A primeira página do Sol traz diversas chamadas em torno do tema Maçonaria, sendo algumas delas dignas de um sorriso. Os receios dos maçons do CDS em relação a Portas devem ser apenas por haver o risco de se conhecerem os seus nomes. Não é credível que ele não conheça bem que é, pelo menos nos casos de figuras mais destacadas do seu partido, que ele escolheu pessoalmente em quase todos os casos. E recordemos que o próprio Portas não teve problemas em colaborar com a Universidade Moderna em tempos bem conturbados que também fizeram uma parte da Maçonaria sair da sombras com as suas guerras intestinas.
Quanto ao PCP manter uma regra interna similar à do Estado Novo contra a pertença a sociedades secretas, para além de moderadamente divertido pela simetria, é estranho por se saber que, pelo menos no passado, houve figuras reconhecidamente ligadas ao PCP que, no mínimo, passaram pela Maçonaria. Mas vamos acreditar que, agora, é assim. Embora também se saiba que, em tempos, era autorizada a assinatura a alguns militantes daquela declaração que Salazar exigia em que os funcionários do Estado se comprometiam a não pertencer ao PCP (e também à Maçonaria, já agora), como forma de os manter por dentro.
Sol, 13 de Dezembro de 2012

Janeiro 13, 2012 at 9:45 am
Dei aulas antes do 25 de Abril. Assinei a declaração anti-comunista, mas não me lembro de haver lá qualquer referência à Maçonaria.
Janeiro 13, 2012 at 9:55 am
Eu assinei a declaração anti-sportinguista!
Janeiro 13, 2012 at 9:56 am
#2
Piada seca…desculpem, é só para descontrair.
Janeiro 13, 2012 at 10:07 am
#1,
Havia a declaração acerca da pertença a organizações secretas.
Tenho cópia de uma e já a publiquei aqui no blogue há anos.
Janeiro 13, 2012 at 10:07 am
#2 e 3,
Janeiro 13, 2012 at 10:19 am
Cada um é livre de se converter à Igreja em que acredita.
A lógica é a mesma e só muda a recompensa que se visa alcançar, em vida ou na morte.
A governamentalização do Estado é a última tentativa para alcançar uma Igreja mais Universal do que todas as outras todas, onde se tentam conciliar os interesses das diversas comunidades, Igrejas mafiosas e associações criminosas, mantendo um apertado controlo bio-político da população.
Janeiro 13, 2012 at 10:29 am
ESTE h5n1 saiu-me cá um padre.Sempre a mesma lenga lenga e e ainda fala dos outros.
Janeiro 13, 2012 at 10:56 am
“Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição Política de 1933 com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas.”
Era isto que tinham de subscrever todos os funcionários públicos. Ou servidores do Estado, como também se gostava de dizer no tempo do Estado Novo.
É evidente que os comunistas e outros antifascistas assinavam, e faziam muito bem. Um juramento feito sob coacção não tem validade. Coisa que num blogue onde por vezes se invocam “Éticas” à falta de outros argumentos, todos temos obrigação de saber…
Janeiro 13, 2012 at 10:59 am
#0
Cada floripes é como pode, uns são nata outros ainda mais. Não se diga que não se esforçam.
Janeiro 13, 2012 at 10:59 am
Em tempo, deve ser bom – não se atrevem a voltar.
Janeiro 13, 2012 at 11:01 am
Mas estão lá, eu é que prefiro estar errado.
Janeiro 13, 2012 at 11:06 am
Na creio que tenha havido qualquer alteração; onde, na actualidade, estão legitimadas/legalizadas as ideias e “organizações subversivas”? A diferença está no critério de identificação das mesmas.
De resto, ser comunista não é um direito – de um maçom, de um católico, de um ateu, de um benfiquista, …
Janeiro 13, 2012 at 11:07 am
Das parangonas solarengas, a que me chama mais a atenção é a citação de António Arnaut.
Tenho-o na conta de um homem honesto e de ideais e convicções, algo que vai rareando entre os invertebrados que vão singrando actualmente na política. Mas se calhar sem se dar conta, acaba por revelar porque é maléfica a existência de organizações secretas em sociedades democráticas e ainda pior quando elas se envolvem politicamente:
1. Se acreditamos que um maçon não trai, isso significa que o consideramos moralmente superior ao cidadão comum, que pode trair ou não. Então, se eu tenho aqui um contrato do Estado ou um emprego público para atribuir a alguém, porque não dar preferência a um maçónico, que conheço lá da loja, ou foi recomendado por outros “pedreiros” igualmente de confiança, em vez de confiar num desconhecido qualquer?
