… algumas coisas curiosas sobre o ministro Relvas e o seu recente passado empresarial.
- Mais um laranjinha que andou agarrado ao BPN, neste caso até bem tarde e já sabendo que coiso.
- A imaginação extrema na escolha do nome da empresa.
- O que entre nós passa por ser empreendedorismo continua ao nível do Oliveira da Figueira.
Miguel Relvas colaborou com empresa do BPN antes da nacionalização
O antigo deputado do PSD e actual ministro era colaborador de uma consultora que colaborou com o Banco Efisa, do grupo BPN, num negócio no Brasil
Antes da nacionalização, o então deputado Miguel Relvas intermediou para o Banco Efisa, do grupo BPN, um negócio da ordem de 500 milhões de dólares, que envolveu o município do Rio de Janeiro. Abdool Vakil, ex-presidente do Efisa, confirmou ao PÚBLICO que Relvas, na altura membro da bancada parlamentar do PSD, o ajudou “a abrir portas no Brasil”, mas o actual ministro explica que a sua colaboração ocorreu sempre “no quadro” da Kapakonsult, onde era administrador, e que teve um único cliente: o banco de negócios do BPN – Efisa.
A Kapakonsult foi criada pelo gabinete de advocacia Barrocas, Sarmento e Neves, onde Relvas colaborava, em Março de 2007, ou seja, 19 meses antes da nacionalização do BPN/Efisa, com a finalidade de dar assessoria jurídica, comercial, fiscal, financeira e realizar “estudos de prospecção de mercados para produtos e serviços de toda a natureza” e ainda “mediar negócios”. Em Março de 2010, os advogados decidem encerrar a consultora, “dadas as fracas expectativas de negócio”, divulgando um lucro de 27.944 euros e custos de 31.362 euros. A decisão é tomada ano e meio depois de o BPN, gerido por Oliveira Costa, ter entrado em colapso, arrastando consigo o Efisa, o único cliente da Kapakonsult.
Novembro 23, 2011 at 3:00 pm
Dá que pensar,
Novembro 23, 2011 at 4:00 pm
“um lucro de 27.944 euros e custos de 31.362 euros.”
é assim mesmo ó Relvas – como a érretêpê – mostra-lhes como é que a coisa funciona.
Novembro 23, 2011 at 9:41 pm
O empreendorismo de Relvas está esclarecido no post.
O de Passos Coelho está esclarecido aqui.
É tudo gente de gabarito. Sabem do que falam. Como administradores, experientes, deixaram um rasto de empresas falidas mais visível que a cauda do cometa Haley.