estamos divididos.
Como sempre foi e será. Porquê?
Atrevo-me a apontar uma hipótese que considero lúcida, acaso seja permitida pelos nãos-impragmáticos.
Atrevo-me a escrever aqui que a velhice não pode continuar a ser um posto dogmático. Ainda me atrevo a escrever que a juventude não será nem um posto – menos poderá ser a tomada de um posto.
Não me alongando em demasia, digo que observo tricas ideológicas do século passado, mais do anterior, e, especialmente, a mesma forma de invejar o par.
Se eu fosse doido, e há poucos que o professam, embora veementemente – como se fossem demasiados, ou alienado, aí há menos, ou como quem não fará – da mesma forma lúcida de quem fará – a tal percepção das coisas de amanhã, ria-me.
Não rio, consequente do facto de estar a ser confrontado com a tristeza impotente dos outros; rio por terem decidido ser galhofa. Rio de mim, que sou tão outro louco como os imbecis.
Novembro 23, 2011 at 11:20 pm
Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos. Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital. Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade. As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.
Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma. Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir. Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem.
Nicolau Gogol, in ‘Almas Mortas’
Novembro 23, 2011 at 11:30 pm
UMA POESIA DE HORACIO
1/11
Tu ne quaesieres (scire nefas) quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptarias números. Vt melius quicquid Eric pati!
Seu pluris hiemes seu tibuit Iuppiter ultimam
Quae nune oppositis debilitar pumicibus maré
Tyrrhenum, sapias, uina liques et spatio brevi
spem longam reseces. Dum loquitur, fugerit invida
Aetas: carpe diem, quam minimum crédula postero.
1/11
Não tentes (é inútil) saber do amanhã, do que, Lito Casara,
nos reserva o destino nem mesmo nos horóscopos da Babilónia
e aceita: o que tiver de ser assim será. Quer nos dê mais invernos,
Júpiter, ou somente este que, nas rochas, do rio Madeira as ondas
vão quebrar. Vive, bebe o teu vinho, no curto prazo, no longo,
nunca se sabe. Afinal enquanto loquaz falo o tempo se escoa
Goza teu dia, hoje, que o amanhã é incerto como o vento.
Novembro 23, 2011 at 11:32 pm
Ifigénio….esta é para ti…..eheheheheheh
Novembro 23, 2011 at 11:32 pm
O Horácio bebeu do Kayan.
Novembro 23, 2011 at 11:33 pm
Velhice de posto? Hum…
“Isto é um bom cartão vermelho ao Governo e às suas práticas contra os trabalhadores do sector privado e público e que levam ao empobrecimento do País”. Carvalho da Silva (DN).
Pois, o problema é que, nesta conjuntura, só uma “admoestação disciplinar” não chega. E ficar satisfeito com a “vitória moral” é não só escasso como comprometedor. E desmobilizador.
Tem que se jogar tendo uma estratégia – não uma táctica para ganhar um jogo, ainda que seja um “derby” – mas para ganhar o campeonato.
Novembro 23, 2011 at 11:37 pm
GOSTO MAIS DO GOGOL..EPÁ ESSA É DE FINO RECORTE LITERÁRIO PAULO..Mas este contudo..a ver se passa…
Poema da F..DA
Neste Portugal imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fo..de,
Onde todo mundo é fodido.
F..dem moscas e mosquitos,
F..dem aranhas e escorpiões,
F..dem pulgas e carrapatos,
F..dem as empregadas com os patrões.
Os brancos fod..m os negros
Com grande consentimento,
Certos ‘amigos’ fod..m as noivas
Até quase à hora do casamento.
General f..de o Ministro,
Autarca a ordem de prisão.
E os gajos da Assembleia da República
Vivem fod..ndo a nação.
Os freis fod..m as freiras,
O padre f..de o sacristão,
Até na seita do crente
O pastor f..de o irmão.
Todos f..dem neste mundo
Num capricho que alivia.
E os danados dos VIP’S
F..dem os putos da
Casa Pia.
Parece que a natureza
Vem-nos a todos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para f..der.
E você, meu nobre amigo
Que agora se está a entreter,
Se não gostou da poesia
Levante-se e vá-se f..der!!!
Autor Desconhecido
Também pudera, se fosse
Novembro 23, 2011 at 11:42 pm
Gogol é um número grande. Quase equivalente ao fractal. Mas o fractal consegue ser maior que si próprio.
Novembro 23, 2011 at 11:58 pm
Ó stôr, e se trabalhassem e se preocupassem com os putos e não apenas com o vil metal?
Tínhamos um g’anda stôr!
Assim, temos isto…
Boa greve, stôr.
Novembro 24, 2011 at 12:00 am
Não peide aqui, baby.
Novembro 24, 2011 at 12:05 am
Novembro 24, 2011 at 12:21 am
Mas que encenação …
Novembro 24, 2011 at 12:25 am
… e o Comité a ver.
Novembro 24, 2011 at 12:28 am
#12 Isso não deve ser para mim.
Novembro 24, 2011 at 12:31 am
#9