Novembro 2011


Notícia do Público sem link:

Dívidas da Educação às câmaras já chegam aos 70 milhões

Associação Nacional de Municípios teme “colapso” de algumas autarquias e cortes dos fornecedores

O ministro Miguel Relvas estimou na semana passada que as dívidas do Ministério da Educação e Ciência (MEC) às 308 câmaras nacionais rondam os 50 milhões de euros, mas a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) diz que o governante deve estar mal informado, porque as verbas em atraso só na área da Educação já serão superiores a 70 milhões de euros e remontam, nalguns casos, a 2009.

Há excepções mas, neste particular, a relação entre o estado central e as autarquias é tudo menos transparente. Dos dois lados. E os sacrificados são os alunos. E acabamos com os alunos a levar pepel para fotocópias e papel higiénico para as escolas, ou estas a terem de fazer quermesses e outras iniciativas para coisas simples como uma impressora e um par de tinteiros.

No entretanto, os relvas e os ganhões brincam com os números da vida dos outros.

Se há algo que se continua a notar muito é que o mandato de Sócrates/MLR na área da Educação não nasceu do nada em termos de preconceitos os quais, por seu lado, aproveitou para multiplicar.

O desconhecimento sobre muitas questões concretas do quotidiano escolar acontecem a partir de fora mas igualmente a partir de dentro, assim como nas zonas de fronteira.

É estranho ouvir formadores de professores criticar acesamente essa formação, mas não apresentarem soluções. É estranho ouvir professores de diferentes níveis de ensino desconhecerem o que se passa fora do seu raio de acção diário.

É estranho que professores de certos ambientes sociais não compreendam que existem outros ambientes sociais e educacionais, por vezes bem perto, com quotidianos bem diversos.

É estranho o estado de auto-flagelação +profissional em que caíram muitos docentes. Embora sempre com justificações individuais para as cápsulas defensivas e quase estanques em que se encerraram.

Percebe-se que se ergam muralhas mentais, quando as físicas não são possíveis, para manter o errado do lado de fora. Mas há limites para a desculpabilização pessoal, enquanto se flagela a própria profissão, corporizando nos outros (seja níveis de ensino, seja grupos disciplinares, seja percursos profissionais) tudo o que não está bem. Como se a sua profissão, por um qualquer fenómeno estranho de dissociação, fosse outra que não aquela que se observa e sobre a qual se lançam anátemas.

A distribuição dos erros e da responsabilidade por eles não é equitativa, ou melhor, é equitativa da forma como o actual primeiro-ministro define o conceito: todos são sacrificados teoricamente, mas na prática sabemos que há quem tenha mais culpas. Mas não isso não impede que quem se sinta menos responsável – até por isso mesmo - considere que está liberto de qualquer obrigação para mudar o que está mal ali mesmo ao lado e muito menos que se recuse a conhecer uma realidade que não comprove os seus preconceitos.

Muito menos que erga esses mesmos preconceitos como regra única da sua visão do mundo ou,. pior, que a tente impor aos outros como única. Que vida em monólogo baseado nos seus feitos particulares. No seu sucesso. Que ignore a sua quota-parte no insucesso global, mesmo que seja ínfima.

Mota Soares substitui Vespa por carro de 86 mil

Ministro garante que a compra de viatura de luxo foi ‘herança’ do Governo anterior.

The harder they come, the harder they fall!

Caros colegas Coordenadores

Recebemos indicação que não pode haver voluntários para a bolsa de avaliadores. Todos os professores que possuam Doutoramentos, Mestrados, Formações Especializadas, Formação de Formadores, Parte curricular de Doutoramentos e Mestrados bem como os docentes que tenham orientado estágios, que tenham leccionado em Institutos Superiores de Formação Inicial que sejam Formadores de formação contínua ou especializada são obrigatoriamente indicados

Como reparam quase não escapa ninguém.

Os docentes que preencham qualquer um dos requisitos devem dirigir-se  à direção até dia 29 de Novembro para preencher um formulário enviado pela DGRHE

Divulguem junto de todos os colegas.

Com os melhores cumprimentos

A Diretora

C.

A todos os que acham que a ADD está parada e não é assunto:

“Exmo.(a) Director(a)

Na sequência de contactos com a Direcção Geral de Recursos Humanos da > Educação (DGRHE), os Centros de Formação (CF) e a DGRHE, sobre orientações superiores, decidiram passar a recolha de um conjunto de informações sobre a qualificação dos recursos humanos das suas Escolas/Agrupamentos.

Neste contexto solicitamos a vossa melhor atenção ao texto que apresentamos de seguida:

Valorizar e potenciar as qualificações e experiência profissional dos > professores e educadores dos agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas é essencial para responder à multiplicidade de desafios que se colocam na prestação dos serviços educativos. Neste âmbito, é lançado o presente inquérito por questionário, centrado na identificação dos docentes integrados na carreira que sejam titulares de formação em avaliação do desempenho, supervisão pedagógica e em outras áreas, ou detentores de experiência profissional em supervisão pedagógica.

A relevância deste diagnóstico articula-se, por um lado, com o futuro > sistema de avaliação do desempenho do pessoal docente no que respeita à constituição da bolsa de avaliadores e, por outro lado, com a pertinência de elaboração e implementação, pelos Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE), de planos de acção contextualizados, de modo a responder às necessidades de formação das escolas associadas.

