Cansado de constatações da treta. Agora é que o corpo docente está envelhecido. Mas a seguir afirma-se que cada vez há mais contratados.
Portanto, o que está a acontecer é que os quadros estão, na prática fechados e, infelizmente, todos envelhecemos.
Facilitem as aposentações e abram os quadros de escola e agrupamento e verão um rejuvenescimento maior do que uma Primavera Tropical. Nem será preciso emigrar.
Cada vez mais cansado de conversa de chacha.
Como esta:
“O estudo sobre o desfasamento etário dos alunos que frequentam o ensino básico e secundário relativamente à idade ideal dos ciclos e níveis respetivos revela que o sistema continua a não estar preparado para responder às necessidades da população que acolhe, utilizando muitas vezes a repetência como meio de superação de dificuldades. Raramente esta solução resolve os problemas dos jovens implicados, pelo que uma primeira retenção é frequentemente geradora de outras e consequentemente de desmotivação e abandono”, avisa o CNE, que apela para uma “mudança profunda na atitude dos professores e das escolas face ao insucesso dos seus alunos”.
O problema são os professores que devem mudar de atitude. Os alunos nem por isso. Podem continuar a trabalhar para o seu insucesso que a responsabilidade nunca é deles.
Bem… realmente o melhor é emigrar… enquanto o CNE não se libertar da prisão eduquesa é apenas mais do mesmo.
Quando é que produziu um estudo preocupado com a condição profissional e o bem-estar dos docentes? Que me lembre, talvez no século passado…
Dezembro 30, 2011 at 9:24 pm
Eu acho que até é mais… “Grelhada”!
Peço perdão ao queirdo líder deste blogue por mais uma vez lhe invadir os aposentos , mas há aqui fresquinho sobre a questão da emigração e seus defensores, num… Louco Pós- Natal:
http://margarida-alegria.blogspot.com/2011/12/o-sincero-lider-e-vida-e-sol-um-louco.html
(acho que vale a pena…)
Boas entradas no Novo Ano! Embora ainda saiam cartoons amanhã e no “dia de Ano Bom”!
Dezembro 30, 2011 at 9:26 pm
Um estudo sobre o bem estar dos docentes só seria feito no sentido de arranjar uma forma eficaz de os matar depressa, sem dor e com o mínimo de custos.
Dezembro 30, 2011 at 9:28 pm
olha se calhar os velhos somos nós na casa dos quarentas….. que los otros se escapuliram todos….. e fizeram bem….
que eu tenho 190 alunos cheios de hormonas de crescimento e 2 DT….!!!! Sim, estou velha, mas regredi no nº de turmas!!!! Portantos sou jovem!!
Dezembro 30, 2011 at 9:32 pm
Sobre o tema do post:
)
já que andam a poupar tanto, não seria melhor começarem a contabilizar os dinheiros gastos nessas ” gorduras” (essas sim) de todos esses estudos da treta?!
devem já ter a conclusão “pronto-a-vestir” e fazem colar à força os dados( lá está…!) com a conclusão pretendida!
E que se decidam: afinal querem manter os profs envelhecidos nas escolas, até se arrastarem de algália, mandando os novos emigrar, ou afinal os “velhos” é que estão em “desfasamento” e há que mandá-los para as câmaras de gás ?
(eu a dar uma ao estilo do “bulimunda”!
E querem renovação? Melhoria?
Cortem nestes dinheiros de peseudo-estudos!
Dezembro 30, 2011 at 9:33 pm
pseudo
Dezembro 30, 2011 at 9:34 pm
#2
sem dúvida! Por esas e por outras é que temo essas leis “fracturantes” como a da eutanásia! Seria porta aberta a muita coisa!
Dezembro 30, 2011 at 9:34 pm
Em relação a esta cultura de desresponsabilização sistemática dos alunos e de demissão das famílias perante a educação, os que tanto se insurgem nada dizem?…
Isso não mobiliza ideologicamente? Não rende dividendos políticos?…
Dezembro 30, 2011 at 9:43 pm
Ora bem, vamos a coisas concretas:
Alguém sabe quando será o próximo “refresh” no CNE? Porque aquilo com as betencurtas e as benaventas lá plantadas pelos socratinos já se conhece a cassete de cor e salteado. Não passam da conversa de chacha eduquesa, e não dão para mais.
