A primeira interveniente do DD de hoje vituperava os professores por não estudarem e saberem Demografia pois, se soubessem, saberiam que há uma natalidade negativa.
O que é um conceito cómico.
Quereria dizer que os nascimentos eram negativos.
Mais do que não nascer fosse quem fosse (zero não é um valor negativo) isso significaria uma espécie de nascimentos ao contrário.
Embora eu perceba que algumas crianças sintam vontade de voltar para o confortável útero materno.
Mas não é disso que se trata.
Ó faxavor, alguém explique às pessoas formadas em Demografia nas NO uma coisa que se chama saldo fisiológico…
A quebra de protocolo decretada por Assunção Cristas pode vir a estender-se a todos os ministérios. Os resultados foram animadores. Menos custos e menos emissões de CO2.
Isto é uma coisa cuja demonstração eu gostaria de perceber como se faz.
Até porque podem quebrar ainda mais o protocolo, mas eu nem proponho.
Já outro resultado das poupanças é um novo estilo de escrita, que se está a tornar comum no I, fruto da possível não utilização de corrector gramatical (que o ortográfico depende dos gostos):
Nuno Crato estima que a remodelação da estrutura leve a uma contracção nos custos de 46%. Houve uma diminuição de 257 para 139 nos cargos dirigentes nos serviços centrais e regionais e o número de direcções-gerais sob administração directa passou de 16 para sete. Ao nível da administração indirecta, reduziram-se para metade o número de instituições. E 298 escolas do primeiro ciclo fecharam as portas. Mas ainda não se segue o exemplo de outro países, onde os próprios professores trabalham em nos ministérios, utilizando uma parte do seu horário de trabalho.
Para além da perplexidade sobre a ideia da última frase, há ali aquela parte do “em nos” (a pressa, eu sei) e a outra em que a concordância singular/plural, mas também todo um parágrafo arrevesado, parecido a um post de blogue feito à pressa.
Amanhã, pelas 15,05, vou ao Discurso Directo da TVI24 para uma espécie de balanço do ano, em especial na área da Educação. Espero que os espectadores que telefonarem tenham comidos umas azevias, uns sonhos, uma boa ceia de Natal, etc, porque o meu espírito natalício está aí, mas… pode subitamente emigrar.
Educationist and pioneer of music therapy for children with disabilities.
Together with the American composer and pianist Paul Nordoff, the British educationist Clive Robbins, who has died aged 84, founded the Nordoff Robbins approach to what they called “creative music therapy”. During their 16-year partnership, they demonstrated music’s capacity for reaching many developmentally and multiply disabled children. They did this by developing improvisation strategies to enable the children to become more communicative, socially aware, expressive and emotionally balanced.
The pair met in 1958, when Nordoff visited the Sunfield children’s home in Stourbridge, West Midlands, where Clive was working. At the time, Sunfield saw itself as a “curative educational community” following the principles of imagination and creativity promoted by the Austrian philosopher Rudolf Steiner. They set about their experimental musical work with the children there, many of them profoundly disabled, in 1959-60. Appealing melodies, rhythms and harmonies were tailored to each child, who could respond through playing a side drum and cymbal; the sessions were recorded and transcribed. Clive’s contribution lay in setting a direction for his partner’s musicianship, documenting the work and finding a language for communicating their ideas to other professionals.
After touring and lecturing across Europe and America, they were given a five-year research grant from the National Institute of Mental Health in the US. They then became lecturing fellows of the American-Scandinavian Foundation (1967-74), developing training techniques for musicians, publishing and taking part in television documentaries. Nordoff Robbins centres and training programmes were established in Britain, Germany, the US and Australia, and individual therapists worked round the world.
Neutrino particles appeared to prove Einstein wrong by travelling faster than light, while the discovery of an Earth-like planet raised hopes of finding life on another world
Do Correio da Manhã de há uns dias. Armando Vara e Rui Pedro Soares.
A.V. – Em relação a nós estou preocupado. Temos de controlar bem os gajos que escrevem. Faz parte do plano estratégico da PT, já aconteceu noutros lados do Mundo.
R.P.S. – Este é o timing.
A.V. – Há quatro anos a PT vendeu. E formalizou num período de tomada de posse.
R.P.S. – Pois foi. Há outro activo que está à venda. Mas esse não podemos ser nós a comprá-lo.
A.V.– Qual? O ‘Público’?
R.P.S. – O Correio da Manhã.
A.V. – Eles vendem porquê?
R.P.S. – Ó pá. É a Cofina toda.
A.V. – Ó, isso compra-se.
R.P.S.– Mas isso não somos nós [PT]. Vai haver reunião na quarta-feira de manhã. O Nuno [Vasconcellos] tá a tratar disso.
A.V. – Mas o ‘Público’ é que faz a opinião…
R.P.S. – Mas está a vender uma miséria.
A.V.– Mas faz as manchetes e os telejornais.
R.P.S.– Se conseguires que deixe de fazer…
A.V. – Ó pá, diz qualquer coisa quando vieres. Abraço.
Claro que o problema nem é desmentir os factos.É eliminar as gravações para que, no Tribunal, todos possam fingir que os factos não aconteceram.
Mas há – estranhamente? – quem pareça ter saudades…
Não nos podemos esquecer de uma escuta do processo Face Oculta, entre um arguido e um suspeito – num altura em que já se percebia que o governo de Sócrates podia não aguentar os 4 anos -, na qual se dizia “Temos de roubar, roubar, roubar, porque já só temos 2 anos”. Isto define a atual classe política.
Só espero, ao fazer o balanço de 2013 ou 2014, não estar a fazer uma citação semelhante. E não disparem sobre a mensageira, lá por não gostarem do estilo ou outra coisa (eu não gosto que ela se tenha prestado a fazer um panegírico biográfico), concentrem-se nos factos.
E sim, também compro revistas de sociedade.
Ou ainda compro. São baratinhas e são um manancial de boa disposição.