Dezembro 2011


É, porventura, o primeiro diploma claramente político e coerente com as ideias antes expressas pelo actual MEC, em especial pelo seu preâmbulo:  Despacho n.º 17169/2011.

Expresso, 23 de Dezembro de 2011

A guarda avançada de Sócrates na blogosfera googlava antes de ter acesso privilegiado (consta, de acordo com o Pacheco Pereira e os insurgentes, por exemplo, que eu não vi nada!) a dados oficiais só de acesso fácil aos governantes e seus auxiliares.

A guarda avançada de Passos Coelho/Relvas prefere pordatar, fazer uns gráficos e pouco mais. Deveria, digo eu, procurar vias para misi@r, ou seja, explorar o manancial imenso de dados que o ME(C) recolhe a partir das escolas com regularidade semanal, mensal ou conforme.

Se o fizessem poderiam contextualizar números absolutos, tendências e rácios para não ficarem tão iguais aos seus antecessores do Partido de Sócrates.

Se o fizessem, quando estabelecem comparações de longa tendência (e até parece que descobriram a pólvora quando fazem algo que se aprendia no primeiro período do 1º ano do meu curso e eu licenciei-me em História) poderiam tentar entendê-las e não apenas enunciá-las.

Comparar o número de professores e o rácio alunos/professor entre os anos 60, 70 ou mesmo 80 e os actuais faz esquecer, mesmo quando se encontram designados como “em exercício” que seria importante perceber quantos, em cada período desempenhavam as seguintes funções que antes não existiam ou eram muito mais incipientes:

Estruturas político-administrativas do MEC.

  • Equipas de Educação Especial para apoio a alunos com NEE que antes estavam em instituições separadas das escolas.
  • Bibliotecas Escolares que antes funcionavam apenas com funcionários.
  • Desporto Escolar, que não existia.
  • Gabinetes e equipas diversas que asseguram “valências” antes inexistentes nas escolas como o PTE.

E nem falo de muito outro trabalho, que não implica horas lectivas, como toda a papelada que antes era assegurada pelas secretarias e agora são os professores a fazer.

Porque isto de alinhar números é muito interessante, em especial quando sabemos o que eles significam.

E isso não se consegue apenas pordatando. Mexam os vossos cordelinhos e pressionem para que a imensa mole de dados do(a) MISI@ se torne público, sem filtragens selectivas pois a PORDATA funciona apenas a partir do que se conhece, mas estava disperso em publicações. É muito útil mas ainda tem limitações.

É a diferença entre um trabalho de licenciatura e estudos de investigação não bolonhesa.

O Ministério Público (MP) deduziu acusação a um ex-embaixador de Portugal no Senegal e uma antiga encarregada de negócios, pela prática de vários crimes onde se inclui o “auxílio à imigração ilegal”, refere uma nota publicada quarta-feira no site da procuradoria distrital de Lisboa.

Vai contra o decretado, anda aqui um gajo a emigrar para isto?

O PCP ficou isolado na oposição a um voto de pesar pela morte de Vaclav Havel, herói da revolução de Veludo na antiga Checoslováquia. Os deputados comunistas levantaram-se quando a presidente da mesa perguntou quem vota contra e foram vaiados pelas bancada à direita.

Vaclav não era do clube dos genocidas.

Os Verdes, tão queridos!, abstiveram-se.

T’Pau, China In Your Hand

(é mais ao contrário, mas…)

vê-me!, quero um segundo.

Para minudências consta que há: a um deputado responde outro, ao líder de um partido responde outro ou o secretário geral do partido no poder, a um líder parlamentar responde outro, a um qualquer membro de um Conselho partidário responde o seu equivalente.

Ao que passa por ser o povo ou mesmo um grupo desse povo que transmite a soberania através do voto deveria responder quem foi eleito, não um qualquer relvas pelas vendas que o Estado faz de parte de si.

Já nem falo de sugestões de debandada porque isso, se existisse para além da formalidade, deveria ser o Presidente da República a colocar na ordem do dia. Mas se nem ao líder jardinesco…

Mesmo andando com comentário escasso.

(c) Olinda Gil, que está a precisar de regular a máquina peligráfica.

Prova oral na escola de José Sócrates

[...] onde Sócrates ‘estuda’
.

Passos Coelho sugeriu a emigração a muito mais gente. Porquê este fetiche só com os professores?

Não repararam que ele mandou emigrar muitos outros profissionais? Acho que é a terceira vez que coloco aqui a seguinte passagem:

Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.

Morgado investiga escutas na Caixa Geral de Depósitos

Suspeitas na aquisição e utilização de sistema que faz escutas a telefones fixos e móveis.

Ao que parece existiram queixas durante anos, mas foram esquecidas…

Unidos vencelemos.

Já tleinei hoje. Com açaflão pala dale o tom.

O aloma é inebliante.

… de ouvir os representantes do PCP e do Bloco a insurgir-se (gosto do verbo!) contra a entrada de capital estrangeiro da EDP. Apesar de ser chinês.

Resta ouvir Garcia Pereira e Carmelinda Pereira.

Cavaco: “Os ministros não são super-homens”

Serviço ao público! [lá para os 08:20] Isso misturado com os ah-ha-hum-ha.

… a este ritmo de vendas à estranja – poderá emigrar cá dentro.

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