Notícia do Público sem link:
Dívidas da Educação às câmaras já chegam aos 70 milhões
Associação Nacional de Municípios teme “colapso” de algumas autarquias e cortes dos fornecedores
O ministro Miguel Relvas estimou na semana passada que as dívidas do Ministério da Educação e Ciência (MEC) às 308 câmaras nacionais rondam os 50 milhões de euros, mas a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) diz que o governante deve estar mal informado, porque as verbas em atraso só na área da Educação já serão superiores a 70 milhões de euros e remontam, nalguns casos, a 2009.
Há excepções mas, neste particular, a relação entre o estado central e as autarquias é tudo menos transparente. Dos dois lados. E os sacrificados são os alunos. E acabamos com os alunos a levar pepel para fotocópias e papel higiénico para as escolas, ou estas a terem de fazer quermesses e outras iniciativas para coisas simples como uma impressora e um par de tinteiros.
No entretanto, os relvas e os ganhões brincam com os números da vida dos outros.
Novembro 28, 2011 at 11:38 am
e a Parque Escolar, essa invenção da dupla-esperta MLR/sócrates para dar milhões a ganhar aos amigos organizados nas empresas simplex?
Novembro 28, 2011 at 12:43 pm
Agora o governo (actual, tal como o de Sócrates) fala em municipalização porque ainda tem vergonha de usar o verbo condizente com os seus planos: destruição. É apenas um passo intermédio.
Novembro 28, 2011 at 2:27 pm
Não entendo o título porque na notícia nada pode ser invocado contra a municipalização da educação (que pode ser defendidad ou atacada em diferentes graus e níveis). Se o Estado central não cumpre os compromissos financeiros que assumiu então está, de facto, a minar os alicerces do processo de municipalização. Só se pode atacar os municípios no que à educação diz respeito se com o dinheiro recebido este for mal aplicado ou se as autarquias optarem por políticas censuráveis.
Novembro 28, 2011 at 2:33 pm
Um passo intermédio não inclui toda a panóplia de medidas: para já, a asfixia financeira das escolas, entregando-as aos municípios já endividados, sem que lhes sejam entregues os meios financeiros correspondentes às novas responsabilidades. O estado central vai lavando daí as suas mãos.
Novembro 28, 2011 at 2:38 pm
#3,
Não é raro que a compreensão do que está escrito seja atraiçoada por aquilo que o leitor quer que lá esteja.
Aliás, bastaria ler o texto do post para aclarar supostas dúvidas.
O que está em causa é o PROCESSO de municipalização da Educação.
Novembro 28, 2011 at 3:09 pm
Eu também duvido muito.
E não apenas por razões de “dinheiros”.
Novembro 28, 2011 at 9:11 pm
Mas vocês ainda duvidam?!
Dezembro 19, 2011 at 7:43 pm
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