2. Se o político maçon estiver dividido entre o interesse público e o interesse maçónico, e se está fora de questão trair os “irmãos”, então os traídos somos todos nós, o povo que deveria defender. Numa democracia a lealdade de um político existe para com o povo que o elegeu e que ele representa. Venham maçonarias convencer-nos do contrário…
Janeiro 13, 2012 at 11:12 am
Ou qualquer político.
Janeiro 13, 2012 at 11:13 am
Começaria pelos políticos verdes, nunca eleitos.
Janeiro 13, 2012 at 11:15 am
Para se perceber melhor esta questão, teremos de inverter a perspectiva de análise: os partidos do centrão é que são autênticas lojas maçónicas.
Os verdadeiros maçons, os crentes – espécie rara -, não passam, a maior parte das vezes, de idiotas (in)úteis.
Janeiro 13, 2012 at 11:18 am
Há sempre uma utilidade nos idiotas – e os tais sabem disso. Fui.
Janeiro 13, 2012 at 11:37 am
Estão muito azedos, estes Maçons… deviam saborear um MacNata e depois limpar as mãos ao avental:
http://margarida-alegria.blogspot.com/2012/01/o-macnata.html
Desculpa, Paulo, por mais esta invasão da caixa de comentários, mas acho que a divulgação deste pastelito vale a pena, quanto mais não seja para incrementar a nossa economia!
E, por falar, amanhã começa a votação para as várias categorias de blogs do Ano 2011, no “Aventar”. O “Alegrias e Alergias” também é concorrente (porém noutras categorias do “Umbigo”)
Janeiro 13, 2012 at 11:40 am
Quanto aos aventalados que andam empolvorosa, do que precisam é de renovar o guarda-roupa, neste caso de aventais “pret-a-porter”(aqui vai um catálogo):
http://margarida-alegria.blogspot.com/2012/01/tambem-fizemos-um-post-sobre.html
Janeiro 13, 2012 at 11:42 am
#13 António Duarte:
Subscrevo, dois dos maiores problemas são esses!
Janeiro 13, 2012 at 11:57 am
#8
Gostava de perceber como são encarados os funcionários públicos pelos “comunistas e outros anti-fascistas”.
Na verdade a “fidelidade”, preconizada tanto pelos maçons como pelo PCP, corresponde a um código de honra e de pertença à organização, dos seus objectivos e dos seus membros, em tudo idêntico ao da Mafia.
Não é por acaso que em Itália a Loja P2 se transformou numa organização mafiosa, com base nos pressupostos maçónicos, altamente especializada no tráfico de influências, na corrupção e nos atentados terroristas.
A “lealdade” para com o Povo é sempre retórica, uma vez que não existe nunca uma racionalidade própria e natural que possa ser imputada a toda a população; logo qualquer “representante” do Povo limita-se sempre a impor a sua própria vontade e a racionalidade da organização a que pertence, em nome daquilo que diz representar.
Foi para isso que Rousseau inventou o “interesse geral” e Hegel patenteou o Estado.
O resto são interpretações e acções de propaganda e guerra por meios políticos
Janeiro 13, 2012 at 12:02 pm
Declaro que nem supositórios, quanto mais …
Janeiro 13, 2012 at 12:03 pm
[...] que há muito Paulo Guinote mostrou não ter, o mínimo que ele efetivamente devia fazer era publicar estas declarações que abaixo se transcrevem, concedidas por Albino Almeida à Radio Hertz de [...]
Janeiro 13, 2012 at 12:04 pm
#8,
A “alfinetada” é perfeitamente desnecessária.
Não sou doutorado em Ética, isso é o outro que censura sistematicamente os comentários.
Quanto ao rigor histórico, antes dessa declaração havia outra, o problema é que só nos lembramos e citamos as que nos afagam mais a alma.
Eu gosto de me lembrar – enquanto a memória o permitir – de todas.
Para isso espreita o post acima e não estejas com a habitual azia sempre que te tocam nas jóias da família, jóias essas que também tenho e prezo, mas com a devida lucidez.
O problema é que enquanto eu acho que faziam bem em assinar a coisa, há quem diga que não assinavam.
Assinavam, sim senhor.
E o argumento usado – o da coacção – é suficientemente abrangente para acreditarmos que assinem outras coisas, alegadamente ou não, sob uma qualquer forma de “coacção”.
Claro que havia quem não assinasse.
Malta teimosa e dada a “éticas”, que nem todos gostam de ver evocadas.
Janeiro 13, 2012 at 12:07 pm
#23,
Ressuscitou o Quintalão!
Avé!
Só falta dizerem que o pai albino tem educandos no sistema de ensino e que não está onde está por uma habilidade estatutária.
Janeiro 13, 2012 at 12:07 pm
Ainda sobre a questão das assinaturas…
Terá sido por isso que na minha família próxima não existiam funcionários públicos?
Quiçá…
Janeiro 13, 2012 at 4:52 pm
O portas não é maçon da loja Gocu?