Novembro 2011


Cavaco quer incentivos para fixar populações nas zonas rurais

O que eu gostava de perceber é como se repovoam os espaços agrários sem centros de saúde, postos de polícia, escolas, estações dos correios, etc, etc, tudo medidas que o presidente fez por não desapoiar com Sócrates e agora com Passos.

A verdade do país real é que temos auto-estradas a atravessar quilómetros e quilómetros de deserto humano e desaproveitamento rural, graças a políticas iniciadas com o primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.

Ainda me lembro de, em Dezembro de 1987, ir fazer um trabalho de campo no Alto Alentejo para uma pós-graduação em detecção remota de vestígios arqueológicos e ver ao vivo as crateras das oliveiras arrancadas em troco de uns contos de réis.

E como, aqui no litoral, por exemplo em Setúbal e Sesimbra (como no Algarve ou no norte, em Vila do Conde. Matosinhos, etc) se forçou o abate da frota pesqueira em vez de a modernizar. Tudo em troca de subsídios sem efeito reprodutico do ponto de vista económico. E em troca da aposta num turismo sazonal.

Eu sei que o actual presidente não é obrigado a admitir que foi o primeiro coveiro da situação que temos, de completa vulnerabilidade da estrutura produtiva primária (a que se relaciona, antes de mais, com a alimentação) mas podia ao menos explicar de que incentivos fala: encerramento das estruturas de apoio à vida quotidiana da população? Sem garantias de serviços de saúde, segurança e educação, acha que as pessoas vão repovoar o interior como?

Antes

Depois

Fosse algum zeco a dever 60 euros… era logo penhorado!

Estado espera há oito anos por 60 milhões do caso Amadora-Sintra

E aposto singelo contra dobrado em como nunca os receberá.

Tanto cuidado em aconchegar formalmente o António José. Até comove.

Governo quer “contacto construtivo constante” com PS

Entretanto, o Expresso escolheu – e bem – Carvalho da Silva como líder da oposição, na ausência de melhores hipóteses.

 

Mudam-se os tachos, mudam-se as verdades

Radiohead, There, There

… não sei se bem ou mal. Não uso a SportCoiso por uma questão de princípios.

Como o Maurício costuma dizer, é altura de fazer um post à maneira.

Até fiz. Antes. Mas acho que até merece um público mais vasto. Depois aviso quando sair. É sobre o sindicalismo que temos e o que não temos.

Cavaco pede “diálogo frutuoso” entre Governo, PS e parceiros sociais

É raro na história recente tanto cuidado em proteger um líder da Oposição. No caso do PR nem quando se tratada do PSD.

Inundação encerrou EBI de Santo Onofre durante mais de uma semana

As Renas do Liberalismo

Arte do Luís Guerreiro a partir de uma ideia minha.

Confesso que fiz muita questão no narizinhos que ele transformou em amorosos corações.

Sobre a questão da abertura omito brejeirice vernacular. Opto pela moderação.

Aliás eu até pelcebelia se o Pedlo fosse japonês. Assim nem polisso.

Passos aberto a discutir com PS “alguma modelação” na aplicação de medidas

… entre cortar 20% das banhas na barriga, das nádegas (embora em certos casos seja crime de lesa-estética) ou mesmo de um braço e cortar 20% do cérebro ou do coração.

Lá porque falta dinheiro não quer dizer que se corte a eito em tudo e que a igualdade, neste particular, seja uma virtude.

Penso eu de que.

Via Parque Escolar, os espaços renovados das Escolas Secundárias estão ao dispor para as mais variadas actividades. A função educativa pode desenvolver-se nos intervalos dos eventos.

As reservas podem ser feitas tipo hotel e chamam-lhe abrir a escola à comunidade. Ou empreendedorismo.

Se repararem, as direcções das escolas não parecem ser tidas nem achadas, pois as novas escolas intervencionadas são propriedade da Parque Escolar.

Clique na imagem para aceder ao site.

Aqui o Guia do Cliente.

 

A Justa Distribuição da Justiça ou O Venha a Nós o Nosso Reino…

Uma “justiça” coisa e tal

Hoje li no JN que o STJ decidiu não analisar o caso da paciente violada no Porto (pelo psiquiatra a quem ela pagava a tratar de uma depressão)  porque o STJ só analisaria no caso de o arguido João Vasconcellos Villas Boas, ter sido condenado, o que “muito miraculosamente” não aconteceu…
Também no mesmo JN li que enquanto a PJ caçou um violador/”negreiro”, que vendeu um jovem deficiente a uns ciganos andaluzes depois de o violar sistematicamente, a portuguesa justiça não deteve o monstro, porque é de um monstro que se trata (assim como o caso do psiquiatra que se aproveita de fragilidade da paciente grávida para a violar).
Num país civilizado estes dois criminosos seriam detidos por muitos e longos anos, e nalguns países, mais civilizados ainda, nunca mais voltariam a ver a luz do dia.

Em Portugal é o que se vê: enquanto a PJ actua eficazmente e a “justiça” liberta os criminosos. A portuguesa justiça – muito hábil em executar penhoras terroristas que deixam pessoas `beira do desespero, algumas dessas penhoras ilegais em Estados de direito “a sério” – é totalmente complacente com crimes que deveriam ser considerados terrorismo contra as pessoas. Decididamente que um  problema maior de Portugal é a justiça, mas isso já foi dito pelo menos um milhão de vezes. Por isso eu já só acredito numa solução vinda de fora. E não só para a justiça…

Álvaro Teixeira

Uma edição do Expresso com uma interessante faceta pró-greve geral. Carvalho da Silva nos altos da semana, logo a seguir a Mário Soares por causa daquele manifesto de que já nos estamos a esquecer.

Um editorial favorável.

Uma peça de Rosa Pedroso Lima muito confortável sobre a greve geral, acompanhada de depoimentos todos no mesmo sentido: o de que a ngreve marcou um evento muito importante e que o governo deve rever posições.

O Expresso ao serviço do povo, pois então!

Ou então com receio que os protestos se tornem inorgânicos e extravasem a capacidade de enquadramento que as centrais sindicais permitem, em especial a CGTP.

De volta. O dia esteve bonito.

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