real craft and building skills? Is the social mobility (as in other ‘rich countries’ such as the UK) only fairing the rich; the wealthy and the ‘clever elite’; the white collar criminal, as per usual?
Fevereiro 28, 2012 at 5:57 pm
Pode ser sempre considerado o regresso da telescola.
Fevereiro 28, 2012 at 6:03 pm
#3
Boa!
Fevereiro 28, 2012 at 6:31 pm
Logo se via que era o tal “barato que sai caro”!
Com o combustível a preços cada vez mais exorbitantes, obrigar cada vez mais alunos e seus familiares a usar a estrada foi uma medida criminosa. Sempre o disse. Para além do afastamento das famílas, do desenraizamento, do despovoar das aldeias.
Se estivesse no caso desses pais fazia um autêntico boicote a tais pagamentos.
Para que se paga tantos impostos?
A municipalização das escolas, apressada e para sacudir água (despesas e responsabilidades) do capote central, foi uma medida socretino-lurdesca muito mal estruturada, que já começa agora a mostrar o seu reverso. Não acompanhada das respectivas verbas, é uma farsa! E essas ideias bacocas estão a ser continuadas por estes actuais, em vez de invertidas ou travadas!
E o mesmo se vai passar com os super-megas e escolas remodeladas de luxo: assim que começarem a surgir as contas (ainda) mais pesadas, nem para a luz e água vai haver verba, E depois? encerram-se escolas?
Transformaram-se escolas que aproveitavam a orientação solar em blocos cinzentos com escassas janelas e muitos corredores para iluminar artificialmente,recreios espaçosos em “tapetes tipo lego” com equipamentos lúdicos absurdos (impingidos por empresas amiguitas) que os meninos não usam (alguns já foram retirados pois as crianças nem tinham espaço para correr, o que gostavam mais). Elevadores que vão precisar de ser fechados, tectos falsos frágeis que já andam a cair, ares-condicionados que vão ficar desligados, com os alunos a enregelar no Inverno e a tressuar no Verão…
A quem vão ser pedidas contas de todo este desperdício que foi a criação da Parque escolar? E da Central de compras que não permite às escolas escolher o mais barato e é altemante burocrático? E a imposição de AO e de TLEBS às pressas que obrigou a alterar livros ainda novos , dicionários,etc etc…Bandas largas que não funcionam, ou com deficiências,… Para quando o apurar das responsabilidades e o obrigar a devolver as sobrefacturação?
Em vez de cada governo novo, seja ele de que cor for, chegar ao poder e desatar a mudar o nome às coisas (com cabeçalos e logotipos novos e obrigação de letras Trebuchet e estrebuchadas!), a fazer leis a eito, a deitar fora uns para empregar os seus boys, a “inventar a roda” da administração local e pública, da cabeça aos pés, com os acréscimos de despesas que tal acarreta: porque não LIMITAREM-SE a GERIR sensatamente o país, a manter o que vai funcionando e a incentivar fontes de produção, a poupar naquilo em que é sensato poupar, visitando os locais e auscultando as opiniões e ideias de quem trabalha nas várias áreas… (em vez de criar comisssões e grupos de meninos “especialistas” da estrastosfera, para publicarem mais um estudo a juntar aos N que já enchem prateleiras e que ninguém consulta , apesar de tantas vezes ter bastado isso para se ver o que se pode fazer?).
Agora por exemplo, Bruxelas incentiva nos países essas comissões para estudo do desemprego dos jovens, quando antes apludiu todas as medidas que ajudaram a criar tal descalabro… Que vão todos para um certo sítio plantar ou descascar batatas, que já é demais!
Fevereiro 28, 2012 at 6:33 pm
“altamente burocrático”
Fevereiro 28, 2012 at 6:48 pm
Estas empresas, e muitas mais (para não dizer quase todas…) podem dizer-se “privadas” (já que os seus lucros o serão), mas dizer-se que têm “iniciativa”, no sentido próprio do termo, i. e, que revelam visão empresarial, espírito de iniciativa empreendedora e capacidade de assumir riscos, como é próprio de uma economia de mercado, isso já é extremamente duvidoso.
