E nada de enganos que isto é obra do Mexia, não dos chineses…

Os consumidores domésticos são o elo mais fraco no processo de liberalização das tarifas energéticas, mas também um mercado apetecível para todas as eléctricas que já operam no mercado, sobretudo nos grandes consumidores. Mas o pontapé de saída não foi animador. A campanha da EDP com o Continente, que dá descontos nesta grande superfície sobre 10% da factura de electricidade, afinal era gato escondido com rabo de fora. Desta forma, a empresa de António Mexia transferiu clientes para uma outra empresa do grupo, acabando com a tarifa bi-horária e mantendo apenas as tarifas reguladas até ao final do ano. Ao contrário de todos os restantes consumidores domésticos, que ainda terão um regime transitório até 2015.

Mais. Implicitamente, a incumbente transmitiu ao mercado a ideia de que as tarifas bi-horárias (consumo mais barato nas denominadas horas vazias) iam acabar, o que não é verdade. Num comunicado divulgado na sexta-feira, a ERSE, a entidade que regula o sector da energia, fez saber que cabe aos operadores definirem os seus preços e as tarifas que bem entenderem, afastando assim qualquer equívoco sobre a medida estar consignada no Memorando com a troika.