Cavaco quer incentivos para fixar populações nas zonas rurais
O que eu gostava de perceber é como se repovoam os espaços agrários sem centros de saúde, postos de polícia, escolas, estações dos correios, etc, etc, tudo medidas que o presidente fez por não desapoiar com Sócrates e agora com Passos.
A verdade do país real é que temos auto-estradas a atravessar quilómetros e quilómetros de deserto humano e desaproveitamento rural, graças a políticas iniciadas com o primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.
Ainda me lembro de, em Dezembro de 1987, ir fazer um trabalho de campo no Alto Alentejo para uma pós-graduação em detecção remota de vestígios arqueológicos e ver ao vivo as crateras das oliveiras arrancadas em troco de uns contos de réis.
E como, aqui no litoral, por exemplo em Setúbal e Sesimbra (como no Algarve ou no norte, em Vila do Conde. Matosinhos, etc) se forçou o abate da frota pesqueira em vez de a modernizar. Tudo em troca de subsídios sem efeito reprodutico do ponto de vista económico. E em troca da aposta num turismo sazonal.
Eu sei que o actual presidente não é obrigado a admitir que foi o primeiro coveiro da situação que temos, de completa vulnerabilidade da estrutura produtiva primária (a que se relaciona, antes de mais, com a alimentação) mas podia ao menos explicar de que incentivos fala: encerramento das estruturas de apoio à vida quotidiana da população? Sem garantias de serviços de saúde, segurança e educação, acha que as pessoas vão repovoar o interior como?
Novembro 27, 2011 at 4:54 pm
Já agora, alguém verifique quantos milhões de euros foram desperdiçados, nos governos de Cavaco Silva, para o almejado desenvolvimento da aquacultura em Portugal. Uma vez lí o número, numa crónica do Vasco Pulido Valente. Era uma quantidade astronómica de dinheiro do qual se perdeu o rasto.
Mr. Cavacô, so much to answer for…,
Novembro 27, 2011 at 5:01 pm
Até os antigos reis, quando queriam povoar o território, davam forais e outros “strumentos” (isto é, algumas benesses) aos desgraçados que iam para o deserto e para a raia da guerra.
Os atuais governantes deviam aprender com os antigos. Fixar população em locais menos atrativos sempre custou ao Estado. Mas agora é mais com menos…
Novembro 27, 2011 at 5:02 pm
Alzheimer profundo..diria mais esquizofrenia galopante…talvez se importarem cinco milhões de chineses..quem sabe…asco puro..
http://bulimunda.wordpress.com/2011/11/27/nunca-nos-assemelhamos-a-nos-proprios-apenas-a-nossa-propria-sombra-and-morrissey-sister-im-a-poet/
Novembro 27, 2011 at 5:05 pm
PARA ESTA AFIRMAÇÃO SÓ UMA MÚSICA É POSSÍVEL..AH E ISTO..O FIM DA EUROPA LÁ PARA A PÁSCOA…SEGUE-SE EM JANEIRO A ESPANHA…
ARIS, 27 Nov 2011 (AFP) -A presidência francesa afirmou por meio de comunicado emitido neste domingo que existe um compromisso muito forte dos dirigentes franceses e alemães para apoiar a itália no combate de sua enorme dívida.
“Se houvesse um problema italiano, ele afetaria o coração da Eurozona”, afirmou neste domingo a presidência francesa. “A Itália fará aquilo que se comprometeu a fazer”, completou.
Nos próximos dias, o governo italiano deve anunciar uma série de reformas, que deve acalmar os mercados.
Na sexta-feira, Roma havia indicado que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, teriam afirmado ao chefe do governo italiano de que tinham consciência da importância fundamental da Itália para a manutenção do euro.
A Itália pagou caro pelo deslizamento da Eurozona ante a crise. As taxas de empréstimo chegaram a um nível recorde na sexta-feira, com o mercado reagindo mal à reunião de Estrasburgo (leste da França) entre os três líderes citados.
Após esta reunião, Angela Merkel, afirmou que não cederia em nada quanto ao aumento da atuação do Banco Central Europeu (BCE) para combater a crise.
No domingo, a presidência francesa comentou que o BCE continua comprando dívida, mas que “corresponderia a ele” decidir o quanto.
O jornal italiano “la Stampa” deste domingo afirmou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) preparou um plano de socorro de 600 bilhões de euros para a Itália caso a dívida do país se agrave.