Não é outro o espírito da maioria da “iniciativa privada”, do “empresariado” em Portugal.
Se não for o estado – tomado e instrumentalizado pelos partidos amigos… – a dar constantemente a sua mão, seja pelas ajudas financeiras mais ou menos directas, seja pelas políticas laborais cada vez mais restritivas, esta iniciativa privada, entregue a si mesma, às puras regras do mercado, daria mostras do seu real valor e dimensão.
E patentearia a vacuidade do argumentário das aves canoras do ultraliberalismo, cujo estafado refrão de “maior liberdade económica para a iniciativa privada” apenas serve de cortina de fumo ideológica para encobrir a subsidiodependência generalizada e entranhada no nosso magnífico “tecido empresarial” e a colonização do estado pelos interesses privados (estado mais magro/empresas amigas do regime mais gordas…).
Fevereiro 28, 2012 at 6:51 pm
OK, sou um reaça do caraças… mas temos, nós povo, o que merecemos.
Fevereiro 28, 2012 at 7:21 pm
#7-Nem mais…ou pelo telefone…
Fevereiro 28, 2012 at 7:21 pm
Quer se trate dos transportes escolares, quer se trate dos transportes públicos, a solução mais fácil é sempre a mesma: os utentes é que pagam.
Mesmo que as empresas de transportes públicos e privados estejam em situação difícil por manifesta má gestão, também não há problema: o Estado (todos nós que pagamos impostos) assume as respectivas dívidas e aumentam-se as tarifas praticadas. Mais uma vez, paga quem não deve.
Reestruturação das empresas de transportes, racionalização das despesas relativas a trabalhadores e a administradores??? Até, agora, ainda não se viu nada. Viu-se apenas e só o aumento dos custos para os utentes. Os trabalhadores e os administradores dessas empresas continuam como sempre estiveram: alegremente assobiando para o lado, sabendo que alguém há-de pagar todos os excessos.
O ministro Álvaro tem andado muito desatento ou não há coragem política para mexer em tanto direito adquirido???
Fevereiro 28, 2012 at 7:22 pm
Azar das empresas….
Arranjem um modo de vida,vão trabalhar.
Fevereiro 28, 2012 at 7:50 pm
#1
Totalmente de acordo!
Souberam armar em ricos, criar os tais centros escolares, desenraizar as crianças pequenas das suas localidades…
Agora, após “matarem” as aldeias, querem que os pais dos miúdos paguem as asneiras políticas?
Façam-lhes o manguito!
Fevereiro 28, 2012 at 8:14 pm
sim é o país às avessas, acho que alguns aprendem à nossa custa. Não fazemos aquilo, os tugas já fizeram e correu mal!!!!
Deviam ir todos presos, o socas a milu o calhau o caracoleta e todos os que nos levaram à bancarrota.
Fevereiro 28, 2012 at 9:18 pm
http://zebedeudor.blogspot.com/2012/02/assuncaocristas-que-mudar-o-hino.html
Fevereiro 28, 2012 at 9:19 pm
#1 Concordo plenamente! Querem receber? Vão ter com o falso engenheiro!
Fevereiro 28, 2012 at 9:19 pm
FUI..
http://zebedeudor.blogspot.com/2012/02/privatize-se-tambem-puta-que-os-pariu.html
Fevereiro 28, 2012 at 9:58 pm
Então e agora?
Será que alguém vai reconhecer que era melhor as escolas terem continuado em funcionamento nas aldeias?
Fevereiro 28, 2012 at 10:11 pm
Quanto custa manter uma escola a tempo inteiro????…
Fevereiro 28, 2012 at 11:04 pm
Com 60 milhões de euros, quantos autocarros ou minibuses se poderia comprar, quantos litros de gasoil, quantos arranjos e manutenções de rotina nas oficinas, quantos salários de condutores profissionais? Ainda se poupava o lucro, digamos, 20%, dos privados, além dos juros de empréstimos associados.