A articulação entre a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), os Centros de Formação de Associação de Escolas e respectivas escolas associadas é fundamental para a recolha de dados conducente à elaboração do diagnóstico referido.

Assim, importa que o Director de cada CFAE articule com o director de cada um dos agrupamentos/escolas associados de modo a assegurar a recolha fidedigna e célere dos dados solicitados.

Apelamos à colaboração e partilha de esforços de modo a que os dados recolhidos sejam enviados à DGRHE até 2 de Dezembro próximo.

Os nossos agradecimentos,

O Director do CF OS

António Canhão”

Já houve um presidente que se congratulou: é o Fado que ri.

Surgiu um politólogo mais exuberante, o fadólogo.

Isto da falta de selecção natural – tem muito que se lhe diga.

Verão as tv’s cheias deles, uns geadas que – há muito –  sabem iluminadamente.

Uns beijos tão carentes, ai, que não valem de nada.

Alfredo Marceneiro, A Casa da Mariquinhas

(não é dos mariquinhas, note-se, pelo contrário… como se percebe pelas tabuínhas…)

Ainda bem que o Fado já não é fascista. E as toiradas.

Hoje esteve assim todo o dia. Pesado.

Orçamento: PS diz que não houve encontros este fim-de-semana

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho disse este domingo que durante o fim-de-semana não houve nenhum encontro com os sociais-democratas para discutir o Orçamento do Estado para 2012, nem os socialistas receberam qualquer proposta que fosse ao encontro das suas.

Especialista defende que seria mais importante abolir pontes e tolerâncias

Cada feriado custa €37 milhões a Portugal. Governo deverá apresentar amanhã aos parceiros sociais a lista que tenciona eliminar.  

Não é isto que aumenta a produtividade nacional. Não é isto que permite competir com os infra-salários asiáticos. Não é isto que permite concorrer com o trabalho de crianças para multinacionais ou de presidiários chineses, a menos que voltemos aos processos da proto-industrialização do vale do Ave até aos anos 80-90.

De uma vez por todas há que definir um rumo, sendo que o rumo do empobrecimento (para a maioria, mas não para todos, que os empreendedores devem ser protegidos, ‘tadinhos!) preconizado por Passos Coelho é uma asneira enorme porque é tentar concorrer num segmento laboral que está ocupado por muitos milhões de trabalhadores asiáticos. Competir nos segmentos da qualidade paga também tem a sua concorrência mas, principalmente, implicaria que os nossos empresários de maior dimensão não procurassem enriquecer apenas na base da especulação financeira ou do comércio e serviços. Que apostassem na produção.

Quando Belmiro de Azevedo se queixou de Portugal não ser auto-suficiente em produtos hortícolas, apresentou alguma medida do seu universo empresarial para suprir essa carência? Quando Fernando Ulrich se encrespa com as exigências da troika estará consciente do que o BPI não fez no passado recente pela promoção da economia nacional? Quando Ricardo Salgado é recebido em São bento vai discutir os incentivos preparados pelo BES para a chamada economia real ou apenas as condições da recapitalização de bancos que se dizem pouco stressados?

Quando certos ex-governantes falam nas televisões sobre a saída da crise e as medidas que deveriam ter sido tomadas, o que sabem eles fazem como gestores e administradores fora de grandes empresas que funcionam em quase monopólio como a EDP, a PT ou a Galp?

GOL: 47 irmãos mudam de maçonaria

José Lamego e Fernando Pereira estão entre os que saíram do Grande Oriente Lusitano para a Grande Loja Legal

A Grande Loja Legal de Portugal (GLLP) – a maçonaria regular que muitos dizem estar ligada ao PSD – está neste momento a integrar 47 irmãos que saíram do Grande Oriente Lusitano (GOL), a outra maçonaria, mais associada ao PS. Segundo o SOL apurou junto de fontes maçónicas, há quem não se reveja na actual liderança do GOL, apesar de o novo grão-mestre – Fernando Lima, que tomou posse este Verão – ter ganho por larga maioria.

Entre aquele grupo de 47 maçons estão algumas figuras públicas, sabe o SOL, como o cantor Fernando Pereira e o socialista José Lamego. Figuras que se juntam, na GLLP, a outros nomes conhecidos – nomeadamente, elementos do actual Executivo, como o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, e o secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, que em tempos foi adjunto de Isaltino Morais (também ele maçon) no Ministério do Ambiente.

Já recebi várias vezes o que passa por ser uma nova versão do ECD proposta pelo MEC. Sinceramente já não sei se é diferente em algo de fundamental (a questão do vínculo?) que não resulte do acordo sobre a ADD. Fica aqui: ECD25Nov2011.

Imaterial?

Só quem nunca entrou, em devido tempo, numa daquelas casas de fado que fechavam a porta quando se começava a cantar o fado. Ai Jesus, que um dia me aconteceu e ainda hoje sinto um trauma no tímpano aqui deste lado.

Isto sim é povo!

Um tipo fica a falar au ralenti mas pelo menos everything’s coming up roses.

O ministro das Finanças defendeu ontem que o Estado social português “é um sucesso”, com “muito mais benefícios” do que custos.

Acho que… sei lá… mais tarde ou mais cedo… o tempo… o azeite… ou os azeites… surgem à superfície…

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