A minha curiosidade é em saber se com uma composição mais alaranjada o discurso mudará substancialmente. Ou se, pelo contrário continuaremos a ouvir, num tom talvez mais soft e austero, adequado aos tempos actuais, o palavreado de sempre…
Dezembro 30, 2011 at 9:47 pm
#8,
Por exemplo quando o “mafarrico” passar de suplente a membro efectivo (no dia de São João ao fim da tardinha) vai ser só cólidade.
Dezembro 30, 2011 at 9:50 pm
EU grelhada? NÃÃÃÃ…SOU MAIS ISTO…GÁS NUNCA É TIPO OVERDOSES DE TONY CARREIRA ENQUANTO ESTÃO AMARRADOS NUMA CADEIRA DE BICOS DE BUNSEN!!!
Dezembro 30, 2011 at 9:53 pm
#10

Lembras-te de cada uma!
Olha, vê o link acima, que vale a pena. Muito ao estilo coreano!
Dezembro 30, 2011 at 9:59 pm
#10
e disse aquilo pois tu é que estás sempre a mencionar treblinka, auschwitz.
Mas tens razão. Acho que a tortura que imaginam é mesmo amarrar os velhotes a uma cadeira a escutar o Tony, o actual Marco paulo. Ou a ver telenovelas.
para já preferem-nos amarrar muitas horas às cadeiras da sala de professores apertada, ou à biblioteca sobrelotada.
Dezembro 30, 2011 at 10:01 pm
Podiam bem poupar no CNE. Dizem que extinguem muita coisa, mas ainda está quase tudo a funcionar! (o caso famoso das dres).
Dezembro 30, 2011 at 10:10 pm
Em relação ao CNE, deixo clara a minha posição: devia ser extinto, pura e simplesmente. A educação é uma área que atravessa toda a sociedade e onde não são precisos especiais conhecimentos técnicos para entender o essencial das opções que devem em cada momento ser tomadas.
No debate público tem faltado, como todos sabemos, a voz dos intervenientes directos, no terreno, nomeadamente os professores. Mas sabemos também que não é o CNE que tem dado voz às escolas e aos professores, antes pelo contrário.
Acabar com a aberração obrigaria ainda o Parlamento a assumir plenamente as suas responsabilidades no debate e na definição das políticas educativas, acompanhando adequadamente o sector, ouvindo todos os intervenientes e legislando adequadamente.
Dezembro 30, 2011 at 10:11 pm
«Quando é que produziu um estudo preocupado com a condição profissional e o bem-estar dos docentes? Que me lembre, talvez no século passado…»
Olha aqui mesmo ao lado, em Espanha, fresquinhas decisões do novo governo: congelamento de admissões na função pública, EXCEPTO para pessoal docente, pessoal médico e pessoal das forças armadas e policiais…
E que tal emigrarmos todos para Espanha?
Dezembro 30, 2011 at 10:15 pm
Pois e não existem cortes nos vencimentos nem perda do 13 e 14 mês…e os pensionistas são aumentados em 1 por cento…ah e O DÉFICE REAL VAI SER DE 8 POR CENTO AINDA MAIOR DO QUE O NOSSO MESMO QUE FOSSE SEM O FUNDO DOS PENSÕES…
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/12/com-os-sinceros-votos-de-um-bom-ano.html
Dezembro 30, 2011 at 10:24 pm
#15 e 16,
Em Espanha já tiveram uma guerrita civil e sabem como elas mordem…
O pessoal não brinca em serviço. Cá no burgo somos todos uns masoquistas em estado comatoso.
Dezembro 30, 2011 at 11:06 pm
«Merkel forçou demissão de Berlusconi»
Sr. Dr. Paulo Guinote, professor de História, relembre-me, por favor, o conceito grego de «demo» + «cracia».
Dezembro 30, 2011 at 11:16 pm
Como estamos imbuídos do espírito natalício (eu, pelo menos, estou), cá vai: aos filhos da pu-a que chegam a estas conclusões, sugiro que vão, não à me-da, que era onde deveriam ir, mas que vão, outrossim, perguntar às autoridades canadianas de Vancouver (ou de outra grande cidade canadiana com muitos emigrantes portugueses…) por que motivos resolveram fazer umas escolas especiais para os filhos dos emigrantes portugueses. E calem-se, por favor.