Novembro 27, 2011 at 5:07 pm
Para não falar da falta de compreensão das razões pelas quais as pessoas não querem fazer bebés…
Estes apelos servem apenas para a memória futura. A exemplo do que foi feito durante a sua última campanha eleitoral lá foi dizendo que fartou-se de avisar … e que sem ele este sítio seria o caos!
Novembro 27, 2011 at 5:10 pm
Entretando, o filho de Nicolas Sarkozy, lá vai dizendo em surdina que a Zona Euro não durará mais que 3 meses…
Novembro 27, 2011 at 5:18 pm
Novembro 27, 2011 at 5:21 pm
Então e o resto do título, Paulo?
O Presidente da República apelou à criação de incentivos para fixar populações nas zonas rurais, um dia depois de ter promulgado a lei que permite a cobrança de portagens nas SCUT.
Novembro 27, 2011 at 5:27 pm
e com os incentivos à natalidade que temos e os desincentivos ao aborto vessus salários mixurucos vamos longe, ai vamos vamos…
Novembro 27, 2011 at 5:31 pm
Chama-se a isto o retorno do recalcado…
Cavaco tem na consciência o peso de ter dado o grande impulso para a desertificação, a todos os níveis, do país.
Ele é, sem dúvida, um dos pais do modelo de “desenvolvimento” que temos.
Curiosamente, esta questão absolutamente vital continua arredada da reflexão e do debate político. Se a direita com Cavaco fez o que fez, e os governos PS continuaram desabridamente na mesma senda, à esquerda não consta que esta questão suscite particular adesão ou entusiasmo…
Já se tornou um hábito: correr, depois, atrás dos acontecimentos…
Novembro 27, 2011 at 5:41 pm
Outro dia, no Expresso, noticiava-se – recorrendo a dados estatísticos – que, no nosso país, actualmente, o que se gasta com animais domésticos (não se incluem aqui, bem entendido, os animais criados para a alimentação) já é superior ao que se gasta com bebés.
Isto se calhar já é mais do que uma questão de modelo de desenvolvimento: já é também uma questão civilizacional e de cultura…
Novembro 27, 2011 at 5:51 pm
Muito bem!
Novembro 27, 2011 at 6:10 pm
#11
Há uma estatística semelhante, mas essa já tem décadas, que demonstra que se gasta mais, em média, com um animal de estimação nos países ricos do que com uma criança em alguns países do 3º mundo.
Estes factos ajudam a compreender a natureza do capitalismo e do liberalismo económico que tantos continuam a considerar a solução para os problemas da humanidade e a chave do progresso e da felicidade. Se um cão ou um gato de estimação são melhores clientes do que uma criança pobre, então é natural que aquele seja mimado enquanto esta adoece ou morre de fome.
Novembro 27, 2011 at 6:14 pm
Quanto ao post, até tem alguma lógica. O homem confia que agora, que as SCUTs vão ser a pagar, o pessoal do interior fixa-se mais lá pela terrinha e deixa de vir tantas vezes passear até aos grandes centros do litoral. Por isso promulgou a lei que será o primeiro incentivo à fixação:
- Eu queria ir-me daqui embora, mas não tenho dinheiro para a portagem!…
Novembro 27, 2011 at 6:27 pm
#11,
A minha gata é poupadinha.
Fiz as contas há uns tempos e se durar 15 anos acho que me fica por 5000 euros, mas compensa bem mais do que isso.
Agora está a farejar o candeeiro da mesa de trabalho a tentar perceber porque é quente (porque o dono ainda não comprou daquelas “maraquices” de luz fria).
Novembro 27, 2011 at 6:31 pm
Fafe,
Aí vão os umbiguistas morar para a tua beira. Ajeita-te lá um bocado….
Novembro 27, 2011 at 6:32 pm
#15
Mas é metida a independente…
Novembro 27, 2011 at 6:34 pm
#11
Pois é, um disparate. A Azeitona partiu a patinha, 420 euros de operação. Agora vai ser a esterilização, vou ter desconto porque são 3…A Azeitona já está boa e até já andou a surrar a própria mãe…
Novembro 27, 2011 at 6:35 pm
O Governo, Belém e a AR podiam mudar-se para À Dos Compadres…Isso é qu’era!
Novembro 27, 2011 at 6:42 pm
E que tal ressuscitar a Junta de Colonização Interna?
Novembro 27, 2011 at 7:03 pm
Incentivos imateriais, claro.
Novembro 27, 2011 at 8:13 pm
Exacto. Agora é que querem jovens a povoar os vários desertos do país?
Olha, tornem a construir escolas e maternidades e centros de saúde.
Ou então façam uma povoaçãozinha perto da fronteira para poderem ir lá abastecer–se e ter os filhos.