Novembro 2011


A quem, por iliteracia ou apenas despeito, andou pelo FB a partilhar um texto do Fafe contra a greve atribuindo-o a mim. Fico na dúvida entre o analfabetismo funcional e a falta de carácter.

Não que me choque ser confundido com o Fafe ou, de algum modo, me incomodem certos equívocos. Até poderia ter decidido não fazer greve como no passado.

Apenas lamento que existam pessoas na minha classe profissional criaturas destituídas de uma das competências essenciais para serem professores: alfabetização básica e uma réstia de honestidade intelectual.

Colocarem-me mesmo ao lado do Ramiro no DN nos prós e contras da greve.

Vá!, juntemos as manoplas e prostremo-nos perante Nós.

Oasis, Morning Glory

estamos divididos.

Como sempre foi e será. Porquê?

Atrevo-me a apontar uma hipótese que considero lúcida, acaso seja permitida pelos nãos-impragmáticos.

Atrevo-me a escrever aqui que a velhice não pode continuar a ser um posto dogmático. Ainda me atrevo a escrever que a juventude não será nem um posto – menos poderá ser a tomada de um posto.

Não me alongando em demasia, digo que observo tricas ideológicas do século passado, mais do anterior, e, especialmente, a mesma forma de invejar o par.

Se eu fosse doido, e há poucos que o professam, embora veementemente – como se fossem demasiados, ou alienado, aí há menos, ou como quem não fará – da mesma forma lúcida de quem fará – a tal percepção das coisas de amanhã, ria-me.

Não rio, consequente do facto de estar a ser confrontado com a tristeza impotente dos outros; rio por terem decidido ser galhofa. Rio de mim, que sou tão outro louco como os imbecis.

Claro que os criativos irão sempre dizer que a intenção era outra, mas …

Fátima Gomes, da Direção da Escola Secundária de Barcelos, fala num clima de “profunda ansiedade e inquietação” que atinge a comunidade educativa. “A escola tem sofrido muitas convulsões à custa de muitas mudanças”, comenta. Mudanças comunicadas, anunciadas, informadas, aplicadas, por vezes, sem ouvir quem está do outro lado. “Não há uma estratégia de fundo na política educativa há bastantes anos. E a escola é sempre um elemento, em termos sociais, importantíssimo”.

A Secundária de Barcelos tem mais de 1200 alunos, não tem um psicólogo e os professores de Ensino Especial chegam dois meses depois de as aulas arrancarem. Fátima Gomes compreende o discurso da contenção orçamental, mas a experiência ensina a olhar com alguma reserva para as alterações que vão sendo anunciadas. “Por vezes, não tem havido uma boa gestão de recursos e não tem havido equilíbrio na resolução de certos problemas”, refere ao EDUCARE.PT. E os docentes sofrem na pele. “O ónus cai todo sobre os professores que não têm mais para onde se virar”. Afetados financeiramente, o moral também sofre as consequências. Mais do que a poupança nos recursos, Fátima Gomes diz que os docentes estão a ficar sem energia e a sentirem que a sua própria credibilidade é constantemente colocada à prova.

GREVE GERAL: E DEPOIS?…

Estamos em tempos de uma dureza excepcional, que está pronto para desenvolver e amadurecer um descontentamento também excepcional. A tarefa prioritária das forças da contestação tem de ser pensar e propor formas de luta à altura deste desafio, o maior desde o 25 de Abril.

A Greve Geral é importante para marcar uma posição forte – mas deve ser apenas um primeiro (ainda que grande) passo para uma luta mais dura que não deve ficar por aí. Não deve ser vista apenas, calculista e mesquinhamente, como um ganho táctico avulso, mas como uma alavanca para uma estratégia de luta de uma magnitude ímpar, ou não estivéssemos num momemto crucial da nossa vida colectiva.

Até porque há muita gente como eu que pensa que só vale a pena fazer Greve se esse acontecimento não servir apenas – como a experiência infelizmente demonstra – para os contestadores oficiais, no fim, virem recolher os louros e fecharem-se no auto-contentamento beato do “dever oficial cumprido”.

A questão que se coloca aos contestatários desta políticade suicida – designadamente aos partidos da esquerda e aos sindicatos – é saber articular, i.e, dar expressão e conteúdo político ao descontentamento crescente que a situação inevitavelmente trará (estamos só no começo, as medidas mais gravosas ainda não se estão a fazer sentir…).

Por isso, cumpre perguntar: então, e depois da Greve?
Que plano global e estratégico de luta(s) há? Quais são as propostas e objectivos que se podem desde já adiantar ou antecipar (para não se correr atrás dos acontecimentos que, no actual contexto, se podem precipitar de um momento para o outro)? Há alguma plataforma política pensada ou em ponderação para ser lançada e desenvolvida? Que articulação se procurou estabelecer com as outras grandes centrais sindicais europeias, já que a luta neste patamar ou é global ou perde grande parte do seu impacto e eficácia?

Farpas

O sindicalismo de véspera e os piquetes de greve

… esta ameaça…

Ricardo Salgado admite cortar salários dos funcionários do BES em 2012

… será por causa disto?

Presidente do BES Angola constituído arguido em caso de corrupção

Chegado por mail:

Caros colegas: 

          Ainda há quem não saiba?
          GREVE GERAL DIA 24 DE NOVEMBRO!
          Porque já não há quem não saiba porquê!
          GREVE GERAL DIA 24 DE NOVEMBRO!
.
          Pel’A Direcção do Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino
.
          José Calçada
          (Presidente)

Estava a ouvir isto

  

quando dei com isto

Porque é anti-dogma.

Apesar de efémero, é-o.

… porque sabe-se lá se achando que, sendo o último, mais vale esperarem pela greve e pagarem só aos que…

Assim o artista Luís Guerreiro faça a Arte, depois das ideias aqui do eu mesmo.

Quem será a rena Rudolfo? Quem serão o(a)s colegas renas do dito?

E o menino Jesus? E a Virge’Nossassenhora?

E o burrinho?

E os Reis Magos?

Aguardemos… expectantes.

… e os futuros empregadores dos fiscais.

Urgente eleger conselho de fiscalização das secretas

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, alertou hoje os líderes parlamentares para a necessidade de realização da eleição para o conselho de fiscalização das secretas, depois de em outubro ter sido chumbado o candidato proposto pelo PSD.

Eu propunha desde já, e assim de cabeça, o Mota Amaral e o Ricardo Rodrigues. Na dúvida ou havendo só um lugar, o segundo por manifesto perfil adequado à função.

Há uma criatura idiota que, a meio das semanas, normalmente pelas 3ªs e 4ªs feiras, telefona anonimamente aqui para casa. Como pessoa corajosa que é, só late e gane quando não sou eu a atender. Quando sou eu que atendo, acalma-se, não fala, sente-se em segurança e desliga passado um tempo variável. De início ainda tentava que eu não percebesse o som do telefone a ser desligado, agora já anda com maior brusquidão. Não tivesse eu quase a certeza de quem é, ficaria preocupado. Assim, já só encolho os ombros. Arranjasse ocupação e não teria tempo para isto. Já agora, poderia agora telefonar para a escola. Só para reconfirmar.

Cara criatura em causa, eu estou a trabalhar, não estou no convívio.

Se eu podia passar sem fazer este post? Podia. Mas não seria a mesma coisa.

Não carece de comentários. É só para ver se. Arranja uma vida. Apesar da falta de. Substância.

:evil:

« Página anteriorPágina Seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 293 other followers