Domingo, 20 de Novembro, 2011


Tiago Bettencourt/Mantha, Pó de Arroz

How About Better Parents?

IN recent years, we’ve been treated to reams of op-ed articles about how we need better teachers in our public schools and, if only the teachers’ unions would go away, our kids would score like Singapore’s on the big international tests. There’s no question that a great teacher can make a huge difference in a student’s achievement, and we need to recruit, train and reward more such teachers. But here’s what some new studies are also showing: We need better parents. Parents more focused on their children’s education can also make a huge difference in a student’s achievement.

Directo: Rajoy alcanza una mayoría absoluta superior a la de Aznar

APEDE:

Greve geral, passado um ano…

Correntes:

fico e faço greve

Não é em termos relativos ao passado, ao futuro ou a outros partidos, mas meramente em relação ao estado actual do país. O que adianta existir o PS no estado catatónico em que ficou, com o Ricardo Rodrigues a falar de Justiça, o Carlos Zorrinho a liderar o grupo parlamentar e o Paulo Campos com carta branca para falar de economia e obras públicas?

(isto para não falar das crónicas do Assis no Público que cansam ao fim de dois parágrafos e de um Seguro que ora tem folga, ora não, sendo a sua maior dúvida se o 5 de Outubro merece ser feriado ou nã0.)

Carta aberta ao PS

E para quando o encerramento dos cursos de formação de professores? Ou há demasiados nichos poli e superiores dependentes da produção de desempregados?

Desemprego de professores sobe 56% num ano

No Público de hoje surge um ranking interessante: o dos gastos autárquicos com as famílias e instituições sem fins lucrativos.

A média nacional é de 4,8% dos orçamentos municipais. São valores relativos e não gastos absolutos, o que permite comparar melhor as prioridades.

Os concelhos que gastam mais neste particular, pelo menos o dobro da média nacional, são os seguintes:

  • Cascais (15,5%)
  • Via Praia da Vitória (14,3%)
  • Alcoutim (13,9%)
  • Madalena (13,4%)
  • Vagos (13,2%)
  • Espinho (12,9%)
  • São Roque do Pico (12,2%)
  • Vizela (11,9%)
  • Alter do Chão (11,3%)
  • Barcelos (10,9%)
  • Chamusca (10,4%)
  • Pombal (10,4%)
  • Arraiolos (10,2%)
  • S. Cruz da Graciosa (10,1%)
  • Trofa (9,8%)
  • Porto Moniz (9,7%)
  • Vila Real S. António (9,6%)

É verdade que há outros gastos sociais não contabilizados, mas a lista disponível nas pp. 5, 6 e 8 é muito instrutiva e um estudo sobre as cores partidárias era capaz de ser curioso porque nos alteraria certas percepções entre discurso e prática. Não é por acaso que a zona onde vivo e lecciono está tão mal colocada (ou ausente mesmo) desta lista. Muita conversa, poucos actos.

Havia um governo que prometia a modernidade e deixou uma insolvência, confessada num acordo com a tríade/troika/triunvirato.

Há um governo que garantia que estávamos em insolvência e que era necessário o acordo mas que, chegando ao poder, vai afirmando a conta-gotas que a insolvência era, afinal, uma grande insolvência.

Há uma oposição cujo maior partido renova uma liderança, mantendo a velharia da antiga, que se abstém com uma violência tal que é a única aleijada no processo.

Há uma outra oposição, mais pequena, aguerrida e discursivamente coerente, que já parece ter saudades do que dizia ser mau e já parece tomar como esquerda o que antes gritava ser direita. Pior, chegou a anunciar ou a apresentar moções de censura mas agora acusa quem terá votado para derrubar o governo que diziam querer derrubar, mas afinal talvez não.

Temos ainda um grupo de malta que protesta e acena com uns exemplos externos escolhidos selectivamente (um pouco como os que querem tudo como está fazem) sem demonstrarem o que foi conseguido de concreto (ou sem explicarem que a Islândia tem uma população inferior ao concelho de Sintra).

Temos nos tribunais, ou fugindo pelos meandros do sistema, um número apreciável de figurões do regime que começou a sugar os fundos europeus em proveito próprio, deixando o país entregue a si mesmo, sendo que o principal responsável de altura agora parece baralhado e desdizer o que dissse e dizer o que nunca disse. E temos em lista de espera um grupo de outros que já deveria ter chegado à barra dos tribunais mas que, em vez disso, ainda se passeia pelo parlamento.

Temos nas finanças uma banca que é liberal apenas quando especula, querendo protecção quando falha o cálculo dos riscos, mas uma protecção sem contrapartidas e sem conselhos (ler aqui). Isto para não falar na banca formal ou informalmente falida que está à venda em Angola (não chegava o BPN, agora também o BCP, como se lê no caderno de economia do Expresso).

Temos uma economia em que os que apontaram os serviços, os eventos efémeros e a inovação como a via da salvação, agora clamam pelo regresso à terra e ao cultivo das cebolas e limões (ler aqui), ao mar, enquanto uns aprendizes de economistas recomendam que os inovadores qualificados emigrem.

Temos um punhado de governantes que da realidade concreta conhece os gráficos e tabelas e um amontoado de assessores que acha que governar um país é o mesmo que dizer uma graças nos blogues.

Temos uma população que, em grande parte, sabe que abusou um bocadinho da sorte quando comprou o jipe ou o audi com o crédito à habitação, pensando que podia viver à europeia.

Temos uma crescente população-lumpen que, longe das tertúlias jornalísticas, blogosféricas ou cosmopolitas, já está a pagar e vai pagar ainda mais e de forma duríssima esta crise. Aqueles a quem querem reduzir os apoios sociais e que são equacionados como variável menor na fórmula macroeconómica.

Estamos tramados é o que é.

Do prematuramente desaparecido Tony Judt, provavelmente o único verdadeiro herdeiro de Eric Hobsbawm que, assim lhe sobrevive.

Para todos os que têm prazer em ler mais do que pastilha elástica literária ou ensaística.

Há edição nacional, mas custa mais 3,5€, estamos em tempos de crise e o Inglês do 11º ano, apereiçoado com o lifelong learning e sem britishes e cambridges, chega há muito tempo para as encomendas.

 

Pelo menos para quem trabalha em história das Mulheres e, em acumulação, sobre as primeiras décadas do século XX.

A actual professora da petiza está na 1ª pág do Público e lá dentro faz parte de um friso de quatro professore(a)s que, nas páginas 18-19, testemunham a precariedade da função docente contra os mitos da segurança profissional dos professores e o ciúme social que tem sido alimentado desde 2005 e que este governo e este ministro ainda não souberam travar devidamente.

Mas há quem tenha saudades de quem assinou o acordo com a troika. Que, tirando o cabecilha e mais dois ou três, permanecem no comando do PS, só que com um líder a querer parecer qualquer coisa que não se sabe (nem o próprio) o que será.

PS abstém-se da greve e clama pela concertação

“O PS não toma posição sobre a greve geral” da próxima quinta-feira e, “enquanto partido político, não participa” nela, disse ontem ao DN Miguel Laranjeiro, dirigente socialista responsável pelos assuntos sociais e laborais.

No congresso da Corrente Sindical Socialista (CSS) da CGTP-IN, que hoje será encerrado pelo líder do PS António José Seguro, Laranjeiro não falou do tema – apesar de a greve ser tema central do congresso e de o apelo à participação estar afixado no púlpito.

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