estamos divididos.

Como sempre foi e será. Porquê?

Atrevo-me a apontar uma hipótese que considero lúcida, acaso seja permitida pelos nãos-impragmáticos.

Atrevo-me a escrever aqui que a velhice não pode continuar a ser um posto dogmático. Ainda me atrevo a escrever que a juventude não será nem um posto – menos poderá ser a tomada de um posto.

Não me alongando em demasia, digo que observo tricas ideológicas do século passado, mais do anterior, e, especialmente, a mesma forma de invejar o par.

Se eu fosse doido, e há poucos que o professam, embora veementemente – como se fossem demasiados, ou alienado, aí há menos, ou como quem não fará – da mesma forma lúcida de quem fará – a tal percepção das coisas de amanhã, ria-me.

Não rio, consequente do facto de estar a ser confrontado com a tristeza impotente dos outros; rio por terem decidido ser galhofa. Rio de mim, que sou tão outro louco como os imbecis.