… por parte de grande parte da entourage de Pedro Passos Coelho não era Nuno Crato, nem Santana Castilho, nem Joaquim Azevedo, nem José Manuel Canavarro, o quarteto então mais citado.
Após os recentes desenvolvimentos, em que se centrou nos professores uma polémica que atingia outros grupos profissionais, a partir das declarações desajustadas do actual primeiro-ministro, e a forma como certos nichos opinativos reagiram e argumentaram, tenho como ciência provada que a primeira opção para ocupar a super-pasta do MEC era:
E para a auxiliar, em vez da suave Isabel Leite, a unanimidade era quase total em torno de:
Só que a primeira tinha a FLAD como recompensa vitalícia e o segundo teria de prescindir do seu parceiro nas NO.
O que tenho a certeza é que grande parte do núcleo que rodeia este governo preferiria ter Maria de Lurdes Rodrigues como MEC e o Valter Lemos como seu enviado para os trabalhos mais pesados de ataque aos professores.
Muitos dos insurgentes levaram anos a desancar o engenheiro e as suas práticas, mas rapidamente as adoptaram, em particular contra os professores. Vai de spinar números. Depois de dizerem que o número de alunos diminui, sendo demonstrado o contrário, explicam que aumentaram porque a rede do pré-escolar é maior e porque a escolaridade de 12 anos aumenta administrativamente os número de alunos. Aumento de escolaridade que PSD e CDS aprovaram quando aqui era criticada por ser demagógica e eleitoralista.
Mas… alunos são alunos. Se aumentaram em resultado aumento de relações sexuais abençoadas pela procriação ou por combate ao abandono escolar, não deixaram de aumentar, correcto?
E se não estivessem em CEF mas em turmas regulares um aluno passava a contar apenas como meio aluno? Podemos criticar a qualidade pedagógica de alguns cursos profissionais, mas os alunos não se evaporariam caso estivesse numa turma regular.
Realmente, os spin doctors blogosféricos deste Governo começam a parecer-se muito com os corporativos e jugulares na defesa do Poder que está (como antes estava).
Mas como a História não chegou ao fim, é melhor guardarem os prognósticos para essa altura.
Entretanto, o catavento, desculpem, o Ramiro, na ausência de coragem própria, aplaude os outros. Nem percebe (será?) que agora defende o contrário do que já defendeu, que por sua vez tinha mudado em relação ao que antes defendera que, por seu turno, invertera o que pensara inicialmente.
E que todos já percebemos isso.
Uma coisa é esperar que o novo poder traga um rumo que se espera e depois perceber que não é assim. Outra dizer-se que se espera esse novo rumo mas, quando esse não aparece, aceitar-se o antigo e dizer que tudo mudou. Uma coisa é estarmos convictos de uma coisa, outra estarmos apenas convictos de uma (nova) fidelidade conveniente.
Se eu podia fingir que ao Ramiro falta frontalidade e coerência? Podia! Mas estaria a trair-me. Afinal não sou eu que mando mails a gozar com o salário dos outros.
Quanto aos insurgentes… mesmo com 90 anos, muitos não passarão de meninos de coro convencidos de terem direitos adquiridos sobre o país.
Não pedimos qualquer subsídio ou retribuição. Se é a bem da Nação, do ministro Relvas, do eurodeputado Rangel, dos bloggersinsurgentes e afins e para descanso do nosso PM, isto aqui é oferecido graciosamente.
(o pleonasmo é intencional, apesar do duplo sentido, claro, e esta explicação é para os mais duros de entendimento).
Em termos de dados e indicações bibliográficas é um bom estudo. A parte das recomendações (menos técnica e mais política) pode ler-se, mas não é essencial por aí além.
Um professor que tem problemas de saúde relevantes, mas não quer estar de baixa médica, pede a uma DRE uma licença a tempo parcial. Vai ficar com 50% das horas e 50% do salário, perdendo antiguidade e tempo para aposentação.
As horas sobrantes iriam para um contratado que receberia menos do que o professor de licença, por ser menos graduado.
Era ganho para o Orçamento do Estado e ajudava-se um professor desempregado que não pode emigrar e abandonar a família e o País….
A DRE recusa conceder a licença. Não porque haja prejuízo para os alunos, a escola ou o Orçamento de Estado.
Recusa porque estatisticamente ficam dois funcionários públicos em vez de um, o que é mau para a imagem da Comissão Liquidatária da Pátria (vulgo Governo) perante a Troika, que quer diminuir o número de funcionários públicos.
Há poucos meses, as mesmas DRE deferiam os pedidos de licença porque o que interessava era diminuir a estatística dos professores desempregados…
O professor, que tem problemas de saúde, acabará por ter de entrar de baixa, ficando a receber por 100% das horas, e terão de contratar outro professor, em prejuízo do Orçamento.
Antigamente a isto chamava-se estupidez. Agora chama-se racionalização!…
(vamos excluir os grupos de trabalho do universalista ministro almofadinha e dos outros também que isso passa por serviço da Nação)
Mas sempre achei que a Política, em especial em Democracia, é a forma de governar a coisa pública da maneira que melhor serve a população, ou cidadãos, os eleitores e suas famílias, sei lá…
Porque os deputados e os governos são os seus representantes para isso mesmo, certo?
Ou estes são apenas representantes para negociarem com os seus patrões, como os outros?
os portugueses estão agora a sofrer as consequências de “uma vida fácil” que tiveram quando o país entrou na zona euro. O presidente da República, em entrevista ao diário holandês “Financieele Dagblad”, afirmou ainda que os portugueses foram “demasiado negligentes” no passado.
(…)
These new figures, however, reveal that the study and uptake of history beyond 14 is alarmingly at the point of disappearance in some areas. Action needs to be taken to ensure that history doesn’t risk becoming a dead subject.
There are many ways in which the study of history in schools can be improved in order to encourage its take-up. In primary schools, there is a clear need to address how subjects such as history and modern languages can be better included in a curriculum and timetable focussed upon literacy and numeracy.
In secondary schools the practice where history is in some schools being squeezed into two years of teaching between the ages of 11 to 14 should end, as should the tendency to focus on “bite-size” chunks of history. Pupils shouldn’t be taught history as if it were some kind of Doctor Who time-travelling fantasy, skipping across the centuries and ages, from ancient Egypt to Victorian times and then back to the Tudors. There needs to be a chronological focus which will allow pupils to have a proper understanding of the context and perspective of history. At the same time, history as a subject needs to enthuse as well as enlighten pupils: every school across the country often has nearby superb historical attractions that can bring history to life for its pupils. Local history can easily be woven into the school curriculum.