Dezembro 30, 2011 at 11:24 pm
Eu saliento esta parte e passo a explicar porquê:
(…)revela que o sistema continua a não estar preparado para responder às necessidades da população que acolhe, utilizando muitas vezes a repetência como meio de superação de dificuldades. Raramente esta solução resolve os problemas dos jovens implicados, pelo que uma primeira retenção é frequentemente geradora de outras e consequentemente de desmotivação e abandono”(…)
São diversas as situações que podem envolver uma primeira retenção, mas vou-me debruçar numa que me parece especialmente importante – as retenções no 2.º ano de escolaridade.
É preciso dizer que o sistema começa por utilizar a transição “automática” do 1.º para o 2.º ano de escolaridade (1.º ciclo), independentemente dos alunos terem feito as aprendizagens esperadas ou não. Exceptuam-se os casos em que os limites de faltas foram ultrapassados, mas tirando isso, o aluno chega ao final do 1.º ano e transita e pronto.
E é preciso dizer que em muitos casos esta transição do 1.º para o 2.º ano resulta em situações em que os alunos, por não terem feito as aprendizagens que se esperavam no 1.º ano, estão matriculados no 2.º ano mas a fazer em parte trabalho ao nível do 1.º ano.
Ora, perante este cenário, coloca-se uma questão importante.
Quando a imaturidade de uma criança condiciona o seu desempenho no 1.º ano e, consequentemente, no 2.º ano, chegando ao final deste sem ter feito as aprendizagens necessárias, que deve o professor fazer?
A – transitar o aluno para o 3.º ano, mesmo sabendo que não fez aprendizagens que lhe vão fazer falta para conseguir acompanhar o currículo do 3.º ano?
B – reprovar o aluno, permitindo que possa efectuar as aprendizagens essenciais por forma a prosseguir o seu percurso escolar com maior segurança?
.
Qual será a atitude correcta?
Dezembro 31, 2011 at 12:01 am
Já estão outra vez nessa de que reprovar “traumatiza” as criancinhas. O ministro bem podia ser anti- eduquês e pelo mérito e blá blá, mas volta sempre a imperar a eduquesocracia da 5 de Outubro. A máquina engole-os!
Dezembro 31, 2011 at 12:18 am
E que tal se os alunos passassem todos MAS com os níveis que realmente mereciam? No final da escolaridade, saíam com um diploma onde os níveis lá estavam todos, do 1º ciclo ao secundário.
Dezembro 31, 2011 at 12:21 am
Quando era miúdo, lembro-me de brincar com profissões impossíveis como a de calceteiro marítimo ou a de soldador de melões. No CNE e noutras organizações aparentadas estamos cheios de algo do género: gurus ignorantes.
Dezembro 31, 2011 at 12:46 am
Se calhar é cuzido…
Dezembro 31, 2011 at 1:06 am
Este “estudo” não passa de uma teoria que vem sendo defendida já há bastante tempo. Daí que tenha sido criada burocracia para inverter a situação. Há muito que lutam contra as reprovações no 2º ano. Esquecem-se que deixam entrar os miúdos em situações completamente adversas ao sucesso: sem frequência de pré, com 5 anos, sem linguagem vivida e consequentes mecanismos que lhes permitam fazer a ponte para. a linguagem escolar, famílias com poucos recursos e conhecimentos e escolas sem ou com fracos apoios. Eles “transitam” ficticiamente, completamente desfasados em relação aos colegas.
Dezembro 31, 2011 at 1:57 am
# 19
Gostaria de aceder a mais informação sobre essa (triste mas incontornável) realidade… Há alguns anos, os media ventilaram a questão do fraco desempenho dos filhos dos emigrantes portugueses no Luxemburgo e no Canadá, mas devem ter sido rapidamente silenciados. Estávamos em pleno reinado Sampaio, Sócrates, MLR e Companhia, não era conveniente falar do assunto pelas razões que são sobejamente conhecidas. E, claro, é politicamente incorreto reconhecer a sua existência pelo que não se enfrenta o problema, sacode-se para debaixo do tapete!
Dezembro 31, 2011 at 10:24 am
De acordo. Esta é de chacha mesmo.
Dezembro 31, 2011 at 11:03 am
O CNE deve ser extinto urgentemente……………..
Dezembro 31, 2011 at 12:20 pm
[...] Fonte: http://educar.wordpress.com/ Gostar disto:GostoBe the first to like this . Deixe um Comentário [...]